Domingo, Abril 30

SPOILER: Este post contém spoiler sobre American Idol

A nova escolha do Votefortheworst.com

E aí? Já viram quem é o novo escolhido (depois da eliminação da Kellie Pickler) do Vote For The Worst (pra quem não sabe, um famosíssimo e polêmico site que incentiva seus leitores a votar no pior candidato de American Idol)? Pois dá uma clicada aqui e veja. Eu concordo plenamente com a escolha.

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Caco Barcellos estréia reality neste domingo

Hoje, durante o dominical Fantástico (Globo, 20h30), ocorrerá a estréia do reality show Profissão: Repórter, onde o jornalista Caco Barcellos tentará encontrar um grande repórter para entrar no time de contratados da Globo.

O Globo Repórter da última sexta-feira foi feito apenas de reportagens de Caco Barcellos - obviamente, para no final convidar o telespectador a assistir ao reality show. Como o reality vai tentar formar jornalistas com a mesma competência de Caco, a gente torce para que eles não se espelhem no trabalho do mesmo no último Globo Repórter.

Em determinado instante, fiquei roxo, duvidando que aquele material tivesse sido orquestrado pelo Caco Barcellos que já fez grandes reportagens e escreveu ótimos livros. Ora, existe coisa mais Programa do Ratinho do que contar a história de uma mulher que morreu e teve seus órgãos doados para um senhor humilde, só para depois mostrar para o tal senhor humilde quem foi a alma caridosa que salvou sua vida. Pior: não conseguindo focar lágrimas, a câmera mostrou o senhor vendo as fotos da mulher de baixo, onde qualquer mínimo brilho no olhar dá a impressão de ser choro - e a enganação do take de câmera acabou funcionando.

Se alguém nunca viu algum dos ótimos trabalhos que Caco fez na tevê, deve ter tratado de ligar para a Globo e mandar o diretor do Fantástico escolher outro jornalista para formar um novo talento da área através do reality show - quando, na realidade, o problema foi apenas a reportagem escolhida para fazer propaganda da nova atração.

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E a Bia Falcão, hein?

A verdade é a seguinte: a aparição da Bia Falcão ontem, em Belíssima, serviu apenas para conseguir audiência para segunda-feira. Nada além disso. Ora, a cena foi assim: Júlia vira para o lado, vê Bia perto de um carro e grita "Bia!". Fim.

Só que nem mesmo na segunda-feira algo vai acontecer. Assim que Júlia gritar o nome de Bia mais uma vez, esta vai entrar em um carro e vai sair correndo. Só. A importância do acontecimento, porém, vai ser enorme.

Júlia vai pedir um exame para saber se o corpo enterrado como sendo de Bia é, de fato, de sua avó. O resultado, obviamente, mostrará que a pessoa enterrada não é Bia. Júlia vai ficar desconcertada e começará a desconfiar que Bia é a pessoa por trás das ligações de André. A aposta do blog é que a personagem de Fernanda Montenegro NÃO é quem conversa às escondidas com o personagem de Marcelo Antony, como você leu há três posts abaixo.

Mas se Bia não morreu, ela não ficou sem fazer nada. Ou ela fez algo que sabemos, ou algo que não sabemos, ou está tramando algo. Silvio de Abreu guarda a resposta.

Agora é torcer para que a novela não perca a ótima fluência de narrativa que estamos acompanhando nesses capítulos do desenvolvimento do mistério. Belíssima nos dá segurança suficiente para achar que tudo vai dar certo.

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Sábado, Abril 29

É hoje!

Uma das cenas mais esperadas da teledramaturgia dos últimos anos vai ao ar hoje: em Belíssima, Júlia verá Bia Falcão! Sim, é hoje! Não percam.

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A Record não devia ter pensado nisso. Em novela, isso não funciona. Novela NÃO é Você Decide.

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Novo erro

É sempre deprimente ver um ator como o Luiz Fernando Guimarães desperdiçar uma boa chance como esta que ele tem em Minha Nada Mole Vida. Se os desafios da comédia no mundo são a auto-renovação de conteúdo e a renovação da forma de contar, o programa então é o mais antigo possível. Porque o episódio de ontem foi simplesmente ruim. E ponto.

Deu pra sacar logo no início que ia ter uma piada só: a do remédio. Esta foi contada à exaustão até perder a graça, o que não demorou a acontecer. Ao invés de aproveitar a personagem da Maria Clara Gueiros, que é de longe a melhor coisa do humorístico, o programa preferiu ficar apenas na mesma piada, como se houvesse uma crise de criatividade já no quarto episódio.

Um quase-bom momento foi aquele do momento em que o Jorge Horácio (personagem de Guimarães) foi preso. Pela primeira vez, eu vi a chance de uma crítica social ao sistema penitenciário nascendo. Só que morreu logo após o parto, com a cena acabando rapidamente e a cena da cebola cortada constrangendo geral.

Enfim, quando o programa está quase lá, retrocede por medo de acertar.

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Mais de Belíssima

Olha só: eu não faço a menor idéia de quem seja a pessoa por trás das ligações misteriosas de André. Posso até ter uns pequenos palpites, mas eles não cabem aqui. O que vale agora é uma coisa só: eu tenho certeza que não é a Bia Falcão. Que ela está viva, a gente teve a confirmação há pouco tempo. Mas os telefonemas não são dela de jeito algum.

O plano do André vem desde o primeiro capítulo da novela, que, como você viu, teve até o atropelamento do Cemil premeditado. E alguém está regendo o plano desde lá. Sabe por que não é a Bia Falcão? Porque se ela estivesse tramando tudo, com certeza ela não ia levar Júlia até a fábrica para ver o André como funcionário de baixo escalão e provando para ela que havia enganação ali, ela não ia tramar todos os planos que a gente viu para acabar com o casamento de Júlia, não ia chamar a bisneta Érica ao Brasil, não ia fazer nada disso.

Esse plano tem alguém muito mais firme por trás. Não é uma morta-viva como a Bia Falcão.


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Quinta-feira, Abril 27

Nota de Belíssima

A-há! Lima Duarte alcançou um pensamento que eu tive há muito, muito tempo atrás. Antes de alguém suspeitar que o André não era gente fina, eu tinha escrito aqui no blog a coluna "Duvidando do caráter do mocinho" e tinha dito que não dava pra confiar no André, e que até mesmo o atropelamento do Cemil, no primeiro capítulo, foi premeditado. Não deu outra: o Murat, do Lima Duarte, acaba de dizer isso mesmo!




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Injustiça... momentânea



Olha, eu não vou adiantar o resultado da última semana de American Idol nos Estados Unidos. Podem ficar tranquilos. Só que eu preciso expor aqui uma das injustiças dessa quinta temporada - tudo bem que foi momentânea, mas podia ter influenciado nos votos.

Simon, Paula e Randy criticaram em conjunto a apresentação da nossa querida Katharine McPhee da música I Have Nothing (título este que acabou se mostrando uma ironia durante a apresentação...). Pode não ter sido a melhor apresentação dela, mas foi no mínimo boa. Eles bombardearam o desempenho de Katharine com TODAS as forças. Só que a injustiça foi tão, mas tão grande que eles tiveram que se desculpar no dia dos resultados - ou seja, o dia seguinte. É que lá na hora, pra quem estava no estúdio, houve um problema de propagação de som que fez a música soar estranha. Vendo em casa, os jurados perceberam a injustiça que haviam cometido.

Não, graças a Deus Katharine não foi excluída do programa por causa disso - pelo contrário, foi uma das duas mais votadas! Neste post, por não ter acompanhado ontem o programa inteiro na Sony (e, consequentemente, não ter conseguido escrever comentários sobre cada apresentação), coloco duas fotos da minha namorada... ;-)



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Terça-feira, Abril 25

Cobras e Lagartos tem desafios, mas dificilmente será um fracasso

Só um cego é capaz de não perceber que alguma coisa está acontecendo com o horário das sete da Globo. Grande parte das novelas do horário se transformam em fracassos de audiência - e muitas vezes de crítica, também. Para se ter uma idéia, as últimas três novelas das sete da Globo não foram bem: Bang Bang, A Lua me Disse e Começar de Novo. A última que agradou crítica e público foi Da Cor do Pecado, coincidentemente, do mesmo autor de Cobras e Lagartos, novela que a Globo aposta de olhos fechados pra levantar a audiência do horário. O desafio do competente João Emanuel Carneiro é maior que o de sua última novela: na época, ele tinha o grande Silvio de Abreu como supervisor de texto; na época, ele não tinha a Record como concorrência pesada; agora, o desafio de fazer bonito com sua nova novela é mais complicado que anteriormente - o que não significa necessariamente que ele não irá conseguir ter sucesso.

Cobras e Lagartos traz uma história bem-humorada de diferenças sociais, com o interessante contraste entre uma loja pseudo-Daslu e uma rua pseudo-25 de Março. Um núcleo, obviamente, é o dos ricos - e daqueles que se comportam como tal, mas que na realidade não são tão bem de vida assim - e o outro núcleo é o pobre, o suburbano. Carneiro não consegue fugir da idéia de que o núcleo rico tenha mais cobras, e o núcleo pobre, mais pessoas humildes e honestas. Isso é uma generalização, porque há uma verdadeira mistura, mas a ótica com que a trama quer que diferenciemos os núcleos é basicamente esta. O ápice deste contraste social é a excelente abertura, que mostra um produto (por exemplo, uma bolsa) sendo vendido em comércios dirigidos para públicos-alvos de diferentes condições sociais. Um grande desafio da novela vai ser criar uma identificação grande com o público, que parece estar em uma procura afoita por isso - e, em parte, a falta de identificação foi provavelmente o grande fator que fez das três novelas antecessoras fracassos. Tomando como exemplo o primeiro capítulo, a impressão que se tem é que o núcleo rico e seu excesso de plumas terá mais espaço que o núcleo mais humildezinho - o que prejudicaria a identificação. Espero estar enganado.

