Segunda-feira, Julho 31


Antecedendo as próximas cenas do canal rival

Eis que o Tudo é Possível (Record) estreou, no último domingo, o quadro Dança sobre Patins. É um quadro até interessante se considerarmos o deserto que é o programa de Eliana. Mas não é isso que importa agora. O que importa é que o Dança sobre Patins é praticamente uma cópia do Skating with Celebrities, programa norte-americano que dará origem ao quadro substituto do Dança com Famosos do Domingão do Faustão. Esse quadro se chamará Dança no Gelo.

Digamos que é como o SBT fez com a Casa dos Artistas, estreando dois meses antes de a Globo estrear seu Big Brother Brasil. O formato que a Globo comprou e preparou para trazer ao Brasil era uma novidade. E o SBT estragou essa surpresa com a surpresa que foi a estréia de seu reality sobre o convívio de pessoas confinadas em uma casa com câmeras em todos os cantos. Por mais que o BBB e a Casa dos Artistas tenham a diferença básica do tipo de participantes (o primeiro é com anônimos; o segundo é com... artistas), o formato continuou sendo o mesmo.

Claro que o Tudo é Possível está longe de ser um programa conhecidíssimo e sua Dança sobre Patins não terá o mesmo impacto para o Dança no Gelo que a Casa dos Artistas teve para o Big Brother. Mas isso não impede que o mau caratismo (infelizmente, algo recorrente no mundo atual da tevê) do programa da Record seja algo grave e que possa desencadear algum processo judicial proveniente dos produtores do Dança no Gelo. Até porque quem detém os direitos do Skating with Celebrities é a Globo, e não a Record. E a gente sabe que a emissora carioca não tem medo de partir para o tribunal em casos assim.

Do lado de cá da tela a gente fica pensando o porquê do Tudo é Possível copiar o formato de um programa que a Globo está prestes a estrear e que já tem tratamento empolgado da emissora carioca (Patrícia Kogut, em sua coluna diária em O Globo, publicou hoje que "os atores que treinam para o reality precisam ser tirados a força do ringue" e que "Juliana Paes, de joelho roxo, é uma das mais empolgadas"), com muitas das estrelas do momento participando. Será que a escassez de boas idéias se abateu de fato na emissora dos bispos? Será que não está na hora, se for o caso, de contratar novos produtores, com várias idéias na cabeça? Profissionais com disposição não faltam.

Admitir que faltam boas idéias é o primeiro passo da autocrítica que um programa de tevê deve fazer para se renovar. Correr para a cópia de quadros de outrem, por outro lado, é admitir que faltam boas idéias e que o ego dos produtores anda tão alto que fazer uma autocrítica é inviável.

O Tudo é Possível precisa dessa autocrítica. Com urgência. Para o bem de sua própria existência.


Por Gustavo - 11:11 AM
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Sexta-feira, Julho 28


Paraíso Tropical

Sucessora de Páginas da Vida (novela das nove da Globo), Paraíso Tropical (outrora Copacabana) será escrita por Gilberto Braga (meu autor vivo favorito) e Ricardo Linhares. Terá, no elenco, Tony Ramos, Wagner Moura e Glória Pires. E Cláudia Abreu. Em dose dupla. Fazendo a protagonista e a antagonista da trama - mais ou menos como as gêmeas de Mulheres de Areia.

É ou não é de se esperar muito de Paraíso Tropical, hein?


Por Gustavo - 2:51 PM
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Inveja do Osnir

Sim, eu sei, a inveja é uma coisa feia, muito feia. Mas vai dizer que você também não ficou morrendo de inveja do Osnir depois que ele ganhou uma viagem para ver um show da Turnê American Idol 5, nos Estados Unidos! Ele vai ver a Katharine, a Paris, o Elliott, a Mandisa, o Chris... todo mundo! De pertinho! Era tudo o que eu queria.

Pronto. Descarreguei. Agora, perdão por ter pecado. E essa inveja que não larga do meu pé, Osnir!


Por Gustavo - 2:30 PM
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Leandro vai carregar em seu nome os méritos de Ídolos. E os deméritos também

"Eu me inspiro em Fabio Junior e Lulu Santos". Foram essas as palavras de Leandro, o carioca que venceu o reality show musical Ídolos, do SBT, ontem à noite, quando já havia conquistado o título de novo ídolo brasileiro, com merecimento. Ele simplesmente encarnava o que é ditado pelo título do formato: um ídolo pop. Mais do que todos os vencedores do reality Fama, da Globo (parecidíssimo com Ídolos), Leandro tem potencial para fazer muito sucesso. Muito mais do que teria seu adversário, Lucas, e como pouquíssimos candidatos do programa. Com um pouco de trabalho, pode até esboçar uma carreira como a de Fabio Junior e Lulu Santos, seus ídolos. Leandro encerrou a trajetória de Ídolos como uma acertada escolha de vencedor e carregando em seu nome todos os méritos do programa. Os méritos e os deméritos.

Com média de 16 pontos e pico de 19, segundo o Ibope, a final de Ídolos não soube aproveitar todo o amadurecimento do formato que havia feito através de uma importante e indispensável autocrítica, após perda de audiência e enxurrada de críticas - e esse amadurecimento até rendeu uma coluna aqui no blog. Apesar da audiência e do vencedor que combinou com a proposta do programa, Ídolos empacou em seu encerramento.

O episódio final foi especialmente confuso e corrido, sem ponto de chegada ou de partida definido, e repleto de boas idéias que acabavam em minutos - a idéia da premiação com os patrocinadores ou de duetos ou números em conjuntos são só exemplos. O mesmo se aplica ao penúltimo episódio, com quatro músicas - prefiro apenas três, como na maioria das versões de Pop Idol ao redor do mundo - e sem uma boa introdução para cada uma delas. E foi exatamente nesses dois episódios que Ídolos conseguiu uma audiência razoavelmente boa, pela qual lutava há semanas.

Mas esqueçamos o final do programa. É hora de olhar para trás e ver que houve coisa boa e que a confirmadíssima segunda temporada pode ser muito boa se extrair o que de melhor houve nessa irregular temporada.

Irregular porque começou com as audições iniciais mal editadas e com prolixos momentos feitos para inserção do nome do patrocinador (sim, o tal "momento despenteia"). Mas a última audição, na capital gaúcha, foi muito boa e deu a impressão de que o programa finalmente poderia ter engrenado. O que não aconteceu nas eliminatórias de São Paulo. Nem nos shows da semifinal. O momento em que finalmente engrenou foi lá pela segunda ou terceira semana do top 10. Ali, finalmente, estava o amadurecido Ídolos.

Para a próxima temporada, o reality deve entender que as audições serão eternamente a melhor coisa do formato Pop Idol. A melhor coisa em questão de edição e para o próprio telespectador que, se ainda não escolheu seu favorito, estará se divertindo. Também deve colocar legendas nos participantes das eliminatórias de São Paulo e editar esse momento de forma mais acertada. Deve abolir a repescagem. Deve fazer um cenário mais bem definido, em que a platéia não pareça tão amontoada. E, finalmente, deve optar apenas por um apresentador. Entre Beto e Ligia, apesar de ser apaixonado por ela, fico com Beto.

Ídolos agora tem que aprender com os (muitos) erros do passado para construir um futuro em que muitos acertos façam do programa uma atração de audiência grande e firme e que não escape em momento algum. É fácil? Não. Mas se o amadurecido formato não cair da árvore, é bem provável que esse futuro positivo ocorra.

UPDATE: Por que Beto, e não Ligia? Simples: porque ela ainda abusa das caras e bocas e não demonstra tanta segurança quanto ele. Não que Beto seja perfeito. Um capricho no figurino não faria mal a ninguém. Assim como o desligamento de bordões como "é boiada" ou "não desgruda". Mas Beto, sozinho, pode segurar Ídolos. Tenho várias dúvidas quanto à competência de Ligia em situação parecida.


Por Gustavo - 2:04 PM
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Quarta-feira, Julho 26


Vencedores do TCA Awards

A TCA (associação dos críticos de tevê dos EUA) divulgou a lista dos vencedores do TCA Awards nesta semana. Você vê logo abaixo. As previsões do blog estão aqui, no post do dia 03/06.





Programa do Ano: Grey's Anatomy.
Melhor Série Cômica: The Office.
Melhor Série Dramática: Lost.
Melhor Série Estreante: My Name is Earl.
Melhor Atuação em Série Cômica: Steve Carell, The Office.
Melhor Atuação em Série Dramática: Hugh Laurie, House.
Melhor Programa Infantil: High School Musical.


Por Gustavo - 7:52 PM
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As duplas da Dança no Gelo

Conforme este blog havia anunciado, o Domingão do Faustão fará uma versão do reality Skating With Celebrities para substituir o Dança dos Famosos. Porém, na época, não havíamos anunciado os participantes. Esta é, portanto, a oportunidade: Juliana Paes, Deborah Secco, Suzana Vieira, Murilo Rosa, Marcos Frota e Giovani participarão do quadro do programa de Fausto Silva, cujos ensaios, por sinal, já começaram.

A previsão de estréia do Dança no Gelo é para a semana subseqüente ao fim da Dança dos Famosos.


Por Gustavo - 7:33 PM
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Chega ao fim o reality Ídolos

Quatro músicas. Os finalistas de Ídolos, reality show musical do SBT, vão cantar tudo isso nesta quarta. Duas dessas quatro músicas serão escolhidas pelos jurados - uma por unanimidade, e outra por Cyz e Thomas (um deles escolherá para Lucas, e o outro para Leandro). Uma das outras duas músicas restantes será escolhida pelo próprio participante - a escolha, porém, estará restrita ao repertório deles ao longo do programa. A última música será o que nos Estados Unidos é chamado de single: a primeira música de trabalho do vencedor.

Amanhã, quinta-feira, na grande final do programa, haverá uma reunião do top 30. Pelo menos foi isso o que eu pude presumir em conversa com uma amiga da semifinalista Talita. Segundo ela, Talita foi chamada para o show da final. Logo, imaginamos que os outros semifinalistas também foram chamados. Quanto à importância da participação de Talita e a suposta participação dos outros semifinalistas, podemos até imaginar, mas não há certeza nenhuma.

E o resultado? Alguém ainda tem dúvida sobre qual é o nome do vencedor?


Por Gustavo - 7:25 PM
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Faltam aventuras verdadeiramente novas ao retorno de Julia Louis-Dreyfus, Old Christine

Image Hosted by ImageShack.usClichês não são clichês desde sempre. Claro que alguma vez na vida, quando ditos, os clichês não eram vistos como são hoje em dia. O que hoje é lugar-comum era, outrora, algo novo. Veja os clichês abundantes de The New Adventures of Old Christine. Na época de Seinfeld, também não eram novidades. Mas não eram tão batidos como hoje. Julia Louis-Dreyfus, a atriz principal de Old Christine, teve o ápice de sua carreira na série sobre o nada. Um bom tempo depois, Louis-Dreyfus finalmente volta a fazer sucesso em uma série baseada basicamente nos clichês mais antigos do gênero das sitcoms. E que não traz o frescor prometido.

