Sem protagonista O reality show mais novelesco do mundo, Big Brother Brasil, perde a protagonista. E agora, Boninho?
Vou escrever um texto após a divulgação do novo líder, na quinta-feira. Mas já podemos dizer que há um quadro no programa chamado "Páginas Vividas", e não é sem motivo. O BBB 3, se vocês pensarem bem, teve contornos idênticos a VÁRIOS dessa sétima edição.
Eu queria ver novas emoções, mas fazer o quê?
por Gustavo
Cruz
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Nova cartada Silvio Santos usa a si mesmo para aumentar a audiência do SBT aos domingos. Começa já no próximo
Propagandas do SBT têm dito há algumas semanas que, a partir do próximo domingo, "a concorrência vai tremer". Motivo: Silvio Santos vai apresentar, num fôlego só, quatro programas seus.
Um deles é inédito: o Campeonato Brasileiro de Dança, que deve vir a ser um Bailando por um Sonho sem famosos. O outro é saudoso: Tentação (o "Aonde a vaca vai, o boi vai atrás" é inesquecível). E os outros dois são recentes: Rei Majestade e Topa ou Não Topa. A ordem eu ainda não sei, só sei que essa seqüência começará às 13h e terminará às 17h .
Temo, pessoalmente, que esses quatro programas, juntos, venham a se mostrar uma overdose de Silvio Santos - e, por conseqüência, uma estratégia suicida. Não sei se o Silvio, como empresário, vê nessa jogada uma das últimas jogadas para levantar sua emissora. Só sei que, na segunda-feira, com os índices de audiência dessa aposta, saberemos se ele está superestimando o próprio valor como apresentador ou se eu o estou subestimando.
Agora que ele deu margem aos seus clássicos do SBT, não custa pedir para que ele traga de volta o Topa Tudo por Dinheiro. Esse ainda é um vazio nas noites do meu domingo que nada conseguiu suprir.
por Gustavo
Cruz
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Jennifer Hudson De eliminada do American Idol a vencedora do Oscar, Jennifer Hudson mostra que o destino não falha e dá a quem merece o que merece
O destino, às vezes, prova que o dito só vem a sem realizar mais tarde. Ele é infalível.
Na terceira temporada do American Idol, há alguns anos atrás, Fantasia fez aquela que é considerada a melhor apresentação da história do programa: uma versão do clássico do jazz "Summertime". Na ocasião, Paula Abdul disse que aquela performance era a de um vencedor do Oscar.
Terminado o reality, Jennifer Hudson, participante da mesma edição do programa, eliminada muito antes da final, e Fantasia, que acabou vencendo o programa, fizeram testes para o filme Dreamgirls, versão de uma peça da Broadway de muito sucesso, que aumentou o prestígio da (atualmente sumida) Jennifer Holiday e venceu vários prêmios Grammy e Tony. Quem ganhou o papel acabou sendo Jennifer Hudson.
Eis que ontem, após ter ganhado o Globo de Ouro, o prêmio SAG (do sindicato dos atores) e vários prêmios da crítica, Jennifer Hudson simplesmente ganhou o Oscar. E ganhou o Oscar não necessariamente por uma atuação, mas por uma apresentação irretocável no meio de Dreamgirls, que é o ápice de seu desempenho brilhante no filme. Essa apresentação, em especial, eu recomendo que vocês assistam em um cinema com um som bem potente, porque é assim que a voz de Jennifer Hudson deve ser recebida. E, em meio ao encantamento, é bem provável que você chore - a apresentação é bem triste.
Hudson ainda arrasou, arrebentou a boca do balão, mesmo, com um combo de três músicas do filme, que foram apresentadas no meio da premiação, para outra categoria, de Melhor Canção Original. Ao seu lado, uma atriz do filme e a diva Beyoncé. Bem, agora Hudson também é uma diva. Com atraso ela recebe esse título, mas antes tarde do que nunca.
Após ter feito um filme com uma apresentação que acabou mostrando-se de uma vencedora do Oscar, ela ainda se apresenta na premiação como uma vencedora do Oscar. O destino não falha e dá a quem merece o que merece.
por Gustavo
Cruz
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Contigo e com mais Meus votos da primeira fase do Prêmio Contigo e o primeiro videoclipe da Katharine McPhee!
