TAR 8: Black-out
Uma das coisas mais interessantes - se não a mais - de The Amazing Race é a parte das provas. Sempre fico me perguntando como a equipe de criação do reality tem a capacidade de, toda semana, criar novas e originais provas para testar os participantes. Procure ver os episódios das temporadas passadas para notar o quão boas essas provas eram. Depois de oito temporadas, TAR tem todo o direito de não manter a mesma linha de qualidade das tarefas. Toda. Os fãs norte-americanos da série criticaram a oitava temporada justamente por isso: as provas não eram tão boas quanto as das outras temporadas.
Eu sou obrigado a discordar deles. A prova desse segundo episódio, por exemplo, era uma questão de decisão correta e resultado justo. Tinha duas opções: dividir cada time em dois times de dois e colocar um deles dentro de uma carroça e outro fora, para puxar os de dentro por 2,5 quilômetros; ou então montar uma casa de madeira de forma perfeita, para que a rodinha de água andasse sem deixar a água cair dentro da casa ou desmontar a mesma. A primeira exigia mais da parte física; a segunda, da habilidade e da parte mental. Claro que cada equipe escolheu a que mais lhe convinha - e, na maioria, fizeram a escolha correta. O principal da prova não era a execução, e sim a decisão.
Os eliminados fizeram a escolha errada. A família Black era composta por um pai e uma mãe em ótimas condições físicas e dois filhos aparentemente leves. E eles resolveram escolher a prova da casa de madeira. Erraram. Era muito mais fácil escolher a da carroça, colocar ambos os filhos leves dentro dela - o que facilitaria o carregamento - e mandar ver com os pais andando 2,5 quilômetros. Mas não. Por não pensar na escolha e conseqüência, pagaram o preço. Os Black foram eliminados. Deu Black-out.
The Amazing Race 8, AXN, sextas, às 20h00; domingos, às 15h00 e à 01h00; segundas, às 10h00 e às 15h00.
Nesta sexta, Sony exibe dois finais de temporada
Final de According to Jim movimenta sexta-feira
A Sony vai exibir dois finais de temporada nesta sexta-feira. O primeiro deles é o da quinta temporada de According to Jim. O episódio duplo (e, portanto, de uma hora) vai ao ar às 19h00.
O outro final de temporada - no caso, é o final da última temporada - é o da premiada e adorada Frasier. Após onze temporadas, a série chega ao fim. O episódio final - também duplo - vai ao ar às 20h00.
Em função dos episódios duplos de Frasier e According to Jim, Everybody Loves Raymond e The King of Queens não serão exibidos.
Ídolos: Angel eliminado
Será uma surpresa daqui pra frente termos uma semana sem surpresa. As eliminações de Ídolos têm sido tão surpreendentes que ninguém mais vê determinado participante como intocável - eu continuo achando Leandro o favorito disparado para vencer o programa, mas hoje é mais palpável a idéia de que ele possa ser eliminado antes da final do que antes. Angel era daqueles participantes que os jurados adoravam e o público aparentemente adorava também, e o choque de sua saída mostra que o "adorar" precisa de outros recursos para ser uma verdade absoluta. Ter sido o primeiro a cantar foi um ponto negativo para ele; o arranjo não tão bom também. São os dois fatores que ocorreram nesta semana que explicam sua saída pela apresentação - que nunca, porém, é o único motivo. Eu não ficaria tão surpreso se sua saída tivesse ocorrido na semana passada, onde ele tinha ido pior que nesta. Como eu disse no início do post, não ter surpresa será uma surpresa em Ídolos. O que é bom. A eliminação de Angel é apenas parte desse processo - não fosse o programa criar pela própria edição os supostos favoritos, seria uma eliminação trivial.
A certeza de permanência e o choque da eliminação estão separados por uma linha cada vez mais tênue.
Televisionando: 1 ano
Na realidade, faz quase dois anos e meio. Mas nos arquivos do blog, consta que há exato um ano esse blog teve seu primeiro post publicado. Oficialmente, é o aniversário de um ano do Televisionando. Obrigado a todos que, nesse tempo, visitaram, comentaram ou me escreveram e-mails. E vamos rumo ao segundo ano oficial!
Ídolos: enquanto os resultados não vêm...
Enquanto os resultados não chegam nas mãos de Beto e Ligia, Ídolos preenche seu tempo com Wanessa Camargo. A gafe: ela está cantando a mesma música que Ludmilla (lembra?) cantou na fase da repescagem e que todos os jurados, sem exceção, criticaram a escolha do repertório dela. Miranda, na época, chamou a música de "danada de ruim".
Após a apresentação, inofensivamente, Ligia diz para Wanessa: "É bom não ser julgada pelo nosso júri, né?".
***
Minha aposta, ontem, foi a de que Lucas sairá. Eu mantenho. Mudo apenas o grupo dos três menos votados: a nova formação será Lucas, Vanessa e Paulo Neto. Será que eu acerto?
Huff: "Red Meat"
E então Huff teve um episódio espetacular? Não é novidade nenhuma. Aliás, o episódio pode nem ser uma maravilha que eu vou achá-lo espetacular - não é o caso desse, espetacular de verdade -, simplesmente porque a série foi cancelada e eu nunca mais vou poder tê-la na minha tevê com inéditos, após o fim da atual temporada que o A&E está transmitindo.
No episódio de hoje, adorei principalmente o título "Red Meat" (ou "Carne Vermelha"). Fiquei me perguntando o tempo inteiro que diabo de sentido ele fazia na trama - e a cena que explicou (curta, à lá Huff mesmo) foi ótima. O pai do nosso dentista Huff é um personagem realmente bacana, e todas as cenas em que ele participou foram boas - a melhor foi a com o filho deficiente mental, de uma delicadeza ímpar. Nenhuma cena, porém, bateu a oração na casa de Huff e a chegada nada discreta das velhinhas falando de coisas pouco decentes. Enfim, hilária, irônica, com o melhor de Huff.
Uma pena que as novas notícias dão conta de que a série não terá a chance de ser indicada a muitos Emmys. Pena mesmo.
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Horários da reprise do episódio "Red Meat": na madrugada desta quinta pra sexta, às 02h00; no domingo, às 21h00 e à 00h00.
Quase-revelações infestam Belíssima até o último instante
Belíssima não é necessariamente daquelas novelas que terminam com novos talentos revelados. Isso não significa que não tenha havido tentativa: muitos atores novatos foram colocados na telinha da tevê - muitos mesmo. O problema é que um talento só é considerado revelado quando ele é competente, quando trabalha direitinho - ou, pelo menos, quando prova que tem potencial. Quando ele fica devendo, é só uma promessa - e promessa dificilmente vai pra frente. Algumas até vão: o Gianecchini começou constrangedor em Laços de Família e hoje está ótimo como o Pascoal, na própria Belíssima. Mas dá para contar no dedo quem de fato inaugurou sua carreira televisiva na novela e não decepcionou: Paola Oliveira, Vitor Morosini e Bianca Comparato. Muito provavelmente, apenas as duas mulheres terão alguma outra chance.
Existem aqueles que são considerados revelações por nunca terem aparecido na Globo, como o excelente Marcelo Médici, o gago Fladson - mas esse jamais será uma revelação real de Belíssima, porque qualquer um que tenha visto A Praça é Nossa nos últimos cinco anos já tinha identificado que ele um dia seria reconhecido. Lívia Falcão, a Regina da Glória, é muito conhecida no nordeste, mas só explodiu agora - se bem que, coitada, do jeito que a coisa anda é capaz das ofertas de papéis se resumirem às empregadas domésticas. Esses são dois casos em que a revelação só é para quem conheceu por último.
Nada se compara, porém, às quase-revelações - Belíssima esbanja. Aqueles famosos atores que tinham tudo para ir pra frente, mas não foram por insegurança ou incompetência. O caso mais grave é quando a incompetência é resposta a um personagem que tem o carinho do autor, com chance de se tornar um dos destaques da novela. Silvio de Abreu, autor de Belíssima, em entrevista à Folha de São Paulo do domingo, provou que nesta sua última novela, o caso se repetiu: "Eu fiquei decepcionado apenas por não poder dar mais destaque ao núcleo japonês, que tanto tem a cara da São Paulo que eu retratava. Os dois jovens que faziam a Suzi e o Ernesto ainda são muito 'verdes', inexperientes. Não deu para ir além". Ele ainda completou dizendo que "o Ernesto era um personagem muito querido por mim desde o início, com muitas situações engraçadas na manga e com o ator selecionado com todo cuidado. Mas o ator não ia dar conta".
Mas os japoneses estão longe de serem os únicos quase-revelações. O maior exemplo será sempre Letícia Birkheuer. Ora, ela é a filha da protagonista, ex-amante do personagem mais dúbio da trama, queridinha de uma das vilãs mais famosas da história da teledramaturgia nacional e não foi pra frente. O papel de Birkheuer na trama, porém, ainda é grande: ela continua aparecendo com freqüência enorme, talvez por teimosia do autor - todo mundo já se deu conta que ela é uma decepção, menos ele.
(Eu preciso abrir esse parênteses para fazer uma comparação entre Birkheuer e Paola Oliveira. Ontem, em Belíssima, Paola protagonizou sua primeira cena como bêbada - de leve, eu sei, mas ainda assim bêbada. Você se lembra de Birkheuer bêbada? Pois bem, nem queira.)
E quando a gente achava que Belíssima não ia ter mais quase-revelações, nos engamos. A última, eu espero, é a filha de Gilberto (Marcos Palmeira), interpretada por Marcella Valente (foto do post, ao lado de Cláudia Abreu e de Palmeira). Essa é daquelas jovens atrizes que entram querendo ser a última cereja do bolo, a grande revelação da novela quando esta está com menos de um mês para acabar. A personagem, Cris, é muito boa, tem um conflito interessante, anda no meio de grandes atores e mesmo assim a atriz fica devendo. O exagero de interpretação de Marcella dá a sensação de que ela é uma atriz de peça de faculdade - e olhe lá, porque, com justeza, existem casos melhores.
Talvez por fazer aula de teatro há alguns anos - e conhecendo casos de atores que fracassaram e outros que se deram bem nacionalmente e muito bem regionalmente -, eu já sei que o ator tem poucas chances na vida, e quer aproveitar cada uma como se fosse a última. É como aquela parte do Big Brother em que o participante se dirige ao confessionário para defender sua permanência. A melhor idéia é sempre aproveitar as chances como se fossem apenas mais uma, na naturalidade, sem querer enganar ninguém - e quem vence, na maioria dos casos, vai sempre por esse caminho.
Ora, ser a última cereja do bolo não faz o ator ser o mais desejado, e sim o último escolhido - ou o que nem saiu da bandeja.
Ídolos: comentando o top 6!