A promessa de Old Christine era a de fazer sua atriz principal brilhar novamente. Até aí, há competência: Louis-Dreyfus é uma ótima atriz em qualquer papel, não abusa das caras e bocas corriqueiras de sitcoms e ainda consegue cativar o telespectador - se vencer o Emmy de Melhor Atriz de Série Cômica desse ano, até será merecido. Mas isso não é mérito da série, e sim da atriz. Só que, por trás dessa principal promessa, há a idéia de colocar em evidência o que anda em falta nas séries do tipo: algo que, além de engraçado, é atual, novo. Nessa outra promessa, não há tanta competência. O texto de Old Christine, com exclusão de alguns termos, poderia ter sido escrito há alguns anos e apresentado por lá que não faria diferença. Clichês são traiçoeiros: nunca envelhecem e, por isso, estão sempre presentes. Por outro lado, quanto mais são utilizados, mais o público se acostuma com eles e, uma hora, vai acabar enjoando.

O que as sitcoms atuais deveriam lutar e defender é a renovação das próprias piadas, a criação de novos termos, bordões ou piadas que, daqui a algum tempo, serão vistos como clichês. As novas sitcoms deveriam criar novos clichês, e não usar mais do mesmo. Isso acaba prejudicando a própria existência do gênero: se ninguém se dispuser a criar novas piadas e continuar usando as antigas, a graça das piadas seguidas por claques vai acabar e essas vão ceder o centro do holofote (que, por sinal, há muito tempo está querendo sair das sitcoms) para as comédias atuais, como Everybody Hates Chris, My Name is Earl, The Office e tantas outras.

Old Christine teve sua primeira temporada como programa bem-sucedido nos Estados Unidos, no topo do ranking da audiência. Ou seja, muita gente anda vendo os velhos clichês mais uma vez. Talvez fosse melhor se a série tivesse menos audiência. Pelo menos pouca gente veria mais do mesmo e os velhos clichês garantissem uma sobrevida às sitcoms. Idem em termos para Two and a Half Men (essa é melhor que Old Christine porque tem ótimo elenco e, no meio de clichês, traz também piadas novas). Agora, ou Old Christine pensa mais no próprio sucesso, ou pensa no futuro das sitcoms.

Se escolher a segunda opção, The New Adventures of Old Christine deveria seguir mais à risca o próprio título e trazer aventuras que sejam verdadeiramente novas.


Por Gustavo - 2:14 PM
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Terça-feira, Julho 25


Depoimentos de Páginas da Vida podem acabar em breve

E os depoimentos ao final dos capítulos de Páginas da Vida podem estar prestes a acabar, segundo o colunista Daniel Castro, da Folha de São Paulo. Certeza mesmo é que eles continuarão até o capítulo 24, mas, depois disso, a permanência é incerta - e, tendo em vista os resultados que eles angariam em audiência, tudo leva a crer que a tendência é a extinção.

A audiência da novela de Manoel Carlos cai toda vez que esses depoimentos começam. É uma queda leve que pende para dois a três pontos de audiência. Houve casos, porém, em que o Ibope registrou queda de sete pontos. O capítulo onde a audiência menos caiu foi, sem surpresa alguma, o do depoimento polêmico da relação entre uma senhora idosa e uma música de Roberto Carlos ("Côncavos e Convexos"), que virou notícia em todo lugar e que fez a Globo se desculpar publicamente.

Essas pequenas quedas (olhando o âmbito geral, sem casos particulares) acabam prejudicando a média de audiência da trama, onde os índices por minuto são somados e divididos, para se criar a média final. Esse índice final é o que é levado para os anunciantes e conseguem ou não arrecadar novos patrocinadores. Tendo em vista isso, imagina-se que, após o capítulo 24, esses depoimentos acabarão. Que é o que muita gente quer.

Você é a favor ou contra o fim desses depoimentos nos capítulos de Páginas da Vida? Você faz parte dos que mudam de canal ou desligam a tevê ao final do capítulo em si, esquecendo dos tais depoimentos de pessoas reais?


Por Gustavo - 5:46 PM
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Segunda-feira, Julho 24


Após duas semanas no ar, Páginas da Vida continua incompetente em sua principal proposta

A história da teledramaturgia nacional criou uma idéia na cabeça dos autores que, além de errada, é ainda prejudicial: a de que, para uma novela ser sucesso, o público precisa se identificar com os personagens. Claro que quase ninguém se identifica com vilões (e essa identificação não é a do público olhar e gostar do personagem, e sim a de olhar e se ver nele), e esses talvez sejam os únicos isentos da regra. Mas, de resto, praticamente ninguém escapa. Mesmo as bagunças de um cachorro da telinha devem lembrar aquelas do que está no nosso quintal. Em sua segunda semana, Páginas da Vida ainda não atingiu uma boa audiência, tampouco uma qualidade respeitável. E muito dos erros e insucessos são devidos aos personagens da trama.

Sou contra qualquer espécie de necessidade de identificação como obrigação em novela. A meu ver, os personagens podem simplesmente viver em um mundo que, por mais que pareça com o nosso, seja deles. Alguns poucos autores de telenovelas no país pensam assim - Carlos Lombardi talvez seja o grande representante do movimento dos anti-identificação. Manoel Carlos, autor de Páginas, talvez seja o maior representante do grupo oposto ao de Lombardi: o dos que apóiam a identificação em telenovela. E é um direito dele, mesmo que suas obras raramente sejam estouros. Páginas da Vida tenta, a qualquer custo, ser uma espécie de espelho para o telespectador: através de conflitos, diálogos e situações, a trama quer conquistar a pessoa de casa por ser um painel da vida dela.

Só que, para criar uma identificação com seu público, é preciso muito mais do que uma protagonista que veja a traição do marido, fique indignada com isso, mas continue amando-o. É preciso mais do que um hospital de freiras mandonas. É preciso mais que Débora Evelyn brigando diariamente com sua filha para transformá-la naquilo que ela não pôde ser. É preciso mais que Daniele Winits querendo ser filha de patrão, mesmo sendo filha de empregada. É preciso mais que uma adolescente grávida cujo namorado não quer assumir o filho. O que é preciso, na realidade, é um personagem bem feito e imprevisível que, ao sofrer as mesmas situações que o povo de casa, tenha as mesmas reações. A identificação está muito mais no personagem que no que ele vive.

E os personagens de Páginas são, quase todos, unidimensionais em demasia. Têm apenas uma faceta, o que denota um pequeno leque de possibilidades do além-sinopse. Até agora, nenhum deles teve uma reação surpreendente, ou uma personalidade revelada que não tenhamos visto em outras telenovelas. Nos próximos capítulos, Marta (Lília Cabral) vai espancar sua filha quando vê-la grávida, segundo as revistas. É uma reação chocante e polêmica, mas está longe de ser surpreendente. Páginas devia crer que, ao surpreender seu público, ao invés de apenas provar aquilo que ele imagina, o resultado seria melhor. Nosso histórico não possibilita nada diferente, já que é a audiência que manda em tudo, e o espancamento seria grande chamativo para ela.

Não estou dizendo que os personagens de Páginas vão ser unidimensionais até o fim. Claro que não. O tempo praticamente força o autor a abrir novas possibilidades de personalidade. Mas o início não deveria ser menos importante que o fim. A moeda para conquistar o telespectador ao início deveria ser a identificação de personalidade, e não de situações. O que não ocorre até agora. É incrível perceber que os personagens de Belíssima, a novela antecessora - e sem pretensão nenhuma de criar identificação - eram espelho melhor para o telespectador que os de Páginas, uma novela que, até pelo autor que tem, se propõe a isso. E que, por não conseguir, é incompetente.


Por Gustavo - 6:29 PM
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Domingo, Julho 23


Band e TNT transmitem Miss Universo 2006 neste domingo

Neste domingo, a Band (tevê aberta) e a TNT (tevê paga) transmitirão a cerimônia do Miss Universo 2006, às 22h00. No canal nacional, a transmissão terá comentários de Evandro Hazzy e Carina Beduschi e a apresentação ficará por conta de Nivaldo Pietro e Letícia Levy. No canal fechado, ocorrerá apenas a tradução do áudio original.

A cerimônia será feita em Los Angeles, no Shrine Auditorium (que já sediou várias cerimônias do Oscar, do Grammy e do Emmy) e terá em seu clímax o momento em que a russa naturalizada canadense Natalie Glebova, vencedora do concurso no ano passado, entregará o título de Miss Universo 2006 a uma outra candidata. O Brasil será representado por Rafaela Zanella, gaúcha vencedora do Miss Brasil deste ano. Mesmo conhecido como país de belíssimas mulheres, o Brasil não tem um histórico muito vitorioso no Miss Universo. A torcida é para que Rafaela consiga começar uma reversão deste quadro.

O Miss Universo 2006 é transmitido para cerca de 120 países. E, na maioria deles, consegue uma boa audiência.


Por Gustavo - 4:54 PM
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As estréias da tevê paga nesse domingo

  • A segunda temporada de The Bachelorette, na Warner, às 21h00.

  • A segunda temporada de The Swan, na Warner, às 22h00.

  • A segunda temporada de The L Word, na Warner, às 23h00.

    Viu só? Dá pra ver tudo de uma vez só! É um seguido do outro!


    Por Gustavo - 4:38 PM
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    Um pouco mais da minissérie de Stephen King

    Para quem se interessou - eu imagino que todo mundo! -, logo abaixo está um teaser de Nightmares & Dreamscapes: From The Stories of Stephen King, aquela minissérie do Stephen King com AQUELE elenco!


    Por Gustavo - 4:34 PM
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    Morre Gianfrancesco Guarnieri

    Semana inesquecível, a que acabou ontem. Perder Raul Cortez e Gianfrancesco Guarnieri de uma vez só é dose. Mas, pelo menos, ambos morreram com dois papéis que lhes convinham bem - Cortez com o Barão de Bonsucesso (e o nome inteiro do personagem tem a ver com ele) e o Guarnieri com Pepe, que queria deixar lições da arte da interpretação aos mais jovens.

    Guarnieri, em especial, sempre esteve na lista dos meus três atores brasileiros favoritos e serviu como inspiração para muita coisa que fiz no meu curso de teatro. Muita coisa. Ele era um ator fantástico e fonte de talento inesgotável. E, em Incidente em Antares, minúscula minissérie de doze episódios, fez aquela que é a segunda melhor composição de personagem que já vi um ator brasileiro fazer. O Pudim (personagem de Guarnieri) era adorável e impecável.