A primeira fase do Prêmio Contigo da televisão brasileira já está aberta (ela serve para escolher, dentre os pré-indicados, aqueles que realmente serão indicados para a votação de um júri de especialistas, mais para frente). Clique aqui e vota - depois, claro, você conta em quem votou!
Os meus votos estão logo abaixo:
Novela
Votei em Pé na Jaca, que, das indicadas, é realmente a melhor.
Autor
Carlos Lombardi, que está no tom certo daquilo que sempre pretende fazer, e dessa vez está fazendo com maestria.
Diretor
Ricardo Waddington, por Sinhá Moça, com aquele que é um dos melhores trabalhos de direção dos últimos cinco anos.
Ator
Fui com Osmar Prado, que é genial, mas com o dedo coçando para eu votar no Murilo Benício, que está igualmente ótimo. É o ator de Pé na Jaca que melhor captou o tom da novela.
Atriz
Lília Cabral, com uma personagem (Marta) que piorou com o tempo, ganhou contornos caricaturais, mas ela, a atriz, não perdeu o brilhantismo.
Ator Coadjuvante
Milton Gonçalves, cuja participação durou um capítulo, mas acabou sendo uma das melhores coisas de Sinhá Moça. Atuação indicada ao Emmy internacional.
Atriz Coadjuvante
Marília Pêra, por Cobras & Lagartos, brilhando.
Ator Revelação
Fabrício Boliveira (o Bastião de Sinhá Moça).
Atriz Revelação
Nanda Costa, a Madá de Cobras & Lagartos.
Atriz Infantil
Carolina Oliveira, por Páginas da Vida. A concorrência não chega perto.
Ator Infantil
Rafael Ciani, de Cobras & Lagartos.
Par Romântico
Juliana Paes e Murilo Benício por Pé na Jaca. Irresistíveis (dona Guilhotine!!!).
Apresentador de Auditório
Silvio Santos, do Topa ou Não Topa.
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Perdão àqueles que não gostam quando eu cito Katharine McPhee aqui no blog, mas... o primeiro videoclipe da carreira dela está abaixo.
Sonia gosta de Iris Florianópolis enfrenta dia chuvoso e eu enfrento Sonia Abrão defendendo Iris no seu programa
Sai do edredon! Você tem defensoras, Íris!
Chove aqui em Florianópolis, e por uma infelicidade eu estou preso em casa com o programa da Sonia Abrão, A Tarde é Sua, na tevê.
Estou meio perplexo acompanhando a tudo isso. Há mais de uma hora o programa dela mostra (com a companhia dos merchans, do Menor Preço Único e de falas desnecessárias da apresentadora, como previsível) tudo aquilo que um fã da Íris, do BBB 7, precisa saber. De álbuns e vídeos de família a uma visita ao quarto da protagonista do reality/novelinha, tudo o que eu estou vendo é um processo de promoção pessoal da moça como participante de um programa de tevê. A presença de uma tia de Íris no sofá do estúdio do A Tarde é Sua, enquanto as imagens são transmitidas, fazem a minha mente perniciosa pensar que esse processo de promoção pode estar sendo bancado por alguém. Mas, esquece, é coisa da minha mente.
Íris, ontem, foi indicada ao paredão com uma das moscas mortas dessa edição do Big Brother, o tal do Bruno. Seu retorno vitorioso é certo, mas recomenda-se não esperar uma lavada por a) ser carnaval e um paredão nessa época do ano não rende comoção nenhuma; e b) Bruno não ser necessariamente um antagonista. Os rivais de Íris, que insistentemente a indicam ao paredão, parecem não ter aprendido com edições passadas: quanto menos um participante vai para o teste de aprovação popular, menos a sua torcida fica consolidada, comovida e empolgada. Pegando os dois protagonistas das duas últimas edições, Jean e Mariana, tem-se a diferença: o primeiro foi à berlinda umas cinco vezes, e ganhou o programa; a segunda foi a coitadinha durante o programa inteiro, mas a única vez em que foi submetida à votação foi na final, aonde terminou como segunda colocada.