Outro grande desafio de Cobras e Lagartos vai ser equiparar vilões e mocinhos. Há um excesso de gente do mal em Cobras muito perigoso, porque uma das regras básicas da dramaturgia diz que se houver mais gente criando conflito do que conflitando é porque algo está errado. Espero, novamente, que o desenrolar da trama nas próximas semanas me prove o contrário. Os vilões de Cobras parecem estar com personalidades melhor desenhadas do que os mocinhos e personagens que ficam no meio termo. Por mais que eu não goste de Carolina Dieckmann, a vilã-mor da trama, sua forma de interpretação parece estar melhor elaborada que a de Mariana Ximenes, a protagonista boazinha (aliás, não sei se a esterilidade da personagem funciona a favor ou contra - vai depender da aceitação do público). Ximenes parece usar aqui o mesmo estilo de interpretação da maioria de suas personagens, e isso pode jogar contra mais pra frente - talvez não nessa novela, mas no decorrer de sua carreira. A culpa não é dela se o autor adotou o clichê da paixão por retrato para desenvolver um romance. De qualquer maneira, tudo nos leva a crer que, mesmo com clichês, Daniel de Oliveira (que ainda não cheirou nem fedeu) e Mariana Ximenes não terão problemas de aceitação com o público.

O elenco de Cobras e Lagartos, no geral, parece que também não vai ser um problema. Taís Araújo e Lázaro Ramos têm química o suficiente para agradar; Eliane Giardini promete ser um destaque da novela com seu triângulo juntamente com Otávio Augusto e Walter Breda (outro ator que perigosamente lembra demais seu último personagem); Marília Pêra está ótima como perua (o momento em que ela pediu dinheiro para a sobrinha foi ótimo - e mostrou que a trilha da novela parece pronta para impulsionar com charme os muitos momentos de maldade, com o tema da Pantera Cor-de-Rosa e Erva Venenosa, por exemplo); Cléo Pires está muito bem em seu processo de se firmar como estrela do momento; e Ailton Graça nos leva a crer que vai acertar novamente, assim como foi com o Feitosa de América (o único problema é que, aparentemente, ele jamais seria o pai de Lázaro Ramos no mundo real). Erros como a interpretação antipática de Bruna Marquezine e o excesso de maneirismos inverossímeis de Henri Castelli deverão ser camuflados pela maioria competente do elenco.

Um primeiro capítulo é sempre cedo demais para dar qualquer opinião definitiva sobre uma novela, mas o de Cobras e Lagartos já empolgou e mostrou pra Globo que, se não vai tirar audiência de Prova de Amor, dificilmente vai ser um fracasso.

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Wolf Maya está de parabéns. A estréia de Cobras foi ágil na medida certa. Espero que continue assim.

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Silvio Santos e o Superpop

Quando a gente achava que o sensacionalismo já tinha atingido seu limite, eis que ontem a Luciana Gimenez e o seu Superpop quebraram o recorde. A GC na tela ontem era esse: "Ser gay ou não ser... eis a questão! Agnaldo Timóteo revela agora se é ou não gay!!!!!". Precisa dizer mais alguma coisa?

E ontem também deu pra conferir o novo programa do Silvião, o tal Rei Majestade. O programa, em si, é nostalgia pura. Até daria pra chorar relembrando o passado... se o programa não fosse totalmente mal produzido, com um cenário ridículo e dançarinas deslocadas da proposta de Rei. São problemas que só não fazem do programa um desastre porque a idéia de levar cantores esquecidos do passado para cantar músicas suas do passado e atuais, sem ser deles, é muito boa e vale a pena. Mas não dá pra esconder o fato de que o resultado podia ser melhor.

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Segunda-feira, Abril 24

Esses últimos dias na tevê

Vocês não fazem a menor idéia do quanto esta minha vinda ao sul de Minas Gerais por um pouco mais de uma semana tem sido proveitosa. Tenho descoberto programas, tenho mudado conceitos sobre artistas e atrações e juntado material para vários comentários que farei aqui no blog quando voltar a Florianópolis. É claro que é tudo apenas no campo da tevê aberta. Estou morrendo de saudades da tevê paga.

Só que, como já disse, a maioria dos comentários vão ficar mais pra frente. Agora, temos que nos concentrar na estréia de Cobras e Lagartos, na Globo, ainda hoje. Quais as expectativas deste que escreve? Sinceramente, creio que João Emanuel Carneiro vai conseguir novamente uma audiência satisfatória, como se sucedeu com sua estréia, Da Cor do Pecado. Bom pra Globo.

Além de Cobras, ainda teremos o Roda Vida, na Cultura, com a presença do presidente da Bolívia. Às 22h30.

Amanhã eu volto aqui pra comentar a estréia de Cobras e só. Até.

PS: Por favor, não continuem utilizando o espaço dos comentários do blog para falar do editor do mesmo. Qualquer crítica, elogio ou sugestão, use televisionando@globo.com

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Sábado, Abril 22

Bang Bang encerra como novela ruim em todos os sentidos



O capítulo final de Bang Bang foi um retrato do que aconteceu durante toda a novela-faroeste. Todos os atores que atuaram mal durante a novela inteira continuaram atuando mal, o roteiro repetiu os mesmos momentos constrangedores e ruins e a direção expôs todos os seus defeitos. Digamos, portanto, que o capítulo final de Bang Bang foi... um típico capítulo de Bang Bang.

Nenhum capítulo da novela foi mais do que, no máximo, razoável. A grande maioria foi ruim mesmo, e quase sempre difícil de acompanhar até o fim. O material que Mário Prata entregou no início da novela foi muito ruim, e só serviu para dar um pontapé inicial muito mal dado. O que se sucedeu após a saída de Prata foi uma bagunça de troca de autores, com o filho do autor inicial assumindo, depois passando o comando para Márcia Prates e sua equipe até terminar com Carlos Lombardi. Uma novela que passa de mão em mão, como foi Bang Bang, é fadada ao fracasso.

A média final de audiência foi de exatos trinta pontos, segundo o Ibope. A Globo diz não considerar um fracasso tão grande assim. As Filhas da Mãe, novela muito mais arriscada que Bang Bang, terminou com a mesma média. O fato é que a audiência pode não ter sido tão ruim assim, mas para a imagem de um canal como a Globo, foi. Nenhum canal gosta de abrigar uma novela tão criticada, tão odiada e tão bagunçada como esta. Todos estão cientes que a presença de Lombardi foi quase que a salvação da (audiência, não da qualidade) trama, pois o que ele trouxe foi o Marcos Pasquim sem camisa, o Murilo Rosa, mais alguns atores novos, e tirou a roupa de algumas mulheres da trama. Foi o suficiente pra deixar a média final com trinta pontos. Por baixo, diria que, sem Lombardi, Bang Bang terminaria com vinte e sete pontos.

Terminada a novela, fica a pergunta: o que deu de tão errado assim? Obviamente, o primeiro e grande problema foi o texto. É difícil encontrar uma sinopse tão mal desenhada como aquela que Prata entregou aos diretores da alta cúpula da Globo (e que eles estranhamente aprovaram). Prata é um autor criativo, só que aqui confundiu criatividade, novidade e qualidade. Deu tudo errado. Não sejamos estúpidos: é claro que colocar personagens com nomes estrangeiros e uma trama atípica como a de Bang Bang atrapalhou e muito. Mas isso não quer dizer que o público não aceitou a novela. Muita gente não considera que as pessoas acharam a novela ruim e mudaram de canal por isso. A Record e a fraca Prova de Amor devem dar graças aos céus por isso.

Além do texto, os outros componentes do tripé (elenco e direção) falharam. Ricardo Waddington sempre foi um diretor acostumado em seguir a linha fácil de trabalho, com cenas pouco inovadoras (Sinhá Moça é única exceção). Em Bang Bang, Ricardo parece ter se bagunçado (e com isso, levando sua equipe junto) com as diferenças da trama. O resultado final da direção soou mais irreal do que a novela em si, além de desagradável - Bang Bang talvez tenha sido a única novela recente da Globo com problemas de som.

O último componente do tripé (que a maioria considera o mais importante) foi o desastroso elenco. Ter que agüentar Fernanda Lima fazendo seu biquinho e expondo sua inexpressão foi de doer. A menina deve ficar um bom tempo longe dos estúdios, estudando, se quiser se tornar uma atriz de novela competente. Mas Fernanda não foi a única. Bruno Garcia, sempre um ator elogiadíssimo (que, particularmente, também adoro), desempenhou muito mal um papel ruim por natureza. E por aí vai: Marisa Orth, Joana Fomm, Ney Latorraca, Alinne Moraes, Guilherme Fontes, Carol Castro, Kadu Moliterno e Evandro Mesquita... todos muito fracos o tempo todo. Só se salvou Mauro Mendonça (que coloquei como o melhor ator coadjuvante do ano passado na lista dos melhores de 2005), que é um ator infalível e competente. Se havia alguma coisa boa em Bang Bang, era Mauro Mendonça. Talvez a única.

Todo o elenco (ok, excluindo o Mauro) tem culpa no fracasso da novela. Lembra que tentaram vender uma coleção de bonecos Lego igual aos da abertura (por sinal, ruim) da novela? Dia desses encontrei em uma loja. Estava escondido, sem ninguém tocar a muito tempo. Deve ter vendido mil unidades, no máximo. O que dizer da trilha sonora? Resolvi perguntar a uma funcionária de uma loja de discos (uma das maiores de Florianópolis) se a venda estava sendo boa. Ela me respondeu que, no máximo, cinco unidades tinham sido vendidas desde que o produto chegou à loja.