    Saudades de você, Gianfrancesco Guarnieri! Foi isso que eu escrevi no post sobre o final de Belíssima e que repito agora. Você marcou a minha vida.

    ***

    Ah, e nem estamos falando da passagem do ator pelo teatro!

    UPDATE: Conforme o leitor Felipe disse nos comentários, Guarnieri nasceu na Itália, e não no Brasil. Mas o simples fato de ele ter sido naturalizado brasileiro e construído sua carreira por aqui já me fez considerá-lo um ator brasileiro no post. Para evitar confusões, porém, deixo aqui a informação de que ele nasceu na Itália, e não no Brasil.


    Por Gustavo - 4:05 PM
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    Sexta-feira, Julho 21


    Stephen King + super elenco = minissérie imperdível!

    Aqui está o site do programa do ano. Ora, é baseado nos contos de Stephen King e, no elenco, tem Willian Hurt, Claire Forlani, William H. Macy, Jeremy Sisto entre muitos outros. Quer coisa melhor que isso?

    Não deu outra: o público norte-americano já fez de Nightmares & Dreamscapes: From The Stories of Stephen King o seriado de ficção mais assistido na tevê paga deles esse ano (o canal por lá é o TNT). E o canal brasileiro que trouxer a minissérie pra cá não deve ter resultado muito diferente, né?

    ***

    Sei não, mas o programa parece tão bacana que eu vou esperar chegar em Florianópolis para fazer o download! Paciência é uma virtude e curiosidade é defeito, eu sei, mas essa minissérie é irresistível!


    Por Gustavo - 3:06 PM
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    Às seis, todo mundo devia estar em casa

    Agora sim. Depois de este blog cobrar um sal na receita batida, Sinhá Moça finalmente encontrou o tom ideal entre uma obra de época e uma obra ambiciosa. As imagens de alta definição, sempre um mérito da novela, finalmente cederam o centro do holofote para aquilo que realmente importa: a trama. E, no momento, é o melhor produto de teledramaturgia que a Globo oferece ao público.

    O capítulo de ontem já pode ser considerado o melhor capítulo da novela inteira e um dos melhores capítulos de uma telenovela neste ano. Houve um ponto de partida e um ponto de chegada para o mesmo tema. Toda a trama se mobilizou para a viagem da protagonista e sua mãe à Europa e, ao mesmo tempo, para o plano do mocinho de resgatar sua amada - tudo narrado com competência louvável. O final do capítulo poderia muito bem ser o final da novela se alguns desfechos já tivessem sido definidos. De qualquer forma, Sinhá Moça atingiu seu ápice ontem e é uma obra repleta de acertos.

    Não há erro na fórmula: a narrativa é simpática e firme, é esteticamente uma novela impecável e tem um elenco que, se não chega a ser homogêneo (uma recomendação é para que Débora Falabella deixe de levar tão à sério o "tão meiga que nem parece nascida nesse lugar" da música tema), ao menos é individualmente bem resolvido. Mas o sal na receita batida foi colocado ali com certa propriedade, com certo poder de quem realmente queria engrenar uma trama que irritava pela calmaria. E não houve um chefe: houve um conjunto que queria fazer da novela uma obra irrepreensível. Exatamente o que falta nas duas outras novelas da casa: Páginas da Vida e Cobras e Lagartos.

    Pode ainda ser cedo para tirar qualquer conclusão definitiva sobre a primeira, porque estreou apenas na semana passada. Mas, se não podemos tirar uma conclusão definitiva, podemos tirar uma definição momentânea: falta um tripé (texto, direção e elenco) que esteja reunido em prol do objetivo claro e decidido que é primar pela competência. Há um longo caminho pela frente. A segunda já é um caso mais complicado: o caminho já foi escolhido e as mudanças necessárias são tão sutis que, se a mão coordenadora for pesada demais, pode dar tudo errado. Sinhá Moça deveria ser exemplo para as duas outras tramas da Globo. Principalmente no que diz respeito ao foco no objetivo.

    Meses atrás, Sinhá Moça focava no público de época e menosprezava o fato de que o público de telenovela é muito maior que apenas o de época - e que mesmo esse é exigente. Agora, a trama compreendeu que o horário das seis é o mais passível a fórmulas (Alma Gêmea e as outras bem sucedidas antecessoras fixaram bem isso), e que mesmo assim é possível brilhar.

    Também soube diferenciar clichês de fórmulas, o que foi muito importante no processo de engrenagem. Processo esse, aliás, que só não teve melhor e mais abrangente resultado porque às seis muita gente ainda não está em casa. Se estivessem, seriam incapazes de resistir à Sinhá Moça.


    Por Gustavo - 2:41 PM
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    Latin American Idol mostra que nem tudo que vem de fora é melhor

    Por Marcio Afonso, colaborador do Televisionando

    A estréia do Latin American Idol, no último sábado, pela Sony Entertainment Television, serviu para mostrar aos telespectadores mais globalizados que nem tudo que vem de fora é melhor do que o produto nacional. O programa de apresentação e a primeira audição (Em Caracas, Venezuela) ficaram, visivelmente, no mesmo nível da estréia de Ídolos e, em alguns aspectos, um pouco abaixo. Contudo, isso não é de todo um demérito: em alguns pontos, LAI mostra uma identidade própria que, se trabalhada, pode resultar em um programa que vai além das comparações com a matriz inglesa e sua versão mais bem sucedida, o American Idol.

    A dupla de apresentadores, o argentino Monchi Balestra e a venezuelana Érika de la Vega, cumpriram o seu trabalho (Com direito a encenação no início, à la Lígia e Beto!), mas não mostraram química. Nessa fase, onde os apresentadores costumam aparecer bastante, eles ficaram apagados. Ainda assim, a narração em off e as poucas inserções da dupla mostraram maturidade e naturalidade de ambos. Mas, será que o todo será menor do que a soma das partes?

    Os jurados são um caso a parte. Em todas as franquias de Idol pelo mundo, na fase das audições o júri é o protagonista. Seus comentários sarcásticos, suas dicas aos candidatos, a interação, etc, são o diferencial dessa etapa para outros programas do gênero, como o Popstars, por exemplo. Estranhamente, os jurados não tiveram tanto destaque (talvez não o merecido), comentários foram cortados na edição, e a personalidade de cada um (que em outras versões ficam marcadas logo no início) ficou, de certa forma, indefinida. O destaque foi, sem dúvida, a mexicana Elizabeth Meza que, pelo pouco que foi mostrado, não tem nada de Paula Abdul ou Cyz.

    Os candidatos variaram do péssimo ao bom. Algumas candidatas (inclusive uma deficiente visual) mostraram qualidade, mas ninguém surpreendeu. Até mesmo as risadas que damos com candidatos bizarros foram reduzidas - poucos tiveram a capacidade fazer rir por si próprios, já que os jurados pouco ajudaram nesse ponto.

    Em suma, o programa começou com tantos problemas quanto Ídolos, mas com o agravante, para o público brasileiro, da identificação com a música latina ainda ser pequena. Além disso, esperava-se de uma versão internacional um programa mais bem estruturado e denso. O que foi mostrado foi, até certo ponto, satisfatório, mas abaixo da média das estréias de Idols pelo mundo. Reiterando o que disse no primeiro parágrafo, a estréia de Latin American Idol, em geral, foi inferior à de Ídolos. Se outros vícios do "hermano" brasileiro tiverem se repetido, a atração tem grandes chances de caminhar para o mesmo caminho. Torcemos, então, para que isso não ocorra!


    Por Gustavo - 2:41 PM
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    Ídolos: Osnir sai; Lucas e Leandro formam a final

    E a força da torcida de Lucas deu certo: ele não saiu. Vai disputar, semana que vem, a final de Ídolos ao lado de Leandro. Osnir, portanto, é o eliminado. Uma infelicidade, claro, porque ele era um ótimo cantor. Mas infelicidade maior é sair do programa ganhando CD e DVD de Zezé DiCamargo e Luciano e com a certeza de que visitará seu ídolo em um show - tudo isso sendo revelado para as câmeras. Em pouco tempo, um candidato à vitória de Ídolos se torna um mero fã de dupla sertaneja, expondo que aquela era sua maior inspiração - mas Osnir é muito maior que isso.

    Leandro só tem 1% de chance de perder o programa para Lucas. Ele nunca esteve entre os menos votados, e a torcida de Osnir dificilmente migrará em massa para Lucas. Ou seja, a final é semana que vem - mas o resultado já está praticamente revelado. O show da final será apenas para cobrir o horário. Torço por uma reviravolta.

    Para o programa, porém, seria interessante uma final entre Leandro e Osnir, com dois estilos completamente diferentes, dois candidatos que trilharam o caminho da competição por meios opostos. Quem sabe uma final assim não acontece na segunda temporada de Ídolos? Torçamos.


    Por Gustavo - 1:00 PM
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    Quinta-feira, Julho 20


    Whoopi Goldberg participará de Everybody Hates Chris

    Para iniciar a segunda temporada de Everybody Hates Chris convocando a audiência, a CW colocará a atriz Whoopi Goldberg como participação especial. Ela será, nos dois primeiros episódios da nova temporada, a avó da menina que é a paixão de Chris: Keisha.

    Whoopi é uma atriz tão bacana que deve atrair a atração de muitos telespectadores para a série e, com isso, alavancar a audiência - o que é a evidente proposta dos produtores. Melhor que Whoopi em dois episódios é Whoopi como atriz fixa da série.

    A nova temporada de Chris será lançada em outubro nos Estados Unidos e deve chegar ao Brasil em novembro, na Sony.


    Por Gustavo - 3:37 PM
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    Destaques da tevê paga nesta quinta-feira


    Estréia de E-Ring é um dos destaques desta quinta

  • A final de Project Runway, no People+Arts, às 20h00.

  • O fim da segunda temporada de CSI: N.Y., no AXN, às 20h00.

  • A estréia de E-Ring, na Warner, às 21h00.


    Por Gustavo - 3:15 PM
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    Lucas já pode ser chamado de vencedor

    A final entre Osnir e Leandro parece garantida, mas Ídolos é um programa tão instável que a certeza consegue virar erro em minutos. Lucas tem uma torcida grande e forte, o que pode garantir para ele um lugar na final. Mas, até que se prove o contrário, Osnir e Leandro são os finalistas. E, tendo em vista o show de ontem, até que com uma certa justiça.

    Os dois foram os melhores, apesar de o sertanejo ter ido ainda melhor que o carioca (que, cada vez mais, me lembra Dado Dolabella cantando). Particularmente, torço para Osnir, principalmente pela potência vocal dele. Não comecei a gostar de sertanejo assistindo Osnir cantar, como aconteceu com Cyz, mas isso não significa que ele seja incompetente. Você pode ter visto e gostado de 2 Filhos de Francisco sem, necessariamente, ter começado a gostar de Zezé DiCamargo e Luciano. Agora, a verdade é que a vitória ainda está nas mãos de Leandro, por puro e simples carisma.

