Mande sugestões, críticas, elogios e dúvidas !
Em breve.


De jogo a novelinha
"Para quem achava que essa seria a edição mais franca para com o telespectador na primeira semana (meu caso), estar achando, a esta altura do campeonato, que começou a novelinha, a conclusão só pode ser uma: a esperança durou mais que o esperado."



Tem gente que diz que o Big Brother não instrui, e que por isso não deve ser assistido. Pois bem, essas pessoas devem ser fãs de Páginas da Vida, coincidentemente, aquilo que, com exceção do domingo, antecede o reality show do Boninho. Porque, se há uma coisa na programação atual da tevê brasileira que adora falar sobre a atualidade, educar e instruir a população, é a novela de Manoel Carlos. Particularmente, tenho alergia a qualquer programa que tente desenhar uma opinião sobre o momento, seja ele político, social ou cultural, ainda mais quando ele é ruim - caso da novela das oito da Globo. Esse argumento genérico de que "Big Brother não instrui" dá medo quando a gente pensa que todo mundo que diz isso quer uma televisão que dê aula e ensine lições de moral. Existem canais para isso, e alguns até positivamente especializados. Agora, "reality show" e "instrução" numa mesma frase já acende o alarme que indica contradição na minha cabeça.

O outro argumento que segue a falta de instrução do Big Brother é o de que não vale a pena ver gente não fazendo nada na tevê o dia inteiro. Bem, o alarme da contradição acendeu de novo. Não vou dizer que "reality show é isso mesmo" aqui. Existe reality show em que algumas pessoas sobrevivem na mata, lutam para emagrecer, tentam descobrir quem é o agente duplo na própria turma de participantes ou tantas outras coisas. O contraditório aqui é que esse é o reality mais cheio de enfeites, no mundo de Deus, para contar uma historinha, para não deixar a sensação de que nada é feito. E isso é pior do que ver gente não fazendo nada o dia inteiro - se o programa mostrasse isso, como em praticamente todas as outras versões do formato no mundo, seria bem mais honesto.

Se já não temos um vencedor para esta sétima edição, temos alguém que certamente vai chegar até, no mínimo, a semifinal: Íris. O tratamento que o programa dá a ela e a energia que Boninho manda para as aparições da moça no programa, somado ao fato de que alguns pretendentes a vilões já foram criados justamente por fazer oposição a ela me dão tranqüilidade para afirmar isto. Para quem achava que essa seria a edição mais franca para com o telespectador na primeira semana (meu caso), estar achando, a esta altura do campeonato, que começou a novelinha, a conclusão só pode ser uma: a esperança durou mais que o esperado.

Não estou fazendo aqui julgamento de valor de Íris, nem nada parecido. Posso até ter um candidato favorito, mas isso não importa. A única coisa clara, aqui, é que Boninho está seguindo o mesmo modelo que, acha ele, garantiu uma indicação para o Emmy Internacional do ano passado - para mim, injusta, já que a sexta edição é provável candidata a pior de todas. E, não duvido, o que ele quer é outra.

O único combustível que me faz assistir ao programa, além do meu candidato favorito, é que os vilões, como numa boa novela (coisa que essa aqui, intitulada Big Brother Brasil 7, não é), não simplesmente odeiam a mocinha. Analy e Carol não são vilões do jogo (ah, como eu queria que isso não fosse encarado como uma novela, mas sim como um jogo!), tampouco Íris é a mocinha - pelo menos não na realidade, e sim na visão que o programa quer que engulamos. Mas as duas primeiras, como visto no programa desta quarta-feira, sabem o rumo que o programa está tomando - e a chateação delas não é por Íris ser a provável vencedora, mas por decepção. Uma delas disse que "este Big Brother tinha tudo para ser diferente". Outra (ou talvez a mesma) disse que "agora é só curtir, mas eu não vou ficar quieta!". Coitadinhas. Eu compartilho de absolutamente tudo que disseram. Só que elas são coitadinhas por outra coisa, que o programa talvez mostre amanhã: formaram, junto com o participante Bruno, uma aliança. E o professor Boninho educou a classe Brasil a odiar alianças. Você já sabe o que vai acontecer nos próximos capítulos, não sabe?


por Gustavo Cruz


De volta!
E com novo layout e novo fôlego. 1° de fevereiro, caros leitores, é só início!

