Mande sugestões, críticas, elogios e dúvidas !
Fechado.


Blogcídio

Blogcídio= blog + suicídio



Caros leitores,

temporariamente, este é o fim do Televisionando. A todos os que me acompanharam por aqui, muito obrigado. Mas os tempos são outros.

Estou começando um novo projeto de blog, que incluirá majoritariamente televisão, mas também terá outros assuntos. Será um prazer ter sua companhia.

Entre no Entrei de Gaiato!

O endereço é entreidegaiato.blogspot.com

(Maiores explicações estão lá, também.)

Obrigado e te vejo por lá!

***
Quem tem blog com link para o Televisionando, por favor, mude, ok?


por Gustavo Cruz

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A notícia mais engraçada da semana



Do UOL:

Televisa ordena que Bárbara Paz se suje com carvão

Executivos da Televisa ordenaram que Bárbara Paz, protagonista da novela Maria Esperança, deveria sujar seu rosto com carvão nas gravações das cenas para parecer bem pobre, assim como aconteceu com Thalia em Maria Mercedes.

A atriz não aceitou esta ordem e o caso ainda repercute nos interiores da Anhangüera.


Sem comentários. Enquanto o SBT perde tempo com isso...


por Gustavo Cruz

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Quando a gente gosta de Gilberto Braga, a gente sempre recebe algo em troca

O quê?! Mary Montilla em Paraíso Tropical?! Vou ter um ataque do coração.

UPDATE - O episódio deste sábado, em que Mary Montilla apareceu, foi o único bom da semana inteira. Aliás, foi muito bom. Teve aquela seqüência ótima da ex-Ana do Véu, com um jogo de enquadramentos brilhante, e a saída da Ioná Magalhães e do Hugo Carvana do prédio deles, como se fosse um tapete vermelho. E, claro, Mary Montilla - que foi cool pra caramba, mas não foi a melhor coisa do episódio. Bom assim - pelo menos não é previsível!


por Gustavo Cruz


E a novela do Gilberto Braga continua mal... Tem que ter uma solução!



Para não deixar sem comentários o desenrolar de Paraíso Tropical: com mais dois capítulos na bagagem, a novela continua com problemas. E alguns sérios. Isso tem que mudar.

O Tony Ramos também não está muito bem, não. Continua um pouco, digamos, over the top.


por Gustavo Cruz

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Senhoras e senhores, o Big Brother já tem um vencedor!

E é esse cara que voltou do paredão hoje. Tá com o dinheiro no bolso, pode ficar tranqüilo. Esse é um ano de protagonista.

Veja:

BBB1: Kleber era protagonista
BBB2: Rodrigo não era protagonista
BBB3: Dhomini era protagonista
BBB4:Cida não era protagonista
BBB5: Jean era protagonista
BBB.6: Mara não era protagonista
BBB7: Diego é protagonista

A ordem não deixa dúvidas: o vencedor é aquele rapaz que já se vê como tal. Será a coroação do óbvio.

A disputa interessante, agora, é pelo segundo lugar. Quem você acha que fica com o vice-campeonato?


por Gustavo Cruz

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Caí do cavalo: estréia de Paraíso Tropical foi decepcionante e broxante. Talvez haja muito de Ricardo Linhares e pouco de Gilberto Braga nessa novela



O título é de novela das sete? É. O título deveria ser o previsto anteriormente, Copacabana? Sim, a abertura e os belos planos-seqüência do início (tanto o de dia, melhor deles, como o de noite, subseqüente) que o digam. Isso não é problema. Aliás, diante daquilo que eu vi no primeiro capítulo de Paraíso Tropical, nova novela das oito, na noite de ontem, não é problema com toda a certeza. E é importante que Gilberto Braga, como autor esperto que é, deixe o Ricardo Linhares sozinho por alguns dias e, sozinho, consiga detectar e dar um basta nos problemas apresentados no capítulo de estréia. Se ele já se deu conta disso - e eu acredito seriamente que já -, os próximos capítulos já poderão até ter a correção. Mas, analisando a estréia, única e exclusivamente, a sensação que me dá (talvez pela ansiedade e expectativa acumulada) foi a de uma decepção. Caí do cavalo.

Todas as formas que Manoel Carlos usou na novela anterior a essa, Páginas da Vida, de tirar as muitas facetas dos personagens e colocar tudo de uma forma muito óbvia, foram aqui moldadas a um outro lado da sociedade carioca, mais luxuosa e que sempre agradou mais a Gilberto Braga. Tudo foi simples demais, comum demais, e os personagens não tinham nada que fosse, de fato, surpreendente. Em Celebridade, no primeiro capítulo, Laura foi, da primeira a última cena, roubando os momentos da mocinha vivida pela Malu Mader, desde uma mulher deslumbrada até uma vilã danada de maquiavélica. Nessa novela, todos os personagens foram a mesma coisa do início ao fim do capítulo - e eu não digo no bom sentido, de não mudar de personalidade pela linearidade, mas no sentido de que, simplesmente, eles tinham apenas a cara sem graça que mostraram.