Esses programas vespertinos, dentre os quais Sonia Abrão é ícone, esteja na emissora em que estiver, na falta do que falar, tendem a comentar o Big Brother. E, embora a diferença na audiência desses programetes e do reality seja algo monstruoso, é essa massa de donas-de-casa que mais se mobiliza para votar, e que mais é levada na lábia da Globo. Nesse ano, estão do lado de Íris e Diego, é óbvio. Vendo, de tarde, a tevê confirmar que eles são mesmo os mais bonzinhos, ganham combustível para ligar mais e mais pelos bonzinhos e contra os malvados. Ano passado, presenciamos a mesma coisa, e vocês sabem que rendeu uma indicação ao Emmy pro programa.
Tudo o que Sonia Abrão está mostrando agora, e desde o início do programa tem mostrado, é uma afirmação da santidade, caipirice, única face e carisma real de Íris (aliás, minha porção de psicólogo não-acadêmico mudou o conceito sobre a participante. Agora, tudo o que eu vejo é uma pessoa que quer aparecer, vide o monte de programas em que ela já apareceu, segundo a família mesmo contou. Silvio Santos é quase parente de Íris). Ela quer mostrar que a moça realmente é o que as edições noturnas de Boninho nos induzem a crer. E isso é a quebra do conceito correto de um reality show de convivência como o Big Brother: se Sonia e outros programas mostrassem o jogo de Íris, Alemão e do resto da casa, propusessem uma análise das alianças, estratégias, etc, talvez fosse anarquizada essa idéia ridícula de que o BBB é concurso de popularidade e carisma. Porque os protagonistas dessa edição, incluindo Íris, estão jogando sim. Estão criando uma rede de influência, uma combinação oculta de votos, sucessivas ameaças aos rivais e coisas claras para quem vê o material extra às edições da Globo. São bons jogadores, até. Algum deles é meu favorito? Não. Mas poderiam ser, porque jogam bem. E eu sempre prezei pelos bons jogadores (desses, Sammy, Mama e Jean Massumi sempre serão os meus favoritos da história do BBB).
Coisa engraçada é notar que os telespectadores que comentam o reality na internet estão tentando quebrar a santidade de Íris. Esses mesmos acham que o Big Brother Brasil deveria ser encarado como jogo. Mas, oras, por que enfraquecer Íris na sua personalidade, então? Por que não tentar mostrar que o jogo dela não é tão bom que o dos outros? Que há jogo sujo nas atitudes do tal triângulo amoroso? Não faz sentido! Antes que o formato acabe no país, ele deve, ao menos uma vez, ser encarado como o jogo que é. E seus jogadores, julgados pelas atitudes como jogadores.
Agora, com licença, vou mudar de canal. Chega de Sonia Abrão nesse dia chuvoso. Já sei que não vou ganhar as duas motos do Menor Lance Único, já me conformei.
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Fiquem de olho na edição que a Globo vai dar ao Big Brother hoje. Duas brigas verbais ocorreram durante a tarde, lá na casa, mas o foco, linearmente, é o paredão de amanhã. Vai ser interessante ver qual será o destaque do dia.
*Post escrito durante a tarde. O Blogger falhou, logo, só consegui postar agora.*
por Gustavo
Cruz
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O inventor americano Fala a verdade: tinha algum outro inventor com cacife para ganhar do senhor com a cápsula de proteção de bebês?
Janusz Liberkowski. Difícil de gravar o nome do sujeito. Mas a invenção, em contrapartida, é inesquecível. Vitória merecidíssima. Eu tinha dito aqui, no domingo após a apresentação dele no American Inventor (curiosamente, foi a última "audição" feita), que ele tinha a (provavelmente) melhor invenção.
Coisa difícil de acontecer é o meu favorito vencer um reality. Adorei.
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Perdão, mais uma vez, pela lentidão na publicação de posts. Como dito no post abaixo, falta pouco para voltar ao normal. Até.
por Gustavo
Cruz
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Chuvisco Esse blog está parecendo uma televisão com chuvisco, né? Eu estou ciente disto
E aguardem só um pouco que o chuvisco passa, a imagem normal volta e nós televisionaremos no ritmo de antes, ok?
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Pra não perder o costume, American Idol:
O Jesus/Fidel Castro era tão bom que até o Simon disse amém.
A moça que faz backing vocal é a minha favorita das audições deste ano so far.