Estou morrendo de saudades de escrever aqui. Estava finalizando o layout, descansando, acompanhando a tevê (claro!) e curtindo o início do ano. Agora, estou de volta. Espero que tenham gostado do novo visual do blog (a novidade "O Que é Imperdível Hoje", lá em cima", vai mostrar uma atração destaque do dia. Não necessariamente minha recomendação, mas certamente algo de destaque) e que estejam prontos para mais um ano televisionando. Vamos lá!

Ah, o primeiro post é sobre o Big Brother. E está logo acima.


por Gustavo Cruz

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Globo de Ouro e o Rubens Ewald Filho dizendo que o Patrick Dempsey era favorito

Veja a lista de vencedores clicando aqui.

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Duas coisas: eu não apostei aqui no blog, mas se o tivesse feito, apostaria em Emily Blunt e Jeremy Irons como vencedores de Melhor Atriz e Ator Coadjuvantes em tevê do Globo de Ouro. Quando você os vê atuando (principalmente o último, no excepcional Elizabeth I, em que está impecável - junto que a queen da noite, Helen Mirren), fica claro que eles não têm como perder qualquer prêmio.

Bem, dito isto, você pode ver, dois posts abaixo, que eu fui muito mal nas minhas apostas. As escadinhas falharam, no final das contas. Mas, quer saber? Depois que, durante a (confusa) transmissão da Warner (desconfio que não tenha sido só na Warner aquela sensação de montanha russa, mas no mundo inteiro), Rubens Ewald Filho disse (umas cinco vezes) que o Patrick Dempsey era o favorito para Melhor Ator de Série de Drama, eu me contentei com qualquer acerto.

Surpresas? Nada. Ugly Betty e America Ferrera ganhando, respectivamente, como Série e Atriz de Comédia, era algo que o The Envelope, do Los Angeles Times, já tinha previsto. Tanto a série quanto a atriz são a verdadeira encarnação do "cute" - e ambas vão além disso. É importante esse prêmio, principalmente porque a lorota "o sonho americano continua vivo" que foi o discurso pós-vitória de Ugly Betty fazia-se necessária para a série deixar de ser novidade e virar rotina do telespectador. Agora, eu espero, algum canal pago brasileiro vai resolver nos brindar com a vinda de Ugly Betty para a nossa tevê. Warner, Sony, GNT?

No mais, coisas esquisitas aconteceram. Hugh Laurie deu início a um processo que parece rotulado de "estão me fazendo de 'Tony Shalhoub do Globo de Ouro'" - categoria complicada, escolha segura: a comparação não pode ser diferente. Grey's Anatomy, morta durante a premiação inteira, ganhou como Série de Drama - e o discurso foi um tanto quando bobinho para a categoria principal de tevê, não acharam? Kyra Sedgwick estava estonteante, e reagiu ao prêmio de Atriz de Drama com uma cara de surpresa que qualquer um de nós não ficou após a abertura do envelope - era semi-esperada a vitória. Mas foi espontâneo e a cativante o discurso. Talvez o mais legal das categorias de tevê.

Alec Baldwin estava cheio de classe, ganhou fazendo brincadeira, pedindo para a Tina Fey dar tchauzinho para a câmera e nós ouvimos o Rubens Ewald falar que, como ator, ele estava melhor do que nunca. Verdade.

Eu já tinha dito que o Globo de Ouro nunca tinha surpresas. Você já estava previnido.

Você não vê na tevê, e o Globo de Ouro provou que você precisa ver

  • Ugly Betty

  • Elizabeth I

  • Qualquer outra série indicada que passa no Brasil, e que você não vê por motivos inexplicáveis. Aproveite que novas temporadas de Grey's e House estão vindo.

    Eu senti falta de...

