A mulher do diretor

Recebi, hoje, o e-mail com uma espécie de sinopse da próxima novela da Band, Paixões Proibidas (que é inspirada neste livro). Não tenho muito que dizer. Prefiro não contar nada muito detalhado, tampouco fazer um pré-julgamento. Mas não custa perguntar: o que você espera de Paixões Proibidas?
Agora, a coisa mais engraçada sobre a novela eu não recebi por e-mail. Está no site da Band (aqui). Na divulgação das fotos da coletiva de imprensa para o lançamento da novela, não é no mínimo engraçado que a pessoa que mais apareça nas imagens seja justamente Christiane Torloni, que não é nem atriz da novela (é, tão-somente, mulher do diretor)? Cadê a exaltação daquilo que se tem? Pra quê bajular a contratada alheia? Bem, deixa pra lá.
(Estou querendo tanto "deixar pra lá" essa história que nem coloquei as fotos de Torloni aqui no post. Fiquei com vontade, mas seria injusto. O elenco tem nomes de bom currículo. Até o dia 14, às 22h, dá para esquecer definitivamente.)
Por Gustavo (e-mail) - 8:04 PM
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Alias diz adeus com brutalidade
Fotos adiantam: vem muito sangue no series finale de Alias, hoje!
Com cinco temporadas, Alias chega ao seu final hoje, no Brasil. O canal que transmitirá o series finale, você sabe, é o AXN. Às 20h.
Criada por JJ Abrams, uma das coisas mais interessantes que pode se falar de Alias é que ela parece ser o espelho de Lost: cinco temporadas é o horizonte máximo de ambas as criações de JJ. Aposto que Lost não passa de cinco temporadas - eu quero que passe, mas aposto que não passa (não confunda!). Espera-se, porém, que chegue ao final da saga sem tantas afetações como Alias sofreu.
No final de hoje, muitas surpresas - e não poderia ser diferente. Apesar dos problemas no meio do caminho (que foram cortando, aos poucos, o alcance de público do programa), a série era bacana. Sydney Bristow é uma personagem querida. Seu pai, interpretado pelo sempre ótimo Victor Garber, também é um personagem e tanto. Porém, quem sai lucrando, na soma de qualidades de Alias, é Jennifer Garner. Nossa lady Bristow não seria a mesma sem ela. Duvido que você (também) não tenha desenvolvido uma relação de amor por ela, seja homem ou mulher. Duvido.
Ah, e para você que está louco para me xingar pela foto do post, acredite: as promessas vão além daquela cena. Não perca.
Por Gustavo (e-mail) - 6:27 PM
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Situação normalizada
Pronto. Computador reformado, antes do que eu esperava. Melhor assim!
Vamos que vamos.
Por Gustavo (e-mail) - 6:04 PM
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Do cyber café 2
Cá estou eu, no cyber café. De novo.
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No dia 20 deste mês, o leitor Felipe, comentando a exibição da série Reunião que o SBT estava fazendo (que, para quem não sabe, foi cancelada nos Estados Unidos antes que o mistério sobre a identidade do assassino da protagonista fosse revelado), disse que eles faziam suspense quanto à trama principal nos intervalos comerciais porque o núcleo de teledramaturgia estaria sendo usado para gravar um desfecho. Achei hilário, claro, porque o SBT faz a gente pensar essas coisas.
Pois bem, adivinhem só o que aconteceu? Sim! O SBT colocou um final no ar! Sem os atores principais, porque seria impossível assim fazê-lo, mas com uma narração e uns letreiros próprios da emissora paulista. Não, eu não vi a cena (confesso que julgava ridículo assistir a algo que não tem fim, e cuja narrativa depende justamente disso. Ai de mim!), mas todo mundo já está comentando com detalhes o que aconteceu.
Recebi alguns e-mail com indignação, alguns deles exigindo que eu criasse uma revolução anti-SBT. Mas, oras, esses que assistiram ao desfecho que a turma de Silvio Santos criou não devem imaginar que seria muito pior ver algo sem fim. A não ser que a interpretação fosse um "foi interessante deixar no ar o final para o telespectador imaginar", a indignação seria ainda maior. E, certamente, eu e você não estaríamos rindo de mais um causo que a emissora do dono do Baú criou.
Acredite: por mais absurdo que tenha sido o desfecho (e ele foi absurdo mesmo), os telespectadores do SBT acabaram sendo mais afortunados que os telespectadores da nossa Warner. A tevê aberta ganhou da tevê paga. Sem reprises e com final: essa talvez seja a única forma de transformar Reunião em uma série aceitável!
***
Hoje é o halloween, como você já deve ter percebido. Preparando alguma comemoração, diversão? Nada? Se eu fosse você, comemoraria o cancelamento de Charmed, que ocorreu na última temporada (não há oportunidade melhor para contar do meu alívio que foi ver a grade da Sony sem uma das piores séries que eu já vi), e assistiria a uma premiação do entretenimento do terror, na TNT, às 22h. Parece cool.
***
Até!
Por Gustavo (e-mail) - 2:15 PM
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Computador com problemas & Bailando por um Sonho
Pessoal,
no último sábado (28/10), meu computador sofreu um baque. Sem motivo, apagou. Morreu? Não sei. Entrou em coma? Não sei. Foi só um susto? Mais uma vez, não sei. Ele já foi direcionado ao conserto, que pode acontecer hoje, amanhã ou sabe Deus lá quando. Espero que seja ainda nesta semana, porque vários pilotos de estréias de séries do nosso fall season (começa semana que vem!) estavam lá. E, obviamente, estou torcendo para não ter perdido dado nenhum.
Caso contrário, porém, já me disponho a postar aqui no blog através de um cyber café, como faço neste exato instante, pelo menos uma vez ao dia. É a solução. Na última semana, postei pouquíssimas vezes - coisa que evito. E, agora, isto. É um acúmulo de azar, e não vou deixar o blog ser afetado.
Se der tudo certo, volto amanhã. A televisão não pára e o blog não pode parar.
Até.
***
Aproveitando o momento, falemos rapidamente de Bailando por um Sonho (SBT, sábados, 22h30).
Melhorou o ritmo, sem dúvida. Em compensação, as câmeras ficaram mais estáticas. Por incrível que pareça, uma coisa não está relacionada à outra. Mas, em ambos os casos, a mudança foi visível. Espero que apenas a primeira delas seja para valer.
E, quanto às votações, desde já fica a minha torcida para o trio de Luciana Vendramini, que dançou uma música mais difícil e, ainda assim, foi melhor. (Ok, eu confesso: simpatizei com o sonho de se construir uma ilha de edição cinematográfica do tal sonhador.)
O trio de Lucas Poletto não foi muito pior, não. Dançou direitinho e foi empolgante de assistir. O problema é simples e quase insolúvel: a concorrência tinha a melhor coreografia e carisma. Ainda assim, acho que o ex-Ídolos permanece na competição.
Para votar, clique aqui.
Por Gustavo (e-mail) - 2:14 PM
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Debate da Globo encerra bem a campanha eleitoral

O debate entre os presidenciáveis, da Globo, que acabou à meia-noite, conforme determina a Justiça Eleitoral, teve uma pompa moderníssima. Parecia inovador. Mas, há quatro anos, o mesmo formato foi utilizado na disputa de 2002. Ou seja, nada novo, nada surpreendente. O que não tira, definitivamente, a magnitude do formato. Disparado, o debate apresentado por William Bonner foi o melhor dos quatro que tivemos neste segundo turno das eleições.
A começar pelo próprio Bonner, que não interferiu fora de hora, e sempre prima pela elegância. É uma superioridade sem arrogância. Por mais que eu tenha preferido Ana Paula Padrão, do debate do SBT, como mediadora, reconheço que, em termos de adequação ao formato apresentado, Bonner foi o melhor.
Só que a dinâmica do debate praticamente excluiu o apresentador da roda. Era painel aqui, olho na tela acolá, pergunta lida do telespectador, comentário de candidato X, réplica de candidato Y, e por aí ia. A proximidade com que os candidatos se postaram, cara a cara, deu calor ao momento. Deu emoção. Tanto Lula quanto Alckmin tiveram seu melhor momento da campanha ali, na Globo.
E se há um único item a ser retrucado, ele diz respeito ao fato de os candidatos encararem tanto assim, de perto, a câmera. Foi estranho. Eles ficaram cara a cara conosco, nua e cruamente, de tal forma que o debate parecia ter virado uma feira. Foi algo tão esquisito que até anula outro item que mereceria uma checagem mais específica - a leitura nada espontânea das perguntas feitas pelos eleitores da platéia. Fica para daqui a quatro anos.
Por Gustavo (e-mail) - 2:43 AM
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Zzzzzzz...
Olha a lentidão de Páginas da Vida: o capítulo que acabou de acabar girou INTEIRINHO ao redor da festa de Tonia (Sônia Braga). Que já tinha começado no último bloco do capítulo anterior. E que vai continuar no próximo capítulo.
Não é mole não. Daqui a pouco, você pode esperar uma novela que vai seguir o ritmo de 24 Horas. Serão 220 capítulos girando ao redor de 220 horas da vida dos protagonistas. É, não é mole não.
Por Gustavo (e-mail) - 11:13 PM
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Cristal chega ao fim

Chega ao fim, hoje, a novela Cristal, do SBT - logo mais, às 20h, com o último capítulo sendo exibido. A trama, que começou com uma audiência morna, viu seu diretor pedir licença na metade e também viu seu horário de exibição mudar, quando quase ninguém assistia ao folhetim, termina a trajetória com um público razoável. Com médias que variaram, nestas últimas semanas, de 7 a 11 pontos, Cristal nem de longe é aquilo que o SBT almejava com Herval Rossano, Dado Dolabella e uma trama conhecidíssima. Mas também não é um fracasso.