Como nada está tão ruim que não possa piorar, o capítulo final de Bang Bang rendeu momentos históricos para o arquivo constrangedor da Globo. A morte da personagem de Giullia Gam (morreu com uma personagem atirando para o alto de uma caverna cheia de pedras, com as pedras caindo na cabeça de Giullia - ah, vou até acreditar que ela não tinha como correr...) foi das mais inverossímeis da teledramaturgia nacional. O conjunto de piadas sem graça da confraternização no Saloon, ao final, foi deprimente.

Nada, porém, se compara à coroação das inovações fracassadas (nem peçam para comentar, porque elas pararam assim que os trinta capítulos de Mário Prata se esgotaram. E mesmo essas foram fracassadas e desnecessárias) ao final do último capítulo. Como só Carlos Lombardi é pretensioso e arrogante o suficiente para terminar uma novela com uma cena diferente do comum, algo do tipo já era esperado: Fernanda Lima fez piadas sem graça com Bruno Garcia na cidade cenográfica da novela, depois viu Leona Cavalli (grande atriz de teatro, que morre toda vez que aparece na tevê) dando uma de durona e em um enquadramento da câmera totalmente irregular, ela atira em Leona. A novela terminou com Fernanda Lima de arma em punho saindo pólvora, com um sorriso discreto, após matar Cavalli (nunca vemos a personagem sofrendo o tiro ou já morta).

Chega a ser irônico ver Fernanda Lima encerrar a novela matando. Justo ela que praticamente matou a novela. Do início ao fim.

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Segunda-feira estréia Cobras e Lagartos e a Globo está tensa em função dessa estréia. Se for um fracasso igual ao maior que o de Bang Bang, e Prova de Amor continuar bem, é bem provável que a novela que a Record estreará em julho, Bicho no Mato, seja uma enorme sucesso. A Record pode dominar o horário da sete em poucos anos, basta ser competente o suficiente para tal. E se Cobras for um sucesso? Ótimo pra Globo. Mas tirar audiência da novela atual da Record vai ser difícil, porque esse já é um público fiel. Vamos ver o que acontece.

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Viagem e uma conclusão que precisa ser feita


Estou de viagem, ainda. Só que descolei um cyber café pra comentar o fim de Bang Bang. Já, já sai o comentário. Volto na terça-feira em função de Cobras e Lagartos. Pôxa, eu mereço descansar!

Agora, eu preciso apenas dizer que a etapa de audições em Ídolos, que começou mal, terminou bem. Tudo melhorou no finalzinho desta etapa. Vamos ver se no desenrolar a qualidade continua.

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Quarta-feira, Abril 19

American Idol: a semana Queen

A semana passada, em American Idol, foi especial para alguns candidatos que, se vencedores, certamente apostariam neste estilo musical. Mas todos nós temos um motivo para sentir raiva também: aquela semana nos eliminou Mandisa, uma das melhores do programa. Só que a raiva passou e agora é hora de dar uma olhada na semana da homenagem àquela que é uma das grandes bandas de rock dos Estados Unidos: Queen.

Nossos candidatos a ídolos tiveram a supervisão dos integrantes de Queen para que o show fosse feito sem desrespeitar a banda ou mesmo para que ninguém fosse mal. Será se, mesmo com a supervisão da banda, alguém foi mal? Vamos analisar performance por performance dos shows da semana Queen de American Idol a partir de agora.

Bucky, Fat Bottomed Girls

Bucky é um cantor de country. Isto é fato. Sua melhor performance até agora foi a da semana passada, cantando country de verdade. Porém, aqui na semana Queen, talvez ele se sentisse mais em casa ainda do que cantando country. Essa sensação de segurança é sempre boa para o cantor - e não é à toa que o resultado final foi mais que satisfatório. Tudo muito bom com Bucky nesta apresentação.

Nota: 9.0

Ace, We Will Rock You

Os instrumentais, o back-vocal, o desempenho de Ace no palco, tudo esteve muito bom. O problema, mais uma vez, é que Ace é muito fraco no vocal. Ele não teve força para manter uma música relativamente fácil de se cantar. E, com o vocal fraquíssimo, o resultado final foi desagradável - mais por Ace do que pelo resto.

Nota: 6.5

Kellie, Bohemian Rhapsody

O visual zumbi que Kellie adotou nesta noite nos lembrou que, nesta competição, ela só não é mais morta-viva que o Ace. O vocal estava fora de tom (é inadmissível que ela deixe o instrumental bloquear sua voz. Em alguns momentos, era impossível entender a letra pelo que Kellie cantava) e o desempenho de palco, travado. Uma típica performance de Kellie Pickler.

Nota: 6.5

Chris, Innuendo

O rosto inexpressivo de Chris só não prejudicou o resultado final porque o vocal estava muito bom e Chris estava em casa com o rock do Queen, que sempre foi a sua praia. Chris precisa mostrar algo novo, surpreendente, porque nós já sabemos que rock ele sabe muito bem como cantar.

Nota: 8.5

Katharine, Who Wants to Live Forever

Parecia a performance que os vencedores cantam assim que são declarados vencedores. O porquê? Katharine nos ofereceu um desempenho forte, especial e agradável. Certamente é algo que eu pagaria para ver em um show, como eu acredito que todos fariam. Não foi seu melhor show, mas foi um dos mais marcantes.

Nota: 9.0

Elliott, Somebody to Love

O desempenho de palco foi simplesmente esquisito. Elliott causou repulsa de muitas pessoas com seu olho arregalado e seu corpo que não parava de tremer. Como quase sempre acontece, o vocal de Elliott estava melhor que todo o resto - a única coisa boa, na realidade.

Nota: 7.5

Taylor, Crazy Little Thing Called Love

No início desta temporada, talvez ainda no primeiro show, um candidate pseudo-Sinatra (você deve se lembrar dele) cantou esta mesma música em um tom mais apropriado. Talvez tenha ido até melhor que Taylor foi aqui. Soou comum, e nos lembrou que, se Taylor chegou até o lugar onde está agora, nós também podemos. No máximo, essa apresentação divertiu. No máximo.

Nota: 7.0

Paris, Show Must Go On

Paris nos entregou uma apresentação mais pesada que o que a própria música propõe. Só que Paris é sempre Paris, e aqui o vocal excelente nos fez esquecer seu visual constrangedor e sua performance de palco inferior às que ela nos apresentou anteriormente. Mais uma vez, o vocal fez valer a pena.

Nota: 8.0

Abaixo, a seqüência dos melhores aos piores, na opinião deste que escreve:

Bucky
Katharine
Chris
Paris
Elliott
Taylor
Kellie
Ace

O eliminado de amanhã, que eu fiquei conhecendo com antecedência, deveria ter ficado mais tempo no programa. Só que nem sempre o que conta é a competência, e a prova maior disso é que algumas moscas mortas ficam, e bons cantores vão embora. O público norte-americano devia pensar muito bem antes de votar - em alguns momentos, simplesmente é melhor não votar.

Tendo em vista o fraco show que a Sony transmitiu nesta quarta-feira, quem deveria sair é Ace. Vai acontecer? Isso só saberemos nesta quinta-feira.

Até a semana que vem, com mais comentários dos shows de American Idol na semana de homenagem ao grande Rod Stewart!

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Estou indo viajar hoje e por alguns dias o volume de atualização será menor do que o normal. Eu sei que ando atualizando pouco, mas é que em breve o blog voltará com muitas (muitas MESMO) novidades para surpreender vocês. Espero que compreendam.

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Um pouco de Katharine



Tudo bem que eu ainda nem vi a performance da Katharine ontem, mas o comentário geral dos jurados foi a de que ela era a melhor da noite. Simon disse que Katharine "fez os outros parecerem amadores, enquanto ela era extremamente profissional". Ou seja, parece que o troço foi bom mesmo. Semana que vem a gente vê como foi na Sony - ou se a falta de paciência falar mais alto, é só correr pra aquele site que eu passei ontem, o www.rickey.org.

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Terça-feira, Abril 18

Se o fanatismo falar mais alto...

Se a paciência estourar e você não aguentar ter que esperar até a semana que vem pra ver o show de American Idol de hoje nos EUA, entre no site www.rickey.org que a partir das 21h eles fazem cobertura ao vivo do show. Agora, se você tiver paciência, talvez seja melhor esperar até a semana pra ver direto e com legendas na Sony.

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Bia Falcão vai voltar

Agora, sem nenhuma enrolação, está definido: Bia Falcão vai dar as caras novamente em Belíssima. Fernanda Montenegro já havia dado uma declaração que nos fazia entender isso, mas a gravação de uma cena que vai ao ar no final do mês mostra Júlia, personagem de Glória Pires, vendo a avó durante uma viagem ao Rio de Janeiro.

Júlia irá gritar pela avó, que será vista entrando em um carro. A avó não responderá, pelo contrário, sairá correndo com o carro. Júlia não tentará seguir o caminho de Bia Falcão, mas certamente ficará desconcertada com o que viu.

Conforme o jornal Agora disse, essa aparição será rápida e as futuras ainda não estão programadas. Mas, como telespectadores, nós sabemos que, mesmo aparecendo rapidamente e apenas uma vez, Bia Falcão vai causar um estardalhaço na trama e entre nós, telespectadores. Parece um sonho, mas isso é verdade.

Obrigado, Silvio de Abreu. Você atendeu aos nossos pedidos.

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Segunda-feira, Abril 17

O Aprendiz pode ganhar novo apresentador

A terceira edição de O Aprendiz, reality show apresentado por Roberto Justus, estréia em agosto e promete ser a última com Justus no comando. Só que isso não significa necessariamente que o reality show vai deixar de ser transmitido.

Segundo o colunista Daniel Castro, da Folha de São Paulo, a Record está de olho em uma outra pessoa para ocupar o lugar de Justus após esta terceira edição. Sabe quem é o alvo? Ninguém mais, ninguém menos que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A proposta ainda nem foi feita, mas a Record já estuda um Aprendiz com provas e o emprego para o vencedor voltados para a responsabilidade social, o que seria interessante para o canal, para o ex-presidente e para os telespectadores.