  • Marcia Cross

  • Um pouco do ar da graça de Felicity Huffman (não valeu aquela apresentação de prêmio dela, né?) e Julia Louis-Dreyfus.

    O blog volta à ativa no dia 1° de fevereiro. Eu espero que com o novo layout, mas não é certo. Fiquem ligados.


    por Gustavo Cruz

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    Será que Manoel Carlos deu uma pista sobre o final de Páginas da Vida?



    Agora que eu me dei conta de que não havia avisado a vocês que o post do Globo de Ouro, o último a ser publicado, marcaria o início de umas semi-férias do blog. Mas agora está avisado.

    Só que eu não vim aqui só para lembrar isso. Vim aqui para dizer que o Manoel Carlos jogou uma coisa no ar, ontem, durante sua novelinha global das oito, Páginas da Vida. Pode ter sido só uma pegadinha, ou algo absolutamente irrelevante. Mas que eu vi aquilo lá, refleti e tive uma idéia, ah, isso eu tive.

    A cena foi rápida: Isabel estava desmontando sua exposição no AMA, chega Jorge, ela sai, chega Simone, os dois se beijam, e ela pergunta o porquê de ele não ter ido visitá-la na noite anterior. Ele diz que a família tinha combinado de assistir ao filme do Woody Allen, Match Point, que eles muito gostam.

    Vai, te dou um minuto para descobrir aonde eu quero chegar. Captou?

    Essa é para aqueles que viram o dito filme de Woody. Se você não viu, sinta-se a vontade para não ler esse post, porque eu vou falar sobre o final do filme.

    Em Match Point, determinado personagem se muda para Londres. Lá, conhece uma moça muito rica, que vem a ser sua aluna de tênis. Eles começam um caso. Então, certo dia, a moça convida seu namorado para um almoço em família. Chegando lá, ele conhece e fica obcecado pela namorada do irmão de sua namorada (sem casamento, eu não sei se dá para chamar de cunhado. Então, vai a descrição completa, mesmo), e começa a desenvolver um relacionamento com ela. Vou dar um pulo na história, para facilitar. A situação é que, lá no final das contas, ele está casado com a moça rica, trabalhando para a empresa do pai dela, e sua amante (que já não é mais namorada de - agora, sim - seu cunhado) está grávida, e pressionando-o para assumir o romance.

    Dessa vez, eu acho que deu para captar, né? Tenho a intuição de que Manoel Carlos nos contou o final da trama de Sandra e Greg. Sabe por quê? Porque no final do filme de Woody Allen, o tal rapaz mata sua amante, para não acabar com o casamento e, consequentemente, com sua bela condição de vida.

    Se ele quis jogar essa pista no ar, faz todo o sentido, porque, em seu filme, Woody Allen também fez referência a uma espécie de fonte para sua trama - o famosíssimo livro Crime e Castigo, de Dostoiévski. E todo o resto também faz sentido.

    A moça rica pode ser Carmem. Greg é o rapaz humilde, que conhece a moça rica. Sandra é a namorada do cunhado - que é Jorge. Mas o estágio da novela já está avançado e, assim como em meados de Match Point, Jorge e Sandra não têm mais um caso.

    Não é só isso. Tem o fato de que Greg trabalha na empresa do sogro e está bem de vida. Tem também o fato de que Sandra, sua amante, o está pressionando, e ele a está driblando. E ela está vivendo em um apartamento, sozinha, com ele a mantendo - como em Match Point.

    Como se não bastasse, Match Point também teve uma galeria de arte em determinado momento. O resto eu deixo para o leitor descobrir sozinho, fazer as ligações entre Páginas da Vida, Match Point e, por que não?, Crime e Castigo. E eu já adianto: não se surpreenda caso Sandra apareça grávida nos próximos capítulos e, claro, morra no final. Faz sentido não só com a referência ao filme de Woody Allen (que não é meu diretor de cinema preferido, aliás, longe disso), mas também àquilo que a obra de Manoel Carlos e suas opções como autor de novelas, ao longo dos tempos, nos mostrou.