No fundo, o que o SBT buscava conseguir era aquilo que a Record competentemente conseguiu: sair do meio termo. Ter um público sólido, uma dramaturgia avançada, um reconhecimento do mercado. A última novela realmente boa que a emissora de Silvio Santos produziu foi Canavial de Paixões, em 2003. Faz muito tempo. E, ainda assim, não teve uma audiência espetacular: as médias variavam de 12 a 16 pontos. Mas tinha o "potencial de arrancada" que o dono do Baú há três anos busca, porque conseguiu chegar aos mais de 20 pontos em poucos momentos. Será que alguém realmente pensou que Cristal pudesse chegar a tanto?
O desconfortável, porém, foi ver que a novela era bacana. Tinha um elenco heterogêneo, mas com destaques. Tinha um texto quase sempre óbvio, mas que imprimia ritmo. Não era uma novela chata. Era simpática. Em algum momento, foi melhor que suas concorrentes, tanto na Record quanto na Globo. O problema, porém, é que faltava um texto menos mexicano, um elenco mais enxuto e com menos figurinhas fáceis da emissora - tudo aquilo que não é sinônimo de falta de qualidade, mas que pode prejudicar a relação com o público. Faltou o brilho que o título da novela evoca.
E mais: vai continuar faltando brilho, muito provavelmente, se Silvio Santos prosseguir com esse processo de adaptações de novelas latinas famosas. Há tempos que nossa teledramaturgia largou as últimas raízes latino-americanas que ainda restavam e optou por um caminho próprio, brasileiro. Não há motivo convincente que faça-nos crer no contrário - que vale a pena voltar para trás e louvar o México. Xô.
Por Gustavo (e-mail) - 9:22 PM
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O mago brasileiro dos game shows
Viciei em Topa ou Não Topa (SBT, quartas, 22h30). Sério. Poucas vezes nos últimos anos vi um game show ser tão bem adaptado para o Brasil como aconteceu com esta versão de Deal or No Deal. É impressionante. O apresentador da nossa versão, Silvio Santos, tem o timing perfeito, principalmente para não perder o tino da tensão e do suspense. Funciona que é uma beleza.
Ontem mesmo, me peguei grudado na televisão vendo o programa, no SBT, como há muito tempo eu não fazia com um game show. Digo: eu via os programas do gênero, até porque quase todos são irresistíveis, mas Topa ou Não Topa é aquele que eu vejo com mais gosto.
E a constatação mais engraçada que pode ser feita é que o programa talvez funcione melhor aqui que nos Estados Unidos. O auditório de Silvio Santos empolga e chateia. É humano. Os participantes são humildes, erram, dão risada. Também são humanos. Só não é humano Silvio Santos - e, se parecesse humano, eu certamente não daria a mínima para o Topa ou Não Topa. Emocionalmente, o Deal or No Deal dos Estados Unidos é muito gélido e burocrático.
Não conheço muitas versões do formato ao redor do mundo, mas é na nossa versão em que eu fico mais chateado quando um participante recusa a proposta de parar o jogo por R$111.000.00 para apostar em R$300.000.00 e perde as esperanças na seqüência. Esse envolvimento só pode ser resultado de um coisa: eficiência televisiva.
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Tudo isso para apresentar-lhes o 1 vs. 100, que é o segundo game show de maior audiência nos Estados Unidos, no momento - perdendo apenas para (adivinha!) Deal or No Deal.
O 1 vs. 100 não é originário dos Estados Unidos (é um formato holandês), mas viu seu formato sofrer pequenas modificações para o país do norte. Não está em seu primeiro mês sequer e já tem uma bela audiência para essas condições (ainda mais para o canal, que é a irregular NBC). Confesso que ainda não entendi o formato perfeitamente (entenda melhor vendo o link ao final do post), mas ele lembra muito bem um quadro daquele programa que o SBT transmitia há pouco tempo atrás, o Todos Contra Um. Já descobriu quem era o apresentador? Sim, Silvio Santos.
Atualmente, o mago dos game shows da tevê brasileira é Silvio Santos. E, por isso, está aberta a bolsa de apostas: quanto tempo vai levar para SS trazer 1 vs. 100 para o Brasil? Para mim, não demora um ano.
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Abaixo, um vídeo de 1 vs. 100. É um petisco que, somado ao link do final do post, torna o formato mais digerível. Assista.
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Para quem quiser tentar compreender o formato, é só clicar aqui e jogar uma versão online do 1 vs. 100, no site da NBC. Cuidado, porque vicia.
Por Gustavo (e-mail) - 4:18 PM
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Weeds volta hoje!
Estréia no canal pago GNT, na noite desta quinta-feira (ou madrugada, como preferirem), a segunda temporada do sucesso Weeds, série protagonizada por Mary Louise-Parker e Elizabeth Perkins (ambas ótimas) e que conta o cotidiano de uma dona-de-casa norte-americana envolvida com o cultivo da maconha.
O episódio de estréia, Corn Snake, passou nos Estados Unidos em meados de agosto deste ano - e, poucos dias após a estréia por lá, este blog publicou uma resenha. Consulte os arquivos de agosto na coluna da direita e confira. Confira, também, o episódio, às 23h45 - um péssimo horário, sem dúvida, principalmente para uma série que estréia como uma perspectiva positiva de futuro.
Por Gustavo (e-mail) - 3:05 PM
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O preview da sexta temporada de 24 Horas
Todos eles estão (quase) de volta. Falta pouco!
Não faça mais nada. Veja o Kiefer Sutherland apresentando um preview da sexta temporada de 24 Horas. Agora. Aqui.
Uau!
Por Gustavo (e-mail) - 9:02 PM
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O debate da Record
Este debate com os candidatos à presidência, que acabou há pouco, na Record, foi o mais quadrado até agora. Teve um formato engessado, e que cansou na metade final. Teve um apresentador chocho e sem sal, como é o Celso Freitas (ótimo jornalista, mas como mediador...). Só que tirou mais dos candidatos do que o do SBT e da Record. Bacana.
O da Globo, na sexta, é o que mais promete. Veremos.
Por Gustavo (e-mail) - 1:54 AM
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Schumacher no Pânico na TV
Preciso deixar registrado, aqui no blog, o quão bom foi o Pânico na TV (Rede TV) ontem. Claro que peguei o programa nos seus quarenta minutos finais, sem a massa de merchandising que ronda mais que a primeira hora do programa. Ajuda, certamente. E não tira o mérito.
Começou com uma reportagem hilária de sátira aos quadros de transformação visual que Gugu e Xuxa sempre apresentaram. Pegar um membro do programa que já tem a imagem afetada (Carioca) e transformá-lo em uma espécie de cover da cantora latina Shakira foi hilário. E um quadro muito, mas muito bem editado. Na seqüência, outra reportagem engraçadíssima, feita no Salão do Automóvel, em São Paulo. Arrisco dizer que, nesse caso, foram os apresentadores que a transformarão em uma boa reportagem. O material, em si, era fraquinho, fraquinho. Mas o conteúdo final foi, no mínimo, agradável.
Encerrando o programa, claro, os personagens principais, Vesgo e Silvio. Ambos na coletiva de imprensa da Ferrari, que contou com a presença de Felipe Massa e Schumacher. Confesso que descobri apenas ontem que a pergunta-bomba (Schumacher, o que você faria se acordasse amanhã e visse refletida, no espelho, a imagem de Barrichello?) foi feita por Vesgo. Sinal de que eles ainda não perderam o tom e sabem virar notícia. Isso não é opinião minha. É fato.
(Na foto do post, o melhor do quadro: os dois tentando trabalhar como jornalistas sérios. Obviamente, foram uma negação. Como jornalistas, foram ótimos humoristas!)
E, claro, a edição com os melhores momentos da entrevista da filha de Gretchen na Jovem Pan, com direito a Sabrina Sato beijando a moça. Não foi engraçado. Mas foi o momento em que o Pânico mais lembrou o Pânico de outrora - aquele que incomoda e gosta de incomodar as celebridades.
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O programa conseguiu, ontem, média de cinco pontos. Pouco? Sim. Mas olha o potencial: o pico foi de 12.
Eles podem até estar esquecidos. Só que mortos, jamais.
Por Gustavo (e-mail) - 7:07 PM
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Segunda-feira de guerra. Aí na sua tevê
A noite desta segunda-feira será de guerra. E os canais que transmitirão os campos de batalha dividem-se entre a tevê paga e a tevê aberta. A vez é da Record e da Fox.
Às 22h, na Fox, você vai ver a rotina de uma tropa do exército norte-americano, na estréia da série The Unit. E, acredite, o Presidente Palmer (Dennis Haysbert) vai estar lá. Vale dar uma conferida.
Quando o piloto de The Unit estiver na sua metade, a Record começará seu debate presidencial, com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). É a guerra política. Nada de trincheiras. Mas você duvida que as farpas podem dar origem a uma disputa de canhões? Eu não. É às 22h30.
Por Gustavo (e-mail) - 6:03 PM
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The Game, da CW
Novo canal nos Estados Unidos, a CW (junção dos extintos UPN e WB) lançou, em sua nova programação, apresentada neste fall season, apenas duas novas séries - uma é um drama, e a outra, uma comédia. O drama, Runaway, foi bem recebido pela crítica, mas não pelo público - o que levou ao seu cancelamento precoce e recém-anunciado. Já a comédia... bem, a recepção foi péssima, e não poderia ser diferente.