O personagem de Tony Ramos, por exemplo, desde a cena inicial em que já aparecia irritado, foi até o fim aquele empresário que adora gritar (Tony está seguro no papel, mas não conseguiu, nas cenas do capítulo de estréia, manter o mesmo tom dos outros companheiros de cena). Já Wagner Moura, sempre talentoso, pegou a cara certa, e com um texto mais elaborado, pode ter grandes momentos. Mas sou daqueles que acha que vilão nunca terá grandes momentos como uma vilã, então ainda estou no aguardo de mais uma das vilãs históricas de Braga. De resto, o elenco não surpreendeu em nada: Susana Vieira ainda é a mesma retirante de Senhora do Destino (até a roupa é a mesma); Fábio Assunção tem a cara de mocinho, mas não mastiga o texto por completo; e Alessandra Negrini simplesmente é irritante como protagonista, embora eu não duvide que saiba fazer os dois papéis que lhe foram reservados (das gêmeas) com a heterogeneidade correta. Camila Pitanga e Vera Holtz ainda pouco mostraram, e não se destacaram nesse pouco (Pitanga está belamente caracterizada, e Holtz também, ao menos - sim, eu estou falando de cabelo).

Essa sensação de que coisas óbvias tendem a acontecer, como na seqüência final, em que mocinha fica com os olhos brilhando ao encontrar mocinho (embora eu não tenha visto o cruzamento da fronteira entre a preocupação e o amor à primeira vista da personagem. Senti mais a própria direção da novela me indicando que isso estava acontecendo), incomodam quando estamos falando de alguém que escreve muito bem, e que gosta de surpreender. Eu acredito que Gilberto Braga saberá falar do turismo sexual sem lembrar a abordagem de Belíssima ou de, em menor grau, Mandrake - mas não senti isso por enquanto. Talvez os atores e os personagens possam se encontrar e abraçar o texto com mais amor (melhorando o conjunto, pelo menos), e isso venha a ajudar, mas é bom que seja logo.

Às vezes, a falta de destaque, como no capítulo de estréia de Belíssima, em que as coisas aconteciam normalmente, impressionam involuntariamente. No caso de Paraíso Tropical, mesmo sabendo que faltam personagens a se apresentar, a falta de narrativa densa me lembrou enrolação e, pura e simplesmente, falta de trama forte. Minha empolgação com a trama broxou, do primeiro minuto ao último.

Ao menos a Copacabana de Giba é mais encantadora que o Leblon de Maneco. Aquele condomínio Copamar me deixou seduzido, apaixonado pelo jeito que o autor realmente gosta de escrever sobre o ser humano (o flagra da polícia, a briga e a volta para a vingança, ainda que sem as proporções monumentais de sempre). No mais simples da estréia, como a paisagem e os personagens de menos destaque, além da abertura que poderia ser uma propaganda turística do Estado do Rio de Janeiro, de tão rica, me lembrou que esperança há, mas que ela pode ter menos espaço para crescer do que o desejado. Tomara que eu esteja errado.



por Gustavo Cruz

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Eu não coloquei como destaque do dia, mas não vai esquecer da novela do Giba!

Uma pena que o apelido do Gilberto Braga (Giba) não é tão conhecido como o do Manoel Carlos (Maneco). Meu autor favorito merecia ser tratado com um apelido. E a novela dele, hoje, já está me deixando suado de ansiedade - elencão e luxo, coisas imprescindíveis. Não vai esquecer: Globo, 21h, novela do Giba, Paraíso Tropical!

"Ah, mas tem Lost, Gustavo!", você vai dizer. Ouve o meu conselho: deixa pra ver na reprise e vê a estréia da nova novela das oito. Ok?

E eu acabei de lembrar que depois de amanhã (quarta) tem a estréia de Ídolos 2. Vamos ver no que vai dar. Pelo visto, a estréia de Ídolos vai ficar só para o final do mês...


por Gustavo Cruz


Silvio contra o auditório; Diego contra o resto da casa do Big Brother

E o Tentação ontem, hein? Eu tinha esquecido o quão divertido é aquele programa.

Silvio e Lombardi vs. O auditório e seus espanadores coloridos. O "Não sei se fico ou se vou, não sei se vou ou se fico...". Tudo hilário. O "Aonde a vaca vai, o boi vai atrás" deve ficar pra semana que vem. Mas já está de ótimo tamanho!

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E o paredão do BBB7 também foi poderoso, como eu esperava e pelo qual eu torcia (ver dois posts abaixo). Flávia sai, agora, vendo as enquetes, com certeza - mas eu ainda tinha esperança de que ela poderia ficar!

A disputa agora é pelo segundo lugar.


por Gustavo Cruz


Não, não é o ANTM brasileiro: Batalha de Modelos fala sobre moda, mas não consegue ir além com o tema. É um fracasso

É extremamente difícil não comparar o America's Next Top Model com a estréia da MTV do último domigo (22h), Batalha de Modelos. Claro que julgamento é uma coisa, e comparação é outra, mas, ainda assim, esse paradoxo é de deixar qualquer um decepcionado com o programa.