Tema da semana: "Músicas mais tocadas na Jovem Pan FM"
Participantes: Angel, Vanessa, Leandro, Lucas, Osnir e Paulo Neto.
Nome : Angel (4002-8911 ou SMS com ANGEL para 72852)
Música : "Pescador de Ilusões"
Arnaldo : Você tem personalidade e hoje foi muito bem.
Cyz : Você cantou com muita garra. Massa.
Thomas : Essa é uma música difícil, mas você mandou bem.
Miranda: Fico feliz por tu estar achando seu caminho.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Um dos piores arranjos até agora. Angel é afinado e tudo, mas funcionaria melhor se ele cantasse apenas a melodia, sem exageros - o que, infelizmente, aconteceu.
Nome : Osnir (4002-8912 ou SMS com OSNIR para 72852)
Música : Me Namora
Arnaldo : Foi a maior ousadia do programa até agora. Nota 10.
Cyz : Você ainda é o mais bem preparado de todos, apesar da escolha da música.
Thomas : O pessoa de casa vai ter trabalho pra votar!
Miranda: Deus me livre dessa música. Pelo menos você achou o caminho popular para cantá-la.
Minha nota: 6.5/10
Meu comentário : Credo. Osnir não é pagodeiro e se portou como tal. A voz foi frágil demais, e o agudo foi usado em demasia. A pior dele até agora. Também, quem mandou transformar reggae em forró!
Nome : Lucas (4002-8913 ou SMS com LUCAS para 72852)
Música : "Vamos Fugir"
Arnaldo : Você evoluiu muito. Chegou no topo. O que vier é lucro.
Cyz : Sua voz está cada vez mais radiofônica.
Thomas : Você foi um dos mais cobrados e não decepcionou.
Miranda: Tu mandou bem, mas deveu em emoção.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Ah, que surpresa - Skank! Lucas cada vez mais parece aquele rapaz que mora na sua rua e que inferniza a vizinhança com a barulheira de sua banda. Mais uma vez, ele mostra que, como (a maioria d') esses cantores de banda de garagem, não tem nada demais.
Nome : Paulo Neto (4002-8914 ou SMS com PAULO para 72852)
Música : "Ai, ai, ai"
Arnaldo : Deu pra ti nesse programa.
Cyz : Achei morna, mas descobri que você tem um grave bonito.
Thomas : Não foi das suas melhores apresentações.
Miranda: Quem gosta do Paulo Neto tem que votar muito por ele, porque do jeito que ele foi ruim hoje, tem que sair.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Essa não é uma música para ser cantada em shows. Quem já viu Vanessa da Mata ao vivo sabe disso. Paulo Neto até que cantou direitinho, mas não empolgou. E antes que eu me esqueça: pedir voto pra surdo é covardia, não é seu Paulo Neto?
Nome : Vanessa (4002-8915 ou SMS com VANESSA para 72852)
Música : "O dia que não terminou"
Arnaldo : A sua melhor apresentação até hoje.
Cyz : Melhor cantar isso que "Um Minuto para o fim do mundo".
Thomas : Você é muito bonita, funciona no vídeo e agora é uma grande candidata.
Miranda: Você pegou uma música difícil e não muito boa e a transformou em algo bom.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Desafinou? Sim. Mas foi bem. E, diante do que nós temos hoje, está muito bom o que ela apresentou. A escolha da música também foi a ideal.
Nome : Leandro (4002-8916 ou SMS com LEANDRO para 72852)
Música : "Do Seu Lado"
Arnaldo : O Brasil te adotou antes do fim da competição.
Cyz : O Leandro que a gente conhece voltou hoje.
Thomas : O programa precisa de você.
Miranda: Hoje tu mandou bem.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Nada de novo para a música. Leandro pode ser até carismático no palco, mas, vocalmente, é limitado.
Após a análise de apresentação por apresentação, vamos ao que interessa: os resultados.
Meu favorito da noite: Vanessa.
Meu pior da noite: Osnir.
Quem deveria sair: Novamente, não foi o pior da noite, mas o mais irregular até aqui. Quem deve sair é o Lucas.
Agora, vamos às previsões:
Os três menos votados: Vanessa, Osnir e Lucas.
Quem sai: Lucas.
Agora, deixe seus comentários!
PS: Parece que alguém do SBT leu nossa reclamação aqui no blog e finalmente corrigiu o letreiro. Agora, ele está devagar e legível. Não é mais um flash na nossa tevê.
O perigosíssimo tema dessa semana, em Ídolos
Hoje tem Ídolos. Você sabe, eu sei. Junto com Ídolos, vem aquele "tema da semana" que, cá entre nós, nunca fica à altura do programa. O dessa semana é "Mais tocadas na Jovem Pan FM". Os candidatos do reality cantarão músicas que foram mais tocadas na emissora FM nos últimos dois anos.
O que me preocupa é que metade da programação da Jovem Pan é internacional, e os candidatos não podem cantar músicas internacionais - não sou eu quem está falando, é o Arnaldo que já falou. A outra metade, nacional, se resume a um punhado de bandas que não saem da mídia e que não deixam mais nenhuma ter espaço. Vai ser um perigo. Nos Estados Unidos, o tema correspondente é o "músicas das paradas da Billboard".
Meu medo é que Vanessa escolha Pitty e que o público atire pedras em seu teto de vidro. Pensando bem no que eu já ouvi de bacana na Jovem Pan, uma boa opção pra ela seria "Epitáfio", dos Titãs. Essa, muito provavelmente, alguém vai cantar.
***
Eu estou intrigado com a situação do Osnir essa semana. Na Jovem Pan, eu não sei se você sabe, não toca nada de sertanejo. Nem parecido. Antes de ver o show, eu arrisco que ele é o que mais corre perigo. Pena.
Update: Segundo um comentário deixado nesse post, Vanessa vai cantar uma música da banda Detonautas. Previsível. Aliás, não só - perigoso também.
Na reta final, surge casal inusitado em Belíssima
Até o final de Belíssima, que já é na semana que vem, tudo tem que se resolver. O destino de todos os personagens tem que tomar um rumo - por mais estranho que ele seja. Na lista da categoria "estranho", lá na frente está um casal muito inusitado. Mas que, pensando que estamos falando de Belíssima, faz sentido. Na última semana, vocês vão ver essas duas juntinhas, como o primeiro casal lésbico da novela de Silvio de Abreu. Qual é o casal? Essas duas aí de baixo!
Rebeca (Carolina Ferraz) e Karen (Mônica Torres) vão perceber que foram feitas uma para a outra após Pascoal (Reynaldo Gianechinni) também falhar com a primeira na "hora H", da mesma forma como aconteceu com Alberto (Alexandre Borges).
Fala a verdade: você não tinha pensado nessa idéia! Quando eu fiquei sabendo, não acreditei. Sério.
Hoje não tem final de temporada de nada?
Você precisa descansar. Eu também. Esse negócio de ter final de temporada toda hora não dá! Para você ter uma idéia, o final de temporada de CSI está reservado para o meu final de semana, porque ontem não deu. Hoje, portanto, é um dia de descanso, sem nenhum final de temporada, certo?
Errado. Mas isso não muda muito, porque a série que vai terminar pouca gente conhece: Strong Medicine. Lá nos Estados Unidos, o canal não é muito grato: Lifetime. A audiência é boa... para os padrões do canal. O canal aqui também não é dos melhores: A&E. Ok, tem Huff - e pouca coisa além disso. Só que Strong Medicine merecia ser descoberto por você, nem que fosse no último episódio da série inteira - ou seja, é mais que um final de temporada.
Após seis temporadas, a série encerra sua trajetória sem fugir do que sempre foi: uma série médica, passada em hospital e com a narrativa guiada pela ambientação. Strong Medicine é muito melhor que muita série médica por aí: seus melhores episódios têm poder suficiente para se igualar às grandes do gênero (sim, essa, essa e essa que você pensou). Não custa nada reservar uma hora para Strong Medicine, das 23h00 à 00h00.
***
Se você assistir a Strong Medicine e gostar, o DVD da primeira temporada está à venda no Submarino. Para comprar ou dar uma checada no produto, é só clicar aqui.
"Inesquecível, é o que você é..."
Inesquecível, é o que você é
Inesquecível, seja perto ou longe
Como uma canção de amor que se liga a mim
Como pensar em você me faz sentir coisas!
Nunca, antes, alguém foi tanto para mim
Um dos grandes méritos de Will&Grace durante suas oito temporadas foi o fato da série sempre ter algo novo a oferecer. Descobrir novas qualidades, em qualquer área que seja, é maravilhoso. E é exatamente isto que sempre me encantou na criação de David Kohan e Max Mutchnick. Até seu último episódio, foi possível descobrir coisas novas em Will&Grace. Ao ver Sean Hayes e Megan Mullally cantando o clássico "Unforgettable", foi possível ver que os dois, além de ótimos atores, eram bons cantores.
Mas isso não é nada se olharmos para trás e vermos ótima comédia espalhada por oito inesquecíveis temporadas de Will&Grace.
As primeiras temporadas não foram maravilhosas. Especificamente as duas primeiras se comportaram como bebês que ainda não andam, mas que sabem que quando andarem poderão fazer coisas maravilhosas. Isso não quer dizer que foram ruins. Como Seinfeld, terminou melhor do que começou. Aliás, Will&Grace e Seinfeld tem mais em comum do que apenas isso: ambas começaram com premissa e personagens longe de serem os melhores do mundo. E terminaram como séries históricas.
Will&Grace tinha em sua premissa a reunião e formação de quatro amigos peculiares. Will, Jack, Grace e Karen tinham, cada um a seu modo, um comportamento que após duas temporadas resultou em situações maravilhosas, dignas de umas das melhores da história das sitcoms. Os roteiristas, com o tempo, foram tendo maior conforto para trabalhar com os quatro personagens e com o ambiente gay/homossexual que sempre rondou a série, mesmo que esse tema nunca tenha sido a coisa principal de nenhuma temporada.
Sean Hayes e Erin McCormack, em especial, foram dois atores que compuseram gays extremamente diferentes - o que foi crucial para que a abordagem não fracassasse. O Jack (o "Parece até que nós somos coadjuvantes do seriado Will&Grace" no último episódio foi hilário!), de Hayes, era a caricatura óbvia - mas não por isso ruim -, até mesmo irreal, do gay que a sociedade imagina. O Will, de McCormack, era um gay humano: por muitas vezes, se os diálogos não entregassem, poderia passar despercebido como heterossexual. É claro que, por estar mais focado na comédia, Jack tornou-se o queridinho do público. Mas Will sempre foi mais interessante como perfil psicológico do que o colega. O mesmo se aplica às mulheres de Will&Grace: Karen e Grace eram retratos do sexo feminino que funcionavam talvez ainda melhor que os "homens" da série. A caricata Karen, porém, deu ainda mais certo que a humanizada Grace.
