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Terça-feira, Fevereiro 28
Transmissão de carnaval na tevê reflete problemas de cada emissora
Assistir ao carnaval da tevê pode até ser inteligente e engrenar alguma festa morna. Só que para funcionar, é preciso nunca transformar a transmissão da tevê como a protagonista da festa. Escutar mais do que ver ajuda muito. E o grande motivo para isso é o simples fato de que a transmissão se deteriora a cada ano mais, e, se o ritmo da decadência continuar, é bem provável que daqui há alguns anos, essa transmissão não vai servir nem como figuração em uma festa.
A maior característica das transmissões de carnaval é que cada transmissão tem o jeito e o tom de sua emissora. Na Globo, por exemplo, com seus eternos desfiles de escola de samba no Rio e em São Paulo, há um tom de profissionalismo pairando no ar. Todos os comentaristas desenham comentários extremamente técnicos, e que quando não o são, chegam ao máximo de dizer que a arquibancada está empolgada. O grande problema da transmissão dos desfiles da Globo é que ela é pior do que parece. Notem que muitas vezes os câmeras balançam demais a câmera, principalmente no fim dos takes, com uma tremedeira de causar enxaqueca. Os próprios comentários são muito rasos e unidimensionais. Só que nada chega ao problema maior: a falta de empolgação. Ao invés de mostrar a platéia pulando, o samba ficar sozinho e mostrar bem de perto a animação dos que desfilam, a Globo mostra tudo muito de longe, muito distante, muito frio e monótono. Fica difícil não querer mudar de canal.
Nessa mudança de canais, a Band vai ser uma das paradas. Em comparação com a Globo, é uma transmissão mais animada. O povão aparece pulando, os apresentadores estão sempre alegres e presentes, e a música é o centro de tudo. Só que, enquanto que a Globo mostra os desfiles, a Band opta por mostrar o carnaval de trio elétrico na Bahia, que, sem dúvida, é mais animado. Mas é também muito restrito. Fica na Band quem curte axé, apenas. Na Globo, fica quem quer ver os famosos, os carros, o espetáculo e etc - caso a pessoa não queira ver isso, reportagens em telejornais vão dar vontade. E a restrição de público na Band aumenta ainda mais com o excesso de propagandas a toda hora, de remédio, câmera digital...
Aí a gente muda pra Rede TV. A emissora paulista preza pela transmissão mais trash possível. É a transmissão de carnaval à lá TV Fama. Para se ter uma idéia, tem até o Nelson Rubens falando ok, ok. Basicamente, os repórteres ficam passeando nos bastidores do carnaval de São Paulo, Rio e Salvador em busca de famosos e gente poderosa para entrevistar. Aqui o problema de restrição de público é ainda maior que na Band. É preciso gostar de ver famosos e ter muita paciência com os repórteres (cuja mania principal é olhar para trás da câmera e apertar o fone de ouvido para ouvir instruções do diretor do programa). Definitivamente, não é um programa para se ver do início ao fim. É para ver no intervalo da Band ou da Globo. Nesta terça-feira, vai ter o Gala Gay na emissora. Já é clássico do carnaval na tevê.
O SBT cometeu o mesmo erro que a Rede TV, cobrindo carnaval dentro do camarote da Brahma, com a Adriane Galisteu e mais alguns repórteres de menor importância. Aqui, o programa é bem mais curto e a presença de Galisteu prende você até o fim. Mas o lado trash de tudo, com fios da câmera aparecendo e problemas de som podem vencer toda a força do carisma de Galisteu. É o primeiro ano em muitos anos que a emissora do Silvio Santos acorda para essa época do ano que brasileiro adora. Há tempo de aprofundar.
Além de não empolgar ninguém e ser um reflexo dos problemas de cada emissora no geral, a transmissão do carnaval pela tevê aberta só ressalta aquilo que todo mundo já sabia: cair na folia é bem melhor.