Se eu já me recusara a escrever uma resenha sobre Happy Hour (da nova grade de fall season apresentada pela Fox dos Estados Unidos), repito o mesmo procedimento aqui. Porque a tal série de comédia da CW, The Game, é pior que Happy Hour. Do que eu vi até agora, é a pior série da nova safra.
Spinoff de Girlfriends, sitcom da extinta UPN e que perdura na CW (já na sua sétima temporada), The Game tem um storyline facílimo: mostra o relacionamento de três mulheres com jogadores de futebol americano. Conte aí todos os clichês do gênero, claques e um elenco de doer, e acha-se The Game.
O pior de tudo é que a série ganhou uma primeira temporada completa, e isso aumenta o risco de que tenhamos que agüentá-la em algum canal de nossa tevê paga (o que ainda não foi anunciado). Torçam pelo contrário.
***
Antes que perguntem o porquê de The Game ter ganho a temporada completa, eu já respondo: é que ela conseguiu reter para si 95% da audiência de Girlfriends. E foi suficiente.
Por Gustavo (e-mail) - 3:39 AM
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Ela baila, eu bailo: Bailando Por um Sonho estréia infalível - e ótimo

Alguns acertos de Bailando Por um Sonho, reality show dançante que Silvio Santos estreou neste sábado, no SBT, são capazes de ocultar pequenas falhas - e fazer do programa, num todo, muito bem sucedido.
O simples fato de ter ido ao ar é uma coisa muito boa. Veio sob medida para ocultar o nicho vago de realities da nossa tevê brasileira. E, junto com a estréia, veio também um corpo de jurados muito, mas muito bom. Ninguém ali tem a síndrome que abateu os jurados de Dança com Famosos e Dança no Gelo, realities de dança do Domingão do Faustão, em que todo mundo merece a nota nove ou a nota dez. Em Bailando Por um Sonho, as notas são de zero a dez. E, acredite, a maioria das que foram dadas nesta estréia eram menores que cinco. Sinal de que o júri sabe que está avaliando, e não apenas aplaudindo o programa. Particularmente, achei o tal Ismael uma figura que funciona muito bem.
(Ainda sobre o júri, vale citar que a inclusão de uma nota secreta na contagem de avaliações dos jurados é um suspense muito bem encaixado.)
Teve também uma identidade própria. Claro que é uma versão de dois programas estrangeiros (como Silvio Santos bem fez em citar), mas não tem pretensão de ser algo além de um programa do SBT. Procurou escolher seus participantes através do casting da emissora e as opções feitas foram muito boas. Teve a cara do SBT, e, de tão bom, não parecia ser da emissora de Silvio Santos.
Pena que é um programa cujo principal baluarte é o assistencialismo. Pensa só: o público vai votar em alguém que quer ajudar a mãe com uma cirurgia ou um rapaz que sonha com uma motocicleta sofisticada? Adiciona um certo grau de previsibilidade ao programa. Torçamos para que as opções do público sejam feitas de acordo com o desempenho na dança, e não na capacidade de comoção. Mas será muito difícil ver isso ocorrer.
Fato é que Bailando Por um Sonho é um programa consistente. Tem uma cenografia linda, câmeras que não se perdem, Silvio Santos e um equilíbrio entre suas duas inspirações: Bailando Por Um Sueño (mexicano) e Strictly Come Dancing (inglês). Muito provavelmente é o melhor reality show dos últimos anos no SBT. Num raio de dois anos, talvez seja a melhor proposta a que Silvio Santos se dispôs a apresentar. Funciona. É bom. É sedutor. Está num horário de nula concorrência (sábados, 22h30). Não tem como não funcionar.
Bailando Por um Sonho deve ser encarado como a versão profissional do olímpico Dança com Famosos.
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Torcendo para quem, hein? Eu até tenho alguns favoritos, mas só conto depois!
Por Gustavo (e-mail) - 2:29 AM
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"Um, dois, três... respira..."
Em 2000, no meio da novela das oito da Globo Laços de Família, de Manoel Carlos, uma cena deixou o público chocado. No papel, não tinha nada de chocante: era uma discussão que envolvia os personagens de Regiane Alves e Luigi Barricelli, com gritaria, e uma criança no canto da cena. Típica briga de casais em novela de Manoel Carlos. Mas o chocante não era a discussão - era a criança, chorando copiosamente, certamente assustada pelos gritos histéricos. O público achou verossimilhante demais e considerou que a criança
não merecia ter sido submetida à cena.
Uma discussão parecida (em grau de gritaria) acaba de acontecer em Páginas da Vida - com (adivinha!) Regiane Alves (ou sua personagem Alice) gritando. Tal qual a cena de Laços de Família, Regiane foi a responsável pela tensão e altos decibéis do momento. Antes dela, claro, vem o autor Manoel Carlos. Mas poderia ter sido mais moderada com a voz, sem dúvida. A opção por dar uma emoção real acaba levando o ator a escolher um caminho que condiga com sua maneira de enxergar o momento. E Regiane Alves sempre opta pela voz.
É uma opção válida. Aliás, 90% das opções que relacionem o ator e a emoção do texto são válidas, porque é do profissional das artes cênicas a decisão. Mas uma opção válida nem sempre é a melhor. Regiane, vendo-se no vídeo, deveria perceber que exagera no tom da voz. Demais. A cena em que ela brigou com o personagem de Thiago Rodrigues (e com a presença de Natália Thimberg) à mesa foi pesada em demasia. Não bastasse a gritaria, ainda houve batidas de mão na mesa e um levantamento abrupto da cadeira. Dinamizando a situação, dá para perceber que era a personagem de Regiane Alves quem ditava o ritmo - e o tom dela estava acima do correto. Thiago Rodrigues e Natália Thimberg estavam corretíssimos, sem exagerar na voz ou nos movimentos. Regiane Alves foi quem fez a cena ter um resultado final falho.
De modo geral, ela é uma atriz interessante. Pode-se dizer que suas caras e bocas vêm sempre no momento errado, e, na maioria das vezes, em excesso constrangedor. Eu discordo. Ela sabe caracterizar bem a personagem. O problema claríssimo é justamente esse potencial para gritar demais, espernear demais, levar a personagem a um nível de caricatura dramática de que a novela não precisa. Se eu pudesse conversar por dois minutos com Regiane Alves, aproveitaria metade deles para alertá-la sobre isso. Porque já chocou o público uma vez. E pode chocar de novo. Não esqueça: há uma criança em jogo, novamente.
Por Gustavo (e-mail) - 10:54 PM
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Debate do SBT marca audiência de dois dígitos
O debate com os presidenciáveis que o SBT transmitiu na noite de ontem, com a apresentação de Ana Paula Padrão, pode não ter ido tão bem quanto o debate da Band, semanas atrás. Mas há uma justificativa: o dia de quinta-feira é mais complicado que o de domingo. Diante desse cenário, até que a emissora de Silvio Santos foi bem, marcando média de audiência de 11 pontos e pico de 15, segundo o Ibope.
Não vai mudar a opinião de muita gente, mas vai agradar ao "patrão". Às vezes, é o que importa.
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Só para deixar registrado: um leitor do blog contou-me por e-mail e eu fui conferir. É que o anúncio que o site do SBT faz para a série Reunião, na sua página de entrada, tem o título "Série de Sucesso" - e ainda faz questão de perguntar ao telespectador qual seria o assassino que move a narrativa da série. Seria engraçado... se não fosse uma enganação.
Por Gustavo (e-mail) - 5:36 PM
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Conclusão sobre o horário da seis
Obviamente, voltarei a comentar mais sobre O Profeta (Globo, 18h) e Alta Estação (Record, 18h), em breve. Só que não posso ficar omisso nesta primeira semana de desenvolvimento narrativo.
Então, vou deixar aqui apenas uma conclusão: já perceberam que Alta Estação perde para a concorrente O Profeta naquela que seria sua grande vantagem, a jovialidade do elenco? O Profeta tem um grande elenco jovem, e é uma novela de época extremamente jovial, na medida certa. Alta Estação precisa entrar urgentemente na freqüência de seu público-alvo para engrenar. Caso contrário, não sobreviverá por muito tempo. Já O Profeta segue direitinho, equilibrando erros e acertos.
E você, está optando por qual programa na faixa das seis?
Por Gustavo (e-mail) - 1:04 AM
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Padrão e o debate
Na ocasião do debate presidencial da Band, lembro perfeitamente de ter elogiado, aqui no blog, a atuação de Ricardo Boechat, que estava realmente ótimo. Mas, se Boechat já tinha se saído bem anteriormente, hoje foi a vez de Ana Paula Padrão brilhar, na mediação do debate do SBT, que acabou agora há pouco.
Padrão estava nervosa no início. Dava para perceber claramente, até pelas mãos inquietas (repararam como ela estava tremendo no sorteio de temas para perguntas?) - que, espertamente, ela tentou esconder colocando-as juntas. Poderia ser um problema, caso ela não tivesse a experiência que tem e errasse e gaguejasse na pergunta. Só que estamos falando de um dos melhores nomes do jornalismo brasileiro. E, amigos, Ana Paula Padrão foi realmente excepcional. O nervosismo até impôs uma figura mais humana à ela, e funcionou direitinho.
Quanto ao debate, é importante comparar com o da Band. Lá, eram muitos os blocos - embora até houvesse ritmo. No SBT, os blocos foram quatro, mais enxutos, diretos. Até os candidatos pareciam mais seguros (quando estão sentados, parece que ficam melhores do que quando estão de pé). E a cenografia estava clean. Bacana.
O desempenho de Lula e Alckmin, claro, diz respeito ao que você pensa. Mas, se eu tivesse que escolher alguém para votar olhando apenas este debate, eu votaria na Ana Paula Padrão.