Isso entrega outra coisa a série descobriu lá pelo fim da segunda temporada: tudo funciona e é aceito com maior facilidade se tiver humor no meio. Não dá para tratar homossexualidade ou relacionamento gay/mulher com seriedade - o que, obviamente, nunca foi o objetivo dessa série de comédia. Will&Grace engrenou porque o texto descobriu sua mina de ouro: nada podia (ou devia) ser sério em uma série que já tem empecilhos sérios para conquistar audiência - no início, alguns gays tinham dificuldade em aceitar que os outros rissem de suas respectivas opções.
E, quando Will&Grace engrenou, você já sabe o que aconteceu: vieram muitos Emmys, a audiência cresceu, a aceitação do público aumentou e a paixão até mesmo da crítica fez com que muita coisa passasse em branco.
Desconsideremos que o episódio final não esteve à altura da história da série e vemos o óbvio: Will&Grace é inesquecível. Por isso, nada mais acertado que uma das cenas finais tenha sido com os (justamente) queridinhos Karen e Jack cantando uma música com seu título exprimindo o melhor adjetivo para a série.
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A cena citada no parágrafo acima você vê logo abaixo, graças ao YouTube:
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Veja a reprise do episódio final de Will&Grace nos horários a seguir: nesta terça (23h00), no domingo (12h00/15h00) e na segunda (06h00).
Veronica Mars termina segunda temporada com desafios para a próxima
Houve uma óbvia evolução da primeira para a segunda temporada de Veronica Mars: por mais que a primeira tivesse um ritmo um pouquinho melhor, essa aqui foi mais inteligente e com uma trama superior. Os atores também estiveram melhores. Até mesmo o mistério, que sempre é o mote principal da série, evoluiu. Na primeira temporada, era a dúvida sobre quem seria o assassino da amiga de Veronica. Nesta segunda, os questionamentos eram sobre quem explodiu o ônibus e o porquê dessa pessoa ter feito isto. Nas duas temporadas, as respostas não foram óbvias - apesar de indiscutivelmente possíveis de descobrir. O problema talvez tenha sido a forma como as respostas foram reveladas: os últimos episódios das duas temporadas até agora, pela necessidade da descoberta dos culpados e seus respectivos motivos, soaram apressados, parecidos e não muito reais - Veronica sempre descobre tudo na última hora, olhando pequenos detalhes, ficando até difícil de acreditar.
Mas não são dois últimos episódios ruins que vão apagar o fato de Veronica Mars ser uma série extremamente competente naquilo que se propõe a fazer: é um retrato perfeito do cotidiano do adolescente norte-americano e vicia o telespectador. Visitando fóruns dos fãs norte-americanos da série, não é raro ver que eles comentam o quanto a série funciona como espelho deles próprios ou dos seus amigos.
Uma hora, porém, Veronica Mars vai ter que subir um degrau mais importante da sua escalada como série, e que costuma ser o fator determinante para saber se a série se fixa de uma vez ou vai tremer na base: o momento em que a narrativa se aprofunda nos personagens. Até agora, a série fica apenas na sua trama e nos seus mistérios - e, até agora, estava indo muito bem nessa área. Mas uma hora os personagens vão ter que assumir o comando: Veronica, por exemplo, vai ter que deixar de ser apenas a detetive e ser uma pessoa normal (ou não); seu (aparentemente novamente) namorado Logan também vai ter que deixar de ser apenas isso. Essa não é uma tarefa fácil - e justamente por isso Veronica Mars só vai pra frente se for competente o suficiente para seguir com esse novo desafio.
A cena final, com Veronica sozinha, num aeroporto, de malas na mão, é um perfeito retrato da situação atual: ela tem que ir para algum lugar. A terceira temporada vai nos mostrar qual foi o escolhido.
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Se Kristen Bell não for indicada ao Emmy de Melhor Atriz Dramática, é porque o pessoal da premiação anda de ponta-cabeça. A menina provou durante a segunda temporada inteirinha ter feito uma composição ainda melhor de Veronica Mars e, com isso, ser um dos novos talentos da tevê americana.
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Veja pela TNT a reprise do episódio final, no domingo, às 18h00.
Destaques desta terça-feira
Final de Will&Grace movimenta terça-feira
Essa terça-feira corre o risco de ser um dos melhores dias do ano na tevê até agora. E eu estou falando sério. Se você duvida, presta atenção no que vai passar hoje!
Se esta terça-feira será ou não um dos melhores dias do ano, irá depender exclusivamente de como as atrações do dia irão se comportar. Se der tudo certo, pode ter certeza que este será um dia inesquecível para todos nós - e, por isso mesmo, esse é desde já um dia inteiramente imperdível. Depois a gente comenta!
Ghost Whisperer encerra temporada com um de seus melhores episódios
É apenas o início dos finais de temporada da Sony, e talvez eu ainda não esteja com o coração necessariamente enfraquecido e pronto para adorar tudo. Mas a primeira série a fechar as portas, Ghost Whisperer, fez o trabalho direitinho. A gente sempre espera que o último seja um dos melhores episódios da temporada - e, por mais que no caso da série em questão isso não seja muita coisa, é o que aconteceu.
O último episódio ("The One"), na realidade, foi a continuidade do caso que já tinha sido apresentado no penúltimo - como se não bastasse, vai continuar no primeiro da próxima temporada. Até que era um caso interessante: Melinda (Jennifer Love Hewitt) sente que um avião vai cair e ele cai. Depois, tem que ajudar os passageiros a atravessar a "luz", com o empecilho de um senhor de chapéu que a gente não sabe quem é, mas que o visual entrega que é do mal. Claro que não é só isso: tem o drama das famílias e o cara do FBI que fica questionando Melinda, além de outras coisas, mas o que importa é a idéia principal. Se fosse o meio de temporada, renderia um único (e comum) episódio. Mas como não o é, a necessidade de prolongar drama rende mais de um.
Ghost Whisperer encerra a temporada sendo competente no próprio objetivo: falar de espiritismo sem muita teoria, mas com muita emoção. Todos os casos de espíritos que precisam resolver algo no plano terrestre para seguir com paz até a luz são anímicos, e tocam no fundo do telespectador, funcionando direitinho. Falta o texto fugir do lugar-comum nas histórias, inovar na condução da narrativa, a Jennifer Love Hewitt precisa aprender a chorar com verossimilhança, a fotografia precisa perder um pouco de sombras e algumas outras coisas. Mas o ritmo da série é bom o suficiente para agradar o nicho-alvo de telespectadores - o que, hoje em dia, é o necessário.
Que na próxima temporada Ghost Whisperer ache um pouquinho mais da luz.
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Veja a reprise do episódio final de Ghost Whisperer ainda nesta segunda, às 23h00, ou no sábado, às 16h00 e 04h00, na Sony.
Pânico assume posição em que ser prejudicado por excesso de merchandising é algo inadmissível
Um dos costumes mais interessantes do Pânico na TV é a capacidade de tirar sarro de absolutamente tudo que você imaginar, inclusive daquilo que é prejudicial para o próprio programa. Dia desses, assistindo ao humorístico, vi que eles estavam sendo irônicos com o costume do programa de fazer merchandising toda hora. A cena mostrava o chefe da turma, Emílio Surita, ao lado de um apresentador de câmera fotográfica. De repente, Emílio discutia uma informação que o apresentador passava e este, irritado, ia embora do programa, deixando Emílio sem ter o que falar e entrando na hora um intervalo comercial, quase que por improviso. Qualquer telespectador desavisado talvez até acreditasse que a cena fosse real - mas quem vê o programa há um bom tempo já tinha percebido que era apenas ironia.
Talvez fosse o caso do Pânico considerar o que todo mundo comenta, e que eles recebem fazendo brincadeira: o excesso de merchandising anda realmente prejudicando o programa. O horário do humorístico é das 20h00 às 22h00. Na primeira hora, se tivermos dez minutos de conteúdo, é muito. Dali, nada se aproveita. Na segunda hora, a necessidade de incluir tudo no tempo necessário faz com que o programa fique desnecessariamente apressado. O telespectador que vê a primeira hora é tratado como bobo.
Não há dúvida alguma de que todos os quadros do programa são no mínimo interessantes. Uns podem ser melhores que outros, mas nada é tão ruim a ponto de não merecer ficar no ar. As reportagens com o intuito de tirar sarro de alguma coisa do momento, sem participação efetiva dos membros (a política tem sido muito usada, mas o tema da última edição foi a condição física de Ronaldo Fenômeno), variam do engraçado ao genial, sempre com sacadas inteligentes. As estrelas do programa, porém, ainda são a dupla Vesgo e Silvio, agora na Alemanha, reforçando a idéia que humor não precisa obrigatoriamente ser feito por humorista - aquele rapaz Rodrigo Scarpa, o Vesgo, funciona muito bem na tela, mesmo sem formação alguma.
Ainda há um outro recurso muito bom, que o Pânico tem sabido tirar proveito: a suposta (e cada vez com mais cara de forjada, mas...) demissão de Sabrina tem rendido matérias onde ela se encontra como uma pessoa sem ter para onde ir. Sabrina já apareceu chorando copiosamente, atuando como cantora de funk, e agora foi à Copa - e, novamente numa reportagem armada, se perdeu na República Tcheca, onde aprontou como torcedora brasileira. Funcionou que é uma beleza. Aliás, funciona ainda melhor com a (acertada) idéia de dar um tratamento de imagem quase amador às filmagens.
Após Bussunda falecer, há menos de uma quinzena, uma idéia de que o Casseta perdeu muito e que o Pânico assumiu a responsabilidade definitiva de ser o principal representante do humor satírico atual veio à tona e colocou em xeque o potencial do programa. Não há dúvida alguma de que, com um pouco mais de quadros próprios, e não apenas que abordem a atualidade, o Pânico pode cumprir a missão com muita eficiência. Apesar do Casseta&Planeta não ter morrido, o Pânico é hoje o programa mais robusto no que não diz respeito à humor misturado com dramaturgia, e o referencial mais poderoso para uma geração que valoriza muito o ato de enxergar o que está em destaque nacional (ou internacional) por uma ótica sarcástica.
O que não pode acontecer é o Pânico continuar com esse excesso prejudicial de merchandising que resulta em uma média de audiência que dá a impressão de que o programa é tudo aquilo que não deveria ser: morno. Humor tem que causar reações extremas; se fica no meio termo, é porque algo anda errado.
Pânico na TV, Rede TV, domingos, 20h00.
Atrações imperdíveis do domingo
Vesgo e Silvio aprontam na Alemanha. Será que o Pânico faz melhor que o Casseta? Veja na Rede TV, às 20h00.