Hoje a noite da Sony é musical. Episódio duplo de AI + Grammy legendado. Nada de CSI e Ghost Whisperer, então.
por Gustavo
Cruz
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Inacreditável! Páginas da Vida foi responsável por aquela que é, provavelmente, a pior cena de uma telenovela que eu vi na vida. Só podia ser ela
Ah, o Gilberto Braga! Ele sempre me salva. E eu não agüento mais! Eu estou por aqui de Páginas da Vida. Quando eu achava que a novela já tinha dado o que tinha que dar em níveis de ruindade, ela me brinda com aquela que é, provavelmente, a pior seqüência de teledramaturgia que eu vi na vida. Inacreditável.
O que foram aquelas freiras dançando música de carnaval com vassoura na mão e ponta da saia levantada? E a personagem mais caricatural da novela inteira, a tal Irmã Má, dando bronca e segurando riso ao mesmo tempo? Eu repito, foi tudo inacreditável.
A seqüência, dividida em duas cenas, começou com uma freira parada na frente da televisão, até entrar outras duas. Já começou o problema: essas três personagens são um estereótipo do conceito "I want freedom" de freiras felizes. E, claro, o Manoel Carlos tinha que pegar três personagens e fazer delas uma personagem só, ou seja, um trio cujas ações vem em unidade. Reunidas, elas fecham a porta e ligam a tevê num ensaio de carnaval. Uma freira senta, e as outras duas começam a dançar. Você não faz idéia do que foi isso. E assim terminou a primeira cena da seqüência.
A segunda, deprimente, começou com alguns segundos a mais da dança das freirinhas felizes. Depois, triunfalmente, abriu a porta a tal Irmã Má (estereótipo com ramificação até no nome). As freias dançantes sentam num sofá, sem reação, e elas dizem para a Irmã Superior que estavam limpando, e a música tinha as possuído (não foi exatamente essa a palavra, mas algo parecido). Aí, claro, a personagem malvada de Marly Bueno (de quem muito gosto, que fique claro, mas que estava especialmente mal na cena, segurando riso. Pensando bem, eu tenho que perdoá-la pelo constrangimento) diz que carnaval é... "coisa do diabo" (A Indomada tinha personagem divertidíssima parecida, que eu me lembre, e o final dela fora ótimo. Mas as circunstâncias eram melhores).
Acha que o tsunami do clichê acabou? Que nada! Ela pede para as irmãs carnavalescas subirem para a clausura e rezarem uma quantidade grande de orações... ajoelhadas em pedras! Sozinha, ela olha para a tevê, faz um olhar muito malvado, e desliga a tevê. Depois, sai e bate a porta.
Gilberto Braga é o meu autor de novelas favorito, já disse aqui, e espero que ele não me decepcione, porque Páginas da Vida já fez esse serviço. Dizem que para uma coisa boa acontecer, uma coisa ruim tem que acontecer antes. Que isso seja aplicado aqui, com Paraíso Tropical.
(Se eu achar o vídeo de alguma parte dessa seqüência, vou postar aqui. Porque, como disse, ela foi indescritível. E, lendo, você pode achar que ela não foi tão ruim assim. Só que foi, e você precisa ver o quão ruim foi.)
por Gustavo
Cruz
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Roteiristas votando Confira os roteiros televisivos vencedores do prêmio do Sindicato dos Roteiristas. A divulgação foi feita na noite de ontem
Casino Night, de The Office, foi eleito o melhor roteiro de uma série de comédia do ano passado
O Writers Guild Awards é uma premiação em que os membros de um sindicato de roteiristas escolhem os melhores roteiros escritos no ano.
Despistando os vencedores em cinema, vamos aos vencedores em televisão:
Em Série Dramática, foram os roteiros da temporada de Família Soprano que ganharam. Justíssimo.
Em Série de Comédia, foi The Office e seus roteiros que se deram bem. Eu torcia por dois dos outros indicados, 30 Rock e Arrested Development. Mas esse é o momento de The Office, então nada podemos fazer. E não é necessariamente injusta, a vitória.
Nas categorias específicas, que escolhem os melhores episódios, os vencedores foram, em drama, o piloto de Big Love (episódio que adoro, por sinal) e, em comédia, Casino Night, de The Office (engraçadíssimo, e um season finale digno).
O melhor episódio de uma série de animação foi The Italian Bob, dos Simpsons. Não vi esse. Mas, se seguir o curso comum da série, deve ser ótimo.
Gostou dos resultados? Lembre-se: o votado foi o roteiro, não a série ou o episódio em si.
por Gustavo
Cruz
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Medium imperdível O horário e o canal você já sabe: Sony e 20h. A reprise, se for o caso, é à 0h. Dupla chance para não perder... o imperdível!