    Por outro lado, pode ser uma viagem minha. Aliás, não se surpreenda se for. A cada dia eu busco um pouco de complexidade em Páginas da Vida para mudar meu conceito negativo sobre a novela. E está difícil de achar. Isso pode ser só uma tentativa minha de olhar a novela por outro ângulo, bem mais positivo.

    O tempo dirá se eu estou maluco e tendo alucinações, ou se eu sou estou tão maluco que estou desvendando Manoel Carlos.


    por Gustavo Cruz

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    Globo de Ouro - Previsões e preferências



    Não é o Emmy. É até um pouco mais chato que o Emmy, porque o cunho é dividido entre o cinematográfico e o televisivo. Mas o Globo de Ouro supre a falta que o Emmy deixa. Não dá para passar o ano inteiro esperando setembro e o Emmy chegarem. Todo janeiro, de forma sagrada, o Globo de Ouro apura o que há de novo na tevê (ele costuma indicar as séries que deram certo no recente fall season) e o que continua bem. Aí, quando vem o Emmy, as temporadas todas já acabaram, e a análise acaba sendo de tudo. No Globo de Ouro, não. A gente vê o momento, o que está funcionando.

    Uma pena que nunca haja grandes surpresas. Não que, nas previsões que você irá ler a seguir, eu estava certo de tudo que irá acontecer. Nada disso. Eu tremo toda vez que faço uma previsão para o Globo de Ouro, porque fujo de apostar no óbvio. Eu detesto. Quero arriscar um acerto-surpresa, ainda que depois algum leitor venha pegar no meu pé pelos poucos acertos. Nesse ano, eu prometo, vou tentar não confundir preferência e previsão. Mas eu sei que vai ser difícil.

    Você encontrará, abaixo, as categorias que eu posso apostar tendo visto tudo. São duas que vão ficar de fora: Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante. Não vi alguns programas dessa categoria, o que, por bom senso, não me condiciona a escrever preferências - eu até poderia fazer previsões, mas não vejo sentido. De qualquer maneira, é possível que, até o dia 15 deste mês, quando o Globo de Ouro vai ao ar, haja alguma atualização sobre essas categorias. Não é certo, mas é possível.

    Todas as outras categorias, porém, terão espaço aqui. Vi, revi e busquei pela internet episódios de todas as séries indicadas - ou de atores que representam suas séries nas categorias específicas. Diferentemente do Emmy, as categorias não são tantas, o que dá para centrar as atenções nos determinados programas. Cada categoria terá duas escadinhas: uma de preferências, e outra de previsões. O primeiro lugar das escadinhas será o meu preferido para vencer, ou o que eu considero favorito para ganhar - consequentemente, o quinto (e último) lugar das escadinhas representará aquele que, ou é o que eu menos prefiro, ou o que eu menos boto fé para ganhar. Um texto acompanhará cada categoria, explicando melhor o porquê de eu preferir X ou Y, ou de apostar neles.

    Vamos, finalmente, às apostas e preferências do Globo de Ouro. Até, se der tudo certo, o dia 16, onde comentaremos os resultados da premiação.

    Melhor Série de Drama

    24 Horas
    Big Love
    Grey's Anatomy
    Heroes
    Lost

    Não me pergunte o quê Heroes está fazendo nesta lista, porque eu também adoraria saber. Até tem sua dose de série cool, mas não tinha nada que estar aí. Todas as outras séries, em maior ou menor grau, merecem a indicação. Heroes, ainda inédita no Brasil (estréia em março no Universal Channel), não. Eu colocaria The Nine, Dexter ou Família Soprano no lugar. Considere essa indicação uma típica e crônica da premiação, que serve para indicar o que a Associação que vota acha que foi a novidade mais legal.

    E eu custo a acreditar que a série tenha alguma chance de vencer. Para mim, isto está fora de cogitação. Quem tem muita chance de ganhar é 24 Horas, por três motivos. Primeiro, porque ganhou o Emmy da respectiva categoria. Segundo, porque é uma escolha segura. Terceiro, porque é ótima. Eu considero a favorita a vencer e a minha favorita pessoal.