    Se Lucas for para a final, seu adversário já pode ser chamado de vencedor (ou "a voz de uma nova estrela"). Lucas, aliás, já pode ser chamado de vencedor por ter chegado até esta altura de Ídolos.

    Tendo em vista o programa de ontem, quem merece fazer a final, na sua opinião?


    Por Gustavo - 3:08 PM
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    Eu vi Água Viva?

    Sou um verdadeiro apaixonado por telenovelas. Desde sempre. Aliás, creio que todo brasileiro tem, no fundo, certo amor por elas. A maioria de nós nasce acostumada com os horários das seis, das sete e das oito. E costuma acompanhá-los na Globo. Há, também, os outros canais, que oferecem as telenovelas - mas que ainda não têm a tradição legendária da Globo. Procuro sempre conhecer as telenovelas mais antigas, que não pude acompanhar anteriormente. Hoje em dia, o que não falta são opções para isso.

    Num dos últimos posts publicados nesse blog, comentando o falecimento do ator Raul Cortez, deixei claro que o meu personagem favorito interpretado por ele, na televisão, era o Miguel de Água Viva. Não coloquei no post, porém, que não tinha assistido a novela quando esta passou pela primeira vez, em 1980. Tampouco na reprise, em 1984. Mas vi Água Viva.

    Alguns comentários afirmavam veementemente que eu não teria acompanhado a novela. É um direito de quem visita o blog dizer isso. Porém, não me arrependi de não ter colocado no post que só pude ver Água Viva mais tarde, por outros meios. Porque o que importava ali era o Raul Cortez.

    (Aliás, gostaria de aproveitar para sugerir a vocês que reclamem à Globo uma reprise da novela, que é simplesmente ótima. Talvez para depois de Chocolate com Pimenta, que vai ocupar o lugar de A Viagem no Vale a pena ver de novo.)

    Se alguém ainda não sabe como se fazer para acompanhar telenovelas antigas, espero que esse texto ajude. Mas não creio que seja complicado. Os meios são inúmeros.

    Não é preciso nem sair de casa. O MercadoLivre.com, site de compra e venda na internet, vende fitas das telenovelas mais antigas - em alguns casos, elas estão até em DVD. Existem outros sites especializados, mas prefiro não indica-los por simplesmente não ter utilizado o serviço. O MercadoLivre.com é de confiança. Eu falo porque já o utilizei.

    Mas a maioria das opções está mesmo é fora de casa. Minha família tem muitas fitas com capítulos de novelas (algumas compradas, outras de gravações próprias), e isso ajuda muito. Já utilizei muito as lojas denominadas "sebos", que vendem raridades. Na minha terra, Florianópolis, eles são infinitos e riquíssimos em conteúdo. Também há um acervo de vídeo, que vende fitas antiguíssimas de absolutamente tudo que você imaginar - e por um preço ínfimo.

    Essa gama de opções, porém, não me dá o direito de afirmar que vi todas as telenovelas já feitas. Nem mesmo posso dizer que vi muitas, ou que as que vi, vi inteiras. Os capítulos de Água Viva que consegui adquirir foram vários, mas não todos - até porque o pacote completo era uma verdadeira fortuna. E o que importa é que mesmo com essa pequena quantidade deles, o grande Raul Cortez me conquistou (quer prova maior de que para ser um grande personagem não é preciso ver a novela inteira do que Bia Falcão?). Ainda tenho muitas telenovelas para conhecer. Muitas. Estou à procura de algumas do meu autor favorito vivo, Gilberto Braga. Conhecê-las nunca é demais.

    ***

    Deixo a disposição o e-mail televisionando@globo.com para quem quiser trocar ou comprar as minhas fitas de telenovelas. As que já vi estão paradas lá em casa. Seria uma boa passar para outra pessoa vê-las.


    Por Gustavo - 2:34 PM
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    Quarta-feira, Julho 19


    Mais pontos sobre a estréia de Bicho do Mato

    A coluna da estréia está logo abaixo, com uma análise do capítulo inicial de Bicho do Mato. Só que alguns pontos básicos não entraram lá, e eles não dizem respeito à trama em si, mas a alguns absurdos cometidos por ela. São apenas quatro conclusões para se fazer. E elas estão abaixo!






  • Primeiro, o claro: o corte que o protagonista fez na mocinha. Após uma picada de cobra no braço, Juba corta com um facão sujo o braço de Cecília para extrair o veneno do sangue. O veneno pode até ter saído, mas e o risco de uma infecção? Ah, para que ninguém diga que o facão estava limpo, Juba ainda disse que tinha marcado as árvores do caminho com ele, para não perder a trilha.

  • "Cecília, só você para salvar a vida daquele homem", disse um médico do hospital onde a protagonista é estagiária. Acontece que qualquer um poderia ter feito o que ela fez: dar alguns socos no peito do paciente. Ou seja, não é só ela que poderia ter salvo aquele homem. Eu e você também.

  • O Pantanal é uma das regiões mais quentes do Brasil, em qualquer época do ano. Não tem como a protagonista tremer de frio, ainda mais dentro de uma gruta - o que, por experiência própria, eu garanto que torna o clima ainda mais quente.

  • Básico: o cara cai do avião, fica manco, e, de um dia para o outro, já pode entrar na mata para procurar sua namorada. E sem nenhuma ajuda. Ele também pode descer os desníveis de uma gruta. Caramba, vilão poderoso esse, não?!

    Você notou mais algum absurdo? Conta aí!


    Por Gustavo - 3:23 PM
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    Bicho do Mato estréia competente e com potencial para atingir o distante público rural

    Prova de Amor terminou ontem, com 29 pontos de pico no Ibope, um recorde para a teledramaturgia da Record. Era previsível que a novela acabaria com uma audiência tão alta. Igualmente previsível era que a nova novela da Record, Bicho do Mato, estrearia com uma audiência igualmente satisfatória. Foi o que aconteceu: a trama teve média de 15 pontos e picos de 20, marcando 21% de share, segundo o Ibope. A Record, porém, ainda vê sua teledramaturgia com certa insegurança.

    Duas medidas claras denunciam isso. A primeira, e a mais evidente, é o fato de Bicho do Mato ter estreado em uma terça-feira, para pegar carona na audiência do final de Prova de Amor. O que pode ser visto como estratégia se firma como medo quando olhamos a segunda medida que a Record tomou: estrear a trama sem intervalos. Ok, a emissora faz isso com todas as suas novelas. Mas já existem (muitos) patrocinadores para Bicho do Mato, tornando viável pelo menos um intervalo comercial.

    A idéia com essas duas medidas é eficiente: o telespectador acostumado com Prova de Amor senta no sofá para ver a novela de sempre, esquecendo que tinha acabado ontem. Aí começa Bicho do Mato. "Vou ver só um pedacinho. Mudo no intervalo", diz o telespectador. Não há intervalo. Ele fica até o fim grudado na trama e, espera a Record, é fisgado. Só que Bicho do Mato é muito maior que essas estratégias e sinais de insegurança da emissora.

    É preciso deixar claro que não se trata de uma nova versão de Pantanal, um dos maiores sucessos de teledramaturgia fora da Globo quando esta já dominava o cenário nacional. Há o ar do Pantanal e um romance proibido na trama em comum. Mas, por outro lado, há uma disputa de terras e um convívio rural que, por mais que dessem o ar da graça em Pantanal, estão muito mais presentes no fio-condutor de Bicho do Mato.

    Em Bicho do Mato, não há estereótipos rurais ou urbanos. Os personagens merecem ser tratados individualmente. Cada um sobrevive sem o núcleo a que pertence. Eles também não pertencem à pior categoria de personagens da teledramaturgia: os movidos a clichês. Não há excesso de clichê na novela - e o final do capítulo de ontem, um prato cheio para a inclusão de algum clichê, prova isso. A trama tem uma originalidade e peculiaridade que nenhuma novela da Record pós-reforma do núcleo de dramaturgia tinha mostrado em seu capítulo inicial com tanta presença. Desde A Escrava Isaura, que deu o apito inicial dessa reforma, a emissora não apresentava uma início tão caprichado e promissor.

    Claro que o capítulo de ontem teria sido melhor se tivesse alguns intervalos comerciais. Quase nenhuma novela consegue manter um ritmo bom por uma hora e dez minutos seguidos. Falta fôlego em alguns momentos. Mas Bicho do Mato foi ajudado por seus bons diálogos e o capricho técnico (a cena da queda do avião foi convincente, apesar de pouco detalhada). E um casal central que, tanto separado (como foi na maior parte do capítulo) ou junto (em poucos minutos), tem química e forte presença. Atrizes como Beatriz Segall, Denise Del Vecchio e Bia Seidl prendem a atenção e ajudam, mesmo com o ritmo prejudicado - além de tirar a atenção de atores não tão bons.

    Mas foi só o capítulo de estréia. Bicho do Mato ainda precisa provar que muita coisa não é só potencial e que pode conquistar a audiência com força. Tudo indica, porém, que o público rural e interiorano, ainda tão distante das novelas da Record, vai ser conquistado. Pelo início, a impressão que se tem é a de que desse mato, muita coisa vai sair.


    Por Gustavo - 2:47 PM
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    The New Adventures of Old Christine



    A coluna sobre a série vai sair mais pra frente, daqui a algumas semanas. Mas preciso comentar The New Adventures of Old Christine, cujo episódio de estréia eu acabei de ver, na reprise das 13h00. Primeiro que Julia Louis-Dreyfus é, levando apenas o piloto em consideração, uma indicada ao Emmy desse ano com merecimento. E, por último, a série não consta entre as indicadas à Melhor Série Cômica com igual justiça.

    E você? Gostou de Old Christine?


    Por Gustavo - 1:51 PM
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    Raul Cortez

    Grande ator, o Raul Cortez. Sua morte - ontem, às 20h15, por conseqüência do câncer do pâncreas, que ele tinha desde 2004 - representa a perda de um dos maiores atores da história da televisão brasileira. Era no olhar, na expressão facial, na sutileza dos gestos, no porte altivo, era em tudo isso que estava o Raul Cortez que tanto encantou o Brasil. Mas ele era mais que apenas um ator: era um ser humano, de voz forte e encantador. Como poucas pessoas, Raul abria a boca e todo mundo parava para ouvir. Por mérito de ter uma voz tão marcante e, é claro, por merecimento dos serviços prestados à tevê brasileira.