Fernando Henrique é uma pessoa culta, inteligente e, apesar de não ter fãs de seu modo de conduzir a política, é muito admirado. Substituir Justus talvez transformasse o programa em algo ainda mais didático do que é hoje - além de mais legal, se é que isso é possível. O Aprendiz é um dos poucos reality shows que se salvam no Brasil. Um Aprendiz melhor do que o que já vai ao ar seria irresistível.

Saiba mais neste link.

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Domingo, Abril 16

Joga Bonito funciona que é uma beleza na proposta - e a Band nem liga pra isso

Ídolos já tem sua frente de defesa pronta. É só alguém resolver falar mal do programa, que vem um bando criticar a pessoa e rogar pragas. Esse mal anda se alastrando rapidamente e, se muita gente gosta do programa, muita gente pode simplesmente não querer gostar em função desse excesso de paixão de muitos telespectadores. Aliás, esses telespectadores deviam prestigiar um programa muito mais interessante: Joga Bonito, estréia da Band no último domingo, às 21h00.

O que mais chama a atenção é o tratamento estético dado à produção: cada detalhe, cada take da câmera, a abertura do programa, a arte de rua inclusa em cada quadro do episódio piloto, tudo é muito bem trabalhado e direcionado para um público. Esse público vai de 12 a 25 anos, mais ou menos, e não tem restrição de sexo. O mais incrível é que essa faixa de público é a menos exigente de todas, e o esforço em criar um produto esteticamente impecável só nos remete a uma real boa vontade de todos os envolvidos em querer fazer boa televisão.

A trajetória de garotos que querem vencer o Joga Bonito para ter uma grande chance como jogador de futebol no futuro, ganhando estágio em times internacionais e brasileiros, é recheada por boas músicas, que só envolvem mais o telespectador na emoção do momento: se é para se empolgar com a ansiedade dos participantes, há uma música adequada; se é para sentir a mesma tensão, a mesma alegria ou dor, ocorre o mesmo. A edição também é muito feliz em editar música e imagem com igual impecabilidade com que a estética do programa é preparada.

Estreando em um momento onde a raiva pós-final do BBB6 esfria, onde a empolgação ou desilusão de muitos com Ídolos aflora, e a empolgação por uma possível realização do reality show de sucesso The Amazing Race toma conta dos fãs de programas do gênero, Joga Bonito estréia sem muito alarde, com um mínimo de publicidade e sem muita esperança de conquistar audiência. A presença de uma personalidade como Wanderley Luxemburgo como jurado rígido do programa poderia até ser uma peça importante na busca por audiência, mas acaba nem sendo. É como um tênis maravilhoso criado por um design iniciante, que é apresentado para a direção de uma empresa, e esta decide colocar no mercado, mas com pouca distribuição e nenhuma propaganda a respeito. Joga Bonito é simplesmente sensacional no que propõe e vai ainda mais além, só que quem produz ou quem transmite parece alheio à necessidade de fazer do programa um sucesso. Para quem, como eu, gostou do que foi ar, fica uma decepção.

É simplesmente inacreditável que uma emissora como a Band, com poucos programas de qualidade, seja capaz de produzir algo como Joga Bonito. Mais inacreditável ainda é saber que eles não acreditam no que conseguiram produzir.

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Quinta-feira, Abril 13

Feliz Páscoa!

Como vou ficar fora até segunda-feira, achei necessário desejar a todos vocês uma feliz páscoa. A páscoa é uma data feita para comemorar a ressurreição de Cristo, uma pessoa muito especial para todos que são cristãos, e mesmo para os que não são, Ele também tem seu significado. Cristo veio à terra trazendo esperança, morreu por nós e ressucitou para trazer mais esperança. Que a páscoa lhe dê mais esperanças e que seja uma data muito especial! Confraternize! Como seus ovos de chocolate!

Feliz Páscoa!!!


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Até segunda

Só um rápido aviso: o blog estará sem atualização até segunda-feira, em motivo de viagens do editor. Aguardo você na segunda pra continuarmos conversando e comentando. Fica esse post aqui - ou o próximo - e disposição para vocês comentarem sobre qualquer coisa; além, é claro, do e-mail televisionando@globo.com.

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Como não vou poder comentar sobre American Idol e a eliminação dessa quinta-feira, digo que foi chocante. E, sim, injusta.

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Ídolos se afeiçoa como cópia

Ainda não é American Idol. Está muito longe disso. Mas está no caminho. No episódio de quarta-feira, Ídolos continuou se aperfeiçoando como cópia de American Idol, mas só isso. Tá decidido que o Simon Cowell brasileiro vai ser o tal do Arnaldo Saccomani e que o resto vai ficar dizendo "bixinho", "coração" e "véio, não vai dar pra ti".

Porém, antes que alguém diga que eu odiei tudo novamente, confesso que, ao menos, dei algumas pouquíssimas (mas já foi algo) risadas com alguns competidores. Foram tão, mas tão ruins, que tinha que rir. Aliás, os competidores apresentados até agora foram simplesmente fracos. 99% dos aprovados eram medíocres ao cubo. É preciso gente boa pro programa alcançar, ao menos, repertório bom. Os engraçados podem servir para agora, mas não pra depois.

Ídolos não melhorou nada. Continuou constrangedor em alguns momentos. Deu a sensação que o espírito BBB, de votar pelo mais coitadinho, podia estar voltando. Mas me fez rir. Não melhorou nem piorou.

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Quarta-feira, Abril 12

American Idol: a semana do country

Depois de uma semana apenas com músicas do século XXI, American Idol, o reality show de maior sucesso no mundo, resolveu prestigiar aquele que é um dos estilos musicais mais queridos pela população dos Estados Unidos: o country. A última vencedora do reality, Carrie Underwood, está fazendo sua carreira (de sucesso) com músicas country. E, muito provavelmente, foi esse seu estilo que a levou à vitória no último ano.

Nesta quarta-feira, a Sony transmitiu o episódio com todos os cantores cantando country. Vale notar que o cara que mais respira este estilo musical nos Estados Unidos, Kenny Rogers, auxiliou os participantes.

Abaixo, uma análise de participante por participante.

Taylor, Take me Home, Country Roads

Taylor tem sua base firme de fãs que o mantêm no programa, e esta performance parece ter sido feita apenas para agradar esse público. Se você, como eu, não faz parte da base de fãs de Taylor, não deve ter gostado muito da música. Taylor escolheu um tom morto pra contar uma música que tem tudo pra empolgar. A performance foi igualmente morta. Deve ter agradado aos fãs - e olhe lá. Não mais que isso.

Nota: 7.0

Mandisa, Any Man of Mine

O que pareceu mais claro foi o problema com o visual, que é para garota descolada, tudo o que Mandisa não é. Mas a empolgação que a música causou (típica de uma música de Shania Twain, como é o caso) foi grande e fez com que a roupa passasse em branco. O ritmo escolhido foi bom, alegre, só que, assim como Taylor, seguiu um mesmo ritmo até o fim. Isso nunca é bom.

Nota: 8.0

Elliot, If Tomorrow Never Comes

Foi interessante ver Elliot cantando uma música para emocionar e não conseguindo - justo ele, que sempre alcança seus objetivos. O que ele conseguiu foi fazer boa música; se não chegou a emocionar, deixou todo mundo alegre. Não sei se para uma noite exclusivamente country esta foi a melhor escolha. Ao menos, funcionou.

Nota: 8.0

Paris, How do I Live

Paris tem um talento nato para cantar, por isso consegue um ótimo vocal toda semana. Aqui não foi diferente. Foi um vocal ótimo, como de costume, mas também muito empolgante. O desempenho no palco demorou a deslanchar, só se soltando nos últimos momentos.

Nota: 9.0

Ace, I Want to Cry Tonight

A performance, no geral, foi boa¿ para dormir. Péssima escolha de música, entediante, chata. A pergunta é sempre a mesma: porque Ace continua no programa? O que ele faz para merecer continuar em American Idol? Fica a sensação de que Ace continua no programa por causa de seu rostinho bonito que encanta as adolescentes.

Nota: 6.5

Kellie, Fancy

Ryan perguntou se a ingenuidade dela era verdadeira. Ela disse que sim, mas o desempenho dela, com uma firmeza de uma mulher masculinizada, nos faz duvidar disso. Como a praia de Kellie é o country, a performance só podia ser boa, empolgada. E foi. O vocal, como sempre, não saiu do mediano. Ainda há muito caminho pra chegar no seu objetivo: ser a nova Carrie Underwood.

Nota: 7.5

Chris, Making Memories of Us

Chris tem uma vocação nata para o rock. Isto é fato. Ele, inclusive, canta muito bem esse estilo. Na noite do country, Chris tentou dar uma enganadinha de leve modificando uma música country para o rock - só que não funcionou tão bem como as músicas que são rock, de fato. Chris é Chris, tem sempre um vocal muito bom na manga, e arrepiou com a voz aqui mais uma vez. O geral, porém, foi apenas aceitável.

Nota: 7.5

Katharine, Bringing Out the Elvis in Me

Katharine, assim como Chris, deu uma escapada do country, ainda que de leve. Aqui funcionou muito bem. Vocal foi excelente e a performance de palco foi muito boa. Katharine só pecou na escolha da música, só que seu talento a engrandeceu. Katharine é, provavelmente, a cantora mais agradável dessa edição do programa.

Nota: 9.0

Bucky, Best I Ever Had

Ainda mais que Kellie, Bucky é um cara que em sua carreira trabalhará especialmente com country. E isso é muito bom: nesta performance, Bucky talvez tenha dado seu melhor, arrasando no vocal e, principalmente no olhar. O que ele conseguiu com este olhar foi fazer seu desempenho ficar ainda mais interessante. Ele foi o melhor da noite.