Ei, não esquece: hoje é o dia daquele episódio imperdível de Medium, de que eu tanto falei. Eu acho genial. Talvez seja o melhor da série inteira.
Nem pensa em perder.
por Gustavo
Cruz
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Taylor não foi nada O lapso que foi a vitória de Taylor, na temporada passada, e a falta de empolgação na sua carreira, até agora, não conseguiram tirar do título de "campeão" o verdadeiro foco do American Idol. Ainda é o que importa
O dilema não é inédito. O vencedor da segunda temporada do American Idol, Ruben Studard, também não fez um mega sucesso após sair do programa. Lançou CDs? Sim. Mas talvez pela limitação do gênero dele, não virou popstar. Agora, Taylor Hicks saiu como vencedor da temporada mais vista da história do programa. Não lançou, ainda, uma música que esteja tocando nas rádios dos Estados Unidos, ou um CD que realmente empolgasse alguém. Depois da primeira semana de vendas, foi só caindo e caindo no ranking da Billboard, o mais considerado daquele país. Seus adversários da edição, Chris e Katharine, têm ido bem melhor. Chris lançou seu CD há tempos, e, no ranking divulgado ontem pela Billboard, seu CD aparece como o terceiro mais vendido. Já Katharine lançou seu álbum há pouquíssimo tempo, e, na primeira oportunidade, apareceu como segundo mais vendido. Os dois são popstars. Taylor está longe disso.
(Quem viu o segundo episódio do programa, ontem, deve ter visto o momento em que Simon Cowell mandou uma participante colar o chiclete que mascava na cara da foto de Taylor. Hilário, e prova de como ele ainda não é visto com respeito como cantor.)
A sensação de que o vencedor não será, necessariamente, o mais bem-sucedido, pode transformar o programa numa espécie de Big Brother Brasil, em que mais da metade das pessoas está lá apenas para ser famoso. O American Idol ainda não chegou a esse ponto. Pelo contrário: o chavão "I'm the next American Idol" ("eu sou o próximo American Idol") vem com força nessa fase das audições iniciais, mostrando que o que realmente importa é ganhar. Bom para o programa.
Outra boa notícia, esta muito melhor para nós do que para o programa, é que tudo continua ótimo como sempre foi. Este reality é interativo como nenhum outro e um tipo de entretenimento importante para a sociedade. Você provavelmente assiste a algum reality show e tem vergonha disso. Com o American Idol, não há razão para isso acontecer, porque todo mundo vê e admite ver. Já li em algum lugar que até aqui no Brasil, quando é transmitido pelo Sony, o programa é o líder de audiência da tevê paga. O ídolo pode ser americano (ou latino e indiano, como os dois primeiros episódios nos mostraram), mas a febre não tem fronteiras.
Se há uma coisa que me encanta no American Idol, mais que qualquer outra coisa, é que o programa faz sucesso e não se acomoda. Olhando seis temporadas atrás, e comparando com a atual, vemos que cada jurado não perdeu suas qualidades, que a edição melhorou e que o apresentador está mais maduro. Isso empolga o telespectador exigente. Empolga e vicia.
***
Semana que vem, os cinemas brasileiros vão estrear o filme Dreamgirls. A estrela do filme é Jennifer Hudson, participante da terceira temporada do American Idol, e indicada ao Oscar pelo papel. Adivinha só? Ela é considerada imbatível para vencer. Não sei você, mas estou torcendo pela moça.
por Gustavo
Cruz
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Duplo monopólio A incursão da Globo, no cinema, com dois filmes baseados em séries, mostra que o monopólio que era só da tevê, agora vai para as telonas, também. Há algo de bom nisso
A Grande Família - O Filme é um dos filmes mais vistos das últimas semanas, no país. Nesta sexta-feira, outro concorrente sério a esse título, estreará: Antônia. As similaridades compartilhadas você já sabe: ambos são da Globo Filmes e nasceram de uma série de tevê (bem, no caso de Antônia, foi o filme, feito, que inspirou a série. Mas a ordem de lançamento acabou inversa, estranhamente).