Por Gustavo (e-mail) - 12:13 AM
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Na sua tevê aberta, hoje
Política e ufologia serão as novidades da tevê aberta, hoje. São dois os destaques, como você verá abaixo.
No SBT, às 21h10, assim que o horário eleitoral terminar, Ana Paula Padrão debutará em uma nova função: mediadora de debate presidenciável. Será a primeira vez que a jornalista, uma das melhores do Brasil, fará o trabalho (complicado) de colocar a ordem em um programa em que dois políticos disputam o voto do telespectador. Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) protagonizarão o programa, que vai ao ar até 22h40 e terá quatro blocos. Em função disso, SBT Brasil e Reunião não serão transmitidos.
Assim que acabar o debate, o telespectador pode sintonizar na Bandeirantes em paz, porque a opção por lá também será boa. Trata-se de Taken, minissérie ufológica produzida por Steven Spielberg em 2002 e ganhadora do Emmy de Melhor Minissérie. Não posso garantir nada quanto a dublagem (mistério...), mas a minissérie, você sabe, é ótima. Tem até a Dakota Fanning, a hollywoodiana mirim mais badalada do momento, no elenco. E mais um monte de bons atores. Começa às 23h.
Há quem diga que política e ufologia combinam em uma coisa: a ilusão. Pelo menos nos programas acima, você pode ter certeza de que a realidade é o foco. A classificação da realidade, nos dois casos, fica por sua conta. Porque o telespectador pode acreditar ou desacreditar nos dois assuntos. E, provavelmente, será o crédito que você dá aos assuntos que te colocará (ou não) na frente da televisão na hora dos dois programas. Decida!
Por Gustavo (e-mail) - 6:31 PM
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Rodrigo Santoro debuta em Lost
Eis que ontem foi o dia em que o nosso Rodrigo Santoro debutou em Lost, nos Estados Unidos. Foi uma cena só, e curta. Ele (ou melhor, seu personagem, Paulo) tem poucas falas, mas isso não tira do momento toda a graça.
Até agora, o máximo que eu consegui foi o vídeo abaixo. É uma filmagem da televisão no exato instante em que Santoro aparece e diz suas frases. Veja!
Por Gustavo (e-mail) - 5:28 PM
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Mais uma para a série "Todos chegam, menos Veronica Mars"

That '70s Show e a quinta temporada de Smallville já estão em pré-venda de DVD! Cool!
Mas você sabe qual é o meu lamento, né? Cadê Veronica Mars?
Por Gustavo (e-mail) - 8:41 PM
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Das 20h às 22h
Toda semana, recebo e-mails de gente dizendo que a Record está tentando ser a Globo descaradamente. Este é um processo que vem ocorrendo há muito tempo, como a gente sabe. E, muitas vezes, rende até risadas.
Veja só a o título da matéria que o portal Terra publicou nesta manhã:
Novela das 20h é praticamente uma marca registrada da Globo. Ela vai ao ar às 21h, como todo mundo sabe, mas ainda assim é chamada de "novela das oito". Se a Record vai colocar uma novela às 22h, por que motivo ela precisa ser chamada de... novela das 20h? Isso torna a nota simplesmente hilária. E toda a motivação da Record também. Vidas Opostas deveria começar a criar um movimento de (desculpem o trocadilho) oposição ao monopólio global, justamente para haver destaque. Ainda não será dessa vez.
Mal sabe a emissora que seria uma jogada muito mais esperta e original se eles criassem um horário chamado "novela das dez"...
Por Gustavo (e-mail) - 5:17 PM
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The Nine é a série com um dos melhores ritmos da nova temporada
The Nine pode ser incluída no bolo de séries que estrearam para pegar carona no sucesso de Lost? Não. Aliás, mesmo que pudesse, ela seria automaticamente perdoada - a queda vertiginosa de audiência que a série de JJ Abrams vem sofrendo na nova temporada (ainda inédita no Brasil) mostra que o formato não dá chance aos oportunistas. The Nine é diferente. Tem uma raiz no Cinema, certamente, mas é um formato de televisão. Se não é original, é boa. E já é alguma coisa.
Originalidade existe quando o produto em questão inova em alguma coisa. Normalmente, é na premissa. Em televisão, é raro ver uma série inovar em algo além da premissa: a estética costuma provir do Cinema, o texto também. The Nine tem um ritmo cinematográfico. Uma estética cinematográfica. Tudo tem referências claras. E honra cada uma dessas referências.
Dos novos pilotos que este que vos escreve viu até agora, The Nine não foi o melhor. Mas teve o melhor ritmo. Já no décimo minuto, o roteiro cresce e inicia a grande motivação das personalidades de cada personagem. É quando ocorre um assalto em um banco, e nove pessoas (sim, as do título) são mantidas como reféns por dois dias. A série dá um salto nesses dois dias, não mostrando absolutamente nada do que acontecera ali. Corre direto para o final do assalto, com a invasão policial e o fim do seqüestro. Dali para frente, tudo o que é mostrado trata dos momentos pós-tensão dos reféns. Eles voltam à vida normal e, ao fim do capítulo, realizam um encontro (nessa cena, aliás, há uma ironia que revela mais sobre o que eles são após o assalto do que todo o resto). Todo o processo tem um ritmo incrível. Não há perda de fôlego, e The Nine sabe perfeitamente como se posicionar diante de cada situação.
Até há a carência de uma referência maior no elenco. Todos os nove reféns são interpretados por atores de pouca expressão. São poucos os que se destacam (o gerente bancário talvez seja o melhor). Mas o ritmo espetacular de The Nine passa como um trator por cima desta carência, indo direto ao ponto: a dúvida. Sim, porque o desenvolvimento inicial da série será justamente sobre o que acontecera nos dois dias de seqüestro. Quem fez o quê, quem não fez nada, e tudo mais - como nós gostamos de ver em Lost. Nisso, o piloto de The Nine serve como fator instigante: esconde do telespectador toda a verdade e deixa com sede. Sede de ver o passado e o futuro dos nove protagonistas. O presente? Isso não te pertence mais!
Futura atração das 20h das quartas-feiras da Warner brasileira (estréia na segunda semana de novembro), The Nine ainda não tem o futuro garantido. Deve acabar garantindo a primeira temporada completa, até pelos elogios da crítica norte-americana (e o fato de estar na ABC também ajuda). Nunca uma série que teve um número no título mereceu tanto.
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Ah, a cena final do episódio piloto é tão instigante quanto o próprio episódio. O telespectador fica de olhos abertos. E boquiaberto.
Por Gustavo (e-mail) - 4:59 PM
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The Simple Life volta na Fox. E Living with Fran também
É hoje! The Simple Life volta na Fox! Paris Hilton e Nicole Richie, neo-inimigas, ainda perduram na nossa tela, na quarta temporada do reality. Na Fox, às 21h.
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Outro destaque desta quarta-feira é a estréia da segunda (e última) temporada de Living with Fran. Os fãs norte-americanos comentam que houve uma certa decaída nesta nova temporada - mas, se você é fã de Fran Drescher, não deve sequer cogitar perder a série! Na Fox, às 21h30.
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A gente nem percebe, mas o nosso fall season já começou, com a Fox. Tá curtindo?
Por Gustavo (e-mail) - 4:21 PM
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Alta Estação marca sete pontos na estréia
Segundo o Ibope, a estréia da Record nesta terça-feira, a série Alta Estação, marcou sete pontos de audiência, com share (porcentagem de aparelhos ligados no canal) de 19%. Isso significa o segundo lugar lugar na audiência, mas muito distante da líder Globo, com O Profeta. Definitivamente, índices abaixo daquilo que a Record imaginava.
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Aproveitando o momento, só o registro: agora, na Record, mais precisamente no Show do Tom, a caricatura que Tom Cavalcante está fazendo de Regina Volpato (apresentadora do Casos de Família, do SBT) está simplesmente sensacional. É uma das melhores caricaturas que Tom apresentou em anos. Incrível mesmo.
Em cada palavra, cada gesto, é possível ver o que é realmente uma boa caracterização com fundo de paródia. Uma aula, tão-somente.
Por Gustavo (e-mail) - 1:09 AM
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A estréia de Alta Estação
Estou buscando usar o Rio de Janeiro como se fosse a Califórnia no The O.C
Não vai ser hoje ou amanhã que eu vou escrever a coluna sobre Alta Estação. Vou esperar algum tempo, ver o que acontece com essa comodidade aparente da novelinha teen.
Isso não impede que eu comente aqui, por exemplo, o avanço estético da novela com relação, até mesmo, à Prova de Amor. Alta Estação, em seu primeiro capítulo, teve um texto com muita coisa e pouco ritmo. A salvação foi justamente a estética. Nada é trash, como você poderia imaginar. É uma produção bem-resolvida.
O problema é que faltam, no elenco, bons profissionais. Todos os jovens têm apenas uma faceta. Alguns têm apenas a faceta da inexpressão. Talvez resida aí a grande diferença entre Malhação e Alta Estação: as duas são escola de atores, primeira casa para os novatos, um campo seguro. Mas o critério global para a contratação dos intérpretes juvenis é um pouco mais firme que o da Record. Fica a sensação de que não existem bons atores jovens no mercado, e os que ainda restavam foram para Alta Estação. Não é nada disso.
Enquanto os índices de audiência não saem, resta dizer que, por mais que a Record imponha uma cara juvenil à Alta Estação, o resultado ainda é óbvio. Falta um diferencial - ou um ator arrebatador, ou um texto cômico forte ou um dramalhão que fuja do óbvio. Grosso modo, quase tudo, em Alta Estação, é óbvio. Ou você achava que a mocinha ia pegar carona com o bad boy no início do capítulo e ia chegar até o destino final em paz?