    Meu personagem favorito de Raul não é o mais famoso de sua carreira. Aliás, nem ficou a novela inteira atuando - saiu para dar início a um mistério de assassinato. Mas Miguel Fragonard, de Água Viva, sempre ficou na minha cabeça. Na novela, Miguel nem tinha motivos para ser adorado como eu o adorei. Só que a composição de Raul Cortez, somado ao amor que os diálogos bem escritos de Gilberto Braga tinham por ele, fizeram de Raul o eterno Miguel Fragonard.


    Por Gustavo - 12:01 PM
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    As duas estréias desta quarta-feira - todas da tevê paga

  • Não é bem um programa de televisão, mas ganhou, no ano passado, vários prêmios Emmy, como filme feito para tevê. Enfim, A Vida e Morte de Peter Sellers vai ao ar na HBO, à 1h30. Da madrugada, mesmo.

  • E a Warner estréia a série The Evidence, às 21h00.


    Por Gustavo - 11:46 AM
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    Terça-feira, Julho 18


    Prova de Amor termina com audiência alta e cobrança por qualidade em baixa

    Tiago Santiago resolveu finalizar sua Prova de Amor da mesma maneira que fez com A Escrava Isaura: um casamento para mostrar a alegria de todo mundo do bem que participou da novela e teve um final feliz. Houve, porém, uma pequena e clara diferença entre os casamentos das duas novelas: em Isaura, o casamento ganhou uma boa edição e foi rápido o suficiente para o telespectador não cansar - exatamente o que não aconteceu em Prova. Na novela que terminou ontem, os maciços e tediosos minutos finais que rechearam a trama fizeram com que quem assistisse à cena bocejasse e ficasse tentado a mudar de canal. Aliás, foi um reflexo do que vinha acontecendo com a própria novela.

    Não que a trama tenha sido prolixa desde o início: é preciso reconhecer que o primeiro e o segundo mês de Prova de Amor até tiveram um ritmo bom e histórias interessantes, que prenderam a audiência e cravaram altos e merecidos índices de audiência. Mas a coisa desandou. Os personagens, que nunca foram necessariamente multifacetados, assumiram a condição unidimensional e previsível de que todas as novelas da atualidade têm fugido - nem todas, obviamente, conseguem o resultado com louvor. Mesmo com isso, a audiência permaneceu.

    Há um motivo claro para isso, e que talvez até explique tamanho êxito de uma trama fraca como a de Prova de Amor: o fato de a concorrente ter sido por um bom tempo a problemática Bang Bang. Enfrentar a novela de Mário Prata (ok: a novela que teve a sinopse escrita por Mário Prata) é quase que uma garantia de sucesso a qualquer novela. E, por mais que Cobras e Lagartos tenha estreado com Prova de Amor em andamento, nunca chegou a prejudicar a audiência, já que o telespectador tinha entregue fidelidade à trama da Record.

    Comodidade certamente atrapalhou a novela: alguns atores que começaram bem relaxaram na composição; o texto, então, nem se fala. Talvez a direção tenha sido a única a manter a constância do início ao fim, mesmo que não tivesse muito a fazer. Manter uma trama tão esticada com um bom ritmo e boa qualidade é desafio que poucos cumprem com competência - e não há dúvidas que a Record ainda não participa desse pequeno grupo. Enfrentar a Globo de igual para igual é até fácil para quem tem dinheiro. Mas fica claro que é preciso mais que verba para tal. É preciso gente boa de verdade por trás. O firmamento no mercado, infelizmente, ainda não tem como termômetro de qualidade essa presença de bons profissionais. O negócio continua sendo muito financeiro.

    A audiência do último capítulo (média de 22 e picos de 28, segundo o Ibope) de Prova de Amor deixa a coisa mais facilitada para a Record: além de ter quem mantenha as produções, ainda há muita gente assistindo. O público também tem grande participação nessa melhora da qualidade das novelas do canal. Para participar dela, basta selecionar melhor o que vê.


    Por Gustavo - 11:56 AM
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    As três estréias da terça-feira

  • Bicho do Mato, Record, 19h15.

  • Killer Instinct, Fox, 21h00.

  • The New Adventures of Old Christine, Warner, 20h00.


    Por Gustavo - 11:30 AM
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    Por que o blog parou por dois dias?

    Por "problemas técnicos"! Mas já estamos de volta ao ritmo normal - leia-se: "ritmo normal para época de viagem". Ou seja, uma, duas vezes por dia esse blog será atualizado. E vamos que vamos.


    Por Gustavo - 11:27 AM
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    Sábado, Julho 15


    Primeira semana de Páginas

    Gostando de Páginas? E o que acaba sendo o principal tema no momento: tanto papo sobre sexo e tanta nudez estão te chocando? Eu, sinceramente, acho o banho de Zé Mayer com aquela desconhecida, ontem, pior que o polêmico striptease com Ana Paula Arósio. Termina a semana e a novela teve quase nada de conteúdo apresentado.

    Daqui a pouco, quando a Globo se tocar que a novela não está com a audiência nas alturas, alguém da emissora vem à público dizer que está tudo numa boa. Que os índices estão dentro do esperado. Exatamente como foi em América. E você lembra bem o que aconteceu.


    Por Gustavo - 7:19 PM
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    Cristal atinge maturidade e a audiência evacua

    Está todo mundo anunciando: tudo vai mudar em Cristal, do SBT. A coluna Zapping, do jornal Agora, já deixou claro que Silvio Santos está voltando de viagem do exterior disposto a mudar tudo na novela. A coluna Outro Canal, do jornalista Daniel Castro, na Folha de São Paulo, declarou que a autora cubana da versão original da novela (que também tinha o nome Cristal), Delia Fiallo, está insatisfeita com a adaptação de sua obra. Ela argumenta que sua história está sendo desrespeitada. Na mesma coluna, há a informação de que Silvio Santos entrou em acordo com a emissora mexicana Televisa e decidiu que a novela passaria a seguir o texto fielmente, e que mesmo os capítulos já escritos seriam alterados. O motivo principal dessa "euforia" toda é simples: a audiência caiu, segundo o Ibope. O que a novela consegue hoje é pouco. Pouquíssimo para o que o canal almejava ao trazer o diretor Herval Rossano para organizar o núcleo de dramaturgia.

    A verdade, porém, é que quando a novela estreou, eu me perguntava como conseguia dar dez pontos de audiência. Hoje eu me pergunto como e por qual motivo Cristal dá apenas cinco pontos. O que antes era muito, hoje é pouco.

    Motivo para o meu questionamento é simples: Cristal deu um surpreendente salto de qualidade desde sua estréia. Hoje, é a melhor novela do horário, batendo Cobras e Lagartos, da Globo, e Prova de Amor, da Record - ambas com uma audiência bem maior que a novela do SBT. Tudo melhorou: o elenco, antes tão morno, hoje é competentíssimo. Ainda existem algumas peças que superinterpretam demais, e outras que abusam da timidez. Mas nenhum elenco é perfeito. Por mais que Cobras e Lagartos nos ofereça um ótimo Lázaro Ramos, Cristal tem um exército armado muito forte. Até o casal Bianca Castanho e Dado Dolabella acertou na composição - ela, em especial, deve estar numa das melhores interpretações da sua carreira.

    Esse elenco é feito de muitos nomes vindos de A Escrava Isaura, a novela que marcou o início da mudança da dramaturgia da Record - onde, por sinal, quem comandou foi o mesmo Herval Rossano. Cristal compartilha com Isaura outro nome, e que vai além de elenco e direção: Anamaria Nunes, a roteirista responsável pela adaptação da trama cubana.

    Anamaria fez aquilo que parecia impossível ao início de Cristal: tirou a cara mexicana da novela. Ficou tudo tão brasileiro, apesar da premissa melodramática demais para o nosso país. O ritmo dos diálogos é impecável. A sincera impressão que fica é que a Televisa e Delia Fiallo não estão gostando da novela justamente porque acerta ao ir além do texto-base. Tanto a Cristal cubana e O Privilégio de Amar (versão mexicana da trama) tinham a cara de seus respectivos países. Por que a Cristal brasileira não pode?

    Ainda que a trama tenha uma trilha sonora não tão condizente com a virada que elenco, texto e direção (esse último, no geral) deram, já que ninguém merece ouvir um casal moderninho se beijando ao som do funk "Ela só pensa em beijar", não há a menor dúvida de que há alguma coisa errada com o público. Justo quando a trama adquire uma cara brasileira (que não tem nada de padrão Globo de qualidade), ele evacua.

    Fica o medo de que, no próximo investimento do SBT em dramaturgia (versão de A Mentira), o México volte ao reino. E que o Brasil volte à toca.


    Por Gustavo - 6:29 PM
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    Sexta-feira, Julho 14


    Transamérica

    Felicity Huffman não foi indicada ao Emmy desse ano por Desperate Housewives. Ano passado, ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Série Cômica pela mesma série - convenhamos, com merecimento.

    A atriz, esse ano, também esteve em alta no mundo do cinema. Ela quase ganhou o Oscar de Melhor Atriz - perdeu para Reese Whiterspoon. O filme que quase a consagrou com o prêmio máximo do cinema mundial chega às salas de cinema brasileiras hoje.

    Transamérica é um filme polêmico, e que mostra a relação da personagem de Felicity com seu filho. O inusitado é que a atriz interpreta um homem travestido de mulher. Papéis assim, onde uma mulher deve interpretar um homem travestido de mulher em filmes dramáticos (não só em filmes; televisão e teatro também), são complicados, principalmente para não transformar a atuação em uma mera caricatura. E Felicity, dizem, cumpre o papel em Transamérica com louvor - o que não é nenhuma surpresa.

    Está aí uma dica para essa sexta ou para o final de semana: prestigiar Felicity Huffman em um filme que parece ser bacana. Ou, se não for, ela, por si só, já vale o ingresso.


    Por Gustavo - 2:12 PM
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    Ídolos: Vanessa eliminada

    Perdi o show de Ídolos na quarta. Apostei todas as fichas nas recapitulações do programa de quinta. Vanessa, minha querida candidata, foi a que menos apareceu. Mas, como nada está tão ruim que não possa piorar, ela foi eliminada.

    Eu podia estar chateado. Na hora, confesso que fiquei um pouco. Mas não estou. Percebi que talvez ela tenha ficado mais tempo do que era seu destino. Era para ela ter saído já há umas três semanas, no mínimo. Compor o top 4 é uma vitória. Para ela e para quem torcia para ela.

    Vanessa era uma candidata de estilo próprio, apesar de parecer ser uma colcha de retalhos de tudo o que está na moda no âmbito adolescente - Rebelde, Pitty, CPM 22, Detonautas... E ela foi crescendo aos poucos. Não aprovei quando ela passou da semifinal, tampouco gostei de sua apresentação no top 10. Mas ela me conquistou no top 9 e, por aí em diante, se tornou a minha favorita. Votei por ela semana após semana.