E decepcionado porque é apresentado por uma pessoa da moda (Daniela Cicarelli), com jurados que são do mundo da moda (a exceção é uma sátira à arrogância do meio, com a mesma atriz que faz a Madrasta do Beija Sapo - quem não se dá conta disso, porém, não vai entender a piada), participantes que tem antecedência anônima no mundo da moda e, obviamente, o pano de fundo é, mais uma vez, a moda. Só que, na uma hora de programa (mesma metragem do ANTM), o que se vê é um programa que faz de tudo, mas não dá noções de moda, nem sequer respira esse mundo. É uma alienação, em termos de proposta televisiva. Um fracasso, sem meio termo.

Chega a ser interessante, do ponto de vista analítico, ver a falta de aproveitamento do tempo que se tem. As provas, que pegam as modelos, colocando-as em teste para ver quem se sai melhor, são irrisórias. Uma delas, em que as participantes tinham que dançar com um cover de Michael Jackson, não tinha propósito. E outra, com um desfile com trocas de roupa, não teve a avaliação na direção correta (os jurados deveriam ver quem se trocou no tempo certo, entrou com segurança e desfilou com calma. Eles olharam apenas o desempenho no desfile). No meio do furacão, Cicarelli não faz nada mais do que dizer que tal roupa "é muito bonita" e fazer graça com a platéia. Aliás, o momento em que duas pessoas do público disputam, em um desfile amador, uma peça de roupa um do outro, a ser decidida na hora, é no mínimo constrangedora - eles parecem desesperados, por não querer perder a corrente do pescoço ou o tênis, e não estão descontraídos com a situação. Mesmo assim, esse tipo de interação com a platéia, em que a apresentadora sai da condição de mediadora e vira animadora, parece ser aquele com que ela mais se diverte - nesse caso, com essa relação não valendo para todos os programas, parece ser, também, o momento em que ela se sai melhor.

A proposta imediata do Batalha de Modelos também extingue qualquer possibilidade do público criar empatia (instantânea ou de acordo com a evolução) com as participantes. A apresentação delas dura menos de um minuto num vídeo particular introdutório, que em nada ajuda, e dois minutos depois elas estão lá, no palco, ao som de Ivete Sangalo, fazendo caretas - o fato de que a participação delas no programa dura apenas essa uma hora é decepcionante, porque elas não terão sequer uma jornada no "reality". Não dá sequer para ver quem é de fato a melhor, e as noções do júri de especialistas, que incluiu um cabeleireiro e uma consultora de moda (além da já dita sátira, cujo voto valeu igualmente) que só riam, não instruíam, e, provavelmente por muito cochichar, acabaram, em 90% das vezes, dizendo as mesmas coisas. Cadê o jeito fashion de ser? Sendo bem sincero, pessoalmente, eu achei o programa chato. E olha que eu gosto muito de ANTM, que me faz rir, emocionar e aprender, com as provas, as participantes e os jurados.

Não que eu quisesse aprender sobre moda, nem que eu exija que o programa ensine aos telespectadores as novas tendências - mas, já que eles propõem isso, o ideal jamais será o que foi feito nesse piloto, com a prova dos desfiles sendo um merchan de determinada marca de roupas, que forçou elogios não tão espontâneos da apresentadora. Ora, no horário da tarde, vendo o Topa ou Não Topa, no SBT, eu aprendi, autodidatamente, que aquelas perucas pretas das moças com as maletas não são belas opções para aquele tipo de roupa, nem para aquele tipo de gente. Muito mais do que vendo o Batalha de Modelos.


por Gustavo Cruz

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Veronica Mars, churrasco para Páginas da Vida, o Big Brother e "Aonde a vaca vai, o boi vai atrás"



Só pude ver a estréia de Veronica Mars nesse sábado, tive que sair de casa no meio de Battlestar Galactica para um compromisso marcado há algum tempo. Não fosse o horário intragável que a TNT cedeu às duas (a tarde de sábado; 15h e 16h, respectivamente), talvez eu desse um jeito para ver, mas você como são as coisas.

De qualquer maneira, gostei muito da premiere da temporada de Veronica, segura, madura e divertida. Visualmente a série continua gostando bastante das sombras, o que pessoalmente me agrada muito, e narrativamente parece (os próximos episódios nos dirão se apenas parece ou se é de verdade) que há uma mudança ocorrendo nos personagens - vocês não sentiram a Veronica diferente, por exemplo? Interessante nessa série é ver que mesmo num episódio como esse, bobinho em conteúdo ("o amigo do meu amigo teve o carro roubado, vou ajudá-lo e situo vocês, amiguinhos telespectadores, no ambiente da nova temporada!"), ele é digno de ser assistido. E o desfecho com a moça estuprada, chorando ao espelho, aí sim não teve nada de bobinho, porque foi algo desenvolvido nas entrelinhas do episódio.