Por Gustavo
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Pantanal na Globo
Benedito Ruy Barbosa (foto) garante que a novela Pantanal, exibida na extinta TV Manchete, ganhará uma nova versão como novela ou minissérie pela Globo. A emissora carioca comprou os direitos da trama e segundo o autor, comprou pra valer e que farão alguma coisa com isso.
Por Edson
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Segunda-feira, Fevereiro 27
Novo colaborador
O blog acaba de adquirir um novo colaborador, Edson dos Santos, que vai ajudar o blog a ter cada vez mais posts para que você possa ser melhor informado de tudo o que acontece no mundo da tevê - nacional ou internacional.
Cada post do Edson será identificado com o nome dele ao final. Os meus posts continuarão a vir sem identificação. Espero que ele seja bem recebido.
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Sábado, Fevereiro 25
Carnaval
Só vou avisar que durante o carnaval o blog estará de recesso. Voltamos após a festa. Aproveitem bastante até a volta!
BOM CARNAVAL A TODOS!!!
Atenção: o blog Televisionando está em busca de novos redatores e pessoas que queiram postar comentários ou notícias - tudo espontaneamente, sem ganhar nada, é claro. Se você estiver interessado, mande um e-mail para televisionando@globo.com
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Sexta-feira, Fevereiro 24
Entourage é retrado tedioso de um lado da fama que poderia render algo melhor
Entourage, série da HBO, é basicamente sobre a fama e suas virtudes. Os famosos e amigos de famosos normalmente tem passaporte livre para as melhores festas, estão sempre cercados das mulheres mais bonitas, andam sempre em carros da moda, enfim, tudo aquilo que pessoas de pouca sorte invejam. Portanto, cada meia hora de Entourage tem um pouco dos personagens curtindo a vida e um pouco de trabalho para sustentar a própria fama - que é ainda mais difícil do que se sustentar.
É uma pena que o foco principal da série seja nos seus personagens principais indo atrás de mulheres. Muito mais interessante para o telespectador seria ver a forma com que esses famosos e os que os cercam lidam com a fama e como a sustentam. Há, é verdade, um pouco disso: em alguns momentos, o protagonista da série briga com seu agente porque não quer fazer tal filme, e sim um outro filme. E o mérito mais o da série foi justamente o fato de não ter personagens muito famosos, e sim apenas famosos, que saem em revista, mas que nunca estão com um paparazzi na cola, nem nunca são o centro das revistas.
Só que isso não tira Entourage da própria armadilha e de seu maior defeito: assim como os famosos são retratados em revistas de fofocas, todos (sem exceção) os personagens são unidimensionais e caricatos. Isso prejudica o desenvolvimento da trama e o próprio trabalho dos atores, com praticamente todas as interpretações fracas (a única que se salva é a de Jeremy Piven, o único lembrado nas premiações).
Com uma primeira temporada irregular, essa segunda temporada que a HBO do Brasil está transmitindo todos os domingos, às 21h30, pode continuar sendo irregular e tediosa em muitos momentos caso se acomode na posição confortável de série que todo mundo elogia e é premiada, mas que poucos vêem. Mas ainda há tempo de mudar e torná-la boa, famosa e reconhecida com méritos.
Entourage, HBO, domingos, 21h30 (horários alternativos a consultar no site da HBO).
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Falando em HBO, nesta sexta-feira, o canal estreará uma minissérie muito premiada: Into the West, às 21h00. Não perca.
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Frase do dia
"Nós precisamos ser parecidos com os outros para nos entendermos, mas precisamos também ser diferentes para nos amarmos"
Paul Géraldy
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Quinta-feira, Fevereiro 23
Tem gente querendo boicotar Desperate Housewives
Então quer dizer que a associação de mães e associação do bem familiar nos Estados Unidos resolveram boicotar a série Desperate Housewives? O argumento ridículo é o de que a série pinta um retrato vulgar e irreal da dona-de-casa americana e que a série não é um bom programa para a família (clique aqui para ler).