Ah, sim! Outra saída para Alta Estação seria apostar em cenas externas (algo que sempre faltou em Malhação). Se o telespectador jovem ver o Rio de Janeiro tal qual Orange Country (como quer o diretor João Camargo), será um mérito para a novela, que pode render bons frutos.
Por Gustavo (e-mail) - 10:40 PM
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Temporada completa para Brothers & Sisters
Uma nova série ganhou temporada completa no fall season norte-americano e se juntou ao time formado por Heroes, Ugly Betty e Jericho. É a vez de Brothers & Sisters, da rede americana ABC, e ainda sem previsão de estréia para o Brasil.
Estou com o piloto aqui no meu computador, esperando para ser conferido. E, sinceramente, não sei como ainda não o fiz: o elenco tem nomes fortíssimos, sedutores. Calista Flockhart, Rachel Griffiths, Sally Field e Ron Rifkin são exemplos.
E você, que tem conferido as novidades do fall season pelo computador, está aguardando que qual outra série ganhe a primeira temporada completa? Só eu estou estranhando a falta de posicionamento da NBC com a cultuada Studio 60? Será que dá zebra e a série é cancelada?
Por Gustavo (e-mail) - 6:19 PM
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Já sabe quais são os destaques de hoje, né?

Os destaques desta terça-feira são dois, e dão chance àqueles que têm ou que não têm a tevê por assinatura.
Por Gustavo (e-mail) - 6:01 PM
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O diabo vai vestir Prada na tevê
Sim, isso mesmo que você leu no título do post: O Diabo Veste Prada vai ser adaptado para a tevê! Mas tenha calma, porque a Meryl Streep não atuará na série. Perdeu o sal?
Quem vai exibir a série será a Fox norte-americana - obviamente, ainda sem previsão de estréia para o Brasil. O projeto, já em andamento, foi criado após o sucesso que o filme homônimo fez nos cinemas (dando seqüência, vale notar, ao sucesso que o livro homônimo havia feito nas livrarias). E a Fox norte-americana já avisou: os profissionais envolvidos com a série não serão os mesmos do filme.
Ué... Mas, então, qual será a diferença entre O Diabo Veste Prada e Ugly Betty? Tá bom, eu sei, é melhor ficar quieto para não dar azar!
Por Gustavo (e-mail) - 11:29 PM
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O Profeta estréia com carência de bons personagens e uma premissa mal aproveitada
Na tela, é bem provável que uma comparação entre Sinhá Moça e O Profeta, a última e a atual novela das seis da Globo, respectivamente, indique um retrocesso estético. Isso se deve, principalmente, à alta definição que a trama de Benedito Ruy Barbosa havia inaugurado no Brasil. Mas, além disso, à excelente fotografia e outros fatores menores. Na realidade, não houve retrocesso algum. Porque, em Sinhá Moça, a estética que ali estava era extremamente condizente com o produto final. E, levando-se em consideração o primeiro capítulo de O Profeta, a estética da nova novela também condiz com a pretensão de sua direção. Há takes de câmera em ambientes exteriores de tirar o fôlego, além de fotografia (o momento da tormenta, no início, foi ótimo) e tratamento estético final simplesmente incrível.
Elenco e texto também estão lá, sem decepcionar - pelo menos enquanto a ótica ainda fica no campo daquilo que a novela pretende. O texto, por exemplo, tem uma cadência inteligente, rápida. Evoluiu, neste primeiro capítulo, de maneira com que o telespectador se acostumasse com o protagonista antes de tudo. E o personagem de Thiago Fragoso protagoniza O Profeta com responsabilidade: é uma figura de sentimentos, com a dosagem correta e sedutora de insegurança. Uma espécie de Serena (Alma Gêmea) sem a ingenuidade costumeira. Mérito de Ivani Ribeiro, a autora da primeira versão da trama, dos anos 70, que muitos consideram uma das grandes construtoras de personagens da nossa teledramaturgia.
Com o desenrolar do capítulo, a cara de remake da novela foi sumindo, dando lugar a uma identidade mais bem definida. Quando surgiram os personagens urbanos, por exemplo, o marasmo cedeu lugar a uma agilidade nada empolgante - e essa falta de empolgação só pode ser explicada por um motivo. Com exclusão de Marcos (Thiago Fragoso) e seus pais (Vera Holtz e Stenio Gargia, com ele, em especial, arrasando), nenhum outro personagem ultrapassou a barreira que divide uma personalidade que é apenas esboçada no roteiro e com dose unidimensional de uma personalidade densa, profunda, rica, interessante. Só o desenrolar dos capítulos nos dirá se O Profeta tem uma reserva satisfatória de bons personagens - ou não. Tendo em consideração a trama um tanto comum, é de se esperar que a resposta para essa dúvida seja positiva. Atrizes como Fernanda Souza e Ana Lucia Torre, nos papéis certos, estão ali para isso.
A grande decepção do capítulo inicial ficou mesmo com o conflito central. O grande mote da novela não é romântico - é espiritual, interiorizado. Diz respeito àquilo que o protagonista sente. Ver que ele diz em off que não quer prever o futuro e tratar disso como se fosse a venda de uma dúzia de porcos de seu chiqueiro com seus parentes é constrangedor, tal qual o momento "Olha pra mim, Deus! Eu não quero mais isso!", após a morte de seu irmão (duvido que você não tenha imaginado que Marcos ia ganhar a máscara de Darth Vader naquele momento!). Acaba resultando em cenas óbvias como a final, em que ele encontra a mocinha e diz "Você é a mulher da minha vida!". Marcos deve ter confundido uma jarra de cristal com uma bola de cristal. Nem a bela cena de beijo em campos verdejantes ocultou o anticlímax.
Por Gustavo (e-mail) - 9:32 PM
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Quem é você?

Who are you?
Who, who, who, who?
Who are you?
Who, who, who, who?
Who are you?
Who, who, who, who?
Who are you?
Who, who, who, who?
A série CSI vai ganhar, em breve, uma participação especial. É que Roger Daltrey, vocalista da banda The Who, atuará em um dos episódios da atual temporada da série (que estréia em novembro por aqui, na Sony, e que já está em curso nos Estados Unidos). É ele quem canta a música de abertura da série, "Who Are You?" (a mesma do refrão grudante, logo acima).
Sabe-se muito pouco sobre o que Daltrey fará na série. O Hollywood Reporter, que divulgou a notícia, informou apenas que o contrato foi assinado. E que a CBS já falou: o personagem do vocalista do The Who deixará os telespectadores pensando.
Será que ele vai pergunda "Who Are You?" para as telas?
Por Gustavo (e-mail) - 4:07 PM
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Desfechos opostos
Duas estréias da tevê aberta, nesta segunda-feira, trazem direções opostas de desfechos na teledramaturgia. Enquanto a novela O Profeta debuta com um desfecho pré-definido (a novela é remake de trama da genial autora brasileira Ivani Ribeiro dos anos 70, que fora exibida da extinta Tupi), a
série Reunion é caso clássico de série de fall season que é cancelada por falta de audiência - e termina sem final. O pior, porém, é que a série (que recebe do SBT o título Reunião, tradução literal do título em inglês) dependia de seu final: o grande mote seria a revelação de quem seria o assassino de um dos protagonistas. E, acredite, nem o criador da série sabe a resposta - até hoje! Vai encarar? (Quer uma dica? Esqueça Reunion. A série é fraquíssima. Além, é claro, da ausência de um desfecho.)
A segunda-feira traz também outras estréias que merecem a conferência. Abaixo, veja quais são elas. E, particularmente, selecione o joio do trigo. Confira:
E tem o season finale de Prison Break (Fox, 22h), que não é estréia, mas merece destaque.
Por Gustavo (e-mail) - 1:05 AM
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Sinhá Moça, a novela de três atos
Como uma peça teatral, Sinhá Moça, cujo último capítulo foi exibido na última sexta-feira, poderia, tranquilamente, ser dividida em três atos. E não há nenhuma relação com a narrativa da novela: esses três atos seriam a composição daquilo que foi a obra de Benedito Ruy Barbosa desde o início, como produto televisivo.
O primeiro ato foi a simples decisão de realizar a novela. Benedito Ruy Barbosa teimou em adaptar um romance da literatura brasileira (Sinhá Moça) para a televisão. Em 1986. A versão de 2006, que acabamos de presenciar, é um remake. E residia justamente aí o grande empecilho para a aceitação da novela: remakes são sempre um risco, e a Globo, como emissora, avaliou todos eles. Preferiu esquecer que Sinhá Moça seria um remake, olhou para o passado, viu o belo trabalho que Ruy Barbosa fizera com Cabocla (outro remake) e apostaram - aposta essa que foi muito mais no autor que na obra.
Já o segundo ato consistiu no período pós-aceitação da proposta do autor. Apresentada a idéia do remake de Sinhá Moça e com a aceitação da mesma, o próximo passo seria a escolha do elenco, onde estiveram constantemente presentes os nomes de Ricardo Waddington (o diretor) e de Ruy Barbosa. Período turbulento, por sinal, digno de uma trama de novela. Folheando revistas e jornais e acessando aos sites, o público viu uma disputa interna na Globo pela escolha de atores e atrizes. Autores não abriam mão de tal e tal nome, outros simplesmente não aceitavam os que restaram. Waddington e Barbosa ameaçaram a Globo com algo que sempre assusta qualquer emissora: disseram que, sem um elenco no mínimo razoável, eles não realizariam a novela. Acabaram ganhando Carolina Dieckmann e Bruno Gagliasso de presente - no fim, trocaram Dieckmann por Débora Falabella, em uma decisão mais que acertada.