    Grey's Anatomy sempre tem chance, porque é uma das séries do momento, e também seria uma escolha segura. Lost também tem chances, apesar de já ter ganho a categoria e simplesmente não ter cara de vitoriosa na temporada atual. Big Love é a série da HBO da categoria, o que representa, entre outras coisas, uma antecipada garantia de qualidade (na visão da Associação) e segurança. Some a isso o fato de que a série é boa (para dizer o mínimo), e tem-se uma chance considerável para Big Love vencer.

    Vamos às escadinhas, então.

    Preferências

    1. 24 Horas
    2. Grey's Anatomy
    3. Big Love
    4. Lost
    5. Heroes

    Previsões

    1. 24 Horas
    2. Big Love
    3. Lost
    4. Grey's Anatomy
    5. Heroes

    Melhor Ator de Série de Drama

    Patrick Dempsey, Grey's Anatomy
    Michael C. Hall, Dexter
    Hugh Laurie, House
    Bill Paxton, Big Love
    Kiefer Sutherland, 24 Horas

    Tira o Patrick Dempsey daí. Pronto. Só tem gente boa indicada. Não que Dempsey seja ruim - ele é apenas... normal. É que tinha outros atores que mereciam uma indicação. Eu vou dar um só exemplo (claro que haveria outros, mas vai só um, para mostrar que há): James Woods, pela inédita Shark (que a Fox vai começar a transmitir por aqui no mês que vem).

    Agora, esquecendo o Dempsey, que tem quase nulas chances de ganhar (eu vou ter um mega susto se acontecer), eis aquela que é, provavelmente, a categoria mais difícil para fazer apostas e apontar preferências. É uma enrascada.

    Não sei se Kiefer Sutherland tem força para ganhar a categoria - ele é o meu favorito, mas a Associação pode achar que o papel dele não é tão, digamos, dramático quanto o dos concorrentes, o que o desqualificaria. Também não acredito que Hugh Laurie tenha força para levar o prêmio pelo segundo ano consecutivo, embora a interpretação dele em diversos episódios desta terceira (e ainda inédita no Brasil) temporada seja muito superior ao que ele mostrou na segunda, pela qual foi premiado no último Globo de Ouro.

    Sobra Michael C. Hall e Bill Paxton, na área das previsões. Ambos estão em séries que aparecem na premiação pela primeira vez neste ano, e que são queridinhas da crítica - e a Associação nada mais é do que a crítica. A diferença é a carga dramática dos personagens. C. Hall está em uma série centrada nele, e Paxton, numa que é centrada nos atos de seu personagem. Ambos têm ótimos momentos, mas o primeiro simplesmente impressiona mais. É o suficiente para ganhar o primeiro lugar na minha escadinha de previsões.

    Vamos às escadinhas.

    Preferências

    1. Kiefer Sutherland
    2. Michael C. Hall
    3. Hugh Laurie
    4. Bill Paxton
    5. Patrick Dempsey

    Previsões

    1. Michael C. Hall
    2. Bill Paxton
    3. Kiefer Sutherland
    4. Hugh Laurie
    5. Patrick Dempsey

    Melhor Atriz de Série de Drama

    Patricia Arquette, Medium
    Edie Falco, The Sopranos
    Evangeline Lilly, Lost
    Kyra Sedgwick, The Closer
    Ellen Pompeo, Grey's Anatomy

    Eu adoro a Patricia Arquette. Eu adoro a Edie Falco. A Associação tem tudo para adorar as duas e a Kyra Sedgwick. Eu acredito piamente que Edie Falco não vai ganhar a atenção merecida dos eleitores, porque seu papel em Família Soprano passa longe, em questão de importância, dos papéis de Patricia e Kyra. Sobra essas duas. E agora, José?