Nota: 9.0

Abaixo, a seqüência dos melhores aos piores, na opinião deste que escreve.

Bucky
Katharine
Paris
Elliot
Mandisa
Kellie
Chris
Taylor
Ace

Quem deveria sair amanhã? Com certeza, Ace. Ele ficou muito mais tempo em Idol do que deveria e seu rostinho bonito talvez funcione melhor como modelo do que como cantor. Só que eu não acredito na saída do rapaz. Ace tem as garotas que são suas fãs e votam muito para salvá-lo.

Quem vai sair amanhã nós só saberemos... amanhã. Torça para seu participante favorito, assista American Idol e fique chocado (ou não) com o que vai acontecer amanhã - quando, aliás, eu volto para comentar a eliminação. Até.

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McPhee hoje, ontem e sempre

Confesso que não resisto: TENHO que ver Katharine McPhee do American Idol assim que ela se apresenta nos Estados Unidos. Pela internet, a gente faz o download da parte dela e vê tudinho. A noite do Queen, ontem, foi simplesmente fantástica. E ela foi a melhor, sem sombra de dúvidas. Aguardem a apresentação dela, pela música "Who Wants to Live Forever, na semana que vem no Sony. Não perca por nada.



Uma foto acima só pra aquecer os corações.

Hoje tem Katharine também. Na Sony. A apresentação da semana passada nos EUA vai passar aqui e vocês vão adorar tudo - obviamente, vão gostar mais da Katharine (hehe). Brincadeiras a parte, a apresentação dela foi boa de verdade, com a música "You're Bringing Out Elvis on Me". A diva que mora em Katharine saiu pra fora quase que inteira. Comentários sobre todas as apresentações você vê amanhã - e aproveito pra dizer que isso vai acontecer todas as semanas.

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Falando em American Idol, não custa dizer que hoje tem Ídolos e eu vou ver. Vou tentar gostar do que tanta gente diz ser incrível - e que, até agora, ao menos pra mim, não foi nada demais.

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A páscoa está aí e o ritmo diário do blog diminui até segunda. Esse final de semana inteiro não vai ter atualizações, sendo que amanhã apenas atualizarei sobre Idol (provavelmente sobre Ídolos também) e na sexta-feira apenas sobre a eliminação do programa.

Mas não custa nada lembrar da tal Força Maior, que pode fazer um comentário não ir ao ar, como outros mais podem ir. Não subestimem a Força Maior.


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Terça-feira, Abril 11

Dr. House volta

Para quem é fã de House, fica aqui o recado de que a série estréia sua segunda temporada na quinta-feira, no Universal Channel. Olha, não vou mentir nem fazer média: odeio House. Compreendo que alguns amem o personagem e o ator Hugh Laurie, mas eu odeio de verdade. Não gosto do estilo de interpretação dele, que alterna o inexpressivo e o desisteressante. O roteiro acerta em algumas poucas vezes, e garanto que quase nunca envolve o personagem de Laurie.

Vou tentar gostar da série com a estréia da segunda temporada, mas já fica claro aqui que odiei a primeira temporada. E se não houver nada de novo ou nada melhorado, a tendência é que eu continue não gostando.

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Em contrapartida a House, há Lost. A série é simplesmente de perder o folêgo, e já tratei de conferir o episódio de ontem que perdi no horário normal e me surpreendi com a capacidade de JJ Abrams em fazer algo ainda melhor cada vez. Apenas um episódio da série foi medíocre nesta segunda temporada, mas o resto compensou. E a Anna Lucia, hã? Não se gosto ou se desgosto, porque até agora ela não mordeu ninguém. Mas também não teve cheiro algum.

Pra recuperar o tempo perdido, há uma solução: no sábado, o AXN vai fazer maratona com os seis primeiros episódios da série, a partir das 14h00. Decida se a Anna Lucia morde ou cheira, se o Jack é ou não mais legal que o Locke e o que os números tem a ver com a trama (recomendo a Superinteressante deste mês, que vem com uma explicação muito boa). Depois comente aqui.

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Droga

O computador apagou sozinho e perdi um texto inteirinho que estava prestes a ser publicado. A sensação, garanto, não é das mais agradáveis.

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Dois elogios:

1) O Superpop ontem estava divertido com o Inri Cristo. Podem me criticar, mas ontem a Luciana Gimenez armou o circo direitinho. Tinha o comercial da Dolly, o Padre Quevedo, o narrador-mala (a-ha-u-hu, O Inri Cristo é pop!/Oooooooh my Gooooood!) e a salva-vidas gostosa se fazendo da tentação de Cristo.

A proposta do Superpop é ser lixo mesmo, e se a gente souber extrair do programa alguma coisa, já vale a pena. A programação da Rede TV quase que inteira é feita de programas que se acham importantes e produzem um lixo desgostoso. O lixo do Superpop (baixaria e sensacionalismo, diga-se de passagem) é feito para dar risadas do próprio programa. E nisso o programa funciona.

2) Ontem Medium foi simplesmente o melhor episódio da história da série. A Patricia Arquette estava perfeita e a trama incrivelmente superior à maioria do que se vê nos seriados norte-americanos. Ah, duvido que você não tenha ficado com raiva da música I Will Survive pro resto da vida.

Não conto mais pra te dar a chance de ver a reprise e concordar comigo. Nem que seja pra dizer que o episódio foi bom, mas você precisa ver o que eu vi. Estou com ele na cabeça até agora.

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Segunda-feira, Abril 10

Ídolos agradou

Estou pasmo com a quantidade de e-mails ofensivos dirigidos à mim, apenas porque resolvi, por puro exercício de sinceridade, não gostar do que Ídolos ofereceu até agora. Uma porrada de pessoas não aceita que o outro comente o que realmente achou, e parece que se machucam com o meu desagrado com relação a um programa que até agora não mostrou a que veio - se mostrou tudo o que tinha pra mostrar, ganhou minha decepção.

Ainda bem que esses e-mails são enviados para televisionando@globo.com. Ninguém merece ler o que eu recebi.

A conclusão a que cheguei com isso é que, de fato, Ídolos agradou. E que já ganhou fãs pra lá de ardorosos.

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Earl e The Office, do FX, trazem dois atores brilhando como protagonistas

É possível estabelecer um relação entre as séries My name is Earl e The Office, que estrearam ontem no FX. As duas são super queridas pela crítica norte-americana, mas não necessariamente hits de audiência. As duas querem contar uma história de convivência, apesar da diferença gritante entre os conceitos apresentados para a palavra por cada série. A diferença para ser mesmo o funcionamento: Earl funciona, Office fica só na promessa.

Baseada em série homônima do genial Ricky Gervais, The Office mostra o relacionamento de um escritório com um chefe maluco. Ali, diferenças raciais tentam ser esquecidas, e quanto mais isso é tentado, mais elas são expostas. É como uma experiência psicológica: como se comporta um grupo normal com a interferência de um ser superior na hierarquia que não bate bem da cabeça? Nesse ponto, a versão original de Gervais funciona muito bem: o interesse pela série é justamente para ver como essa reação ocorre. Na versão americana, o que ocorre é um total desinteresse para o desenvolvimento dessa reação - e por mais que aqui ela seja ainda mais focada que na versão original, o resultado soa quase insuportável.

Há apenas uma vantagem entre o original e o americano, que é justamente no ator principal. Ricky Gervais é um bom ator, mas é muito melhor como roteirista. Ele próprio deve saber disso. Steve Carrel, o chefe do escritório da versão americana, é simplesmente brilhante. Sua interpretação é incorporada e dedicada, detalhada e convincente. Com uma interpretação como a de Carrel no centro da série, fica ainda mais óbvio que o fato da série não dar certo é culpa do roteiro.

A outra série que estreou ontem, My name is Earl, é outra série de ator, e funciona com o roteiro e com o ator, totalmente o oposto de Office. Aqui, a idéia de ver um homem querendo se livrar das possíveis desgraças que o karma pode trazer para sua vida é genial. E não fica só na idéia: cada ponto da história é transposto com genialidade para a imagem. Aliás, tudo é muito bem trabalhado na relação imagem-som, com acertos da direção da série para todos os lados. Os planos, as seqüências, a luz... enfim, fazia tempo que uma série não entregava um produto tão completo e bem trabalhado.

E Jason Lee (foto) não deixa a chance passar em branco: sua interpretação como o Earl do título é tão boa como a de Carrel em The Office. A diferença é que Lee conta a seu favor o funcionamento da proposta da série em si, e talvez o resultado da interpretação seja ainda mais satisfatório aqui.

Uma pena que Steve Carrel tenha ido apresentar seu brilhantismo em uma série que devia honrar mais uma interpretação como My name is Earl faz com Jason Lee. Se isso acontecesse, seriam duas séries de lugar cativo no meu disputado domingo.

My name is Earl, FX, domingos, às 21h00.

The Office, FX, domingos, às 21h30.


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O Evangelho Proibido de Judas

Como não renderia uma coluna, digo que o documentário é esforçado e funciona. Ora, a proposta de dizer que Judas, o maior vilão de todos os tempos, é bonzinho já é interessante. Se gasta um tempão tentando pôr veracidade na idéia, então...

My Name is Earl e The Office ficam pra amanhã.

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Domingo, Abril 9

Organize-se já!

Este domingo tem algumas atrações imperdíveis na tevê. As de sempre a gente nem precisa dizer porque você já conhece, mas as novidades eu conto pra você se organizar desde já.

  • James Blunt é um dos caras da música no momento. Ele canta You're beautiful, a música que embala a personagem Vitória em Belíssima. Blunt está em alta no mundo musical, estourando nas paradas do Brasil, dos Estados Unidos, da Europa e de muitos outros países. O Eurochannel fez um especial com o cantor, que terá uma entrevista, a história do cantor e clipes. Não perca o Especial James Blunt, no Eurochannel, às 21h00.