Earl apronta novamente no episódio "Oh Karma, Where Art Thou?". Segundo os fãs, é um dos melhores episódios da temporada. No FX, às 21h00.
Uma dica para a segunda temporada de Supernanny
Uma mudança já foi declarada e noticiada aqui no blog: o visual de Cris Poli vai deixar de ser tão sério na segunda temporada (ainda sem data de estréia). É, de certa forma, algo louvável - a versão norte-americana e a britânica preservaram esse visual por um tempão. Mas eu tenho uma outra sugestão de mudança: que tal parar com os letreiros que indicam o que está acontecendo no momento? "Supernanny dá um tempo", "Supernanny volta", "Conversa com os pais", "Disciplinando os filhos", enfim, tudo isso dá uma sensação de que em todos os episódios é tudo igual - quando, na realidade, não é nada disso. Supernanny é um programa muito mais competente e maior que essa fórmula que a edição impõe.
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O episódio final deixou claro que a "Supernanny" Cris Poli sabe dosar muito bem o lado emocional do profissional. Quando ela está dando as dicas de disciplina familiar e a situação é de uma emoção ímpar, ela não chora porque sabe que pode atrapalhar o processo. Mas ela não é fria - quando assistia aos depoimentos das pessoas que já participaram do reality agradecendo pela ajuda, ela chorou. Chorou porque é humana e por satisfação do trabalho bem-feito.
E ao dizer que estava "sem palavras", muita gente em casa deve ter chorado. Se é que esses não tinham chorado antes.
Silvio de Abreu revela os personagens com 32 anos
Quando Silvio de Abreu divulgou que o filho de Bia Falcão e Murat em Belíssima tinha 32 anos, os fãs da novela ficaram em polvorosa. Eis que agora, para aumentar ainda mais o alvoroço, o autor da novela divulga quais são os personagens com essa idade na novela. Silvio fez isso em entrevista à Folha de São Paulo.
Os personagens de 32 anos em Belíssima são: FLADSON, VALDETE, VITÓRIA, PEDRO, REBECA, PASCOAL E NARCISO.
E agora? Seu suspeito não está aí? O meu, Pascoal, está!
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Na mesma entrevista, Silvio disse que:
Supernanny encerra primeira temporada
Termina neste domingo, no SBT, a primeira temporada do reality show Supernanny. A pedagoga Cris Poli vai mais uma vez tentar ajudar uma família que vê nos filhos o problema do andamento da rotina. Às 15h50.
Supernanny termina sem previsão de retorno para a segunda temporada, mas com a certeza de que ele acontecerá. Bons índices de audiência - e, cá entre nós, muita qualidade - garantiram isso com facilidade.
A novidade para o futuro do programa é uma mudança no visual da Cris Poli. Ela vai deixar de parecer tão séria. Vejam vocês: Supernanny já está preocupado com a necessidade de inovar. Isso é bom.
"Cemil, eu sou seu pai!"
Como eu fui perder o momento em que Nikos revela a Cemil que ele é seu pai! Ainda bem que a Globo é uma emissora moderna e disponibilizou no mesmo dia o vídeo da revelação no seu portal. Eu vi e achei a cena bem bacana, apesar da reação um tanto quanto exagerada por parte do Nikos e a presença desnecessária da Katina no momento.
Mas isso não importa quando a gente vê o quão bom foi Leopoldo Pacheco na cena. Desde A Escrava Isaura eu apostava nele. Hoje, vendo a cena, não me arrependo.
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Ainda sobre Belíssima: apontaram na internet duas hipóteses muito interessantes sobre quem estaria por trás das ligações misteriosas do André. A primeira é Ester. Confesso que achei muito boa a aposta. A mãe do Fred é uma das poucas personagens estereotipadas da novela - e talvez por isso a possibilidade de ser a chefe do plano da novela seja considerável. Parece improvável, mas vai saber.
A outra hipótese seria Karen, da agência da Rebeca. Eu confesso que uma vez até cogitei mentalmente o nome dela, mas depois esqueci. O perfil que eu tracei sobre quem fala no telefone com o André não aceita pessoas que são demitidas e aceitam voltar ao emprego como secretárias de baixo escalão, como ela. A não ser que esse emprego faça parte do plano. E que a chefe desse emprego seja a filha da Bia Falcão! Faz sentido, mas novamente é improvável.
Nãããão! Huff é cancelada
Ninguém vai compreender meu momento de tristeza, porque muita pouca gente conhece ou é fã da preciosidade chamada Huff. Quando foi divulgado o cancelamento da série, eu fiquei em choque. Qualquer série podia ser cancelada, menos Huff. O programa do canal americano Showtime é simplesmente incrível. O público o subestimou, porém. Não sei quanto tempo vai demorar até eu me conformar com a idéia de que, após duas temporadas, eu perdi Huff.
O A&E está transmitindo a segunda (e, infelizmente, última) temporada da série, com episódios inéditos em todas as terças-feiras, às 21h00. Assista enquanto há tempo.
TAR 8 prova que inovar é bom, mas não é sucesso garantido
No início do ano, circulavam pela internet boatos de que uma emissora da rede aberta brasileira estaria planejando sua versão do reality show The Amazing Race, supostamente traduzida para Corrida Milionária. A Folha de Pernambuco chegou a confirmar a informação. Segundo o jornal, o prêmio seria de um milhão de reais - elevado para os padrões nacionais. Depois desses boatos, mais ninguém tocou na idéia de TAR vir para o Brasil - e com certa razão. Esse é provavelmente o reality show mais caro já feito na tevê mundial. O custo de produção que envolve o excesso de viagens, transporte de equipamentos e todo o resto resulta em uma enorme quantia. Fica caro mesmo se o reality tiver localizações apenas no Brasil (o que os boatos de Corrida Milionária davam conta) ou em um só continente - como é o caso do TAR 8, que o AXN estreou nesta sexta-feira.
Das nove edições de TAR (uma ainda inédita no Brasil), sete foram internacionais. Em um episódio, os participantes podiam estar em Pequim e em São Paulo. É uma dinâmica interessantíssima e que propicia ao telespectador conhecer as cidades com uma ótica mais real, sem a superficialidade dos cartões-postais. Mesmo que a oitava edição de TAR, a única gravada exclusivamente em solo norte-americano, não disponha dessa gama de locações, o simples fato de tornar possível ver Nova York de uma forma mais palpável que simples planos aéreos da Estátua da Liberdade e do Central Park, como no episódio inicial, já fazem valer a pena.
Aliás, a oitava edição de The Amazing Race mostra que a série, após sete edições de sucesso, resolveu se preocupar em um processo de renovação da fórmula para beneficio do próprio programa e do entretenimento da audiência. O que antes era uma disputa de duplas se torna uma disputa de quartetos com ligações familiares. O beneficio de TAR com isso é inestimável: a tensão entre parentes é muito mais interessante e rica em argumentos que entre amigos. Não se trata mais de apenas uma corrida/gincana ao redor do mundo em busca de um milhão de dólares; agora, os participantes vão ter que se acertar no âmbito familiar enquanto buscam um ganho coletivo.
American Idol já terminou sua quinta edição e tem mais cinco programadas - uma hora, mudanças vão ter que acontecer. O mesmo vale para The Apprentice, Dancing With the Stars e o inédito no Brasil So You Think You Can Dance. Survivor, um dos primeiros e mais bem sucedidos realities da história buscou mudanças minuciosas para sua fórmula não engessar - e deu certo. Mudar é um risco, mas uma hora é preciso.
A parte de The Amazing Race já foi feita. E é a prova de que nem toda mudança funciona: a maioria dos fãs da série acredita que essa oitava é uma das piores temporadas de todas. A nona temporada, que acabou há pouco tempo nos Estados Unidos, já tinha voltado à fórmula original. E voltou a agradar a todos.
Pelo menos, houve tentativa.
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TAR 8 é responsável por uma das participantes mais adoráveis que já passaram por um reality show: Carissa, a menininha da foto e da família Gaghan. Se alguém consegue ser simpática dizendo "eu engano quem me engana" e "eu sou criança, mas não estúpida", é porque é muito fofa mesmo. E ela definitivamente é.
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TAR 8, AXN, sextas, 20h00.
Frasier mais longo
Frasier, hoje, vai ao ar meia hora mais cedo. Semana que vem a série termina, e o episódio vai ser mais longo em função disso. Portanto, The King of Queens perde a vez essa semana e cede o horário das 20h00 para Frasier. Daqui a sete dias, a série termina após onze temporadas e vai ser difícil não se emocionar. Nossas sextas não serão mais as mesmas sem o doutor da foto do post.
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Após Frasier, às 21h00, Whoopi Goldberg vai fazer uma aparição em Law and Order: C.I.. Imperdível.
Estréia America's Got Talent, de Simon Cowell, nos EUA
Na última quarta-feira, a NBC estreou nos Estados Unidos o America's Got Talent, cujo produtor e criador é simplesmente... Simon Cowell. Por mais que ele não seja um jurado do reality show, o programa tem claramente a sua alma. Basta ver algum teaser ou trechos do programa.
Cowell pode ter tido a idéia mais abrangente que um reality show já teve: é uma busca por talento em qualquer área que seja. Se você tem talento no que quer que seja, vá lá, mostre o que sabe fazer, seja julgado e concorra ao prêmio de um milhão de dólares. Simples assim. É uma espécie de Se Vira nos 30, do Domingão do Faustão, só que a sua aparição pode durar mais ou menos que meros trinta segundos.
(É preciso abrir um parênteses para deixar claro que a idéia do programa não é a mais criativa possível. Não é porque se trata de Simon Cowell que a gente vai gostar de olhos fechados. Nada disso. A verdade, porém, é que o show de calouros é tão batido que o que acaba importando é o que está ao redor dele: os jurados, o poder do público e toda aquela coisa. Tem, por exemplo, o Regis Philbin, que fez o Show do Milhão americano e que arrasa aqui. Isso não esconde a verdade: os criadores de realities estão precisando desesperadamente de novas e boas idéias. Got Talent é a idéia óbvia que ninguém nunca tinha levado além)
O que mais me chamou a atenção no programa, porém, é o fato do David Hasselhoff (o cara do Baywatch!) ser um dos jurados. Grande parte dos EUA ama todo e qualquer trabalho que ele faz (e são muitos) e deve ser difícil para esse público e mesmo para ele aparecer criticando as pessoas sem dó nem piedade. Ele é, a princípio, o mais duro dos jurados. Como será recebido? Ah, isso vai demorar um pouco pra gente descobrir. Mas, acompanhando os fóruns americanos, parece que todo mundo gostou.
Veja um pedacinho de como é o show que Simon Cowell descreve como "a busca pela pessoa mais talentosa dos Estados Unidos". E veja quem se candidata a esse posto!
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A audiência do programa de estréia foi muito boa. Há dois meses a NBC não marcava índices assim. Foi o programa vai visto pelo público adulto de 18 a 49 anos.