    Olhando as duas atrizes, juntas, tem-se dois trabalhos que, ao mesmo tempo em que são importantes para suas séries, costumam ser apenas instrumentos para o curso narrativo fluir. A Edie Falco pode não ter tanta importância, mas é uma peça da narrativa, e não apenas um instrumento para ela funcionar. Ainda assim, às vezes é uma mera questão de poder das séries para criar empatia com os eleitores. E Patricia e Kyra têm isso. Edie, não. Posso estar enganado em descartar Edie do topo da minha aposta, porque muita gente teima em deixá-la como favorita, mas é o que eu vou fazer.

    E Patricia vai ganhar minha preferência e ser minha previsão da categoria. Kyra, talvez, no ano que vem. Ou então eu caio do cavalo e ela ganha. Mas se eu ficar pensando nisso, eu nunca que faço as escadinhas.

    Ah, claro: Ellen Pompeo e Evangeline Lilly. Lembra do Patrick Dempsey na categoria anterior? Então. Essas duas representam o mesmo tipo de indicação, só que aqui é duplamente. Chances? Creio eu, zero.

    Preferências

    1. Patricia Arquette
    2. Edie Falco
    3. Kyra Sedgwick
    4. Evangeline Lilly
    5. Ellen Pompeo

    Previsões

    1. Patricia Arquette
    2. Kyra Sedgwick
    3. Edie Falco
    4. Ellen Pompeo
    5. Evangeline Lilly

    Melhor Série de Comédia

    The Office
    Desperate Housewives
    Entourage
    Ugly Betty
    Weeds

    Desperate Housewives ganhou no ano retrasado, quando estava no ápice da receptividade de elogios. E ganhou também no ano passado, no ápice da receptividade de críticas negativas. Eu acho que vai ganhar de novo neste ano, quando os elogios voltaram à tona.

    Mas, diz a tradição, o Globo de Ouro não costuma repetir os prêmios. Ainda mais quando já repetiu! Ou seja, eu estou meio que apostando no azarão - e, também, no meu preferido. Suspeito que eu venha a acertar de novo.

    Se não for Desperate Housewives, a chance de dar The Office são enormes. Tal qual 24 Horas na categoria de Série de Drama, ela também ganhou o Emmy e é uma opção segura - se é ótima ou não, fica por conta de vocês (eu gosto, mas com restrições). Outra que tem chances é Ugly Betty, a queridinha do momento. A crítica norte-americana quase que inteira tem usado um elogio para a série que é a palavra "cute", que numa tradução ficaria "fofa", "bonitinha" ou coisa parecida. Quando isso acontece, é sinal de que a Associação (como eu já disse, a crítica) tem amor pela série. Muitas vezes é suficiente para receber um X na cédula de votação. Pessoalmente, eu gosto muito de Betty, mas acho que o encantamento geral ainda é pelo frescor, e nem tanto pela consideração de qualidade pela série. Porém, não a descarte.

    Weeds e Entourage têm chances pequenas, mas não nulas. O que elas precisariam para ter maiores possibilidades de vitória seria um pouco mais de espaço na mídia e na televisão dos telespectadores.

    Agora é hora das escadinhas!

    Preferências

    1. Desperate Housewives
    2. Ugly Betty
    3. Entourage
    4. The Office
    5. Weeds

    Previsões

    1. Desperate Housewives
    2. The Office
    3. Ugly Betty
    4. Weeds
    5. Entourage

    Melhor Ator de Série de Comédia

    Zach Braff, Scrubs
    Steve Carell, The Office
    Alec Baldwin, 30 Rock
    Jason Lee, My Name is Earl
    Tony Shalhoub, Monk

    Eu gosto de todos os indicados. E todos têm chances de vencer. Estou confuso.

    Jason Lee e Zach Braff podem ganhar tranquilamente o prêmio. Não será surpresa nenhuma, até porque será muito justo. Mas não são os favoritos.

    O trio que carrega o favoritismo é formado pelos outros indicados: Shalhoub, Baldwin e Carell. O primeiro é o queridinho do Emmy. O segundo é o queridinho de todo mundo. E o terceiro é o queridinho da crítica.