  • A Fox e o FX transmitem simultaneamente a estréia de duas das séries mais queridas pela crítica norte-americana: My name is Earl, às 21h00, e The Office, às 21h30.


  • Por fim, aquela que parece ser a estrela do domingo. Depois de muito alarde na mídia, finalmente chega ao Brasil o documentário revelador sobre o Evangelho de Judas Escariotes, chamado Bíblia Secreta, no National Geographic Channel, às 22h00.


  • Bom domingo e, na medida do que eu puder ver, comentamos mais amanhã!




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    Sábado, Abril 8

    Estrelas, com Angélica, funciona para pobres e ricos



    Estrelas, o novo programa de Angélica, que estreou no sábado, vem sendo planejado desde antes da gravidez da apresentadora. Enquanto ele não ia ao ar, a apresentadora apenas apresentava um quadro do Vídeo Show, de games entre celebridades. Pois bem, ela não saiu do Vídeo Show (vai continuar apresentando o quadro de games naquele programa) para apresentar Estrelas - mas mesmo que tivesse saído, continuaria no mesmo formato, já que Estrelas é uma espécie de Vídeo Show, cuja única diferença é que em um programa, apenas o apresentador fica no estúdio, e no outro, as matérias fora do estúdio com os artistas continuam, mas estes também vão ao estúdio.

    A abrangência das estrelas do título, é importante dizer, não foge dos campos da Globo. Todos os convidados são globais e, até que se prove o contrário, o programa será feito apenas deles (antes que você diga que as estrelas dos outros canais não podem participar porque seus contratos não deixam, eu digo que estrelas musicais poderiam muito bem). O público-alvo ainda é indefinido, porque, se a princípio tudo parece ser um conluio de gente rica (é a sensação que fica, pra não dizer outra coisa), não podemos ignorar o fato de que as pessoas com menor poder aquisitivo têm eterna atração por riqueza.

    Tudo o que se viu no primeiro programa foram futilidades: como vive a cadelinha de Ana Maria Braga, o prato preferido de Bussunda, como Priscila Fantin aprendeu a esquiar na neve, um vídeo de making off do ensaio sensual que a ex-BBB Mariana (sim, o programa é do Boninho - também, se sua favorita não ganhou o reality show, agora ele vai tentar abrir espaço dentro da Globo pra ela) fez, entrevista com um campeão de Stock Car (obviamente, Angélica vai com ele a Interlagos e anda com ele dentro de um carro da categoria), Pedro Paulo Rangel regendo uma orquestra e Camila Pitanga fazendo yoga. Porém, surpreendentemente, essas futilidades funcionam muito bem no horário em que vão ao ar.

    Depois do Jornal Hoje de sábado, a gente sabe que quase não há audiência alguma. Essa pouca audiência que há não quer preocupação depois de ver notícias, quer alguma coisa mais leve pós-almoço, e Estrelas oferece esse conforto com competência. O programa todo segue o mesmo ritmo, sem um momento mais agitado, e, se o almoço foi farto, o telespectador pode até conseguir dormir.

    Não acredito que esse seja o programa que Angélica tanto batalhou para ter. O que ela queria talvez fosse algo mais sério e em um horário melhor. Só que Estrelas funciona muito bem com ela, que é ótima apresentadora e tem carisma de sobra. No meio das matérias, os convidados fazem comentários sobre o que vêem, e Angélica serve exatamente para reger esses momentos - além de também funcionar bem nas reportagens.

    Com o tempo, o programa deve adquirir mais segurança e talvez ousar um pouco mais nas matérias. Só que, até que se prove o contrário, vai ser apenas um meio de promoção para famosos da Globo - e vai agradar a ricos, pobres e pessoas da classe média.

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    Não me perguntem o que aconteceu no post abaixo! Deu um erro na hora de publicar que, bem, resultou naquilo - e eu nem consigo apagar!

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    Estrelas, com Angélica, funciona com pobres e ricos

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    Luiz Fernando Guimarães não faz jus a um programa feito pra ele

    Luiz Fernando Guimarães é um humorista extremamente querido do Brasil. Seu sucesso em programas de humor o lançou à condição de humorista da moda. De fato, ele tem talento para representar qualquer tipo de personagem. Essa sitcom Minha Nada Mole Vida, que estreou na Globo na última sexta-feira, nada mais é do que um programa para ele mostrar todo o talento que ele tem. E, por incrível que pareça, Luiz Fernando corre risco de falhar.

    Seu personagem é Jorge Horácio, uma espécie de Amaury Jr, jornalista que vai às festas mais badaladas e entrevista todos os famosos do momento. É bem provável que sua composição tenha sido baseada em Amaury, porque os trejeitos, a risada, a forma de se portar, tudo nos remete ao apresentador da Rede TV. Como personagem, Luiz Fernando faz seu papel corretamente: tem tudo o que é preciso para convencer, apesar de não sair daquele seu estilo de interpretação de sempre, onde ele fala pra dentro e dá a risadinha solitária no final das falas.

    O grande problema é que, como personagem, Luiz Fernando Guimarães não consegue segurar a série. Se em Os Normais (cuja dupla de autores é a mesma de Minha Nada Mole Vida) ele era praticamente o centro das atenções de tudo o que acontecia - em uma interpretação que foi boa do início ao fim -, aqui ele não tem um personagem tão forte para prender o telespectador. As piadas envolvendo o personagem são, na maioria, muito engraçadas e bem boladas, mas a forma com que Luiz Fernando as interpreta acaba deixando-as tolinhas.

    A sorte é que existem outros elementos além de Luiz Fernando para fazer a série dar certo. Um deles é Maria Clara Gueiros, uma atriz do Zorra Total que tem todo o timing de comédia e funciona excepcionalmente bem no papel de ex-mulher impertinente do protagonista. O garoto David Lucas, que faz o filho dos dois (e que esteve em Alma Gêmea, como amigo da personagem de Priscila Fantin), é outro talento na série que funciona muito bem no seu papel. Na relação entre pai-filho-mãe, fica claro que o pai é o personagem menos carismático e menos interessante.

    Soa no mínimo engraçada a presença de Minha Nada Mole Vida na programação da Globo, justamente num momento em que a Globo está perdendo rapidamente muitas de suas estrelas para SBT e Record, e no dia anterior ao programa de Angélica, Estrelas, que transita em uma espécie de glamourização da fama.

    Há uma relação entre a sitcom daqui e a série Entourage, da HBO, que mostra famosos e pessoas que vivem da fama dos outros: tanto a imprensa precisa dos famosos para sobreviver, quanto os famosos precisam da mídia para se manter. E, assim como Entourage ainda não se firmou, Minha Nada Mole Vida precisa lutar para ser algo mais sólido do que apenas uma série de promoção para Luiz Fernando Guimarães. Não que o ator não mereça: enquanto ele não for, de fato, a graça da série, alguma outra coisa vai precisar nos prender ao que está na tela.


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    Sexta-feira, Abril 7

    Ironia e drama na estréia de temporada em Justiça sem Limites

    Justiça sem Limites é o tipo de programa que todos assistem sem problema algum, mas que nem sempre surte em todos o efeito desejado. Alguns absorvem o drama da série, outros absorvem a comédia. Apesar de parecer ser mais drama que comédia, trata-se mesmo de uma comédia de ironia - e por isso, não tão fácil de compreender assim. O primeiro episódio da nova temporada, que estreou nesta sexta-feira, transitou entre o drama e a comédia, e pareceu realmente não saber em qual lado se fixar, apesar de já ter sido admitida como comédia pelos realizadores. Soou estranha essa opção pela indecisão, mas não atrapalhou o todo.

    O elenco continua ótimo (William Shatner e James Spader formam uma dupla tão dinâmica que em grande parte das cenas onde os dois atuam juntos, quase não há falhas) e o texto continua cada vez mais irônico (o momento em que o advogado jovem da empresa da série apresenta um clipe com diversas personalidades norte-americanas falando em Deus foi incrível) e que tem algum impacto dramático na hora certa (a muda que falava através do violoncelo foi exemplo de boa idéia para criar a situação, apesar de não ter sido bem desenvolvida). Talvez haja excesso em formação de casais (em determinado momento, uma advogada encontra com o advogado da acusação em um jantar, e repete a velha e desnecessária cena de chegar bem perto para beijar, mas não fazê-lo, deixando uma mensagem no ar para o outro), só que a série é tão boa que isso passa despercebido.

    Justiça sem Limites, Fox, sextas-feiras, às 21h00.

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    Ídolos precisa apresentar identidade própria

    Lígia Mendes e Beto Marden (os da foto), os apresentadores de Ídolos, provavelmente formam a dupla mais ridícula da tevê brasileira. Os dois simplesmente querem aparecer mais do que devem e protagonizam momentos que fazem qualquer um mudar de canal. Em um mundo normal, uma dupla de apresentadores, por pior que fosse, faria alguma coisa boa a cada programa. Porém, em dois episódios, Lígia e Beto só protagonizaram um momento decente (nem bom chegou a ser), quando imitavam nordestinos na sala de espera das audições de Recife. Seria até perdoável se os apresentadores de Ídolos fossem a única coisa ruim do programa, mas existem outros problemas também. A empolgação de quem curte tevê (a crítica, inclusive) e gosta de um bom reality show, após a estréia de Ídolos, portanto, só é justificada por uma empolgação pré-lançamento do programa.

    Antes de mais nada, é bom deixar claro que isso é fácil de entender. American Idol, o programa melhor sucedido na proposta iniciada pelo britânico Pop Idol, é o reality show de maior sucesso na história da tevê mundial e muito querido por quase todos os telespectadores. O Brasil tem muitos fãs de Idol, e esses claramente aguardavam com ansiedade a estréia de uma versão nacional. Fama e Popstars (da Globo e do SBT, respectivamente) estiveram aí com a proposta de parecer uma versão de American Idol, apesar de serem baseados em outros formatos de realities. Ídolos é, portanto, o único que segue à risca o formato de American Idol.