Bem, para a família inteira Desperate Housewives não funciona mesmo, já que crianças podem não entender tudo. Mas dos doze pra cima, pode colocar na sala que vão se divertir pra valer. Afinal de contas, esse é o espírito do entretenimento - e Desperate o cumpre com louvor. Boicotar o entretenimento de qualidade, deixando de comprar produtos dos anunciantes, é uma forma do público censurar e retroceder a mente dos telespectadores que seguem as ordens dessas associações.
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Um spoiler (novidade contada antes da hora) sobre a novela Alma Gêmea. Leia clicando aqui. Se isso realmente acontecer na novela, vai ser a coisa mais ousada da novela de Walcyr Carrasco. E a mais boba também.
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Vou utilizar esse espaço para fazer uma propaganda. O servidor do blog, a Globo.com, criou uma página muito bacana sobre televisão, com notícias, enquetes e promoções. Não deixe de visitar. Basta clicar aqui.
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Reunion não terá a revelação de seu mistério, mas sobrevive na Warner
As emissoras de tevê paga no Brasil que transmitem séries cometem erros com uma freqüência impressionante. As legendas vem em portunhol, muitas falas simplesmente não tem legendas, há o excesso de comerciais e faixas da programação ocupadas por programinhas como novidades de Hollywood e por propagandas de produtos que prometem resolver tudo, além, é claro, das intermináveis reprises. Esses erros não são perdoáveis, mas muitas vezes tem algum motivo: o excesso de propaganda é para o canal lucrar, as novidades no mundo da música, do cinema e da tevê vêm por contrato, e as reprises são pela demora da entrega das legendas e para cumprir tabela, já que nos Estados Unidos, as séries muitas vezes não vão ao ar. A questão das legendas é mais complicada, já que implica a pressa na entrega e editores incompetentes. Só que o maior erro que uma emissora de série no Brasil está cometendo atualmente vem por parte da Warner, e é sobre Reunion.
O criador da série Reunion - que trata sobre seis amigos de colegial que vão evoluindo ano após ano (cada capítulo é um ano da vida deles, de 1986 a 2006) até se encontrarem e um desses amigos ser assassinado, deixando a dúvida sobre quem seria o assassino - já tinha afirmado que o fato da série ter sido encurtada de 20 para treze episódios não iria fazê-lo apressar os anos para colocar mais de um por episódio até chegar na fatídica revelação da identidade do assassino. Reunion já foi cancelada nos Estados Unidos, não está mais sendo transmitida por lá (pela Fox americana) e não teve a revelação do assassino. Mais tarde, ficamos sabendo por uma entrevista que o profissionalismo do criador da série não era dos melhores: ele começou a escrever sem saber quem seria o assassino, e terminou sem chegar a conclusão alguma. Ou seja, a série talvez nem merecesse um final mesmo.
Acontece que, com a série terminada e sem um final, Reunion continua sendo transmitida no Brasil pela Warner, com propagandas induzindo o telespectador que não sabe do cancelamento da série a ficar ainda mais curioso pela conclusão que nunca vai chegar. E, mesmo sem ter todos os episódios que foram ao ar nos Estados Unidos transmitidos, a Warner ultimamente só tem transmitido reprises da série (para se ter uma idéia, o episódio que foi ao ar nesta última quarta-feira foi o segundo), querendo, obviamente, transmitir o último episódio apenas quando o midseason (quando entram novas séries) chegar. Até lá, dá-lhe cinco reprises para cada episódio novo.
É aí que entra o mais vergonhoso: enquanto que SBT muda sua programação a cada semana e a Rede TV tem um desfile de lingerie apenas para atrair audiência, a Warner comete esse desrespeito com o telespectador de Reunion. Na tevê aberta, de onde o SBT e a Rede TV fazem parte, é quase aceitável que eles façam isso, afinal, cada emissora tem seu dono e vê quem quer. Na Warner, cada emissora tem um dono e o telespectador vê o canal se quiser, mas ele paga para tê-lo.