O último ato, obviamente, foi ver Sinhá Moça no ar. Depois da turbulência, ver uma novela que estreou com carência de sal na receita batida foi no mínimo estranho. O elenco parecia apático, a inovação na imagem (com a alta definição) soava estranha e o público não se sentia bem com o conjunto que a obra de Ruy Barbosa e suas filhas estavam tocando. Até que a sonolenta calmaria de Sinhá Moça recebeu um aditivo. Foi quando um promotor baiano acusou a novela de racismo, de mostrar uma irreal superioridade dos brancos perante os negros. Acusação infundada? Sim. Mas extremamente benéfica para a novela.
Benéfica porque, a partir daquele ponto, a novela engrenou. A direção encontrou um nível de impecabilidade louvável, percebendo que uma direção ia muito além da qualidade de imagem, o elenco ressaltou seus grandes talentos (Osmar Prado e Patrícia Pillar, por exemplo), engrenou outros (Danton Mello foi a surpresa) e ocultou as interpretações mais fracas (justamente Débora Falabella e Bruno Gagliasso, mais uma vez exemplificando). Até o texto empolgou, pegando carona nas possibilidades da história. Sinhá Moça havia ressuscitado.
Foi no mínimo frustrante, portanto, ver um final tão chocho como o último capítulo. Óbvio e morno, para ser preciso. Uma última semana tão boa como a que a novela apresentava merecia um coroamento final melhor. Definitivamente.
Por Gustavo (e-mail) - 6:33 PM
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Fim de feriado
A minha ausência não avisada foi um erro. O blog ficou sem a periodicidade que lhe é comum - e sem explicação. Tudo por causa do feriado prolongado. Mas cá estou eu, de volta. E vamos em frente.
Por Gustavo (e-mail) - 6:30 PM
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Dia das Crianças: As crianças mais bacanas da tevê!
A lista é informal, não está em ordem de preferência (que eu seria incapaz de estabelecer), e tem apenas um critério: os personagens que nela estão tinham que, obrigatoriamente, estar no ar. O resultado final você vê abaixo. E, se tiver alguma sugestão de personagem que possa entrar aí, e que eu tenha esquecido, é só deixar nos comentários!
Ah, e claro: Feliz Dia das Crianças para você, para seu filho(a) e para todas as crianças do seu convívio! Bom feriado!
Lisa e Bart, de Os Simpsons, são tão homogêneos que ganharam uma única vaga nesta lista. Na foto, Lisa naquele que foi seu melhor episódio: onde ela diz sua primeira palavra.
Tonya, de Everybody Hates Chris, não é, necessariamente, uma personagem adorável. É até chata. Mas quem conhece alguém parecido certamente a compreende. E já é alguma coisa.
Chris, de Everybody Hates Chris, é a prova viva de que Chris Rock sempre foi um cara bacana. E engraçado. E divertido. E tocante. E humano.
Greg, de Everybody Hates Chris, é o melhor amigo do protagonista. E, se temos tanto apreço por Chris, nunca duvidamos da índole de Greg. O que prova o quão legal ele é.
Os "irmãos-pestes" Scavo, de Desperate Housewives, são autosuficientes na tarefa de fazer Lynette uma dona-de-casa desesperada. Mas, no fundo, devem fazê-la rir.
Ritchie, de The New Adventures of Old Christine, é um menino tão adorável que faz valer a pena, para Christine, agüentar a confusão que é a escola do filho.
Ariel, de Medium, é a filha complexa de Alisson DuBois. Hebe Camargo a chamaria de "gracinha".
Bridgette, de Medium, é outra filha de DuBois. Tem muito mais fãs que Ariel. E há um motivo para isso: é quase não impossível sorrir para ela, só de vê-la.
Geléia, de Cobras & Lagartos, tem um apelido que ninguém pediria a Deus. Mas, no fundo, até contribuiu no processo que o transformou em um dos atores globais que mais recebem cartas. Geléia é cool.
Sushi, de Cobras & Lagartos, é uma figura que muitos amam e muitos odeiam. A decisão é tomada à primeira vista. Quer saber de uma coisa? Eu gosto do Sushi.
Clara, de Páginas da Vida, tem toda uma trama emotiva por trás de sua participação na novela. Poderia ser prejudicial para a personagem. No fim, não é nada disso: Clara emociona, sim, mas também encanta.
Francisco, de Páginas da Vida, é o outro filho de Nanda, que aparece menos que Clara e, na prática, também tem menos importância. Só que o telespectador acaba ficando tão preocupado com ele quanto Alex fica - ok, um degrau abaixo.
Hélio, de Minha Nada Mole Vida, é interpretado pelo ator (e não atriz!) infantil mais promissor da atualidade. E, discretamente, acaba se firmando como um personagem mais hilário que Jorge Horácio.
Jake, de Two and a Half Men, é o "meio homem" do título - mas é muito mais querido que os outros dois "homens inteiros"!
Drew, de Everybody Hates Chris, é o irmão bacana do protagonista da série. E o melhor que faz é arranjar confusão com a irmã!
Maggie, de Os Simpsons, não abre a boca para nada - a chupeta não deixa. Mas é uma figura tão simpática na série, que toca no coração.
Stewie, de Uma Família da Pesada, quer dominar o mundo, mesmo sendo bebê. Ainda não conseguiu nos dominar. Mas já nos conquistou.
Por Gustavo (e-mail) - 3:37 AM
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SBT dispensa todo o elenco de Cristal
A colunista Fabíola Reipert, do jornal Agora, divulgou, nesta quarta-feira, uma nota que certamente deixou muita gente abismada. Ela dá conta de que todos os setenta e um atores de Cristal não terão o contrato renovado. Todos.
O chocante da nota é que a novela vem alcançando bons números da audiência, segundo o Ibope, aquilo que seria o suficiente para renovar o contrato de um ou outro ator. Não é o que aconteceu. Para o mercado de atores paulista, que sempre viu no SBT uma bela fonte de trabalho, deve estar sendo uma decepção, a notícia. É um erro, sem dúvida. Até porque quem tem acompanhado a novela, ainda que raramente, percebeu que o elenco funciona. Particular e homogeneamente.
Mas o que mais me deixa intrigado é que o SBT acaba de perder Bianca Castanho, aquela que, a cada duas novelas da emissora, é protagonista de uma delas. Quem será que vai ocupar o posto, agora?
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E você? Anda curtindo Cristal?
Por Gustavo (e-mail) - 3:51 PM
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Dexter traz um protagonista sem sentimentos. E complexamente interessante
Dexter (estréia do fall season norte-americano e ainda inédita no Brasil) tem um conceito simples. Com um pouco menos de cuidado do que o que a série dá à própria premissa, seria um conceito irrisório. Dá para resumi-lo em apenas uma frase: "Serial killer que mata serial killer". É simples demais. Mas a série, sabendo justamente que o conceito é uma verdadeira armadilha, trata de desdobrá-lo aos poucos, como é feito no episódio piloto. É o resultado é, tão-somente, brilhante.
Muito embora o protagonista (que é quem dá título à série) diga que não tem sentimentos, ele certamente não sabe que a ausência de sentimentos é um sentimento. Ele não ama ninguém, não deseja nada, não tem amizades verdadeiras ("As pessoas fingem muitas das interações humanas, mas me sinto fingindo todas. E as finjo muito bem", diz Dexter em determinado instante). Não fosse declaradamente um personagem de uma faceta só, talvez até pudesse ser acusado de unidimensionalidade. Mas a graça de Dexter, o personagem, é justamente o fato de que ele não sente nada por ninguém e é obcecado em fazer aquilo que faz: matar qualquer tipo de serial killer e trabalhar na polícia, desvendando casos através do sangue da vítima.
Ele não é adorável, tampouco merece ser adorado. É uma figura moralmente repugnante. Só que, em contrapartida, é tudo o que faz de Dexter, a série, ser tão bacana e complexa. E rica em conteúdo. Dexter não é feita apenas de seu personagem-título, mas, sem ele, não seria nada.
Interpretado pelo ótimo Michael C. Hall (que, garanto, vai ser um dos indicados à Melhor Ator no próximo Globo de Ouro. E pode até ganhar), Dexter é só o primeiro de uma lista de personagens interessantes e interpretações irrepreensíveis. No setor de polícia em que o protagonista trabalha, por exemplo, há uma figura estranha, um certo Sargento Doakes, o único que desconfia e implica com Dexter. A interpretação do televisivamente conhecido Erik King não é exatamente multidimensional, mas não deixa a desejar. Laguerta, a chefe de Dexter, é outra figura que ainda tem muito para prestar em contribuição à série. E o que dizer da irmã adotiva de Dexter e de sua namorada? Eis aí mais exemplos de personagens e interpretações boas.
Mas o mais interessante em Dexter não cabe em análises de interpretações, de estética ou do texto da série (obviamente, responsável pela grandeza dos personagens e a riqueza da trama). É a discussão moral que desperta em cada telespectador. Afinal, os fins justificam os meios? Por que Dexter não procura um tratamento, se desde cedo ele sabe que tem tendência a ser um serial killer? Por que os pais, mesmo adotivos, não procuraram ajuda? E os sentimentos de Dexter? Será que ele realmente crê que vale a pena fazer aquilo que faz? As discussões que o episódio piloto de Dexter desperta são essas. Já pensou aquilo que toda uma temporada pode fazer? E mais outra, e mais outra, e mais outra...?