    Meu favorito é o Tony Shalhoub (quer um exemplo que explique isto? Assista ao episódio Private Eye da quinta temporada). Suspeito que não tenha tantas chances, porque já está no ar há bastante tempo, mas não fique surpreso com uma vitória dele - no caso de indecisão, Tony sempre será a alternativa segura. Steve Carell ganhou no ano passado, eu sei, mas o encantamento geral por ele ainda não acabou. Alec Baldwin está fazendo televisão de modo digno, com um porte incrível e um timing de comédia invejável. Todo mundo gosta dele. Acho que vai acabar ganhando, caso a Associação não o considere mais um coadjuvante do que um principal.

    De qualquer maneira, essa categoria é complicada e a escadinha é momentânea. Por isso, eu, no momento, penso assim:

    Preferências

    1. Tony Shalhoub
    2. Alec Baldwin
    3. Jason Lee
    4. Steve Carell
    5. Zach Braff

    Previsões

    1. Alec Baldwin
    2. Steve Carell
    3. Tony Shalhoub
    4. Zach Braff
    5. Jason Lee

    Melhor Atriz de Série de Comédia

    Marcia Cross, Desperate Housewives
    Felicity Huffman, Desperate Housewives
    America Ferrera, Ugly Betty
    Julia Louis-Dreyfus, The New Adventures of Old Christine
    Mary-Louise Parker, Weeds

    Vou ficar realmente surpreso se a Julia Louis-Dreyfus não ganhar o prêmio. Esqueça que ela ganhou o Emmy, que todo mundo gosta dela e que escolhê-la é uma opção bem segura. Para apostar, não há páreo para Julia. Acho. Deixa a categoria até um pouco sem graça.

    Claro que eu poderia apontar aqui que não dá para desconsiderar as mulheres de DH e a America Ferrera, que é o grande motivo dos Estados Unidos estarem encantados por Ugly Betty. Tudo isso seria cabível como motivo para não dizer que a Julia é a favorita absoluta. Mas ela é. Eu não vejo outro cenário que não seja uma vitória da ex-Seinfeld.

    No campo das preferências, Marcia Cross domina. É um sonho imaginar alguém abrindo o envelope e dizendo seu nome. Deixaria este que vos escreve feliz e descansado. Mas é muito, muito difícil.

    Já deu para sentir como será a escadinha, né?

    Preferências

    1. Marcia Cross
    2. Felicity Huffman
    3. Julia Louis-Dreyfus
    4. America Ferrera
    5. Mary Louise-Parker

    Previsões

    1. Julia Louis-Dreyfus
    2. America Ferrera
    3. Felicity Huffman
    4. Marcia Cross
    5. Mary Louise-Parker

    É isso. Quem quiser, pode ficar livre para apontar apostas e preferências nos comentários. O espaço é seu.


    por Gustavo Cruz

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    Amazônia é uma minissérie linda - na imagem

    Começa Amazônia. Lima Duarte narra um texto bonito, com imagens bonitas. Acaba o texto. Jackson Antunes está em uma embarcação, andando em um rio. Olha para o horizonte. De repente, tenho a sensação de que Tião, personagem de Murilo Benício na polêmica ex-novela das oito América, vai aparecer. Tensão, por alguns segundos. Não, ele não apareceu. Porque América ficou para trás. Sobrou Glória Perez, uma belíssima imagem e uma história de grandes possibilidades.

    Bem, dizer que América ficou para trás e que sobrou sua autora é, basicamente, dizer que uma trama se foi, mas que os problemas que residem o jeito de contar qualquer outra trama que seja, continuam. Cheio de clichês, cenas que fazem uso de atores para algo que um letreiro ou uma narração poderiam explicar ("Fulano de tal, grande jornalista e amigo do meu pai!") e uma facilidade incrível para localizar o telespectador (sim, eu estou elogiando Glória Perez), o capítulo de estréia da nova minissérie da Globo, Amazônia, que, de terça a sexta, vai nos submeter a uma autora de currículo extremamente bem-sucedido contando a história do local de onde veio, deve ter agradado à maioria.