Uma vez, a Rede TV acabou uma novela mexicana de baixa audiência sem por o fim no ar, outra vez a Record terminou um fracasso de novela chamado Metamorphoses com um episódio final em forma de letreiro explicando o fim dos personagens. Em ambos os casos, não temos como nos intrometer na decisão das emissoras públicas. Com a Warner, emissora para se ter é preciso pagar, eles deviam ter o mínimo de respeito e consideração conosco. Por que, por exemplo, não acabam de transmitir a série sem dar explicação e colocam algo novo e completo no ar? O sentido de ver Reunion é descobrir quem é o assassino, já que toda a história gira em torno disso. E, se não se saberá quem é o assassino, não faz sentido ver a série.
Mas muita gente não sabe que o assassino nunca será revelado e espera ansiosamente pela revelação, muitas vezes até aceitando as reprises. Acabar agora ou acabar quando o último episódio for ao ar não faz diferença: o assassino nunca será revelado. O melhor é acabar com o desrespeito o quanto antes.
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The OC, a série adolescente mais popular no Brasil atualmente, concorre com o drama familiar Beautiful People, ambos no mesmo dia e horário, só que em canais diferentes (Warner e Sony, respectivamente). Não é que eu vi o mocinho-protagonista de Beautiful People em The OC hoje! Podia mudar de canal, mas ele continuava lá. A foto do cara está logo abaixo.
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Terça-feira, Fevereiro 21
Luciana Gimenez aproveita Jagger e grava entrevista
Ainda na onda do show dos Stones: Luciana Gimenez, que não é boba nem nada, aproveitou o fato do vocalista Mick Jagger estar no Brasil e de ser próxima dele, e gravou uma entrevista no quarto do Copacabana Palace que vai ao ar amanhã, no Superpor, Rede TV, 22h00.
Não vamos julgar nada antecipadamente, mas que foi uma jogada de mestre, ah, isso foi. Eu, por exemplo, não perco por nada a tal entrevista.
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Mais Stones: tem gente dizendo que o show deu menos audiência do que o humorístico Zorra Total, que ocupa o lugar que o Stones usou na transmissão. O Zorra dá 31 pontos do Ibope, o show deu apenas 28.
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U2 deu show e a Globo deu um show de transmissão
O show dos Rolling Stones foi bom, mas o show do U2 conseguiu a proeza de ser ainda melhor. As câmeras pegaram os melhores takes, estavam com as posições melhores e ainda por cima sabiam o que focalizar na hora certa. E daí que era gravado? Teve o mesmo brilho que teria se fosse ao vivo, foi com uma diferença de menos de uma hora entre o início do show e da transmissão.
Tudo bem que ainda teve o Zeca Camargo e os intervalos, como no show dos Stones, mas em contrapartida teve legendas com a tradução da letra de cada música, e entrando com o tempo certo.
Se ver o show dos Rolling Stones foi incrível, ver o do U2 foi inesquecível.
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Segunda-feira, Fevereiro 20
Thaís vs. Gustavo: quem sai no BBB6?
O paredão formado no Big Brother Brasil ontem, domingo, entre Thaís e Gustavo, a princípio me pareceu ter resultado óbvio: Thaís seria escorraçada da casa com alto percentual e o quase-monge Gustavo se fortaleceria, provavelmente subiria no salto alto e se tornaria um intocável na casa do BBB. Mas qual não foi minha surpresa em ver na madrugada de domingo para segunda-feira as enquetes na internet apontando para um resultado inimaginável: Gustavo, ainda que com uma porcentagem mínima, seria o favorito para deixar o programa.
Foi neste instante, ao ver o resultado, que dei um sorriso de felicidade. Será se pela primeira vez nesta sexta edição do reality show o público se deu conta que um dos protegidos da Globo usa uma máscara e merece ir embora? Dormi com essa pergunta e pensei que o resposta fosse positiva. Eis que, quanto eu acordo, corro para ver novamente as enquetes na internet e vejo que elas mudaram um pouco: ainda com uma diferença mínima, Thaís é a favorita a deixar a casa.
Desde o início das enquetes, o resultado se manteve apertadíssimo, e mesmo que tenha se revertido com o passar do tempo o favoritismo no paredão, eu continuo achando que, na contagem oficial de votos na Globo, o resultado está muito apertado, mas muito apertado mesmo. E é por isso que eu vejo pela primeira vez uma necessidade de se fazer justiça e enfrentar a supremacia que a Globo tem para com o seu público.