O sentido de ser do Showtime, canal norte-americano que transmite a série, é justamente não perdoar nessas discussões. Tem menor compromisso com a conquista de audiência, porque é um canal pago. E, aqui, cumpre com louvor a tarefa de abrir um leque de discussões importantes.
Dexter tem tudo para ser o serial killer mais útil da tevê. Se é que isso é possível.
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Dexter não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 9:22 PM
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SBT lança DVD da primeira temporada de Supernanny
Ainda não é Veronica Mars (ainda!), mas eis que mais um sucesso da tevê está em pré-venda nos sites de comércio da internet. Dessa vez, porém, é um sucesso brasileiro. E, não, não é nenhuma minissérie global.
É a vez do ótimo (ou ainda: cada vez melhor) reality brasileiro (do SBT) Supernanny, apresentado por Cris Poli, com o objetivo de ajudar pais descabelados a educarem melhor seus filhos. Baseado em um formato britânico, Supernanny chega às lojas como uma iniciativa bacana da emissora da Anhangüera.
O box de três DVDs está sendo vendido, no Submarino, por R$119,90. E a previsão de chegada às lojas é para o dia 16/10.
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Vocês viram a participação de Cris Poli na Hebe, hoje? No especial do Dia das Crianças, ela foi lá, falou e arrasou. Aliás, o mais engraçado e irônico ficou explícito: como uma pessoa que chega na casa das famílias para colocar as crianças "na linha" pode ser tão querida pelo público infantil?
Por Gustavo (e-mail) - 2:07 AM
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O debate
O papo de botequim e de colegas de trabalho, hoje, é um só: o debate presidencial da Band, que foi transmitido ontem. Com uma audiência muito maior que a do primeiro turno, ele teve alcance popular, e agilidade. Além, claro, de Ricardo Boechat, um moderador de debates simplesmente ótimo.
Excluindo, com o perdão da antítese, dois grandes curtos problemas (um momento de silêncio para a decisão da ocorrência ou não de um direito de resposta, que gerou confusão no estúdio, e uma sonoplastia que poderia ser mais eficiente - afinal, de que adianta cortar o microfone se ainda é possível ouvir o candidato?), o debate foi histórico. Mesmo que não tenha ajudado o eleitor na decisão do voto, certamente foi o pontapé inicial da campanha presidencial do segundo turno.
Porque o debate esteve lá, com um formato dinâmico e os jornalistas ideais. Se a discussão não teve a direção correta, o problema é dos candidatos.
Por Gustavo (e-mail) - 4:29 PM
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Help Me Help You tem um grupo de personagens que não funciona e não cria identificação
Faça o teste: em trinta segundos, tente se lembrar das comédias psicológicas que você conhece. O resultado, muito provavelmente, não deve ter sido bom. Porque este é um subgênero pouquíssimo explorado. Mas que, quando explorado, acaba funcionando. Ninguém, em sã consciência, apostaria em uma comédia psicológica sem saber se o que está nas próprias mãos vai funcionar com o público. The Office, por exemplo, é uma comédia psicológica, porque exige do telespectador a compreensão de cada personagem - e, embora eu não goste muito da série, admito que seus roteiristas foram espertos o suficiente para fazê-la funcionar nesse sentido. Mas, além da compreensão dos personagens, é preciso uma pequena identificação, ainda que sutil: são poucos os que querem rir da personalidade alheia sem se identificar com ela.
A identificação pode vir em apenas um personagem, ou em todos. Porque, se ali no canto da tela, o telespectador perceber que está sendo refletido, ainda que nos seus defeitos, a graça perdura. Caso contrário, tudo naufraga. É o caso de Help Me Help You, nova estréia do canal norte-americano ABC para este fall season, cujos criadores, definitivamente, não estavam em sã consciência.
Help Me Help You vai direto à fonte das comédias psicológicas: a terapia. É uma terapia em grupo, em que cada personagem tem um problema que precisa de tratamento. Um deles, por exemplo, tentou o suicídio após ser humilhado pelo chefe no trabalho - mas, ao pular a janela, acabou tenho a queda amortecida ao cair sobre o próprio chefe. Outro personagem, para continuar exemplificando, é um homossexual com dificuldades em assumir sua condição perante a sociedade. Mas quem tem o grande problema é, simplesmente, o terapeuta! Egocêntrico, alienado, arrogante, cômodo, enfim, um problemático completo.
Não há, na série, um único personagem realmente interessante. Todos são pessoas chatas, irritantes, que gritam histericamente e arremessam tudo que vêem pela frente. Também não há identificação, justamente porque todos eles são chatos. Ninguém é capaz de se identificar com alguém com que jamais conseguiria conversar por meia hora. Por mais que o personagem tenha potencial para criar identificação com o telespectador, ele simplesmente não cria. O texto não deixa. O conceito de comédia psicológica é jogado no lixo, dessa forma: não há compreensão, identificação ou, sequer, afeto pelos personagens.
E todos os personagens de Help Me Help You acabam ocultando uma pequena quantidade de bons diálogos e até mesmo suas próprias interpretações, que, na medida do possível, são boas. Não daria para condená-las apenas porque os personagens são ruins. Ora, até pode ser uma série assistível, se... não, nunca será assistível enquanto a gente lembrar que o personagem principal é aquele mala (e irritante) do terapeuta.
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Ela nem de longe tem o destaque que merece, mas a ex-Malcolm Jane Kaczmarek marca presença na série. Pena que é como a mulher do terapeuta.
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Help Me Help You ainda não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 2:10 PM
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Além do debate, quais são os outros destaques do domingo?
O domingo não é só o debate da Band, não. Outros dois destaques também vão invadir a sua telinha. Confira:
Cris Poli está de volta, para cuidar dos nossos filhos. No SBT, a estréia da segunda temporada do reality vai ao ar às 16h00.
A segunda temporada de The Office chega ao fim no FX, às 21h30. O episódio do season finale tem um beijo surpreendente. Não perca.
Por Gustavo (e-mail) - 2:18 AM
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Baianada da Record cerca transmissão de Everybody Hates Chris
Domingo passado, este blog havia publicado um post contando a surpresa que foi a minha constatação de que Everybody Hates Chris estaria passando na Record, com a tradução de Todo Mundo Odeia o Chris. A emissora não havia feito nenhuma divulgação da atração. Nenhuma. Sequer o site da Record anunciava, na grade de programação. E estamos falando de uma das melhores séries de comédia da atualidade.
Pois bem, uma semana depois, a bagunça perdura. Dessa vez, a atração está lá, na grade de programação do site da Record. Mas está espremida em quinze minutos, das 12h00 às 12h15, algo impossível. A série precisaria de, no mínimo, vinte e cinco minutos para a transmissão, caso não houvesse intervalo comercial. Mas você sabe que não é o caso.
Na contramão, o Terra divulgou, neste sábado, uma nota em que anuncia a suposta estréia para este domingo (que, você leu aqui, já ocorreu no domingo passado), em um horário diferente do divulgado pelo site da Record: 12h45! Talvez você ainda não tenha percebido, mas a seção Gente e TV do Terra tem uma certa ligação com a Record. Desde diversas propagandas da emissora, notas sobre astros do canal, fotos "exclusivas" das próximas novidades da grade da Record, hotsite exclusivo de O Aprendiz e, claro, notícias da programação. Dito isto, o mínimo que nós, telespectadores, poderíamos exigir, era um pouco mais de respeito e divulgação de uma série tão bacana.
Há poucas semanas, a Record tirou do ar, sem pré-anúncio algum, a série Dawson's Creek. E agora isso. Parece que alguém andou tendo aulas com Silvio Santos.
Por Gustavo (e-mail) - 1:16 AM
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Band transmite debate com presidenciáveis neste domingo
O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) protagonizarão o primeiro evento realmente importante da campanha eleitoral do segundo turno das eleições. É na Band, às 20h, neste domingo, que ocorre o primeiro debate entre os dois presidenciáveis. Lula, que faltou aos debates do primeiro turno, já garantiu presença, assim como seu adversário, Geraldo Alckmin.
No mundo político, este é um debate aguardadíssimo, principalmente porque definirá, em dimensões básicas, qual será o rumo da campanha eleitoral neste segundo turno. Costuma ser ali, na Band, que os primeiros movimentos e ataques entre os candidatos começam a ser esboçados. É isso que faz deste debate um programa imperdível.
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Ah, e pode ir se preparando: na semana que vem, o tormento do horário eleitoral obrigatório volta às nossas casas.
Por Gustavo (e-mail) - 9:31 PM
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James Woods interpreta "tubarão" dos tribunais e hipnotiza o público
É praticamente impossível não comparar Justice e Shark. São duas séries que surgiram na mesma temporada. São duas séries sobre advocacia. E são duas séries que têm um protagonista marcante. Os protagonistas das duas séries são ótimos atores: em Justice, Victor Garber está impecável; em Shark, James Woods arrasa. A diferença básica entre as duas séries é que a primeira, talvez por ter o nome de Jerry Bruckheimer nos créditos, ainda tem uma fórmula pré-definida - muito embora tente fugir dela. Já a segunda, Shark, também tem sua fórmula, mas o conjunto final dos fatores faz com que haja vida fora dela. Mas não é só nisso que a série ganha de Justice.
Piloto por piloto, Shark ganha fácil. E há um motivo especial para isto: o diretor é simplesmente Spike Lee. Sim, ele. O resultado final é simplesmente genial: ritmo incrível (repare como não dá para desgrudar os olhos de James Woods), texto profundo (mas de fácil digestão) e, claro, o maestro Woods. Spike e Woods são nomes do Cinema, onde quase nunca erram a mão. Não ia ser no piloto de Shark que ia acontecer.