Ídolos: Giovana eliminada
Eu devia estar satisfeito com o resultado de ontem em Ídolos. Nos comentários do show de quarta, eu tinha apontado Giovana como quem merecia sair - não por ter sido a pior da noite, mas por ter sido a mais irregular do programa até a data. E ela saiu. Mas ninguém merece assistir a um programa com apenas homens!
No início do reality, todo mundo (inclusive eu) apontava a superioridade feminina nos participantes. A competição, segundo muitos, seria apenas feminina. Eis que chegamos ao top 6 com cinco homens e apenas uma mulher. Eu sacrificaria qualquer homem pela permanência de Giovana, só para a competição não virar exclusivamente masculina. O momento agora é de defender a Vanessa!
Aliás, será que o público continua implicando com ela pelo estilo descolado? Ela já mandou bem o suficiente para mudar esse conceito. Agora, é a minha favorita.
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Giovana, para não ser injusto, era uma gracinha. Linda e fotogênica. Podia não ser uma maravilha cantando (e não era), mas conquistou seu espaço no programa e seus fãs fora dele. Talvez por isso eu tenha ficado tão chateado com a saída dela. Paulo Neto, por exemplo, ainda é uma indefinição - quem é fã dele? Só mesmo o prefeito! - na competição. E, salvo uma apresentação muito boa dele na semana que vem, deve ser o próximo a rodar. Nenhum cartão telefônico patrocinado por prefeitura alguma deve fazê-lo continuar.
Grey's: George e Meredith
Ufa, pelo menos o final desse episódio de Grey's Anatomy a Sony nos preservou!
E foi bom mesmo, porque é o tipo de episódio que você tem que encarar sem saber nada do que vai acontecer. O anterior tinha acabado com o George beijando a Meredith, algo mais que inesperado - pelo menos se você não tinha visto a propaganda. Esse aqui foi inteirinho feito para mostrar como o fato mudou tudo na vida deles. Talvez por isso tenha sido um dos melhores da série até agora.
Não é mentira que Anatomy, hoje, não foi tão direto ao ponto assim. Aos poucos a coisa foi clareando, as relações se abrindo e finalmente tudo explodiu no momento em que o George caiu da escada. Foi um recurso muito interessante para demonstrar em imagem a tensão do momento. Não podia ser de outra maneira.
T.R. Knight merece um episódio assim há tempos, feito especialmente para demonstrar o bom ator que é. E ele não fez feio - também, não custa dizer, seu George é uma das melhores coisas do programa. Só que o seriado devia ser um pouco mais grato com ele e colocar alguma pessoa mais bonita para começar um romance do que aquela Dra. Torres, que apareceu rapidinho e (definitivamente) não deixou a melhor impressão do mundo.
Mas ele ainda vai ser agraciado com algo maior. É esperar e ver.
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Apesar do episódio ter sido quase que apenas de George, a Dra. Addison arrasou mais uma vez. O momento do "carvalho venenoso" foi especial para mostrar que a imagem altiva da personagem pode ser desmoronada propositalmente. Isso é bom para o ator e para o lugar do personagem na série. Kate Walsh tirou de letra.
Silvio Santos incentiva torcidas de Ídolos
Está circulando na internet um vídeo de Silvio Santos, no palco de Ídolos, pedindo para as torcidas ficarem animadas. É um vídeo rápido, e termina com Silvio dizendo que "a torcida que for a mais animada, nós vamos sortear e...". E o que? Boa pergunta. O vídeo está logo abaixo.
Será que os gritinhos histéricos da platéia não são culpa de Lucas, Leandro e Giovana? Será o culpado... Silvio Santos?
Ídolos: comentando o top 7!
Tema da semana: "Cante um sucesso do ano em que você nasceu".
Participantes: Angel, Giovana, Vanessa, Leandro, Lucas, Osnir e Paulo Neto.
Nome : Lucas (4002-8911 ou SMS com LUCAS para 72852)
Música : "Não Diga Nada"
Arnaldo : Essa música é a tua cara. Ela vestiu a tua voz.
Cyz : Lucas, você cantou na manha e cantou muito bem. Meus parabéns.
Thomas : Me surpreendeu. Hoje, você subiu mais um degrau dos muitos que ainda faltam. Você evoluiu!
Miranda: Parabéns. Tu encontrou o teu caminho nessa competição.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Ele escolheu a forma certa para cantar a música errada. Começou muito mal, mas terminou muito bem. Uma pena que, com os jurados falando que essa é a música certa, ele possa restringir o repertório.
Nome : Osnir (4002-8912 ou SMS com OSNIR para 72852)
Música : "Planeta Água"
Arnaldo : Você é um bom cantor, mas hoje não foi o seu dia.
Cyz : Escorregou no início, mas eu te acho o cantor mais bem preparado daqui.
Thomas : Você é um excelente cantor, mas já me emocionou mais que hoje.
Miranda: Você está correndo por fora, mas te achei melodramático e exagerado.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário: Osnir começou desafinando feio, mas encontrou o tom certo da música perto do final, com uma potência vocal surpreendente. Mais uma vez, os comentários dos jurados podem prejudicar ao repreender Osnir, que pode ficar no sertanejo para sempre, sem arriscar. Uma pena.
Nome : Vanessa (4002-8913 ou SMS com VANESSA para 72852)
Música : "Abre Coração"
Arnaldo : Você foi beneficiada pelo ótimo arranjo.
Cyz : Vanessa, você está começando a ficar muito inteligente como cantora.
Thomas : Para mim, foi uma apresentação apenas correta.
Miranda: Se você continuar assim, vai longe nessa competição.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário: Não foi a melhor apresentação de Vanessa, mas do meio da música até o fim ela foi muito bem. É muito bom perceber que aquele "estilo Avril Lavigne" vai aos poucos abandonando o corpo de Vanessa.
Nome : Leandro (4002-8914 ou SMS com LEANDRO para 72852)
Música : "Frisson"
Arnaldo : Escolheu a música certa, mas desafinou.
Cyz : Achei uma apresentação morna. Espero mais de você.
Thomas : Valeu a tentativa, mas é o público quem vai dizer se você foi bem ou não.
Miranda: Veio com roupa de michê, hein? Ela foi só um exemplo de como deu tudo errado contigo.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário: Leandro entrou no palco com roupa e cara de Drácula, que não combina com ele, até se começar a posar de Elvis, que novamente não deu certo. Ele desafinou a música inteira. A sorte dele é que as fãs são muitas e é fácil cumprir esse papel de "quase-ídolo" - o que basta para conseguir votos.
Nome : Giovana (4002-8915 ou SMS com GIOVANA para 72852)
Música : "Começo, meio e fim"
Arnaldo : Parabéns. Tomara que você continue no programa.
Cyz : Você exagerou, mas mesmo assim boa sorte! Tente corrigir esse problema com as vogais.
Thomas : Do refrão pra frente, foi excelente. Antes, não teve emoção.
Miranda: Eu quero que tu me mostre algo especial. Hoje, novamente, você não mostrou.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Eu repito: Giovana tem sérios problemas de dicção. A apresentação foi cheia de maneirismos e um pouco morna - além de ter desafinado. Pelo menos - acredite: isso é alguma coisa - ela estava linda.
Nome : Paulo Neto (4002-8916 ou SMS com PAULO para 72852)
Música : "Caçador de Mim"
Arnaldo : Se você passar mais essa semana, é porque você tem grandes chances de ganhar o programa.
Cyz : Realmente você desafinou, mas mesmo assim foi bem.
Thomas : Sua presença é realmente marcante. Hoje, você foi razoavelmente bem.
Miranda: Entrou desafinado e ainda pareceu o Cazuza, infelizmente.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Paulo está adquirindo consciência de seu alcance vocal, e foi bem. Mais uma vez, porém, desafinou bastante. Não sei para vocês, mas hoje eu vi Paulo Neto no palco, e não um pseudo-Cazuza.
Nome : Angel (4002-8917 ou SMS com ANGEL para 72852)
Música : "Mais que nada"
Arnaldo : Você é extremamente profissional. Boa sorte!
Cyz : Gostei da roupagem contemporânea que você deu à música. A dinâmica também foi muito boa.
Thomas : Você é um jogador muito bom, que mostra tudo que tem sempre.
Miranda: Tu botou para quebrar. O melhor de hoje.
Minha nota: 6.5/10
Meu comentário : Incrível como ele consegue ir do melhor da última semana para medíocre nesta. Desafinou feio, gritou muito, enfim, não foi um bom cantor. A apresentação foi como uma gelatina impenetrável, no chato "quase-quase". Ele precisa urgentemente definir seu estilo, o que todos na competição já fizeram. Pelo que ele mostrou hoje, não compraria um CD dele.
Após a análise de apresentação por apresentação, vamos ao que interessa: os resultados.
Meus favoritos da noite: Vanessa, Osnir e Paulo Neto.
Meu pior da noite: Angel.
Quem deveria sair: Não foi a pior, mas até agora é a mais irregular: Giovana.
Agora, vamos às previsões:
Os três menos votados: Lucas, Osnir e Vanessa.
Quem sai: Lucas.
Se eu estou certo ou não, só saberemos no episódio de resultados da quinta-feira. Mas qual foi seu favorito e seu pior? Quem você acha que sai?
PS: Alguém precisa URGENTEMENTE avisar ao povo do SBT que ninguém é tão rápido para conseguir ler o letreiro com o nome das músicas ao final do programa. É simplesmente IMPOSSÍVEL. Em três segundos, passam voando na sua tela o nome de sete músicas e seus respectivos compositores. É preciso corrigir isso já.
Ídolos hoje!
Não vou nem ousar afirmar que o blog vai fazer a cobertura ao vivo do programa, porque se algo der errado, não quero ver ninguém reclamando que eu não cumpro compromissos! Mas não custa lembrar que eu vou comentar de qualquer maneira, nem que seja amanhã. Ah, e vocês viram o tema de hoje? Depois de "Cante seu ídolo", "intérprete masculino" e "intérprete feminina", chegou a vez de... "Cante uma música do ano em que você nasceu". Ok, não é criativo. Mas é melhor que as que já tivemos.
Nada de recesso: Casseta e Planeta volta com força total semana que vem
O Casseta e Planeta fez ontem sua homenagem ao Bussunda, no programa integral. Há quem tenha gostado e quem não tenha. Particularmente, achei a edição duvidosa e a iniciativa de ser 100% feito para rir também. Terminou o programa e eu estava vazio por dentro, com vontade de chorar. Não foi uma experiência gratificante ou inesquecível como deveria ser. Mas quem gosta crê que a imagem de Bussunda fazendo rir é a que deve permanecer na nossa cabeça. É uma alternativa bem razoável.