    Glória é acreana. Certamente está entusiasmada por poder escrever sobre seu Estado, com personagens e culturas de lá. Ela está apoiada em um elenco que sempre a acompanha e que parece disposto a fazer um bom trabalho (José de Abreu está muito bem, Jackson Antunes está positivamente seguro e Giovanna Antonelli está fazendo caretas - culpa de início de minissérie - do jeito certo. Apontar os problemas de elenco não é coisa para se fazer no início de uma obra). O diretor, Marcos Schechtman, é o tipo que Glória precisava (pelo bem de suas obras) após a briga com Jayme Monjardim, no início de América: alguém que faça tudo direitinho, como ela pensa.

    E ele coordena uma equipe louvável, com uma fotografia simplesmente impecável, uma cenografia espetacular, e todos os outros artefatos técnicos indo muito além do eficiente. Aquelas espécies de cartões postais, para identificar o lugar, ficam lindos na imagem - mas foram usados em excesso e cansaram o ritmo do capítulo. A falta de um diretor com uma mão firme e própria, para dar uma segunda opinião à autora (a primeira é a dela mesmo), pode ocasionar coisas assim. Lembram da forma como América nos identificava a cidade de Boiadeiros? Então. Virou piada, porque todo mundo percebeu que era errado, que faltava um direcionamento correto. Mas, sinceramente, eu acho muito difícil uma minissérie linda (em imagem) como essa achar seus maiores problemas na direção.

    Os caminhos mais preocupantes estão sendo tomados pela autora. É difícil acreditar que alguns personagens já tenham virado caricaturas (Vera Fischer, por exemplo), e que alguns diálogos sejam tão desperdiçados. Quando Paulo Betti quase flagrou Deborah Bloch com o amante, imediatamente pensei em Dinho e Dona Neuta. E a rapidez com que a cena do duelo entre Betti e Wilker foi colocada na seqüência do flagra me assustou ainda mais. O núcleo off-mata estava em um ritmo muito mais acelerado do que o núcleo da seringueira. Não era para ser assim.

    Só que a gente conhece essa mulher chamada Glória Perez. A gente sabe a forma como ela escreve suas obras, a gente conhece os clichês e a gente sabe que, no final, tudo acaba rendendo audiência. O difícil, dessa vez, caros, é que a história que ela tem nas mãos é simplesmente rica, boa. E vai doer demais vê-la perdida por causa de problemas de narrativa ou de texto. Tomara que não aconteça.


    por Gustavo Cruz

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    Grande onda + grande floresta + grande sujeira

    Tá ok: eu tinha dito que o próximo post do blog seria o do Globo de Ouro. Não é. Mas, calma. Ele vem, e esse, de certa forma, é sobre a premiação.

    Eu tenho que agradecer profundamente a esta emissora maravilhosa (nunca falha!) que é a HBO. Este escriba estava enlouquecido por Tsunami. A minissérie faz parte dos programas que eu quero ver para o Globo de Ouro - e, pela internet inteira, eu não achei modo de assisti-lo. Eis que eu estava trocando de canais e caí num intervalo da HBO. Adivinha só? Tsunami!

    Sim, o canal vai transmitir a série na próxima sexta-feira, 5, às 21h, e a parte final na sexta seguinte, no mesmo horário. Valeu pela mão na roda, HBO.

    De fato, isto não é televisão normal. Isso é HBO.

    ***

    É (bem) provável que eu volte a este blog mais uma vez antes do post do Globo de Ouro, e para falar do novo trabalho da dona Glória Perez, a tal Amazônia, que estréia hoje, após a novelinha do seu Manoel Carlos.

    Dê uma (outra) chance para ela. Vai que dá certo?

    ***

    E para os adeptos dos downloads, hoje é dia de preparar o computador para receber Dirt, a nova série da ex-Friends Courteney Cox, que estréia por lá nesta noite. O que a gente sabe, até agora, é que a crítica não gostou. Mas será que é ruim mesmo?


    por Gustavo Cruz

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    TELEVISIONANDO

    A verdadeira conjugação do verbo televisionar

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