    Admiro demais a decisão dela de nunca levar sua filha ao programa, como um certo outro candidato fazia. Com isso, colocava no centro dos holofotes sua música, e não sua vida ou família. O estilo próprio de Vanessa, com suas jogadas de cabelo, sua voz rouquinha deliciosa, sua falta de ar (defeitos também fazem parte do estilo do candidato) e sua beleza conquistaram a mim e a muito mais gente que sequer acreditava nela.

    E para quem eu e o resto da torcida de Vanessa vamos torcer agora? Não há ninguém muito parecido com ela - e, mesmo se tivesse, não seria por isso que ganharia a minha torcida. Você pode argumentar que Leandro tem um pouco de pop em seu estilo. E tem. Mas eu prefiro o Dado Dolabella a ele - veja a abertura de Cristal e ouça músicas do Dado para ver se não são parecidos e, claro, qual é o melhor.

    Vou de Osnir agora. Outro candidato que parece uma mera cópia de Zezé di Camargo, mas que tem uma belíssima e agradável voz. E que vai contra o desejo do programa Ídolos de consagrar Leandro o campeão. Lucas, coitado, não deve passar da semana que vem.


    Por Gustavo - 1:56 PM
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    Quinta-feira, Julho 13


    Hoje, na tevê paga

  • Estréia, no GNT, Murder in Suburbia, série com mulheres detetives em Londres. É da maneira como você imaginou com essa descrição de seis palavras mesmo. Mas tem lá suas qualidades. Às 22h00.

  • Hoje tem a volta de The Shield! A série está sem a Glenn Close? Sim. Mas não é por isso que você vai deixar de vê-la, né? AXN, às 21h00.

    (Aliás, eu preciso abrir aqui um parênteses. Eu confesso que vi um episódio pela internet desta nova temporada de The Shield, e a série não é a mesma coisa sem a Glenn. Primeiro, porque a interpretação dela podia ser um pouco discreta, mas era eficiente e uma das melhores no programa. Você sente a falta dela. Como costuma acontecer, porém, o telespectador acaba acostumando.)

  • Por fim, hoje termina a primeira temporada de Sleeper Cell, no Telecine Premium, às 23h30.


    Por Gustavo - 3:40 PM
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    Ídolos

    Como foi o Ídolos ontem? Perdi tudo, e em função da viagem - o que eu já tinha adiantado no post anterior.

    Lembra de quando, no início do programa, todo mundo reclamava que o excesso de recapitulações do que tinha acontecido no show de quarta era chato? Pois bem, não sei se estou pagando o preço por fazer parte desse grupo, mas hoje a saída vai ser justamente vê-los.

    ***

    É bem provável que o que eu vou admitir agora não seja certo. Bem provável. Mas, num intervalo arranjado da minha viagem, ontem, mandei um SMS pra minha Vanessa. Essa é uma das pouquíssimas coisas em que a versão brasileira ganha da americana e da britânica de Pop Idol: para votar por SMS, não é preciso saber o número que eles passam a cada semana para cada participante. É o mesmo número, só o corpo da mensagem que muda, de acordo com o nome do participante. Mas, enfim, ela foi bem ontem?


    Por Gustavo - 3:26 PM
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    Quarta-feira, Julho 12


    Viagem

    Estou viajando hoje. Isto acarretará a diminuição de postagem do blog, mas não o abandono. Tentarei postar aqui uma, duas vezes por dia. Enfim, só achei correto justificar uma diminuição no ritmo do blog, que vai acontecer, queira eu ou não.

    Em função desta minha viagem, Ídolos não terá comentário hoje. Só a eliminação, amanhã.


    Por Gustavo - 4:42 PM
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    E acabou-se o que era doce...

    Hoje, a Sony exibe o final de suas duas séries tapa-buraco: Emily's Reasons Why Not e Tommy Lee Goes to College. O fim da primeira vai ao ar às 19h30, e o da segunda, às 19h00. Sinceramente: há o que lamentar?

    Semana que vem, o canal começa com maratonas de Will&Grace durante as quartas-feiras, das 19h00 às 22h00. Beautiful People e Charmed saem do horário nobre da Sony para os horários alternativos.


    Por Gustavo - 1:17 AM
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    Menos episódios para nova temporada de The OC

    Coincidência ou não, a temporada seguinte após a morte da mocinha Marissa, em The OC, será menor. Essa será a primeira vez que uma temporada da série terá menos que vinte episódios - e olhe que, no passado, The OC já teve três temporadas. Serão apenas dezesseis episódios.

    A Fox, emissora que transmite a série nos Estados Unidos, alega que, como a temporada do show começará dois meses depois da programação comum do canal, a necessidade de episódios seria menor. A concorrência de The OC já era brava: CSI (da CBS), a maior audiência dos Estados Unidos. Na temporada que está chegando, outra série que ocupa o ranking das cinco séries mais vistas dos EUA, Grey's Anatomy (da ABC), será concorrente. Ou seja, a coisa vai ficar feia mesmo.

    Como conseqüência do atraso da estréia de The OC nos Estados Unidos, a Warner, que transmite a série no Brasil, também terá que se atrasar. A estréia da quarta temporada do drama adolescente deve acontecer entre dezembro e janeiro de 2006/07 por aqui.

    Será que The OC está sendo perseguido pelo karma após ter matado a doce e pura Marissa? Uma temporada de dezesseis episódios traria desconfiança ao povo de My Name is Earl...


    Por Gustavo - 1:07 AM
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    O segundo dia

    E, no segundo dia com Páginas da Vida, o ano de 2001 já tem computadores de plasma de última geração (foto ao lado) e Xuxa já compôs e gravou um de seus maiores sucessos nos últimos três anos: Tchuchucão.

    ***



    Pode ser que eu tenha ficado mal-acostumado com Belíssima e o seu excesso de conteúdo, onde a novela não parava para explicar tudinho o que tinha acontecido anteriormente, mas que o segundo capítulo de Páginas da Vida gastou muito de seu tempo para inteirar o telespectador que perdeu a estréia no ambiente da trama, ficou evidente. O que é chato e repetitivo. Esse telespectador, aliás, deve ter percebido que esse Rio de Janeiro da novela de Manoel Carlos não é o mesmo das outras.

    Pelo menos, teve três coisas que importaram: mostrou que o papo fúnebre encaixa muito mais com a personagem de Glória Menezes que com o personagem de Tarcísio Meira, que Fernanda Vasconcelos tem a sorte de poder sair da novela antes do final, porque a composição de sua Nanda não está no ponto, e que alguns novos atores entraram na novela. Débora Evelyn talvez seja a principal - e, na única cena em que apareceu, já deixou claro qual é a da personagem.

    Quanto às participações de Sonia Braga e Renata Sorrah, ainda estamos a ver navios.


    Por Gustavo - 12:13 AM
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    Terça-feira, Julho 11


    Ajuda para o Emmy 2006? Pois não



    Não é tudo. Em algumas categorias, faltam candidatos. Em algumas categorias, não há candidato algum - melhor: não há a categoria. Mas, logo abaixo, eu dei uma ajudinha pra quem quer se inteirar antes do Emmy sobre muitas séries. Coloquei um episódio de cada série ou um em que o ator indicado apareça mais: tudo para você assistir, analisar e decidir qual merece mais o prêmio.

    Os episódios estão divididos em partes, que estão em seqüência. Alguns episódios têm três partes, outros têm quatro, e outros até mais que isso. Termine de ver o vídeo do primeiro "aqui" e corra para o segundo, que é o subseqüente. Enfim, se não entender, basta perguntar para tirar a dúvida. Mas está tudo bem fácil e simples.

    Tudo porque o Emmy pode ser chato e injusto, mas ainda é o Emmy.

    Melhor Série Dramática

    24 Horas

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    The West Wing

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    House

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Os Sopranos

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Grey's Anatomy

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Melhor Série Cômica

    Two and a Half Men

    Aqui, aqui e aqui.

    Curb Your Enthusiasm

    Aqui, aqui, aqui e aqui.

    Scrubs

    Aqui, aqui e aqui.

    The Office US

    Aqui, aqui e aqui.

    Ator em Série Dramática

    Denis Leary, Rescue Me

    Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Christopher Meloni, Law&Order: SVU

    Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Kiefer Sutherland, 24 Horas

    Tem tudo aqui.

    Melhor Atriz em Série Dramática

    Mariska Hargitay, Law&Order: SVU

    Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Melhor Ator em Série Cômica

    Kevin James, The King of Queens

    Aqui, aqui, aqui e aqui.

    Charlie Sheen, Two and a Half Men

    Aqui, aqui e aqui.

    Larry David, Curb Your Enthusiasm

    Aqui, aqui, aqui e
    aqui.

    Melhor Atriz em Série Cômica

    Jane Kaczmarek, Malcolm in the Middle

    Aqui, aqui e aqui.

    Lisa Kudrow, The Comeback

    Aqui, aqui, aqui e aqui.

    Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática

    Oliver Platt, Huff

    Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    Gregory Itzin, 24 Horas

    Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.


    Por Gustavo - 7:48 PM
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    A abertura

    Ainda estou digerindo a estréia de Páginas da Vida (a coluna sobre a estréia da trama está dois posts abaixo). É provável que mesmo América tenha tido uma estréia um pouquinho melhor - e tinha o Jayme Monjardim! O ritmo e a cadência da novela foram os principais problemas iniciais. Mas não os únicos. Vamos esperar esse segundo capítulo para falar um pouquinho mais.

    Mesmo a abertura de Páginas da Vida... No instrumental agradável, mas lentinho, e as imagens que lembram levemente Laços de Família, com a diferença que tem as folhas guiando as imagens. E não folhas de páginas de revistas ou livro. Não. Folhas de uma árvore.

    Deus queira que a abertura da novela não seja um prenúncio do que vem por aí. O Leblon, entre outras coisas, é conhecido por uma culinária de dar inveja aos outros bairros cariocas. Principalmente no que se trata de comida salgada, bem salgada.

    Perdeu a estréia ontem? Pois veja a abertura logo abaixo!



    Por Gustavo - 11:13 AM
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    Final de temporada, início de temporada e nova série!


    Terceira temporada de One Tree Hill chega ao fim. Mas volta com nova temporada em breve

    Sim! Essa terça-feira vai ter tudo isso: final de temporada, início de temporada e uma nova série. A tevê paga vai ficar recheada de atrações no mundo das séries. Não perca nada.

    A nova série: Criminal Minds Estréia no AXN, às 21h, essa série policial que público e crítica norte-americanos classificam como "complexa e interessantíssima".

    O final de temporada:One Tree Hill A Fox exibe o último episódio da terceira temporada desse drama adolescente às 21h.