Não vou, aqui, entrar no mérito dos filmes, porque esta não é a especialidade do blog. Mas soa um tanto esquisito esse mix de filmes com série da Globo Filmes. Particularmente, vejo com um pouco de desconfiança essas iniciativas, que me parecem restringir o potencial criativo de uma arte e trazer de outra o potencial para fazer dinheiro. De qualquer forma, é interessante notar que há uma integração entre cinema e televisão, já que, tudo indica, as tramas expostas nos filmes terão impacto nas novas temporadas das respectivas séries. Disso, eu gosto.
Já temos que nos acostumar com o monopólio duplo da marca Globo.
por Gustavo
Cruz
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O vício, de novo Eu tinha esquecido que esse programa é um entretenimento e tanto. As duas horas do programa de estréia passaram voando na tela
Foi tão legal, mas tão legal, que eu fiquei sem ar. Não fazia idéia da saudade que eu sentia de ver o American Idol na Sony. Acho difícil surgir uma nova Katharine McPhee para mim, nessa temporada, mas o simples fato de ver o programa já é entretenimento viciante.
Vou escrever um texto sobre o programa amanhã, tendo visto o segundo episódio. Mas eis os três pontos altos da estréia da sexta temporada, para mim:
A latina (!).
A mulher de soldado... vestida de soldado (!).
Essa é fácil! Simon Cowell.
Sinta-se à vontade para listar seus três pontos altos, também.
por Gustavo
Cruz
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Até Bones... ... vai ganhar um DVD de sua primeira temporada antes de Veronica Mars. A espera é desumana
Olha, lá vou eu falar disso de novo, mas o DVD de Veronica Mars, você deve saber, até hoje não chegou às lojas. E, navegando pelo Submarino, encontrei o DVD de Bones (ouviu bem? Bones!) em pré-venda.
Beira a maldade isso que as distribuidoras fazem conosco, telespectadores e fãs de VM.
por Gustavo
Cruz
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Nem sob tortura Duas coisas que você não pode perder, nem sob tortura, na nossa tevê paga. E é tudo hoje!
A estréia da segunda temporada de Criminal Minds, mais popular do que nunca. AXN, 21h.
E o reality Who Wants to Be a Superhero?, sobre o mundo dos gibis. Sony, 22h.
Se tiver alguma coisa para comentar sobre esses dois programas, eu comento depois da exibição, ok?
Agora: não perca!
por Gustavo
Cruz
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O mais malvado A lógica para descobrir quem será o eliminado no recém-formado paredão do BBB7 é descobrir quem o público considera "mais malvado"
Então é isso, né? A ordem no Big Brother Brasil 7 é dissipar a "turma do mal". Como sempre foi.
O paredão com Felipe e Alberto é tão sem importância quanto foi o de Daniel e Bruno um dia. Obviamente, o eliminado será Felipe, pela sua cara de bad boy, tão-somente. Talvez um ou outro comportamento dele também seja responsável pela eliminação monumental (eu apostaria em 82%). Mas Alberto não terá nenhum mérito nisso.
Agora, quem viu, sabe: a desorientação de Diego após indicar Felipe ao paredão foi gigantesca. Eu acompanhei o pay per view por um bom tempo, e o rapaz realmente estava perdido. Tentou se explicar com meio mundo, e ninguém aceitou. Restou a ele as duas pessoas que estão fazendo de seu personagem um semi-favorito a finalista: Íris e Fani. A consolação tarda, mas não falha.
O mais engraçado é que talvez ele tenha uma imagem, em algum lugar, de bad boy - e que Íris está ocultando. A certa altura da noite, ele revelou que não pode se envolver em briga alguma por cinco anos. É que há algum tempo, essa foi a decisão do juiz, junto com pagamento de cestas básicas. E caso ele descumpra (o medo de Diego é criar barraco com Felipe ainda dentro da casa), será preso.
Em poucos dias, está dando para entender a personalidade desse moço melhor. Primeiro, foi uma foto dele com um amigo e o polêmico e malvadão-mor de todos os BBBs, Rogério, da quinta edição. E agora, isso.
por Gustavo
Cruz
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Médium e médicos Semana de estréias da Sony começa com novas temporadas de Medium e Grey's Anatomy
Hoje, finalmente, começa a verdadeira temporada de estréias da Sony. Esqueça aquilo que você viu no canal em novembro. O que realmente importa é o que começa hoje.