(Ah, as referências! Adoro referências em séries. Clint Eastwood e Whathafrak.)

Já quero ver o próximo, se no próximo sábado à tarde eu estiver livre, é claro. Ô, horário de matar!



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Meus vizinhos devem estar fazendo um churrasco de despedida à Páginas da Vida, porque o cheiro de carne acompanhado da trilha sonora da novela está rolando desde que o capítulo terminou. A sensação não é muito boa.

Bem, acompanhado desta sensação, estava pensando em como o paredão do Big Brother 7 de amanhã é tudo ou nada.

Ou dá Diego e Flávia, que eu acho meio indefinido, ou dá Diego e Alberto, que é bem previsível. Qual você acha que acontece?

Eu aposto no primeiro, e torço para que ele aconteça.

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Imperdível, amanhã:

  • Nova temporada de Uma Família da Pesada, na FOX, às 21h30.

  • Silvio Santos desenterrando o Tentação, em algum momento entre 13h e 17h.

    UPDATE - A estréia do Batalha de Modelos, na MTV, às 22h, também é um dos destaques do domingo.


    por Gustavo Cruz

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    "Moça bonita!": último capítulo de Páginas da Vida deu seqüência aos incontáveis problemas da trama, salvo o depoimento derradeiro



    A título de curiosidade, vale começar esse texto contando uma coisa sobre Páginas da Vida que eu descobri recentemente, num consultório médico. Folheando uma Contigo antiga, li uma reportagem contando o cotidiano de Manoel Carlos em época de novela. A curiosidade foi ver que, na parede do escritório em que ele redige os capítulos, há, colada, uma folha inteira com a palavra "Ouse", escrita repetidamente em diferentes letras. Disse ele, era para incentivar a ousadia dos capítulos.

    Eu queria ter sentido essa ousadia no último capítulo de sua novela, Páginas da Vida. E como queria. Esse foi um dos piores capítulos do decorrer da novela inteira - o que não é pouca coisa. Um dos piores e um dos mais tediosos. As repetições, os clichês, os discursos longos (o do tribunal - que já contava com o cunhado de Léo defendendo a oposição, algo no mínimo esquisito - foi especialmente recheado com doses de sonífero), coisas que nem sob tortura vamos querer ver na próxima novela das oito, de Gilberto Braga, continuaram a ser o meu pesadelo. Consigo até visualizar como os professores de Rádio & TV vão reservar umas boas duas aulas para debater repetidamente os problemas da novela, e será uma aula boa para os alunos.

    Duas novelas atrás, com América, Glória Perez também tinha um elenco inflado em número, que progressivamente crescia e crescia. E, embora esta não tenha sido uma boa novela, ao menos tinha um texto que sabia dosar a quantidade de espaço para cada personagem. Manoel Carlos não conseguiu isso, e a grande ironia da história toda é que a famosa festa de aniversário que normalmente encerra suas novelas, com uma reunião de todos os personagens, não aconteceu, porque provavelmente seria inviável (e se no casamento de Thelma e Jorge a direção já estava perdida, imagina o elenco todo reunido). Foram vários e vários takes de cenas de gente (personagens) feliz (felizes) devidamente encaixados no meio do plano de fundo favorito do autor, El Rio de cartão-postal - e, no meio deles, a clássica festa estava lá (mais clássica do que nunca, porque era de criança), mas era apenas um dos takes.

    Enquanto que a cena final pode ter emocionado muita gente (não a mim. Ainda estava rindo do "Moça bonita!", o último deles, da Clara, o confeito dessa novela tão morbidamente depressiva), eu prefiro eleger aquele depoimento final, da moça com Down, a melhor coisa. Da novela inteira. O verdadeiro trunfo daqueles que defendem essa causa com ardor, e que viram em Manoel Carlos um herói que poderia ajudá-los. Durante a novela inteira, o autor ficou utilizando seus personagens para discursar. Nunca conseguiu criar uma grande discussão, um grande momento. E aquela moça lá, dizendo que se acabava na discoteca, que o último namorado era um galinha e que ela era o quindim da família, aí sim, me fez chorar - sem vergonha de dizer isso. Um dos piores episódios, com a melhor coisa da novela inteira. O minuto mais bem-sucedido, mais animado. É impossível escolher uma visão para sempre ter de Páginas da Vida, mas eu faço questão de, junto com a imagem de um formigueiro, vir essa moça que me chorar e que triunfou sem a ajuda de mais ninguém, exceto a câmera e sua própria vida.