Agora, porém, a turma decidiu que não vai deixar o programa na mão para a semana que vem: já está sendo gravado o próximo episódio. A notícia que a imprensa inteira divulgou (esse blog também) era a de que o Casseta simplesmente não ia ao ar por tempo indeterminado após o especial de Bussunda. A Globo desmentiu a informação.
Fica a pergunta básica: como será o programa sem Bussunda? Ele era um quase-líder da turma, era o Lula, o Ronaldo Fenômeno, o craque do Tabajara, enfim, era boa parte da alma do programa. E, por isso, não deverá ser substituído. Mas que vai ser difícil tocar o barco por um tempo sem ele, ah, não tenha dúvida que vai ser. A maior média de audiência da história do programa foi ontem, justamente na homenagem dele. Será se esse público vai saber assistir ao programa sem ele? Vai demorar até termos uma resposta definitiva, mas uma hora teremos.
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A Diarista também teve a maior média de sua história ontem. E, para variar, o programa estava ótimo. Todos os atores muito bons e o texto, hilário. Serviu também para deixar claro que eu amo a Dira Paes.
BBC cancela Top of the Pops
Top of the Pops é um dos programas britânicos que mais tempo permaneceu no ar. Para se ter uma idéia, ele foi criado em 1964 e perdura até hoje. Quem o exibe no Brasil é o People and Arts. A idéia é a de juntar bandas musicais e cantores conhecidos (Kelly Clarkson, Black Eyed Peas, Oasis, Coldplay, Kanye West, só gente assim) fazendo um show. Nada demais. Só que sobreviveu esse tempo todo. Agora, porém, foi cancelado.
A justificativa da BBC para o cancelamento é simples: os canais de música têm mais força que o Top of the Pops, tirando audiência deste. Pensando bem, é mais que simples: é considerável. Mas não é o suficiente para explicar o cancelamento desse verdadeiro medalhão da tevê mundial que é o Top of the Pops.
Tá aí o programa que devia ser eterno.
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O People+Arts exibe o Top of the Pops nas segundas, às 22h30, nas terças, às 03h30 e às 07h30 e aos sábados, às 23h00. A versão que o canal exibe atualmente é a 2005.
CSI e Emmy combinam?
A Sony precisa urgentemente de alguém que explique o óbvio para eles: colocar propagandas anunciando determinado episódio com a última cena deste é errado. Pode até funcionar comercialmente, porque todo mundo vai querer ver, mas é desonesto com quem vê. O episódio de CSI desta terça terminou com a cena do policial-medalhão sendo baleado, que é exatamente a mesma da propaganda! Coisa parecida tinha acontecido com Grey's Anatomy na última semana, quando a propaganda anunciou a formação do Meredith e George, justamente a última cena do episódio. Não pode.
Por sorte da Sony, o episódio em questão de CSI (chamado "Bang Bang") foi ótimo. Tudo aquilo que você espera ver na série (ação inteligente e boas interpretações) aconteceu, e o final de deixar todo mundo intrigado engrandeceu ainda mais a coisa toda. Não é exagero dizer que CSI merece integrar a lista dos indicados à Melhor Série Dramática do Emmy desse ano - e está com grandes chances de sê-lo.
Na minha listinha dos favoritos às indicações, CSI não é um dos meus cinco escolhidos para Série Dramática. Mas, se eu fizesse uma lista de oito, com certeza estaria lá. O Emmy parece apontar a algumas indicações para a série neste ano, talvez porque nenhuma premiação tenha sido especialmente justa com o programa. Ganhar é muito difícil, pois CSI não é mais uma das séries-estrela deste ano, mas ser indicado bem que é possível.
E eu fico por aqui roendo as minhas unhas tentando ver qual o melhor caminho para o Emmy desse ano. O anúncio das indicações está perto!
Casseta e Planeta homenageia Bussunda
Hoje vai ao ar, após Belíssima, o esperado episódio de Casseta e Planeta em homenagem à Bussunda, que morreu no último sábado. Não há a menor dúvida de que será emocionante, por mais que o diretor do programa queira um episódio feito para rir - como se isso, no momento, fosse possível. Vai ser triste, ainda mais sabendo que semana que vem o Casseta não vai ao ar, retornando em tempo indeterminado. A gente espera que dê tudo certo.
Não há momento melhor para comprar o DVD com os melhores momentos da trupe em 2005 do que agora. Bussunda merece isso. Eu estou providenciando minha cópia, para jamais esquecer a importância do humorista na tevê.
E que os melhores momentos de 2005 do Casseta e Planeta não sejam também os últimos momentos do programa. É um momento difícil pelo qual eles passam, e toda força é válida.
DVD com melhor momentos do "Casseta" em 2005 está à venda e serve como lembrança da carreira de Bussunda
Fazer alarde transformou-se no objetivo principal de Prova de Amor
Quando A Escrava Isaura estreou, em 2004, a Record queria ir muito longe na teledramaturgia. A contratação de Herval Rossano como uma espécie de "mestre de obras" mostrava isso. Só que muita gente simplesmente não acreditava que a emissora conseguiria ir muito além da tentativa. Hoje, a Record está com duas novelas com relativo sucesso no ar (Cidadão Brasileiro e Prova de Amor) e prestes a dar passos ainda maiores que os atuais - nunca maior que a própria perna, o que é sempre bom. O terreno que a Record conquistou não deixa que comentários que limitem o potencial da emissora ("A novela é boa para a Record" ou coisa do gênero) sejam levados a sério, por mais que eles continuem. Independente da forma como a emissora tenha conquistado seu dinheiro, ele permitiu a contratação de atores fortes, autores igualmente fortes, além da possibilidade de ter estúdios e equipamentos de última qualidade em mãos. E, com tudo isso, temos Prova de Amor.
Existem duas maneiras de olhar Prova de Amor, e qualquer uma delas é aceitável. Você pode olhar o copo meio cheio: a boa audiência da novela permite concorrência em teledramaturgia por três canais (SBT, Globo e a própria Record) no horário. Além disso, é importante notar o quão bom é continuar tendo um novo mercado no ramo - cada vez mais capacitado, para aquisições e realizações. Só que existe o copo meio vazio: a novela simplesmente não é boa.
No início, Prova de Amor tinha potencial. Mas não demorou muito até Tiago Santiago perder o fio da meada, exatamente como fez no meio de A Escrava Isaura (o que, nesse caso, quase estragou a novela). Cada trama tomou vida própria e a novela ficou heterogênea. Ao início da novela, fiz uma entrevista com Tiago Santiago para um site e ele tinha dito que cada personagem seria protagonista de sua própria história. Até aí, tudo bem. O que não podia ter acontecido é o controle dos personagens sobre suas respectivas vidas tirar o conjunto da novela. Cada capítulo de Prova de Amor começa com uns dois blocos e meios com a história dos protagonistas. Depois, pequenas cenas desnecessárias e vazias aparecem do nada, totalmente fora do contexto, para os secundários marcarem (rápida) presença. Isso tira do telespectador o tesão de acompanhar a novela.
Alguns personagens, com isso, ficam extremamente chatos. É o caso de Alexandre, do ótimo Déo Garcez. Ele é um advogado que aparece em todo santo capítulo com umas duas ou três personagens sem função grudadas ao seu pescoço para dar lição de moral ao telespectador. É reclamação da justiça, elogio para bombeiro, informativo para a última lei aprovada, exemplos de discriminação racial, etc. Tem de tudo. Todos os diálogos dele soam datilografados, artificiais. Não há quem agüente - até porque, além de chatas, as cenas são intermináveis. Pior é constatar que não são apenas dois ou três personagens empenhados nessa missão de sair por aí discursando: todos, sem exceção, já tiveram seu momento.
Notícias andam circulando pela mídia que a Record e o autor Tiago Santiago tiveram um impasse quanto a um suposto casal de lésbicas na novela. A emissora, por ser ligada à Igreja Universal, não queria de jeito nenhum. E o autor queria causar polêmica. Terminou com a vitória dos bispos. Tem também a história dos destinos de personagens postos para votação. No final da novela, serão cinco. A gente fica aqui se perguntado o porquê disso tudo.
Será que o dinheiro arrecado com as ligações irá para instituições de apoio às famílias de crianças desaparecidas, a pregação principal da novela? Ia causar alarde - o que torna a idéia possível.
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Bicho do Mato, a novela que vai substituir Prova de Amor daqui a um mês, já está com suas chamadas no ar. A impressão inicial é muito boa. Tem tudo para se concretizar em algo de qualidade.
Judeus estão insatisfeitos com Belíssima
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, a comunidade judaica não está nem um pouco contente com a abordagem que Silvio de Abreu tem feito em Belíssima sobre os judeus. Em carta enviada a Rede Globo, eles reclamam que sentem desconforto ao assistir a novela, além de não gostarem da imagem que ela passa da comunidade ("uma imagem de avareza, perversidade, malvadez"). Historicamente - e eles colocaram isso na carta -, os judeus sofreram essa discriminação e perseguição da humanidade, e Belíssima preserva esse estereótipos.
A resposta da Globo, também em carta, chama o Brasil de um país que prima pela diversidade em todos os sentidos e que Belíssima tem feito uso disto, através de uma abordagem caricatual para com todas as raças e religiões. O que, convenhamos, é verdade.
Agora, tente descrever em poucas palavras cada personagem judeu da novela. A mãe de Fred seria "a invejosa que fará de tudo para seu filho não se casar"; o Fred seria "um chato que atrapalha o amor de Safira com Pascoal" e o filho de Fred seria "um menino que insiste no casamento de sua mãe com seu pai e, com isso, atrapalha o amor verdadeiro de Safira". Como é possível ver, a alegação da comunidade judaica tem motivo de existir. Mas, por outro lado, não deve ser levado muito a sério - eu duvido que algum telespectador tenha mudado seu conceito sobre o judaísmo por causa de Belíssima, o que transforma a alegação dos judeus em puro desconforto com relação a um grupo de três personagens, e olhe lá.
Silvio de Abreu, a essa altura, já deve ter encerrado Belíssima, que termina no dia 07 do mês que vem. Se o fosse o caso dele mudar alguma coisa na novela por causa da carta da comunidade judaica, você concorda que a reclamação veio tarde?
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Sinhá Moça e a acusação de racismo de um promotor baiano parecem ter inaugurado essa mania de acusar as novelas de discriminação em tudo. Qual será a próxima vítima? Os nordestinos, que se sentem ofendidos por Regina da Glória se inferiorizar ao ir para a cozinha ("já sei, Dona Katina, cusina")? Ou então os descendentes de escravocratas de Sinhá Moça, que devem estar infelizes com o retrato de seus antepassados? Façam suas apostas.