    O início de temporada: Alias E, finalmente, o AXN consegue alcançar a seqüência de exibição da quinta temporada dessa série nos Estados Unidos. Lá já acabou a série (essa quinta temporada é a última), e aqui o telespectador ainda tem dezessete episódios para se deliciar com Jennifer Garner e Alias. Pela última vez com inéditos. Começa hoje, às 20h.


    Por Gustavo - 2:34 AM
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    Páginas da Vida estréia com os mesmos elementos das tramas de Manoel Carlos, mas falta algo

    Uma das maiores características das novelas de Manoel Carlos - se é que isso pode ser visto como característica - é que, quando elas começam, você já sabe exatamente o que vai lhe aguardar no primeiro ou segundo mês. Sucedem esse período surpresas que as revistas tentam, mas não conseguem estragar o prazer de assistir. Ao início, o autor começa com um ensaio sobre o Leblon, a vida carioca em que tudo é muito bonito e sem muita pobreza. Aos poucos, tudo vai desmoronando e cria-se um ambiente até de mal-estar, porque as consumações das desgraças da vida dos personagens acontecem todas juntas - você olha para qualquer núcleo e vê que aquilo está bagunçado, desarrumado. Depois entra o jardineiro e apara a grama.

    Páginas da Vida, nova trama do autor, que estreou nesta segunda-feira, começou desta maneira de sempre. Teve Amsterdã, um corpo estranho nas novelas do autor - e o aproveitamento dos takes de paisagem da capital holandesa não foi muito bem sucedido. Laços de Família, antepenúltima novela de Manoel Carlos (contando essa), fez uso extraordinário das paisagens do Japão. Nesse quesito, Páginas deixou a desejar. Aliás, não foi apenas nesse: ainda é muito cedo para afirmar veementemente qualquer coisa, mas ficou evidente que o capítulo de estréia de Páginas da Vida foi inferior ao das três últimas novelas de Maneco, Mulheres Apaixonadas, Laços de Família e Por Amor. Os elementos todos estavam lá, mas alguma coisa faltou.

    Talvez a cadência do capítulo não tenha sido tão boa. Em suas últimas novelas, Manoel Carlos tem trabalhado muito com Ricardo Waddington para diretor de núcleo. Dessa vez, ele foi de Jayme Monjardim na direção. O Leblon nas mãos de Jayme, inicialmente, não é o mesmo que o de Waddington. Algumas cenas tiveram quebra de ritmo muito ruim, cortes mal definidos - coisas aparentemente sutis, mas que podem, com o tempo, tirar o brilho e a identificação que o telespectador tanto preserva com o Rio de Janeiro do famoso autor. A adaptação da direção - que não é copiar Ricardo Waddington, obviamente - ainda é algo factível. Ainda.

    A nova Helena, de Regina Duarte (que já fez três personagens homônimas em novelas de Maneco), também não tem o mesmo brilho das anteriores. A história que envolve a personagem é a mesma, ela tem o apelo de ser traída com cortes de imagem diretos (tristeza de Helena/tesão de Gregório com Carmem) e conta com uma amargura que chega a ser benéfica (dizer "Mesmo infeliz, eu sou fiel", por exemplo, é um desafio, e onde Regina falhou). Mas, apesar disso tudo, ainda não chega lá. Regina Duarte tem que tomar cuidado para não perder o fio da meada da interpretação, principalmente na condução de falas maiores. Sorte de Páginas da Vida é olhar para o lado e ver que a qualidade do elenco é abundante.

    Ficou evidente logo ao início que um casal tem a famosa e cobiçada química: Thiago Lacerda ("Posso tirar uma foto sua?") e Christine Fernandes ("Só se eu tirar uma sua!"). Foi uma cena rápida, a de apresentação do casal, mas conquistadora e arrebatadora. Não se pode dizer o mesmo de Edson Celulari e Ana Paula Arósio - pode ter sido só impressão, mas a falta de química entre Celulari e Arósio parece ter sido proposital. Para a trama de Páginas da Vida, tão emocionalmente simples, há homogeneidade no elenco. Meu medo é que a novela perca um pouco disso na passagem de tempo de cinco anos, que ocorrerá em menos de um mês. Só que ainda não está na hora de comentar isso.

    O olhar do telespectador mais despercebido pode até dar a impressão que Manoel Carlos optou por um retrocesso em Páginas, mas, por trás disso, está uma ambição ainda maior: em entrevistas, o autor dá a entender que o fundo social da trama, tão característico de suas novelas, não será centralizado em um único núcleo ou grupo de personagens; a novela, como um todo, seria o painel de discussão. Veja você: o primeiro personagem a aparecer na trama, no meio do coral que cantava uma ode de amor ao Rio de Janeiro (primeira cena da novela), foi justamente uma criança com síndrome de Down, o tema da vez de Maneco... que sequer foi tocado na trama. Cuidado em não transformar merchandising social em um inquilino inconveniente da trama - sestro das novelas de Gloria Perez - precisa ser redobrado, até porque estamos falando de Jayme Monjardim.

    Enquanto a trama começa a se desenhar melhor, e a gente aguarda a passagem de tempo que nos trará Sonia Braga de volta à Globo (vai dizer que você não está ansioso!), nos resta aproveitar Amsterdã, Leblon e diálogos espontâneos. Com o tempo, Páginas da Vida vai dizer se a falta de cadência e ritmo adequado é ou não um problema crônico. No primeiro capítulo, ela prejudicou muita coisa.

    Menos a vilã Marta, que arrasa em cada cena em que contende com outros personagens. "Se esse aí precisar de médico, vai ser veterinário. Animal!". Com falas como essa, Bia Falcão vai sumir da minha cabeça rapidinho, rapidinho.

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    Olha, no início pode até parecer bonitinho e tal, mas que, nas cenas de final de capítulo de grande impacto (como a de hoje razoavelmente foi) que a novela nos apresentar, esses mini-clipes com pessoas dando depoimentos de "páginas de suas vidas" podem atrapalhar, não há dúvida.


    Por Gustavo - 1:14 AM
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    Segunda-feira, Julho 10


    "A" estréia da segunda-feira: Páginas da Vida

    Até tem a nova leva de episódios de American Dad na Fox, às 23h30, mas isso não é nada quando temos uma estréia de novela das oito!

    Manoel Carlos estréia sua Páginas da Vida, na Globo, hoje, às 21h00! Imperdível!

    A coluna da estréia da novela chega aqui no blog na madrugada dessa segunda-feira, ou então na terça-feira - isso, é claro, se não ocorrer nenhum problema de forma maior.

    Enquanto isso, veja a propaganda com o elenco na novela, que a Globo tem vinculado quase que insanamente. Logo abaixo, graças ao YouTube.



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    Aproveite e faça suas apostas! Qual você acha que será a média de audiência da estréia de Páginas da Vida?


    Por Gustavo - 2:30 PM
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    The Comeback tem Lisa Kudrow tentando se firmar com algo além de Friends

    "Uma pessoa não pode acertar num segmento de sua vida enquanto está ocupada errando em qualquer outro segmento".

    Quando os indicados ao Emmy deste ano foram anunciados, semana passada, todo mundo ficou surpreso com a presença de Lisa Kudrow entre as indicadas ao prêmio de Melhor Atriz de Série Cômica. Ninguém esperava. A surpresa foi tão grande que Kudrow, instantes após as indicações, disse, em entrevista a uma rede de televisão norte-americana, que com essa indicação, sua série The Comeback - até então cancelada - poderia voltar ao ar, que só dependia de uma decisão final da HBO. Até agora, não se teve nenhuma outra notícia a respeito do suposto retorno de The Comeback. Para o telespectador brasileiro que acompanhou a estréia da série na HBO, ontem, às 23h00, não resta dúvida de que a série deve e vai continuar cancelada.

    Lisa Kudrow, após o cancelamento de Friends, teve as mesmas oportunidades e perspectivas de futuro que todos os seus colegas - ok, quase todos, já que Jennifer Aniston tinha sua carreira no cinema encaminhada. Um deles criou uma série sobre o mesmo personagem que interpretava em Friends, outros foram para o cinema acreditando que teriam boas oportunidades, outro resolveu apostar em criações de séries e Lisa Kudrow apostou em The Comeback. Só que fez a escolha errada: após onze temporadas indiscutivelmente bem-sucedidas em Friends, sua imagem precisava se firmar, o que leva tempo. Ir direto a uma série "Kudrowcêntrica" é achar que ninguém mais lembra da Phoebe e que ela é uma estrela que o público vê como versátil. Não é.

    The Comeback tem um pouquinho de duas comédias recentes da HBO: Entourage e Curb Your Enthusiasm. Da primeira, compartilha o lado da necessidade de ampliar e firmar a fama de uma quase-estrela. Da segunda, compartilha a ambição de imprimir muita importância ao ator-protagonista: tanto Lisa Kudrow como Larry Davis estão bem longe de serem estrelas atraentes ou de conteúdo infinito. Pode até ser que no fundo eles sejam mais interessantes do que aparentam, mas precisam provar isso antes de partirem pro ataque. Curb Your Enthusiasm até deu certo com o público órfão de Seinfeld e já fiel da HBO, mas vai colocar a série em uma emissora maior pra ver o que acontece.

    A premissa de The Comeback é simples: uma atriz tenta domar duas tarefas artísticas - ser protagonista de um reality show e roubar a cena em uma sitcom recém-estreada. Valerie Cherish (Lisa Kudrow) não é uma superstar ou algo parecido, e as oportunidades que aparecem são agarradas com força de quem realmente precisa do trabalho. Talvez algum outro roteirista de maior alcance popular conseguisse colocar no papel a idéia com simpatia e humor. Na mão da equipe de The Comeback - que inclui a própria Lisa como roteirista -, tudo soa bagunçado e chato. Ser chato é a morte de uma série.

    "Sua realidade podia ser mais emocionante", diz uma personagem para Valerie em dado momento do primeiro episódio. Emocionante talvez não. Mas mais interessante seria um passo bem grande para essa série que até tenta inovar, só que pára na idéia. Isso nos remete à frase inicial do texto, de Gandhi, que, indiretamente, ilustra bem o firmamento de Lisa Kudrow como estrela através da tentativa chamada The Comeback.

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    No processo, é triste constatar que nem Lisa Kudrow, uma atriz de grande potencial, empolga. Empolgar não significa necessariamente ser exagerada, mas sim ter poder para segurar uma série, mesmo que essa seja ruim. Lisa acaba ficando tão perdida quanto a própria The Comeback. Pena.

    A morte da série acaba sendo um bem para ela, por incrível que pareça. Fica no túmulo, The Comeback!


    Por Gustavo - 2:14 PM
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    Domingo, Julho 9


    Lisa Kudrow está na estréia da HBO neste domingo

    A HBO estréia nesse domingo a série The Comeback, que traz a ex-Friends Lisa Kudrow no papel de protagonista. Após as indicações do Emmy serem anunciadas, a série - até o presente momento dada como cancelada - viu as chances de uma sobrevida anunciadas pela própria Kudrow, que contou a empolgação dos produtores com o sucesso do programa na premiação. Enquanto ninguém confirma nada, são apenas chances. Veremos se a comédia merece mais uma leva de episódios a partir de hoje, às 23h00.