    Quero esquecer da mediocridade que foi o final da Marta, personagem que começou bem, e cuja desconstrução da complexidade também poderá ganhar um tópico naquela aula do curso de Rádio & TV que eu tinha citado anteriormente. É inevitável: se alguém que não viu o último capítulo te perguntar como terminou a Marta, você vai dizer que ela "ficou louca!". Mas eu já tinha escrito uma coluna aqui dizendo que a personagem, antes um corpo estranho na unidimensionalidade da novela, estava ficando como o resto. Lília Cabral não perdeu a qualidade, mas a personagem sim. Pena mesmo. Na lista de esquecimentos que quero ter o quanto antes possível, também incluo a última visão de Sonia Braga, cujo prefixo do nome da personagem deveria ser Madame, porque aquele último visual era de uma cartomante, simplesmente. Regina Duarte, sempre sensível quando atua, também falhou porque sua personagem nunca pareceu de fato uma médica. Sempre foi apenas uma... Helena.

    Se eu disse, na coluna de estréia da novela, que faltara "algo" no primeiro capítulo, é mais do que justo, na coluna do final, dizer que a falta de "algo" se transformou na ausência de "tudo" - profundidade, graça, emoção, qualidade, encantamento, desenvolvimento concreto e direção sutil. Quando América terminou, eu tive a sensação de que a novela, apesar de eu nunca ter gostado dela, ia melhorar com o tempo na minha cabeça. Ainda não ficou boa (e dificilmente ficará), mas, se antes era ruim, hoje apenas não é boa. Com Páginas da Vida, eu sinto que vai piorar na minha memória. Na falta de uma nuance positiva, vai sobrar a maioria podre do todo - e vai ser pior ainda se a próxima novela for boa, pela comparação.

    Bem, ao menos o "Moça bonita!" sempre ficará na minha cabeça, como algo do bem.



    UPDATE - E eu não poderia esquecer, claro, do desfecho daquele que foi o maior suspense do último capítulo: o destino de Francisco e Clara. Eles terminaram com o avô e com a mãe adotiva, respectivamente. Exatamente como foi a novela inteira. As usual, não aconteceu nada.


    por Gustavo Cruz

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    Estréia da MTV, o Mucho Macho é o programa mais machista e humoristicamente agressivo da tevê brasileira. E isso só com o piloto exibido



    Assim que o Mucho Macho, nova atração da MTV para a faixa das 22h das quintas-feiras, começou, Marcos Mion pediu para o telespectador guardar seu pudor num armário que compõe o cenário. Na hora que se seguiu, vimos componentes do cenário e um convidado entrarem no palco através do meio de uma imagem de vagina, com o apresentador gritando "Nasce!", o mesmo mostrando o "teste do sofá" que decidiu as dançarinas do programa, uma encenação de bonecos mostrando por que Jece Valadão era "mucho macho" (na frente da bonequinha de "Enorma Bega") e outras coisas que, dependendo de como cada um se comporta vendo esse tipo de humor trash, podem ser classificadas como "hilárias" ou "baixaria".

    As noções do que é chato ou engraçado, é claro, dependem de cada um. Eu posso dizer que algo é chato, e você dizer que, pelo contrário, é divertido. Não terei como responder. Num caso como esse, o que eu posso - e vou - dizer é o que o humor do programa é e não é.

    É afiado. É linear. Tudo no programa tem a ver com a proposta de humor. Mas não é humor novo. Não é muito diverso. E não carrega o programa inteiro - até o meio, só coisas novas eram apresentadas, depois alguns recursos foram reutilizados.

    O bom do programa, do ponto do vista do telespectador, é que dá para saber logo de cara se o Mucho Macho vai ou não funcionar para ele. Com cinco minutos, se você achou alguma coisa ofensiva ou achou brega demais o tipo de humor (como ele é), vai mudar de canal, pelo benefício do controle remoto. Em compensação, se esse for seu tipo de humor, essa uma hora será um deleite. Eu sinceramente não esperava que Marcos Mion fosse capaz de comandar um programa mais agressivo que o Pânico, e ele fez. Mion, como apresentador, está corretíssimo quando segue o roteiro; quando improvisa, desliza. O espelho do próprio programa.



    por Gustavo Cruz

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    Homem-Aranha encontra Heroes e eu republico a resenha do episódio piloto da série, que vai estrear por aqui amanhã!

    Só para colocar a nota: Heroes (cuja estréia por aqui vai acontecer amanhã, no Universal, às 21h) vai ser o primeiro veículo de tevê a exibir uma propaganda de Homem-Aranha 3, filme que estréia por aqui no meio do ano. A exibição ocorrerá nos Estados Unidos na próxima segunda-feira, e este será o último episódio da série até o retorno, no final de abril. E, para completar a ligação dos heróis da tevê com o herói do cinema, assim que o episódio da série acabar, os telespectadores poderão conferir um clipe mais completo que o da tevê (que terá apenas um minuto), com seis minutos... no site de Heroes!

    Seria sonhar demais imaginar uma participação de Peter Parker na série?

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    Segue abaixo, na íntegra, a resenha do episódio piloto de Heroes, publicada aqui no blog em 3/10 do ano passado:

    Lá pela metade do episódio piloto, um dos personagens de Heroes faz referência ao mundo de X-Men. Foi o ponto básico para cair a ficha e ficar claro que a série tem uma inspiração clara e definida: os quadrinhos. Tem uma estética e uma narrativa também de inspiração alarmante: os filmes e séries que procedem dos quadrinhos. Ao mesmo tempo em que não é exatamente original, também tem lá uma essência própria. E é exatamente isto que conquista o público.