E, já às 20h, o telespectador vai poder conferir a estréia da terceira temporada de Medium. O episódio, de duas horas, que eu conferi em primeira mão, não é grande coisa. Em compensação, prepare-se: o episódio que sucede esse é simplesmente genial, e a Sony já vai transmitir na semana que vem!
Na seqüência (22h), Grey's Anatomy, a série que é provavelmente o maior sucesso da tevê americana no momento, junto com o viciante American Idol (que também chega ao canal nos próximos dias), estréia sua terceira temporada, que já ganhou um Globo de Ouro. Pelo que eu já assisti (leia-se: os três primeiros episódios dessa temporada), a coisa está melhor do que nunca para os padrões do programa.
A faixa das 21h, que hoje será ocupada pela segunda metade do episódio de Medium, terá, na semana que vem, a continuação da segunda temporada de What About Brian?.
por Gustavo
Cruz
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Pré-estréia A estréia oficial ocorrerá apenas na quinta-feira, mas o telespectador já pode curtir o piloto da nova série Shark, na Fox, hoje
A pré-estréia vai ao ar hoje, domingo, às 22h. O horário regular será às 22h de todas as quintas-feiras. Não bobeie e perca a série, ok? Ela é ótima. Quatro estrelas de verdade. E já faz relativo sucesso nos Estados Unidos, com a temporada completa garantida há tempos.
A mocinha do BBB7... ... vai ao encontro de Silvio Santos! Inacreditável, mas a protagonista do reality, Íris (ou "Siri") vai ao Topa Tudo por Dinheiro (se você ver alguma metáfora no nome do programa, não fui eu quem disse!)
Olha, R$ 200,00 ela já tem!
por Gustavo
Cruz
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Kat e Betty A (minha) bela Katharine e a (minha) feia Betty protagonizaram um encontro em Ugly Betty. Inacreditável!
Semana que vem estréia a sexta temporada do American Idol na Sony, e eu ainda não esqueci o furacão que foi a participação da minha eterna querida Katharine McPhee na quinta temporada. Ela acabou de lançar um CD em terras norte-americanas (muito bom, por sinal) e, para promovê-lo, gravou uma participação na febre Ugly Betty, série que faz todo mundo se perguntar sobre o porquê de ainda não ter chegado em terras brasileiras. Tá demorando, já.
Eu tenho a sensação de que esse encontro de duas figuras (foi ao ar ontem, nos Estados Unidos) que eu muito prezo não vai sair da minha cabeça tão cedo. Confira:
Bem, era tão claro como o sol que a Betty teve a McPheever, né?
por Gustavo
Cruz
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Mocinho e chefe da casa Diego (ou Alemão) terá, como líder da semana no BBB 7, a chance para turbinar sua trama com a mocinha Iris. Juntos, são os protagonistas da novelinha que virou o reality show
Como na maioria das novelas, o mocinho (nesse caso, Diego só é mocinho porque é pretendente gente fina de Íris, a mocinha-protagonista) terá seus momentos felizes para curtir com a mocinha. Adivinha só? Ele é o novo líder do Big Brother Brasil 7, conforme o programa desta quinta-feira nos mostrou, e terá um quarto à sua disposição por uma semana inteirinha.
O irônico é que o romance (que anda ditando os rumos da edição do programa) há tempos andava sem produzir alguma coisa realmente nova para ser mostrada, e agora terá um momento de privacidade para seu casal saído de uma prova que consistia em tirar coelhos da cartola. Essa manobra, para incentivar ainda mais o andamento do casal Diego/Iris, só poderia sair de uma cartola, mesmo.
por Gustavo
Cruz
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Sorrindo muito... ... mas pouco gargalhando. Estréia de Starveillance, no E!, aponta esmero técnico e conteúdo sofisticado. Eu só queria ter gargalhado mais
Um dos canais mais rápidos da televisão paga no Brasil talvez seja o E!, canal de entretenimento de celebridades, com muito mais da metade de sua programação baseada em programas provindos de sua matriz homônima norte-americana. Exemplo da rapidez é a estréia, nesta quinta-feira, às 20h, de Starveillance, animação em stop motion com miniaturas que satiriza a matéria-prima do conteúdo de seu canal: os famosos. Detalhe: o programa estreou há menos de um mês nos Estados Unidos. Até agora, por lá, foram exibidos apenas quatro episódios. Por aqui, o canal já transmitiu dois de uma vez só na estréia (cada episódio tem meia hora). Estrategicamente, não deve ser a decisão mais sábia. Mas atualização de programação nunca é demais.