O Aprendiz com Martha Stewart
Então Martha Stewart (foto do post) escolheu a Dawna como sua aprendiz? Inacreditável. A outra concorrente, Bethenny, era infinitamente melhor: mais dedicada, mais inteligente e com uma visão empresarial mais adequada. Bastava o evento final para perceber isso. Donald Trump provavelmente faria uma escolha diferente de Martha.
No final das contas, acabou sendo a escolha ideal para um programa que começou e terminou como um fracasso em todos os sentidos.
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É natural tentar entender o fracasso do programa. E é fácil, também. Antes de qualquer coisa, O Aprendiz com Martha Stewart nem devia ter estreado. A versão original, de Donald Trump, já via sua audiência decaindo desde a terceira temporada. A quarta, que passou na mesma época da versão de Martha, esteve longe de ser sucesso. Imagina só o que ia acontecer com o estreante? Qualquer pessoa com uma visão mais apurada do que é sucesso na tevê já saberia que dali não sairia audiência.
Some-se ao erro que foi a própria existência do programa (acertadamente cancelado) o fato dele não ser interessante, e temos a explicação do fracasso do programa. Para se ter uma idéia, o momento da contratação de Dawna foi tão sem brilho que qualquer casal que estivesse conversando sobre quem seria a contratada não ouviria a escolha de Martha. Quando olhassem para a tevê, ficariam no vácuo. Martha também teve sua parcela de culpa: faltou ser dura no momento certo e passar ao telespectador pelo olhar que ela estava feliz fazendo aquilo. Do jeito que a coisa terminou, parecia que até ela não estava se sentindo bem por estar ali.
Atrações do domingo
Não vai mudar muita coisa, mas não custa nada deixar aí os destaques do domingo na tevê. Não é impressão, a coisa está feia mesmo.
O domingo, como você vê, está com cara de domingo mesmo, cheio de atrações mornas e nada interessantes na sua tevê. Mas o jogo do Brasil, a chance de você ver as séries que perdeu durante a semana (nas reprises!), My Name is Earl (FX, 21h) e A Sete Palmos (HBO, 22h) valem o dia.
Vá em paz, Bussunda!
OBS: Acrescentado um novo texto ao final do post.
Não há maneira mais triste de começar um sábado com a triste notícia do falecimento de Bussunda. Por mais que eu não seja o maior fã do Casseta e Planeta ou que nunca tenha sido o maior fã de Bussunda, é impossível não lamentar a perda de um humorista tão competente como ele, sempre buscando a melhor maneira de levar o humor à casa das pessoas. O que eu e todo mundo pode desejar nesse momento é que a vida de Bussunda siga seu curso natural. Vá em paz, Bussunda!
Aos familiares e aos colegas de trabalho do humorista, só tenho a desejar muita força nesse momento difícil e meus sinceros votos de pesar.
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E agora, Casseta?
A repercussão da triste morte de Bussuda, obviamente, é enorme. Artistas, políticos e atletas manifestam tristeza pela morte do humorista. O que mais me chamou a atenção foi um artigo na Folha Online (link) que questiona o futuro do Casseta e Planeta. Segundo o texto, "A atração das noites de terça deve seguir o destino do extinto 'Trapalhões', desfeito após a morte de Zacarias em 1990 e Mussum em 1994: o telespectador terá a sensação de que 'está faltando alguma coisa', perderá o interesse e esquecerá o programa". É triste constatar que a coisa é ainda pior que no caso de Trapalhões.
Renato Aragão sempre foi a estrela da trupe dos Trapalhões. Bussunda era o Renato Aragão do Casseta e Planeta. Por mais que, na teoria, todos empenhassem o mesmo papel, a afinidade do telespectador com a figura de Bussunda era maior do que com qualquer outro dos integrantes do programa - sem querer desmerecer os outros, lógico. Mas isso significa que o programa irá ser um fracasso daqui pra frente? A minha aposta é que o humorístico vai sobreviver à tempestade, por mais que as tormentas do início apontem o contrário.
Quando A Grande Família perdeu a carismática figura de Rogério Cardoso, o vovô do programa, houve uma evidente queda de carisma no início. Talvez pela falta que ele fizesse ou pelo simples fato de que os roteiristas, diretores e atores tivessem sentido a perda de Rogério no programa. Hoje em dia, porém, A Grande Família é um sucesso ainda maior do que antes. Foi um programa que soube sobreviver à perda de um integrante de forma profissional, sem a necessidade de colocar alguém no lugar - como, até por respeito, os integrantes do Casseta e Planeta vão fazer. Assim como Rogério Cardoso, Bussunda é insubstituível.
Fica a desgostosa sensação de que o programa perdeu sua imitação de Lula, do Ronaldo, além de personagens como o craque preguiçoso do Tabajara - e, com isso, um pouco de sua alma. Mas não deve ser motivo para abandonar o barco, nunca.
AXN encerra temporada de duas séries
Nesta sexta-feira, o AXN vai encerrar a temporada de duas de suas séries. A primeira delas é o reality show The Amazing Race, que está em sua sétima temporada no canal. As duplas finalistas são Uchenna e Joyce e Rob e Amber Ron e Kelly, Uchenna e Joyce e Rob e Amber. Quem vence? Veja às 20h00. A outra série, às 21h00, é The Dead Zone, que encerra sua quarta temporada.
Ídolos evoluiu após compreender o objetivo de seu formato
Semana passada já era possível perceber que Ídolos não era mais o mesmo. O programa, até aquele momento, era defeituoso, arrastado e até chato. Mas uma reviravolta ocorreu, e o que parecia insolúvel tomou rumo. Nas duas últimas semanas, um amadurecimento na qualidade do programa fez com que tudo soasse mais profissional, mais animado e mais completo do que antes. E, se algo aconteceu, o natural é se perguntar o porquê de ter acontecido. Nesse caso, porém, temos que descobrir o que aconteceu para o programa melhorar dessa maneira.
É difícil arriscar o que aconteceu. Claro que a edição melhorou, que os apresentadores estão menos exagerados e que os jurados estão mais soltos e espontâneos. Só que isso aconteceu por algum motivo - e a minha teoria é que houve uma tentativa eficaz e feliz de aprofundamento do formato.
O formato de Ídolos é conhecido no mundo inteiro. Por mais que American Idol seja o programa mais famoso do formato, não foi o precursor. Tudo começou na Inglaterra, mais precisamente no canal ITV1, com o Pop Idol, criado por Simon Fuller. Com o sucesso do programa na Inglaterra, o formato se expandiu pelo mundo, com dezenas de versões em dezenas de países, com praticamente todas fazendo sucesso. A direção do programa deve ter percebido (acertadamente) que alguma coisa andava errada, pois o programa não tinha cara de sucesso - sim, porque ser ele ainda não é até hoje; mas American Idol, por exemplo, também não foi um estouro na sua primeira temporada.
Analisando o formato, percebe-se - pelo menos nas versões que eu já vi - que todos os programas têm a proposta de formar um ídolo musical, e não um ídolo que emocione multidões com sua história de vida. Percebe-se que o formato sempre acaba resultando em programas robustos, completos, e com tudo em seu devido lugar. A coisa antes andava desorganizada demais; talvez tenha sido pela conturbada demissão da editora do programa, ou talvez ninguém tivesse levado o programa muito a sério por ser do SBT e não ter muita perspectiva de audiência. Agora, é possível encarar Ídolos sem ver ali um programa relaxado.
A evidente evolução que ocorreu fez com que a dupla Ligia e Beto, os apresentadores, largassem as caras e bocas e percebessem que eles não são o centro do programa. Idem para os jurados. Os participantes pararam de chorar a cada elogio ou a cada salva de palmas e gritaria da platéia. A agilidade adquirida também garantiu um ritmo bacana. Até a iluminação é a ideal. Tudo isso aconteceu porque o programa, propositalmente ou não, se adequou na proposta do formato de Pop Idol. Ídolos não está imitando ou seguindo à risca o que a criação de Simon Fuller dita, e sim compreendendo a proposta e sendo competente na transposição brasileira.
É dessa maneira que começa uma briga por audiência. O programa antes costumava atingir a liderança com freqüência, isso não ocorre mais hoje. Só que, com a qualidade atual, Ídolos pode ter uma audiência um pouquinho menor, mas ao menos é segura. Na próxima temporada, o programa terá amadurecido ainda mais e poderá entrar no ringue querendo a vitória. E tem tudo para conseguir.
Ídolos: Davison eliminado
Que Davison tinha sido o pior do último show de Ídolos, eu tinha escrito aqui ontem. Mas jamais passou pela minha cabeça que ele estaria entre os três menos votados, tampouco que seria o eliminado. Nos últimos dois shows, ele tinha ido muito mal, e o resultado dessa semana reflete o quanto o público é surpreendentemente flexível. Dizer que ninguém está salvo é um exagero, porque Leandro, Angel e Giovana estão seguros por mais algumas semanas. Mas é inegável qiue o público não tem ordem arquitetada de preferência.
A saída de Davison foi a mesma coisa que a eliminação de Mandisa na última temporada de American Idol: justa para a semana, injusta para o que o cantor em questão representa e desnecessariamente antecipada. Vanessa é minha favorita no momento, pelas duas últimas semanas - mas eu não acredito que ela permaneça muito mais tempo no programa.
Deixa eu parar por aqui porque o post seguinte é uma coluna sobre o programa.
Belíssima e o filho de Bia
Então o capítulo de hoje quer nos mostrar um montes de suspeitos do filho de Bia, hein? A começar por Rebeca, que aproveitou para falar que sua nunca viu sua mãe, que mora no interior. Depois Fladson, que admitiu ter 32 anos (a idade que Silvio de Abreu disse ter o tal filho) na frente de Bia e deixou Tosca em estado de choque. Por fim, na cena seguinte, Vitória. Ah, essa aí é a chamada indireta: quando a novela deixa a pergunta "Fladson é o filho de Bia?" na nossa sala e a gente fica discutindo sobre o assunto, aparece Vitória conversando com a vilãzona, justamente para olharmos pra tela e pensarmos que "Eu acho que é essa aí, a Vitória!". Silvio de Abreu quer nos induzir a muitas idéias, e quantas mais ele nos apresentar, eu vou achar que tal pessoa não é.
Ainda no capítulo de hoje, meu suspeito maior, o Pascoal, apareceu falando "orfanato". Ok, isso não quer dizer nada. Mas a novela anda tão cheia de indiretas que a gente nunca sabe.
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De fato, o capítulo de hoje é todo feito para o filho de Bia Falcão. No exato instante em que escrevo este post, Katina e Murat brigam. Por causa adivinha de quem?
Eu aposto que, com esse clima, a revelação vai ocorrer antes do último capítulo, talvez no penúltimo. O último vai ficar para a "pessoa misteriosa".