    Escrita e criada por gente extremamente ligada ao mundo dos quadrinhos e dos super-heróis, Heroes soa como uma história em quadrinhos até pelo desenrolar dos fatos. Os personagens sabem que têm algo estranho em seu corpo ou naquilo que os cerca, mas têm medo de admitir, ou receio. Um japonês, por exemplo, sabe que pode controlar e retardar o tempo físico. Ele consegue retornar as horas, assim como adiantá-las - e ao final do piloto, quando ele faz isso em benefício próprio, é hilário e tocante (especialmente porque o ator é esperto). Outra personagem vê, através do espelho, uma imagem que ela não sabe explicar exatamente o que é. Cada um tem sua dose de peculiaridade exposta de forma sedutora.

    O mundo em que esses personagens vivem é considerado moderno. Moderno na forma de viver, os gostos e tudo aquilo mais que constitui um cotidiano. É certamente a presença de pessoas estranhas nesse mundo tão nosso, tão comum, que faz a diferença. É praticamente impossível não criar identificação. Nisso, Heroes é muito esperta. Acaba sendo a história em quadrinhos que ninguém escreveu - e que, se tivesse sido escrita, certamente faria sucesso, até pela ausência de novidades no ramo. E também por outro simples fator: ninguém ali é super-herói. São pessoas dotadas.

    Diante de um cenário tão favorável e seguro, quase isento de ameaças de cancelamento já nesta primeira temporada, Heroes pode fazer alguns ajustes com urgência. Não dá para condenar uma série que acabou de estrear. Tendo em vista apenas o piloto, porém, dá para notar a falta de diferenciação entre as reações de quem cerca os protagonistas. Ninguém acredita neles. Ninguém dá bola. Todos dizem "você está louco!". Seria tão difícil assim transformar a peculiaridade dos protagonistas de Heroes em originalidade para os outros personagens? Acaba sendo tudo tão parecido que algumas histórias podem ser confundidas com outras. A identidade própria deve sempre partir do personagem central do núcleo da trama. Mas não pode parar ali.

    De resto, não há muito mais o que temer. Heroes é muito melhor resolvida que a inédita Blade (post abaixo). E tem potencial pop maior que a ótima Smallville. É o suficiente para poder ousar. E é o que deve acontecer, até mesmo naturalmente. Espera-se que Heroes não fique acomodada com o culto do público.

    Aliás, este deve ser tão grande que, caso a série renda uma história em quadrinhos licenciada, não será surpresa alguma.


    por Gustavo Cruz


    Kyle MacLachan não está funcionando bem em Desperate Housewives. O lugar do Dexter é em Dexter!



    Não sou fã do Kyle MacLachlan. Queria ser, porque ele é o cara de Twin Peaks e o marido da Bree, minha personagem favorita de Desperate Housewives. Só que desde que ele entrou na série, ando incomodado. Ele está perto dos bons personagens, tem ações boas (diálogos nem tanto, até porque ele é bem lacônico, pra ser sincero) e destaque da narrativa. Mas não funciona. Pelo menos comigo. Vocês viram o episódio ontem? Alguém foi convencido por aquele olhar dele para Mike no hospital? Alguém engoliu ele contando o emprego do Andrew para Bree com aquela naturalidade? (E, para lembrar outra coisa de outro episódio, quando ele e Bree vão ao necrotério para ver se um corpo encontrado é o da mulher dele, e não é. Só que quando ele está saindo, pede perdão ao corpo, que certamente é de outra pessoa que ele matou. Canastrão demais.)

    O interessante do Orson, na narrativa de Desperate Housewives, é ser um contraponto ao Rex, marido falecido de Bree. A primeira temporada da série teve a relação cheia de desavenças do casal Rex/Bree. Aí esta última teve uma temporada inteira para sofrer e mudar com a morte do companheiro. E, na atual temporada, surge uma pessoa que agrada muito a ela, que parece tão feito para ela que a gente desconfia. Talvez eu não ache tão interessante esse paradoxo de longo prazo da série, pelo menos agora (se essa idéia de que ele é um serial killer for bem desenvolvida, pode render coisas boas. Mas ainda não foi). Também não acho legal a forma como o MacLachlan interpreta o personagem, com a voz calma e o olhar sedutor, que vez por outra fica frisado para lembrar que ele também é malvadão. O personagem é dúbio, o ator não sabe demonstrar isso. No ar, isso não está ficando legal.

    A sorte nossa é que Desperate Housewives está ótima. Tudo flui melhor em um episódio do que na temporada passada inteira (que não foi ruim, só foi repetitiva e fora de tom). Há interação entre os personagens que dá à narrativa, agilidade. E no meio de acertos, um erro duplo (de personagem e ator) consegue ficar oculto - só lembra a gente de que é um erro mesmo quando o texto acredita demais no MacLachlan e dá bastante espaço para ele. Vai ficar complicado de verdade quando ele ocultar e/ou atrapalhar o desenvolvimento e espaço da Bree, que é o centro do núcleo e uma das coisas mais interessantes da série (eu já disse aqui que a Marcia Cross merece o mundo por essa interpretação).