Assim que o primeiro episódio começou, o esquema narrativo já foi exposto: trata-se de um telejornal em que dois apresentadores desorientados (eram para render alguma graça. Particularmente, eu não vi nenhuma. Mas ainda é cedo para dizer que estão sendo mal usados.) apresentam flagras de celebridades em momentos constrangedores (para elas) e hilários (para nós). Eles fazem algum sentido, principalmente para quem acompanha a vida dos artistas. Exemplo: Angelina Jolie e Brad Pitt escolhem em qual país africano vão dar à luz o bebê, fazendo interrogatórios para dois chefes de Estado de dois países diferentes. Outro exemplo: Mischa Barton, ex-Marissa de The OC, tem pesadelo com a possível crise na carreira. Os fatos não existem, mas fazem sentido. São, digamos, bem pertinentes.
(Não confundir com o humor do Casseta & Planeta ou similares. O programa não pega os fatos da semana e os satiriza. Nada disso. Ele cria sobre coisas não tão novas. 2004 foi um ano que muito apareceu na estréia do programa. Só que soa fresco e atual como poucos.
Seria até maldade exigir mais imediatismo, diante da dificuldade de realização do programa.)
O esmero técnico de Starveillance encanta - e isso não pode passar em branco. Qualquer um que já tenha lido sobre as técnicas de stop motion sabe o quão complicado é criar o visual que chega para nós, telespectadores. Os bonecos da animação são caricaturas extremamente bem feitas, e que, vistas como um contexto no programa, dão um panorama caricatural bem homogêneo. Os movimentos também são bastante verossímeis e espertos, além de assustadoramente ágeis (doeu em mim imaginar como deve ter sido difícil realizar a esquete com Madonna ensaiando para um show, cuja foto ilustra o post). Não menos importante, a cenografia detalhadíssima também impressiona. A dimensão do cenário na esquete da Jennifer Lopez é incrível.
Incomoda uma coisa só: eu posso ter rido durante o programa, mas, gargalhado?, no máximo duas vezes. O problema não tem nada a ver com "o programa se preocupa tanto com o visual que esquece o conteúdo". Nada disso. O conteúdo talvez seja tão importante para os realizadores quanto a estética. Todas as esquetes são sofisticadas, têm um ritmo ótimo e usam do fator "atualidade" com excelência. É impressionante e genial. Só que há um abismo gigantesco entre gostar de uma piada e aproveitá-la como telespectador que quer rir. O humor de Starveillance, às vezes, dá a entender que o telespectador deve apenas entender as piadas e sorrir por isso (as esquetes que têm essa proposta podem até entediar, como a com Hilary Swank e o marido).
Bem, eu disse "às vezes". Em alguns momentos, como na esquete do casal Brangelina e na da Jenny from the Block (yeah!), a genialidade rende graça. Poderia ser integralmente assim. Pessoalmente, sinto que os próximos episódios vão render mais gargalhadas que sorrisos. Já estou ansioso.
Clique aqui e confira uma esquete da estréia de Starveillance envolvendo a polêmica Britney Spears e o ex-namorado-atual-rapper-fracassado Kevin Federline, caso você tenha perdido.
por Gustavo
Cruz
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Idéia multiplicada Todas as emissoras da tevê aberta, com exceção da Globo, criaram o leilão em que ganha o telespectador que fizer o menor lance único para o produto anunciado
Já não sei mais dizer quem começou a brincadeira. Eu achava que tinha sido a Bandeirantes, mas perdi a seqüência do raciocínio. O pior de tudo é que a idéia é fraquinha. Tomara que a Globo não entre na onda.
Já estou suficientemente chocado com a proliferação de uma mesma coisa pela programação, de forma descarada, indicando que nem para ganhar dinheiro os programas têm um diferencial.
por Gustavo
Cruz
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Jack e Condi Rice Mais uma para a seção de coisas indescritíveis que a gente só vê nessa maravilha chamada 30 Rock
O Jack e a Condi Rice? De verdade? Estou sem palavras. Se me contassem que ia ter isso no episódio, eu não acreditava.
Não viu o episódio? Então tenta imaginar. Agora imagina o Jack flagrando o Vladimir Putin apalpando a Condoleezza Rice na tevê - e prometendo vingança. Também aconteceu.