    De fato, o formato de Idol é seguido aqui com fidelidade incrível, desde os apresentadores chatos até a abertura. E as votações apenas por SMS e telefone, sem participação de internet, reforçam ainda mais essa idéia. Só que há um problema em seguir tão de perto um formato vencedor: na busca do sucesso, o programa pode virar mais do que apenas baseado em algo, e sim uma verdadeira cópia. A busca pela identidade própria em Ídolos vai ser, sem dúvida, o grande desafio do programa.

    Colocar no ar artistas cantando músicas da nossa cultura, com nenhum deles se baseando em fórmulas que levaram Kelly Clarkson, Ruben Studdard, Fantasia e Carrie Underwood à vitória nas edições dos Estados Unidos pode não ser tão difícil quanto parece. Basta que o júri diga isso aos competidores, critique a atitude deles ao querer copiar os outros ou buscar músicas estrangeiras, quando deviam estar é cantando músicas nacionais. Ora, eles serão ídolos brasileiros, não?

    O problema com isso é que o júri vai, de alguma maneira, se firmando como cópia do júri americano, inclusive em opinião. Obviamente, eles tentam negar isso de qualquer maneira, mas qualquer um que conheça American Idol de longa data pode perceber que não é bem assim. Thomas Roth já se posiciona como Randy Jackson, Cyz (sim, esse é o nome da figura) claramente é a Paula Abdul brasileira, e Arnaldo Saccomani e Carlos Eduardo Miranda disputam de forma desnecessária o posto de Simon Cowell, soando artificial.

    Eis aí outro xis da questão: dá pra fazer uma versão de American Idol sem alguém querendo ser Simon Cowell? A gente sabe que se o americano não tiver Simon, é um programa morto. E eu arrisco dizer que, se não tiver ninguém fazendo espontaneamente os mesmos comentários ousados e impetuosos de Simon, também não funciona. Cai na mesmice de qualquer outro programa musical que todos nós encontramos a qualquer instante. Aqui no Brasil, Miranda e Saccomani tentam ser Simon com artificialidade, e a infelicidade da tentativa fica evidente.

    Aliás, os jurados parecem realmente sem solução e candidatos que deveriam ser crucificados por apresentações medíocres, acabam recebendo aprovações ou palavras de consolo. Isso expõe aquela que pode se revelar a maior fraqueza do programa: faltam candidatos, até agora, que agradem a todos, que cantem bem e sejam simpáticos. Até agora, como foi visto, não deu pra simpatizar com ninguém. Audições em Rio e São Paulo podem mudar esse quadro.

    Ou não. O SBT pode simplesmente querer estragar toda a sua preparação de programa fiel à versão original, pra todos os gostos, e colocar no ar algo popular demais. Já pensaram que o repertório corre sério risco de ser apenas Ivete Sangalo, Banda Calypso e Leonardo? Esses cantores devem estar no programa porque são ídolos reais e vendem, mas não custa nada dar um passo além e incluir algumas poucas (se for demais, desrespeitará a proposta de formar um ídolo brasileiro) músicas internacionais e momentos pop, rock e MPB tradicional.

    Vale lembrar para todos que já estão pensando em desistir de Ídolos que American Idol não fez grande sucesso na sua primeira temporada inteira, apenas engrenando na quarta última semana por causa de um escândalo com determinado participante. Ou seja, Ídolos pode virar sucesso (ou não) apenas mais pra frente, porque até agora é um mero elefante branco na sala de estar (deu dez pontos no primeiro episódio e treze no segundo, segundo dados não-consolidados do Ibope - considerando que metade é um público que tem a tevê ligada no SBT mesmo sem passar nada, e a outra metade é de um público que aguardava de fato a estréia do programa, a conclusão a que se chega é que Ídolos ainda não mostrou a que veio, e está muito longe disso).

    Por enquanto, Ídolos será um programa com desenvolvimento interessante para ser acompanhado e analisado. Se a paciência esgotar, teremos o controle na mão para trocar de canal.

    Ídolos, SBT, quartas e quintas, às 21h45 e 22h30, respectivamente.

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    Quinta-feira, Abril 6

    A estréia (?) de Ídolos

    Resistir à tentação de comentar sobre a estréia de Ídolos no SBT, ontem, é difícil, muito difícil. Todo mundo quer ser o primeiro a elogiar ou ver o primeiro defeito, e na pressa, acaba esquecendo que praticamente nada aconteceu. Mas eu vou resistir bravamente e aguentarei a primeira audição hoje (de Recife) para escrever.

    O que aconteceu ontem foi, sim, algo bom. Houve contrangimento (o programa começou com quatro pessoas na minha sala e terminou comigo sozinho. Depois do clipe "Festa no Apê", todo mundo saiu), só que houve uso das qualidades do original Pop Idol e de American Idol. Foi uma hora para um fã de American Idol ver e saborear o exercício do fanatismo.

    Eu aproveitei porque sou fã. Se nunca tivesse ouvido falar de Pop Idol ou de American Idol, estaria vendo apenas dois apresentadores aparecidos e malas (esses da foto) falando sem parar e ia acabar mudando de canal. Muita gente fez isso ontem. Hoje, porém, há uma chance para elas permanecerem em Ídolos e ter alguma opinião mais consistente sobre o programa. É o que eu vou fazer.


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    Quarta-feira, Abril 5

    Sitcoms globais retornam à ativa com seus erros e acertos

    O quadro Lingeries em Perigo, do Pânico na TV, foi o responsável pela mudança de horário do programa (das 18h00 para as 20h00) que ocorreu no último domingo. Só que o Pânico e a Rede TV não poderiam sustentar o programa neste horário por muito mais tempo, por causa da programação formatada que já existe. A solução foi cancelar Lingeries em Perigo - e demitir a integrante Sabrina Sato - para que tudo voltasse ao normal.

    Na estréia do Casseta e Planeta (humorístico que, de certa forma, é o inspirador do Pânico), fiquei pensando sobre os motivos que levaram o quadro a sair do ar. Exibição de mulheres seminuas? Violência com determinada personagem? A linguagem utilizada? Pois tudo isso o telespectador encontra no programa do Gugu, do Faustão e em muitos outros canais, em outros horários, até. Incidente parecido com o do Pânico foi o cancelamento do Tarde Quente, na mesma emissora, por acusação de homofobia. O problema parece ser mesmo com a Rede TV, já que ontem o Casseta e Planeta fez coisa pior do que tanto o Pânico quanto o Tarde Quente já fizeram: colocaram uma montagem com caubóis gays satirizando o filme Brokeback Mountain - e naqueles poucos instantes da montagem, o Casseta mostrou tudo o que se podia expor de homofobia. E a gente sabe que não vai acontecer nada com a exibição do programa.

    Não estou defendendo nem o Pânico nem o Casseta e Planeta, tampouco estou dizendo que o Tarde Quente deveria continuar no ar: todos os três programas trabalham (ou trabalharam) com temas graves e abusaram da liberdade de expressão em prol da conquista da audiência. Só que a maioria dos excessos indentificados no Tarde Quente e no Pânico, ambos da pequena Rede TV, passa despercebida no Casseta, da poderosa Globo. Está faltando um pouco de igualdade na análise dos canais, isso já é um consenso entre todos que vêem e comentam tevê, além dos telespectadores mais ativos.

    O Casseta e Planeta funcionaria melhor, por exemplo, se passasse depois de A Diarista, em uma faixa onde a audiência mais jovem já se retira da frente da telinha. A Diarista, por sinal, é o programa de humor ideal.

    A estréia da nova temporada do programa, ontem, juntamente com o Casseta e Planeta, deixou bem claro a diferença de alcance do humor de cada programa. O Casseta pode fazer a gente rir no máximo durante três vezes, e deixa a nossa expressão séria no resto do tempo. A Diarista faz justamente o contrário: todo mundo fica alegre o tempo inteiro, e dá a sensação de êxtase nas cinco gargalhadas (muitas vezes até mais que isso) durante o programa - e o sentimento de satisfação que fica quando o programa acaba é inestimável.

    O acerto da sitcom vem do sucesso que a parceria elenco-texto produz. O texto do Bruno Mazzeo é repleto de situações universais (a briga entre Marinete e sua inimiga, Gislaine, logo no primeiro episódio, é algo absolutamente normal para qualquer raça e naturalidade, mas o toque de bairrismo dado à briga diferenciou do comum com excelência e personagens muito bons. Cláudia Rodrigues, Sergio Loroza, Claudia Mello e Helena Fernandes formam um quarteto com uma química incrível e não deixam escapar nada do texto. Todas as situações, todas as piadas, todas as ironias, tudo funciona com esses quatro.

    Mas eu não posso deixar de dizer que, apesar do quarteto acima funcionar muito bem, a estrela acaba sendo a Dira Paes. Ela não é a personagem-título, ela não aparece tanto, mas é só ela aparecer para dar vontade de a gente mandar calar a boca de todos os outros personagens para só ela falar. Soa impecável a interpretação de Dira, os trejeitos de Solineuza e a burrice da personagem. Dira, atualmente, é uma das grandes atrizes da tevê brasileira, e certamente a melhor atriz de um programa de humor no ar. Sua Solineuza é apaixonante.

    Nem Lingeries em Perigo, nem Pânico, nem Casseta em Planeta: juntamente com Sob Nova Direção e A Grande Família, A Diarista forma um trio de programas de humor que deveriam ser exemplo na tevê brasileira. E no exterior certamente não fariam feio.

    ***

    O humor vai ganhar novo integrante nesta sexta-feira, com a estréia de Minha Nada Mole Vida, após o Globo Repórter, com um grande ator do humor brasileiro de tevê, teatro e cinema: Luiz Fernando Guimarães. Corre sério risco de formar com Direção, Família e Diarista um quarteto dos pesos-pesados.