    Lugar de gente como o Dexter é em Dexter, não em uma comédia de subúrbio como essa.

    ***

    Felicity Huffman, que também merece o mundo por essa interpretação, está na melhor fase de sua personagem na série desde a primeira metade da primeira temporada. Nunca os filhos tiveram tanto importância na vida da Lynette, nunca o marido deu margem a um conflito como esse que eles vivem agora e nunca ela foi tão divertida como personagem.

    Até, claro, ela ter que pagar propina para o filho ir bem no beisebol. E para poder jogar beisebol. E ser flagrada por isso. Há um limite entre o que é divertido, e o que é de mal gosto. Que isso não se repita na série, ou pelo menos não com a Lynette.


    por Gustavo Cruz


    Participação de Íris no BBB Só para Maiores é ultimato para entender a maior participante-telespectadora da história do reality



    Assistindo ao tenebrosamente mal editado, roteirizado e executado BBB Só para Maiores, nesta última madrugada, vi uma entrevista com Íris que esclareceu muita coisa. Todo ano, vendo o BBB, formulo um quadro da personalidade de cada participante. Esse quadro muda muita durante o programa, mas serve, pessoalmente, para que eu preveja os movimentos dos jogadores e tente entendê-los melhor. Meu entendimento de psicologia não é acadêmico, portanto encare a prática durante o Big Brother como algo amador.

    Íris é uma daquelas figuras centrais de um jogo, que monopolizam atenções e têm força sobre as ações de um grupo. Ela talvez tenha sido induzida a isso após ter sido taxada de favorita, mas ela não fez tudo sem querer ou sem notar que estava fazendo. Íris tinha consciência de tudo. É uma moça esperta. Durante todo o decorrer do programa, pelos maneirismos, pelo que li e, principalmente, o que vi em entrevistas da família dela, tive a séria sensação de que ela sempre quis ser famosa, aparecer, ter um holofote focando-a. O grande problema é que o holofote do Big Brother foi demasiadamente grande, e isso causou o deslumbramento. Uma pessoa má ela certamente não é. Ela tinha um sonho, viu ele se realizar com força, e não teve seu caráter corrompido. Mas, pelo caminho, absorveu um comportamento que ela interpretou como correto para uma figura de destaque assim.

    Mais do que isso, porém, Íris é, talvez, o maior exemplo (e um dos poucos) de participante que encarna o jeito que Boninho, do alto da direção do programa, induziu o telespectador do reality a ser perante o jogo. O holofote estava sobre ela, e ela estava agindo como se, no mesmo momento, estivesse do outro lado. Tratou de colocar pra fora todas as noções de maniqueísmo que as outras edições do programa tinham exposto ("Você saiu do lado do bem e foi pro lado do mal", etc). Em dado momento, comparou o tal "triângulo amoroso" àquilo que Jean, Pink e Grazi foram um dia ("Nossa amizade é igual à deles", disse ela). Até o amor por Diego (não duvidando da sinceridade recíproca) tem antecedentes. A falta de noção que muitas vezes ela tinha ao falar, colocando em risco a aceitação perante os outros participantes, é a de um telespectador vendo tudo aquilo e comentando com o irmão, esposo ou amigo durante a exibição. A forma como ela agiu no Só para Maiores, mostrando persistente chateação com certos participantes, mostra que essa educação via Boninho realmente existiu. A Íris que participou do Big Brother agiu da forma como as outras edições tinham dito que ela deveria agir. Analisando a participação dela como um todo por essa ótica faz até o maior crítico de Íris aceitar algumas atitudes.

    Sem Íris, o Big Brother 7 ainda não perdeu uma divisão interna entre os participantes. Existes os Loiros (Fani, Diego e Flávia), mais conhecidos como Bem, e os Morenos (Airton, Alberto, Analy, Bruna e Carol), mais conhecidos como Mal. Isso não sou eu quem está falando; foi o próprio Boninho que criou a caricatura de seu reality show na edição de terça-feira, com os devidos desenhinhos e narração caricatural. A grande verdade é que esse paradoxo não fará muito sentido, daqui para frente. Não há mais um inimigo de tal grupo, um alvo. Há no inconsciente, mas não há nada que motive combinação de votos ou coisa parecida.