Shark vai fundo na alma dos advogados, e compreende a profissão. O personagem de Woods, Sebastian Stark, é a verdadeira encarnação do título da série: um verdadeiro "tubarão" nos tribunais, convincente e um pouco arrogante. Não perde caso algum. Só que a série não entra simplesmente na sua rotina: ele, que sempre atuava como advogado de defesa, é convidado pelo prefeito de Los Angeles para trabalhar na promotoria (que é chefiada por Jeri Ryan. Sim, ela está aqui!). Shark entra justamente nessa transição. Os novos submissos de Sebastian não o recebem bem, mas sabem que estão tratando com um mestre dos tribunais. É uma relação complicada, e que é desenvolvida de forma competente pela série.
Sebastian, mesmo esquecendo de James Woods, é um personagem especial. Todos a sua volta tentam analisá-lo e compreendê-lo (na última cena do piloto, quem faz isso é a filha dele), mas ninguém chega a um consenso. Arrogante? Sim. Obcecado pela profissão? Sim. Presunçoso? Sim. Qualidades específicas até podem ser esboçadas, mas um retrato fiel, dificilmente. Algumas estranhezas, por exemplo, revelam que, ao mesmo tempo em que é presunçoso, também sabe que precisa ir bem para manter o ego inflado. Prova maior disso é um cômodo que ele mantém na própria casa: Sebastian simplesmente tem uma réplica, com peças raras, de um tribunal. Tudo para estudar cada passo que dará.
É ele o responsável pela estabilidade em Shark. Ele e James Woods. Mesmo sendo uma série com base em fórmula (um caso por episódio), acaba havendo uma sensação estranha: o telespectador quer mais. Do mesmo. E sem culpa. Jerry Bruckheimer precisa, urgentemente, aprender um pouquinho com Shark.
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Shark não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 1:26 AM
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Jorge Horácio cresce e amadurece. Mas é definitivo?
Já entendemos: o forte do casal Young/Machado, roteiristas de Minha Nada Mole Vida, não é exatamente a originalidade. Mas, como eu já disse aqui uma vez, a ausência de originalidade não é defeito - apenas não é um mérito. Portanto...
Sim, a sitcom com Luiz Fernando Guimarães amadureceu. Este segundo episódio desta segunda temporada foi ainda melhor que o primeiro - e, consequentemente, o melhor da série inteira. O que realmente funciona, e isso não poderia ser mais evidente, é o potencial hilariante de Minha Nada Mole Vida: a cada dois minutos, uma gargalhada gostosa. É isso que cria o elo com o telespectador, e que dá audiência.
Ao mesmo tempo em que é hilária, a série ainda aproveita para desenvolver a trama do episódio. Foi a primeira vez (e pode ter sido a última, claro, mas a esperança perdura) em que várias histórias cresceram ao mesmo tempo. Os três personagens principais (o Jorge Horácio, o filho e a ex-mulher), cada um a seu modo, desenvolveram uma trama. A do protagonista foi a de sempre: seu programa. Como acréscimo, o affaire com a entrevistada da noite (Maria Luísa Mendonça, sempre no tom certo). O filho desenvolveu a trama paralela com a (oculta) amiga do colégio - curtinha, mas simpática, eficiente e interseccional. E, por fim, a ex-mulher e a respectiva amiga criaram outra trama paralela, com depilação, coceira e pomada. Hilária, como quase tudo que tem a marca de Maria Clara Gueiros.
Os trocadilhos estão lá. Luiz Fernando Guimarães ainda está preso à unidimensionalidade. Os diálogos ainda precisam de efeitos sonoros e alguns retoques visuais para adquirirem ritmo. Mas, aos poucos, as qualidades aparecem para anular os defeitos. E isso pode estar garantindo uma nova temporada para Minha Nada Mole Vida desde já. Não há o que temer. Consequentemente, não há nada que impeça um pouquinho mais de ousadia. Não faz mal a ninguém.
Por Gustavo (e-mail) - 12:33 AM
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A primeira série cancelada do fall season
O primeiro cancelamento do fall season norte-americano (época de estréia e retornos de temporadas de séries) foi anunciado nesta sexta-feira. E, surpreendentemente, é da elogiadíssima Smith (da rede americana CBS), série de drama criminal protagonizada pelos astros Ray Liotta e Virginia Madsen - ambos com carreira de sucesso no Cinema.
O motivo do cancelamento é o de sempre: falta de audiência. A questão, agora, é: e a Warner brasileira, vai fazer o quê? Sim, porque Smith vem sendo anunciada como uma das novidades do canal para o "nosso fall season", em novembro. Será que estaríamos prestes a ver uma mudança na grade de programação?
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Confira uma resenha de Smith, aqui no blog, nos próximos dias.
Por Gustavo (e-mail) - 8:21 PM
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Pássaros Feridos: vice-líder
E não é que está dando audiência? Mesmo já tendo sido transmita por diversas vezes pelo SBT, a minissérie Pássaros Feridos, dos anos 80, tem garantido ao SBT a vice-liderança isolada.
Segundo o Ibope, nesta quarta, a atração registrou 10 pontos de média e 13 de pico, enquanto a Globo marcava 41 de média e a terceira colocada, 8 (2 a menos que o SBT). Durante a segunda e a terça-feira, a vice-liderança também foi da minissérie. É um resultado satisfatório para o SBT.
Pássaros Feridos vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 21h30.
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No SBT, outra atração também tem ido bem de audiência: a boa Cristal (SBT, 20h), cresceu do pífio ao satisfatório e tem marcado 10 pontos de audiência. Mas já surpreendeu e registrou índices ainda maiores que esse. O que é uma surpresa para a alta-cúpula da emissora, que andava considerando a novela um verdadeiro peso morto na programação.
Por Gustavo (e-mail) - 3:07 PM
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Jericho prova uma cidade pequena pode ser mais eficiente que quaisquer efeitos especiais
Há uma imagem sensacional e arrebatadora no início de Jericho, capaz de deixar qualquer um sem fôlego. Trata-se de um garoto sob um telhado, olhando para o horizonte. No primeiro segundo, a imagem parece linda. Mas, na seqüência, quando percebe-se um rastro de bomba atômica, é impossível não ficar surpreso. E tudo o que acontece a partir dessa surpresa, no piloto de Jericho, é feito em um ritmo impecável, capaz de conquistar o telespectador por uma sensação que poderia causar repulsa: a
percepção do coração inquieto, saindo pela boca. Tensão? É pouco.
Quando a pacata cidade de Jericho se dá conta de que alguma coisa está acontecendo com os Estados Unidos, a população entra em estado de agonia. Não se sabe perfeitamente o que está acontecendo. Pode ser um ataque nuclear, uma invasão alienígena, um teste químico do governo, ou qualquer outra coisa. Como aconteceria na realidade, a preocupação da população aumenta assim que cada um começa a pensar no local em que conhecidos ausentes estariam - principalmente um grupo de crianças que saíra para um passeio da escola. Jericho nunca vivera algo assim. Em dimensões minimizadas, é o retrato perfeito do susto e da alarmante falta de preparação dos Estados Unidos frente aos ataques terroristas do fatídico 11 de setembro.
Nunca se sabe, mas é bem possível que o objetivo dos criadores de Jericho seja exatamente este. Tanto naquela data de 2001 quanto nesta série, acompanhar o desenrolar dos fatos pela tevê é algo extremamente envolvente. E, como saldo, aquilo que é um grande mérito da série: após o final do piloto, é impossível não ficar com vontade de acompanhar o segundo episódio. O mais incrível é constatar que essa sensação fica sem o final do episódio inicial ter, sequer, uma brecha misteriosa ou instigante. A tensão de Jericho é autosuficiente.
Muito provavelmente, o tratamento estético que a série recebe não é o que de melhor há atualmente. Muito provavelmente, o elenco carece de um protagonista mais interessante que Jake Green (Skeet Ulrich). Mas tudo acaba sendo justificado. Por exemplo: se Jericho não tem nenhum grande momento para a turma dos efeitos especiais, é porque a aposta da série não é nisso. Alguns planos belíssimos de imagem somados às sombras misteriosas vencem qualquer explosão ou batida de carro hollywoodiana. A imagem é esteticamente impecável, e os enquadramentos de câmera também. E acaba bastando. O próprio protagonista chocho também ganha uma explicação. Ora, ele está ali quase que por convenção. Quem protagoniza Jericho, na prática, é todo o elenco homogêneo da série, que constitui a população da cidade-título. Um protagonista verdadeiro talvez tirasse o brilho que uma população de cidade pequena tem - e a de Jericho é bastante parecida com a de Twin Peaks que, você sabe, era interessantíssima.
Aparentemente, a premissa de Jericho vence pela simplicidade com que é tratada. Com uma dose maior de pretensão e ambição (que poderia vir com uma inspiração em alguma outra série de sucesso, por exemplo), a receita poderia, tão-somente, desandar e desencantar. E não é o que acontece.
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Jericho ainda não tem previsão de estréia para o Brasil.
Por Gustavo (e-mail) - 2:39 AM
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Enquanto todo mundo fica roendo as unhas...
... eu coloco aqui umas fotos que acabaram de sair do forno, da estréia da terceira temporada de Lost, que ocorreu há apenas algumas horas nos Estados Unidos! O episódio tem o nome A Tale of Two Cities e, enfim, parece imperdível. Está baixando? Eu também - mas não conta para ninguém.
E, cara pálida, pára de roer a própria unha! Lembra da máxima "quem espera... sempre alcança!"?
Dupla rachadura...
... e dupla queda!
Jack!
Sawyer!
Kate!