UPDATE: O que foi o desmaio de Tosca? Ela não sabia que o filho de Bia, além de tudo, é filho de Murat? Eu estava crente de que ela já sabia! Obviamente, você deve estar pensando ainda mais que é o Fladson. E a idéia e essa mesmo: o filho que ela tem em casa, além de ser de Bia, também é do marido da melhor amiga. Mas, e se ela estiver sentindo remorso por ter deixado um pecado acontecer, como o amor entre irmãos (Safira e Pascoal), ou qualquer outra coisa?
Outra questão importante é saber se 1) Tosca definitivamente sabe quem é o filho de Bia, e 2) o filho de Bia sabe que ele é essa pessoa tão importante? O que parece óbvio pode não ser.
É, a coisa está esquentando!
Feriado na tevê!
Para você que não quer perder o melhor do feriado na tevê, hoje, a gente agendou a melhor programação. Em alguns casos, você terá que fazer escolhas difíceis, mas é o tipo de escolha boa. Por exemplo, o final de Everwood (foto) é uma coisa que você não pode perder. Mas deixa eu parar de meter nas suas escolhar, né? O que importa é você escolher o melhor!
Na programação abaixo, dividimos em tevê paga (muuuuuitas opções!) e em tevê aberta (nem tantas assim...) para facilitar ainda mais. Nessa moleza, não dá para perder nada!
Tevê paga
Ufa! Quanta coisa!
Tevê aberta
A oferta é menor, mas vale a pena.
Emily's Reasons Why Not e a honestidade da propaganda
Já viu a propaganda de Emily's Reasons Why Not, na Sony? Ela começa dizendo que a atriz Heather Graham (a Emily do título e a moça da foto do post) é um sucesso no cinema... mas um fracasso na tevê. E que a série devia ter vinte e dois episódios... mas só teve seis. Coisas que só a Sony faria, por ser um canal que nunca deixa de falar a verdade ao telespectador - pode ver que eles tiram sarro de tudo! Diferente da Warner, ou alguém se esqueceu da forma como eles trataram o "caso Reunion"?
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Quanto à série, Emily's Reasons se salva apenas pela presença de Heather Graham, que é uma boa e carismática atriz. Sem contar esse fator, eu diria que é um Sex and the City sem boas personagens, sem boas atrizes, sem boas situações, sem bons diálogos e sem sucesso. Mas pelo menos dá para assistir, diferente daquele reality show comentado dois posts abaixo...
Ídolos: top 8!
(Nem é preciso dizer que deu problema, né? Mas pode deixar que eu vou atualizar mesmo assim. E vai ser como se fosse no próprio show, um por um. Portanto, se você perdeu as apresentações, não perca essa cobertura "atrasada"! E não deixe de votar!)
Tema da semana: "intérprete feminina".
Nome : Leandro (4002-8911 ou SMS com LEANDRO para 72852)
Música : "Lanterna dos Afogados"
Arnaldo : Muito bom, mas tome cuidado com o canto.
Cyz : Eu gostei. Siga esse caminho.
Thomas : Foi uma interpretação própria.
Miranda: Mostrou mais do teu canto. Teve problemas nas notas altas. O jogo ainda não está ganho.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Foi uma interpretação desafinada, mas Leandro provou ser eficiente no quesito "empolgação". Mesmo tendo sido a primeira apresentação da noite e sem marcar ninguém, ele não deve ter problema na votação porque as linhas estão abertas desde o início. O telespectador vota por impulso, sem ver o resto. Leandro será beneficiado.
Nome : Davison (4002-8912 ou SMS com DAVISON para 72852)
Música : "Mutantes"
Arnaldo : Cara, você melhorou muto. Meus parabéns.
Cyz : Adorei. Maravilhoso.
Thomas : Gostei muito.
Miranda: Hoje você mostrou como você realmente canta.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Vá a um restaurante ou a um casamento e veja uma apresentação do mesmo nível de Davison. O programa é maior que essa apresentação. Foi moderadamente ok.
Nome : Angel (4002-8913 ou SMS com ANGEL para 72852)
Música : "Uma Noite e Meia"
Arnaldo : Faça o que você fez hoje mais vezes que você vai se dar bem.
Cyz : Tu fez tudo muito bem. Parabéns.
Thomas : Apresentação perfeita e correta.
Miranda: Mandou muito bem. Nunca tinha te visto assim.
Minha nota: 8.0/10
Meu comentário : Estou começando a desconfiar que o Miranda percebeu que o favoritismo de Angel é ainda maior que o de Leandro, o qual ele declarou ser o vencedor antecipado da competição - eu continuo achando até hoje. Angel começou desafinando, mas logo deu corpo a uma performance muito boa. Agora, por favor, pare de chorar no final de suas apresentações!
Nome : Paulo Neto (4002-8914 ou SMS com PAULO para 72852)
Música : "Quando a chuva passar"
Arnaldo : Você achou seu espaço na competição.
Cyz : Hoje você mandou muito bem.
Thomas : Você merece estar entre esses finalistas.
Miranda: Hoje você brilhou.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : Houve uma falta de conexão entre o visual de Paulo e a apresentação, mas mesmo assim foi uma boa performance. Só que pode não ter sido o suficiente para fazê-lo continuar no programa. Se você torce para o Paulo, tem que votar.
Nome : Lucas (4002-8915 ou SMS com LUCAS para 72852)
Música : "Se Chove"
Arnaldo : O melhor da noite até agora.
Cyz : Bichinho, parabéns!
Thomas : Você me surpreendou. Hoje, você voltou para a competição.
Miranda: Você está definindo o seu estilo.
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : O bom dessa apresentação foi ver que Lucas tem muito potencial. Só que, talvez na necessidade de querer mostrar tudo o que consegue fazer com sua voz, ele tenha lotado a música de firulas, o que desembocou em um conjunto exagerado. Mas ver que Lucas é muito mais que um emulador de Jota Quest valeu a apresentação.
Nome : Vanessa (4002-8916 ou SMS com VANESSA para 72852)
Música : "Fixação"
Arnaldo : Você achou sua praia.
Cyz : Ótimo.
Thomas : Uma belíssima apresentação.
Miranda: Que bom ver que você largou da gravata. Tu foi muito bem.
Minha nota: 8.0/10
Meu comentário : Os primeiros instantes foram uma imitação de Paula Toller, até que Vanessa finalmente imprimiu seu lado na música. Nesse momento, em que ela criou uma identidade para a performance - uma identidade competente, diga-se de passagem -, tudo ficou muito bom.
Nome : Osnir (4002-8917 ou SMS com OSNIR para 72852)
Música : "Retratos e Canções"
Arnaldo : Você é um dos melhores cantores do Brasil no momento.
Cyz : Foi afinado pra caramba! Lindo demais.
Thomas : Você é uma prova de que, independente de quem vença, teremos mais de um ídolo após a competição.
Miranda: Tu te saiu muito bem, viu?
Minha nota: 7.5/10
Meu comentário : A camisa de seda brilhou demais e houve uma movimentação excessiva quase artificial que quase tiraram o brilho da apresentação. Mas Osnir teve um vocal excelente o suficiente para salvar sua performance.
Nome : Giovana (4002-8918 ou SMS com GIOVANA para 72852)
Música : "Madalena"
Arnaldo : Desafinou, mas foi bem. Essa é uma música de casamento, não gosto. Peço que volte ao seu caminho normal.
Cyz : Deu umas desafinadas, mas foi tua melhor apresentação.
Thomas : Me surpreendeu. Você conquistou o público.
Miranda: Revelou várias facetas do seu eu.
Minha nota: 7.0/10
Meu comentário : Faltou ar, houve desafinação e ela parece ter alguns problemas de dicção. A sorte de Giovana é que ela tem carisma de sobra, o que é suficiente para mantê-la na competição por mais uma semana. Porém, no próximo show, é preciso mais que isso.
Após a análise de apresentação por apresentação, vamos ao que interessa: os resultados.
Meus favoritos da noite: Vanessa e Angel.
Meu pior da noite: Davison.
Quem deveria sair: Davison.
Agora, vamos às previsões:
Os três menos votados: Paulo Neto, Osnir e Vanessa.
Quem sai: Paulo Neto.
Se eu estou certo ou errado a gente só vai saber amanhã, no programa dos resultados, que comentarei aqui. Até.
Tommy Lee Goes to College, da Sony
Algumas idéias surgem do nada; algumas idéias têm embasamento; outras idéias são tão planejadas e arquitetadas de modo para que nada dê errado que soa exagerado. Tommy Lee Goes to College é uma mistura de todos esses três tipos de surgimento de idéias: o fato do Tommy Lee do título deste reality show ser ex-vocalista da banda de rock Motley Crue e ex-marido de Pamela Anderson é um bom motivo para um programa girar ao redor dele - ao menos é uma quase garantia de retorno da audiência -; por outro lado, a presença dele soa tão desleixada que parece ter sido criada no nada; mas o programa também parece tão arquitetado, óbvio e estúpido que deve ter sido inteirinho feito de cabeça pensada. É, não faz muito sentido - exatamente como a existência do próprio programa.
Falta a Tommy Lee o primordial para qualquer série tão egocêntrica como essa: o carisma. Ele pode ter seus fãs e ser uma figura bizarra, o que garante interesse e uma audiência curiosa por um tempo. Mas quando a dose de curiosidade e de fascinação pela estranheza dele esgotar, é preciso o carisma - não daqueles óbvios, já que com roqueiro não funciona, e sim daqueles que dêem ao personagem central a (ao menos aparentemente) inesgotável fonte de conteúdo.
A julgar pelos dois episódios iniciais de Tommy Lee Goes to College, que a Sony estreou na semana passada as quartas, 19h00, Tommy Lee é uma figura vazia para o programa. A premissa de fazê-lo retornar ao colégio após uma constatada impossibilidade de poder tocar na sua banda explora o lado da volta ao passado. Só que Tommy Lee vai ao colégio para fazer o quê, afinal de contas? Pensar em inspetoras bonitonas, tocar bateria na banda oficial da instituição e reclamar da rapidez com que os professores falam? Ah, faça-me o favor. A coisa toda é tão sem propósito que a experiência chega a ser constrangedora.
E uma idéia que tinha tudo para ser ao mínimo engraçada consegue, por mais absurdo que pareça, ser chata. Se fosse apenas ruim, mas aceitável para um momento de tédio, tudo bem. Só que Tommy Lee é um reality show chato e feito para massagear o ego de uma pessoa que não merecia os holofotes para aparecer fazendo nada.
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Para se ter uma idéia, o gancho de Tommy Lee Goes to College para o próximo episódio é o medo do roqueiro de não ser aprovado para poder tocar na banda oficial do colégio. Ele realmente ficou desesperado com isso na cena final, chutando a barraca e tudo. No fundo, o reality é sobre a luta de um roqueiro para não cair do salto alto em um colégio.