    Com a prova do anjo, amanhã, tendo como vencedor alguém dos Loiros, o resto da casa ficará ainda mais acuado do que já está. Para os próximos dias, aguardem um pouco de marasmo e, possivelmente, tédio. Fora da casa, uma overdose de aparições de Íris na mídia.


    por Gustavo Cruz


    Dando satisfações e televisionando diferente. Este é um post necessário



    Eu ando um pouco relapso com o blog. Não deixo de postar, mas certamente faço menos do que gostaria. Vocês não têm idéia do quanto eu amo este espaço que eu construí. Muito da minha paixão pela tevê sempre teve a ver com o fato de que ela me permitia um olhar não tão alienado da programação, e este espaço me deu o direito de escrever sobre esse olhar. A primeira vez que eu parei para escrever sobre televisão foi quando Gilberto Braga escreveu o primeiro capítulo de Celebridade. A esse ponto, eu já tinha uma visão da tevê que ia e vinha em conversas. Eu já fazia teatro há algum tempo, e, embora nunca tivesse o menor interesse em atuar para tevê, a interpretação em teatro vez por outra nos permite pensar em como seria aquela história, aquele personagem ou aquela situação em cinema ou em tevê. Também escrevia por hobby capítulos, sinopses, etc, de sitcoms e novelas (nunca publicados). Além, claro, da obsessão que era conversar sobre televisão com amigos. Mas o primor que foi aquele capítulo me abriu os olhos para algo claro: eu tinha que escrever sobre aquilo. Igualmente nunca publiquei o texto, mas ele ainda está salvo no meu computador.

    Quando eu mudei o layout do blog, em janeiro desse ano, a idéia foi mudar, também, um pouco da (digamos) linha editorial. Eu não me dei conta, mas continuei tocando o blog como antes. E quando eu me dei conta, confesso que fiquei um pouco chateado comigo mesmo. Não era esse o objetivo que eu tinha quando pensei em mudar o layout.

    Talvez um problema pessoal (que, permita-me, não me atreverei a contar aqui) e a obsessão paralela pelo Oscar (vocês não fazem idéia da quantidade de filmes que eu vi por causa da premiação!) tiraram um pouco do foco. Eu escrevi um post pedindo um tempo para retomar o projeto inicial, e uma leitora disse, de forma certa, que eu vinha falando isso desde o final do ano passado. Pois bem, agora que esse problema pessoal já não me atrapalha mais e o Oscar já foi transmitido, eu me comprometo a retomar o que eu pretendia com o blog antes.

    Quero levar mais a sério, por exemplo, o nome deste espaço. Televisionar será, para mim, algo diferente do que era antes - digo, na forma de escrever os textos. Não vou escrever posts sem sentido, corriqueiros, etc. Todos eles farão sentido na nova linha editorial. As notícias, as resenhas e qualquer outro texto começarão a fazer parte de um contexto homogêneo, sim, mas não repetitivo. Vocês perceberão a diferença, e, por favor, sintam-se a vontade para interferir na forma como eu estiver tratando o blog. Os textos poderão ficar mais longos, e se isso tornar o ato de televisionar por aqui algo chato, façam o favor de me alertar. Quanto a freqüência, é bem provável que dois posts ao dia seja a média (ou talvez não, veremos). Mas vocês entenderão.

    Quanto ao layout... Vocês estão tendo algum problema com ele? Todos conseguem ver a animação em flash lá em cima, do lado do símbolo do blog? Alguém acha lenta a navegação por aqui? Podem dizer. Não adianta eu escrever de uma forma nova com um layout com problema. Aliás, sabe os títulos dos posts? Eles têm duas linhas, como vocês notaram antes. Bem, eles tinham, na realidade. Essa primeira linha, com a letra enorme, foi uma idéia que eu tive antes, mas que, vendo agora, acho bem limitadora e quase desconfortável por isso (com o tempo, temo que alguns clichês surjam ali). Vou deixar apenas a segunda linha no título. Será mais fácil assim. Outra coisa: havia antes uma espécie de trava para quem quisesse copiar os textos daqui, ou apenas selecionar com o mouse. Tirei essa trava.

    Outra coisa que vocês devem ter percebido é que o novo layout, diferentemente do outro, não tem links para outros blogs. É que eu tinha pensado, comigo mesmo, em a) fazer uma integração entre essa comunidade de blogs com links nos próprios textos e b) bem, essa outra idéia (que eu ainda não vou falar) eu tive há algum tempo, cheguei a dar um início nela, mas parei. Vou retomar agora. E as estrelinhas, que eu mal tive oportunidade de usar, vão ganhar maior importância daqui para frente.

    Quem entra aqui certamente quer apenas ler os posts e ponto. Não quer nem saber sobre a pessoa que escreve. Se você é assim, eu peço desculpas por ter usado o blog para escrever um post assim. Mas é uma satisfação que eu precisava dar. E um pouco mais que isso. É, principalmente, o marco do início de uma nova linha editorial do blog, de uma forma diferente (em expressão, não em diversão ou conceitos) de televisionar por aqui. Haverá um Televisionando antes deste post e outro depois. E eu adorarei continuar tendo a sua companhia e os seus comentários (por e-mail, por aqui ou nem que seja em pensamento), porque televisionar em conjunto é, também, uma das regras do ato de televisionar.


    por Gustavo Cruz

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    TELEVISIONANDO

    A verdadeira conjugação do verbo televisionar

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