    Por Gustavo - 1:37 AM
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    Sábado, Julho 8


    Belíssima foi o ápice da teledramaturgia nacional nesse início do século XXI

    Poucas vezes na história da nossa teledramaturgia uma novela teve uma narrativa tão influenciada por uma trama misteriosa como Belíssima. Existem dois casos comparáveis: A Próxima Vítima, de 1995, e O Rebu, de 1975. A primeira é do mesmo Silvio de Abreu de Belíssima. Tinha no fio-condutor uma seqüência de mortes cuja ligação era um pedaço do horóscopo chinês, deixado junto a cada corpo assassinado. A segunda foi uma novela do aclamado Bráulio Pedroso e, ainda mais que A Próxima Vítima e Belíssima, era uma novela cujo único tema era o assassinato central. A narrativa girava em torno apenas da investigação policial, dos acontecimentos na festa em que o crime ocorreu e em depoimentos de suspeitos. Foram 112 capítulos que Pedroso teve dificuldades para explorar, mas que fizeram de O Rebu uma novela peculiar e de impacto.

    Lá, não se sabia quem morria, quem matava e o motivo do crime, ao início. Em Belíssima, como qualquer trama de mistério que se preze, houve apenas a investigação sobre quem seria o arquiteto do plano para derrubar a executiva Júlia da empresa-título da novela e o motivo (que, aparentemente, é simples: dinheiro e controle da empresa. Mas Júlia matou a charada e disse que tinha muito mais por trás disso - a parte psicológica, igualmente importante). Tinha também o mistério sobre quem seria o filho de Bia - esse era, porém, um mistério sem interferência na narrativa central. As revelações (todas) foram feitas antes do último capítulo - não pela própria novela, mas pela imprensa. E o que era um segredo de Estado deixou de sê-lo em plena segunda-feira. Ficou tudo diáfano, só que antes do tempo.

    A turbulência causada pelo mistério, a busca pelo final verdadeiro, a briga do autor com a imprensa, tudo isso acabou ofuscando um fato que a gente até acaba esquecendo no meio do vendaval: Belíssima era muito mais que seus mistérios.

    Nunca foi uma novela romântica. A ausência de um grande número de casais pode ser interpretada justamente como desinteressante para o público e para o próprio autor - tudo pela necessidade de dar ao mistério o centro dos holofotes. Mas não era nada disso. Belíssima não foi romântica porque não lhe convinha. Todos os casais tiveram seu grau de movimentação e briga para não morrer. Mesmo o casal de Katina e Murat, de longe o mais consistente da novela, sofreu um balançar das hastes. Nada demais. Casal que surgiu e funcionou na novela de verdade foi Pascoal e Safira. E só. Os protagonistas Júlia e Nikos só foram funcionar em definitivo nos últimos minutos do último capítulo, para você ver.

    Também nunca foi uma novela belíssima. São Paulo dificilmente propicia belos planos de prédios e concreto, apesar da equipe de Denise Saraceni ter conseguido ainda mais que o normal. As imagens da Grécia, ao início e ao fim de Belíssima, talvez tenham sido os únicos respingos de beleza realmente encantadora que pairou na novela.

    Ora, mas que novela é essa que não é essencialmente romântica e não prima pela beleza estética? Que novela é essa que tem um fio-condutor guiado pelo mistério, mas que é muito mais que isso? Essa é a novela que se aproveitou da riqueza de relações humanas desde o início.

    Quando se tem personagens especiais e, em sua maioria, complexos, colocá-los relacionando e dialogando o tempo todo é difícil. Cada personagem de Belíssima pouco saiu de seu núcleo. Até transitava entre os que lhe convinha, mas a tendência era ficar mais em seu porto seguro. A globalização, aspecto chamativo de Belíssima e que rendeu uma coluna aqui no blog, não funcionou necessariamente como incentivador da interação dos personagens (a relação conturbada de Tosca e Dagmar, de culturas e raças completamente diferentes, foi um exemplo clássico). Funcionou no contexto. A grandeza dos personagens de Belíssima fez com que o conjunto de personagens fosse interessantíssimo e rendesse um retrato perfeito da São Paulo atual, onde cruzar uma rua significa encontrar uma realidade completamente diferente da sua. Silvio de Abreu não podia ter ambientado sua novela em outra cidade.

    Uma tragédia grega é a representação impecável da realidade que leve o espectador da encenação a ser parte da história, já pregava Aristóteles. Belíssima teve uma narrativa com sérios toques de tragédia grega. Não foi uma novela do gênero, mas serviu como cavalete para personagens como Vitória, Bia Falcão, Júlia, Nikos, Pedro, Katina e Murat pintarem uma história de veia grega inesquecível. Muitas novelas vêm repletas de personagens, núcleos e tramas, e acabam sendo tão devolutas em seu interior que terminam fracassadas. Belíssima teve um mistério rico e bem bolado (independente de como tenha terminado), poucos romances, complexidade de personalidades, retratação da globalização, inspiração leve, mas eficiente, na tragédia grega, sem o famoso período de "barriga" e um patamar de competência geral que fizeram da novela simplesmente extraordinária. Tudo isso contado com uma narrativa amarrada, mas sem grandes inovações.

    Silvio de Abreu já disse que Belíssima é sua novela mais amadurecida - não necessariamente a melhor. Segundo ele, o ápice de sua carreira como dramaturgo esteve na novela que terminou na sexta. O ápice do amadurecimento da carreira de Silvio de Abreu como novelista é também o ápice da teledramaturgia neste início de século. Sem rodeios, é fácil afirmar que Belíssima é a melhor novela dos últimos cinco anos. No mínimo.

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    O elenco de Belíssima é uma reunião de atores como há tempos não se via. Juntar atores como Fernanda Montenegro, Pedro Paulo Rangel, Glória Pires, Tony Ramos, Cláudia Abreu (que teve duas cenas brilhantes nesse último capítulo: uma com Montenegro e outra com Lima Duarte), Jussara Freire, Irene Ravache e tantos mais (uns mais experientes e/ou maduros na profissão que outros) fizeram da novela uma obra que, além de extraordinária, ainda teve o privilégio de ser encenada por atores de grandeza tão grande como esses. Hoje pode até ser que o telespectador não pense assim, mas daqui a alguns anos, Belíssima já estará imortalizada. Quem participou de Belíssima deve ter tido o mesmo sentimento de Bia Falcão em Paris, na sua última cena, enquanto tomava champagne e filosofava: "A vida tem prazeres que certamente são indispensáveis".

    Aliás, se a novela vai demorar algum tempo para ser imortalizada, é importante ressaltar que o processo não precisará acontecer com a Bia Falcão de Fernanda Montenegro. Essa, desde que colocou os pés na novela, já entrou para a história das telenovelas pela porta da frente. Semana que vem estréia Páginas da Vida e a única certeza que tenho é que ainda estarei com saudades de Bia Falcão. Ah!

    Média de audiência do último capítulo: 60 pontos, com pico de 66. Fonte: Ibope


    Por Gustavo - 2:23 AM
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    Comentando o capítulo final de Belíssima



    Muita calma nessa hora! Belíssima terminou e muita gente pode ter achado ruim o final, como sempre acontece. Principalmente aqueles que consideraram o final óbvio. Esses esqueceram das montanhas de entrevista que Silvio de Abreu deu, sempre dizendo "Ao final, o público vai se perguntar: 'Era só isso?!'". Era. Vitória era a filha de Bia e Murat. Medeiros, Yvete e Bia eram as pessoas por trás do golpe (eu já tinha publicado que era mais de uma, e que um era o homem "ordinário" e a outra era a do "eu te amo". Muitos contestaram, mas eu fui com a idéia até o fim). Importante para a trama é Bia não deixar de ser a vilã-mor. Fosse outra pessoa a culpada pelo golpe, ela talvez perdesse um pouco de sua força. Bia é, desde já, uma das maiores vilãs da história da teledramaturgia nacional (o "país de condenados" e o "bando de idiotas" já valeram a pena).

    Aliás, não só a maior vilã: Bia foi uma das maiores personagens da história da telenovela no país. Complexa de tal maneira que torna quase inviável sua participação em um produto que é vendido diariamente e que o telespectador muitas vezes nem dá o devido valor. Bia era personagem de Cinema.

    Só ela mesma para terminar com Mateus em Paris, beijando-o de forma até escandalosa, mas combinando com a personagem. Porque ela pode ter deixado de se chamar Bia. Mas ela nunca vai deixar nossos corações.

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    O final de Belíssima, porém, não foi só Bia Falcão. Teve a representação física da força do amor (Pascoal e Safira e a oficina indo abaixo), o poder do destino (Vitória, em duas cenas estupendas: a em que ela conta para Bia que é sua filha [dura, fria, quase triunfante] e a em que faz a mesma coisa com Murat [essa emocionante o suficiente para ter feito todo mundo chorar]), a incompatibilidade de dois brasileiros de raiz (Jamanta e Regina da Glória - Luzineide, saudades!), o reconhecimento da paternidade biológica (Cemil e seu "Eu tenho dois pais!"), fim de preconceitos raciais provenientes de caráter (Tosca e o pai da Dagmar! "Meu príncipe inglês...") e o amor atrapalhando a força do dinheiro (André, atingido pela bala, e que poderia ter rendido uma cena emocionante na hora de sua morte se Marcelo Antony estivesse um pouquinho mais no tom da cena. Mas deixa pra lá).

    E teve a Grécia. A novela começou e terminou ali. Todo o sentido da trama estava lá. As paisagens de tirar o fôlego, apesar de lindas, não foram capazes de ofuscar o trunfo do casal Nikos e Júlia. Quem não gostava antes teve que tirar o chapéu dessa vez. Foi a rendição do casal.



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    Gianfrancesco Guarnieri, saudades de você! Gostou da sutil homenagem?

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    A coluna do final da novela chega em breve. Esse é um post sobre o capítulo em si. A coluna vai além.

    Enquanto isso, não deixa de comentar o que você achou do final de Belíssima!


    Por Gustavo - 12:13 AM
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    Sexta-feira, Julho 7


    Globo produz versão de Skating with Celebrities

    A Rede Globo, motivada pelos altíssimos índices de audiência do quadro Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, começou a preparar e produzir uma versão do reality show Skating with Celebrities.

    Conhecido como "Dancing with the Stars do gelo" (com eliminações igualmente semanais e por votações do público), Skating with Celebrities foi transmitido pelo canal norte-americano Fox durante os meses de janeiro, fevereiro e março. O reality obteve satisfat