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    Terça-feira, Abril 4

    Impressões

    Casseta voltou um porre. A Diarista voltou muito bem. Parece que vai ser como no ano passado mesmo.

    Agora, contagem regressiva para Ídolos, SBT, hoje, às 21h45. Vamos todos assistir e comentar aqui, ok?

    Para alegrar o dia, vamos colocar uma foto da pessoa que destruiu ontem a noite em uma mega performance nos EUA. É claro que eu estou falando de ninguém mais, ninguém menos que...

    Katharine McPhee!!!



    Um bom dia a todos e comentem a vontade!


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    Hoje não é dia de estréias, é dia de retornos

    Nenhuma estréia na tevê aberta hoje. Apenas o retorno de dois programas da Globo que o público adora.

  • Casseta e Planeta


  • A Diarista


  • A ordem continua a mesma, um após o outro, depois da novela Belíssima. Aproveitando o momento, escrevam nos 'Comentários' qual dos dois vocês mais gostam - ou, dependendo, qual menos odeiam.


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    Segunda-feira, Abril 3

    Estréia de Rei Majestade

    Não vi a estréia de Rei Majestade, ontem, no SBT. Por problema de força maior, não pude de jeito algum ver, apesar de querer. Alguém aí viu, ou pelo menos deu uma olhadinha quando trocava de canal? Conta aí como foi, porque eu só vou poder saber no domingo que vem!


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    Domingo, Abril 2

    Jorge Kajuru estréia Jogo Duro, um conjunto de coisas que já vimos antes

    A estréia do programa Jogo Duro, apresentado pelo sempre polêmico comentarista esportivo Jorge Kajuru, foi simplesmente patética. Em questão de uma hora (a metragem do programa), Kajuru fez questão de denegrir a imagem do SBT por duas vezes. A primeira vez foi quando ele disse estar apresentando com exclusividade uma declaração do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, e o colunista Juca Kfouri, convidado do programa de estréia, disse que sua coluna no jornal Lance já havia noticiado essa declaração há algum tempo atrás. Aí Kajuru resolve dizer que Ah, quer dizer que você já publicou isso? Ah, mas não faz diferença... Quem vê o SBT... Sabe como é que é?.... Pronto, primeira vez em que ele detona o SBT, em especial o público do SBT.

    Só que, para quem achava que essa declaração era demais, Kajuru abriu a boca novamente no encerramento do programa, quando disse que convidava o telespectador a ver novamente na semana que vem o programa de um ex-quase gordo, feio e pobre... ops, não posso mais falar pobre, tô no SBT!. Então é essa a liberdade que ele tem no SBT, onde não pode dizer ser pobre? Uma aposta: esse programa não dura até o fim do ano no SBT. E, como foi na Band, o culpado será novamente o próprio Kajuru, que confunde liberdade com poder para falar mal do que quiser.

    No mais, enquanto o programa não é cancelado, resta dizer que se trata de uma cópia muito mal feita de um programa de sua antiga emissora, a Band, que, coincidentemente, não ficou muito tempo no ar: o Esporte Total na Geral. Jogo Duro copia desse programa até a besteira de ter votações por telefone para ver qual geração de jogadores é melhor e qual jogador imita melhor Hebe Camargo e Lula. Em uma hora, são duas votações postas no ar. Um exagero tremendo para um programa que perde tempo com isso ao invés de falar do que importa: esporte.

    Ah, antes que eu me esqueça: teve as baboseiras que são bem a cara do (velho) SBT, com apresentadores da casa (Carlos Alberto de Nóbrega, Ratinho) na estréia de um programa, atores (Ellen Roche, Ricardo Machi, Thierry Figueira) também e mais alguns outros fazendo figuração, com fotos de crianças que assistem ao programa (bem TV Xuxa, mas que coincidentemente o Esporte Total na Geral também tinha). Aliás, quadros de humor com jogadores contando piadas, crianças comentando futebol, tudo isso tinha também no Esporte Total na Geral.

    Coitado do Kajuru: deve estar realmente achando que no SBT vai ser valorizado e coisa e tal, quando na realidade está servindo para tapa buraco de um horário que nunca teve dono fixo nessa emissora. Lamentável ainda mais que ele queira terminar sua carreira assim. O SBT que promete uma nova cara para 2006 devia parar de agir assim.

    Jogo Duro, SBT, domingos, 12h30.

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    Sábado, Abril 1

    Supernanny consegue ser ótimo mesmo seguindo uma fórmula

    A nova grade de programação que o SBT preparou para abril estreou sua primeira novidade neste último sábado, Supernanny, e mostrou uma nova cara do SBT, que enxergou a concorrência da Record e resolveu mostrar que, apesar de parecer, não está morto. A Globo segue altiva na concorrência, e Record e SBT travam a luta desesperada para não deixar o outro se firmar como segundo lugar. Se depender do jeito que está, não haverá um segundo lugar de audiência fixo nunca.

    A Record tem suas novelas e seu jornalismo mostrando poder. O SBT, por outro lado, sabe que suas novelas não são tão boas, apesar de tentar algo com elas. Sabe também que seu jornalismo está lá apenas para dar uma nova cara ao canal, mas não para brigar por audiência. Só que agora, chegam programas que querem mostrar força e ganhar audiência. Supernanny não é um desses programas de luta (como Ídolos ou Rei Majestade pretendem ser); é, sim, uma opção do público que não quer ver Belíssima e que pode monopolizar essa audiência que foge da novela das nove da Globo.

    Por outro lado, há um público-alvo: mais da metade dos comerciais parecem direcionados à pais que procuram solução para a educação de seus filhos. Há propaganda de marca de brinquedo, de fralda, de bolacha, de fast food e de remédio para dor de cabeça (esse para os pais que andam precisando do auxílio de Supernanny).

    O que o SBT pode não ter percebido é que, por trás de uma opção para quem não quer ver Belíssima e um programa para dar uma nova cara ao canal, há um programa bom de verdade.

    Supernanny é baseado no programa homônimo inglês que foi adaptado para muitos outros países. No original, Jo Frost é uma educadora que vai ao encontro de pais desesperados em encontrar o rumo para a educação de seus filhos nada fofinhos. A nossa Jo Frost é Cris Poli, e esta não fica devendo nada à sua mestra. Cris tem desenvoltura, tem talento e é até simpática. Ela compreende que o programa tem uma fórmula a ser seguida, onde ela começa como uma observadora da família vestida como diretora de reformatório à lá Chiquititas e Floribella, e depois muda para uma pessoa compreensiva e dura em alguns momentos - e cumpre com louvor o script.

    Não é mentira alguma dizer que o programa é formulaico. Há uma fórmula a ser seguida, de blocos que tem a mesma evolução (o primeiro nos apresenta o ambiente da família da semana; o segundo mostra as regras que Cris Poli impõe; o terceiro mostra o desenvolvimento durante uma semana da família com a criança e sem Cris; e o quarto basicamente é sobre a análise dessa semana por Cris e das últimas regras impostas). Mas, por outro lado, a graça está justamente nas diferenças que existem entre uma família e outra, com Cris conhecendo diversos tipos de crianças.

    No primeiro episódio, a criança era Heloá. Uma verdadeira peste: diz não para tudo a toda hora, berra (verdadeira produtora de gritos que alcançam os maiores decibéis que o ser humano consegue), fura sofá, chora, e quer mamar no tetão (mamãããããe, eu quero tetão... buáááá... Detalhe: ela quer mamar tendo três anos e meio!). Ver as soluções que Cris Poli arranja para o comportamento de Heloá é simplesmente irresistível. Você fica com vontade de ver a próxima criança (semana que vem, segundo a propaganda no final, serão dois gêmeos pestinhas) e quais são as soluções para ela, como ela se comportará. A grande chave do sucesso de Supernanny no mundo é observar reações - e, por Belíssima monopolizar (com justiça) grande parte do público na hora do programa, muita gente vai ficar sem conhecer as reações e as outras inúmeras qualidades do reality show.

    É como uma metáfora: a protagonista de Supernanny bota ordem em crianças mandonas, e o programa coloca ordem em um canal que precisa muito disso. E as novas atrações prometem que tem tudo pra dar certo.

    ***

    Se você perdeu a estréia do programa, neste domingo, às 15h30, vai haver uma reprise do primeiro episódio. Serão, portanto, dois horários: sábados, às 20h30, e a reprise nos domingos, às 15h30.

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    O fim de uma super série, um super casal, a chance de um super jornalista e duas super estréias

    Pode começar a chorar o fim de Will&Grace. A série vai mesmo acabar. E vai acabar com o último episódio, que a Sony exibirá no segundo semestre, e que já foi gravado, no futuro! Mais não conto porque é spoiler e alguém pode querer deixar pra saber na hora. Mas se você não vai agüentar e já quer saber, clica aqui.

    ***

    Você é fã de Desperate Housewives, como eu, apesar de todas as críticas que a série tem recebido? E você adora ver American Idol, temporada após temporada, sem nunca enjoar? Pois aí vem a bomba: o apresentador de Idol, Ryan Seacrest, está namorando com Teri Hatcher, de Desperate. Antes que alguém fale, eu já admito: os dois são chatos. Mas também são um casal e tanto no mundo da tevê. Leia mais aqui.

    ***

    Um dos melhores jornalistas da Globo agora vai ter uma chance, depois de muito tempo merecendo. E vai ser uma chance de ter um programa só seu. Tudo bem que vai começar como quadro do Fantástico, mas se der certo, o reality show criado por ele pode virar programa fixo na grade da Globo. Leia mais clicando neste link.

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    Hoje tem duas estréias, como você vê aqui e aqui. O mais interessante diz respeito a primeira das duas estréias: Supernanny, no SBT. A emissora paulista vai começar a... reprisar! Sim, a praga da tevê paga começa a entrar na tevê aberta.

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