Thaís pode não ser a melhor pessoa do mundo: tem fraquezas e pode ter um pensamento calculista, mas ao menos é honesta ao passar a melhor impressão sobre si para os outros. A Thaís que a gente vê na casa do BBB6 (leia-se: na casa, e não nas edições dos resumos diários, que são armadas para favorecer alguém) é a Thaís que provavelmente a gente verá na sua casa e no trabalho. O mesmo não se pode dizer de Gustavo: sempre preocupado em viver de aparências e agradar ao público, Gustavo entrou para ser um neo-Jean Willys, o mesmo que ganhou o BBB5. Eu não colocaria a minha mão no fogo por ele, justamente por não crer que o Gustavo da casa do BBB6 seja o Gustavo do mundo real.
Então, meus caros, eu gostaria de convidar vocês a votarem a favor de Thaís neste paredão, a favor de um jogo mais justo e a favor de uma sacudida naquela casa - já pensaram como Inês, Mariana e Carlos irão reagir a uma possível permanência de Thaís na casa. Isto traria mais emoção para um programa que está precisando justamente disto.
A decisão é única e exclusivamente de vocês, mas eu disponibilizo mesmo assim o número de telefone para ligar e eliminar o quase-futuro-monge Gustavo do reality show: 0303 10884 01. Se for melhor enviar mensagens de texto de celular, enviem para o número 88401. Por fim, o site oficial do programa, www.globo.com/bbb. O importante é fazer com que este programa se torne interessante - e que, consequentemente, se faça justiça.
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Infelizmente, creio que Thaís acabará sendo eliminada com um percentual de 52% dos votos. Mas, que fique claro, há tempo de reverter esta situação.
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As estréias das novas temporadas de Reba, Grounded for Life e Curb your Enthusiasm
Quatro estréias marcaram o domingo na tevê paga. Foram quatro séries de relativo sucesso nos Estados Unidos que chegaram para um público brasileiro ansioso. Uma pena que a estréia que eu mais aguardava, Entourage, tenha passado sem que eu assistisse. Tudo culpa da minha tevê por assinatura. Na reprise, garanto, eu não perco. Mas vamos comentar Reba, Grounded for Life e Curb Your Enthusiasm.
Grounded for Life
A temporada que estreou é a última nos Estados Unidos e de longe a com o melhor episódio inicial. Mas isso não é grande coisa se levarmos em conta que Grounded for Life nunca foi boa. É apenas uma sitcom com um elenco razoável, e que vê no texto seu grande mérito. As piadas funcionam sempre bem porque a história é bem amarrada o suficiente.
Mas não vai ser na última temporada que Grounded for Life vai crescer e se tornar um sucesso que nunca foi nem nunca será - o que não impede que tenha alguns admiradores.
FOX, domingos, 15h00.
Reba
É a típica série que gira em torno de um personagem-título, como Everybody loves Raymond, Everybody hates Chris, According do Jim e muitas outras. A diferença de Reba (foto) para as outras séries é que o personagem-título tinha alguma graça e que todas são séries boas. Reba é ruim em direção e elenco.
Por isso que nunca saiu de apenas um quase-sucesso.
FOX, domingos, 15h30.
Curb your Enthusiasm
Larry Davis é o famoso cara de Seinfeld e, apesar de não gostar de ser reconhecido por isto, já admitiu. Tanto é que em quase todos os episódios de sua série Curb Your Enthusiasm, ele cita Seinfeld. Grande coisa? Não, já que ele conquistou relativo sucesso com sua própria série.
Mas é um sucesso bem pequeno e nem uma fatia do que ele merecia. Ele merece alguma coisa, a série não. Em Curb Your Enthusiasm, falta algo que leve o sorriso ao riso, à gargalhada. Por isso se trata de uma comédia de sátira, com grandes dificuldades em chegar ao engraçado de verdade.
HBO, domingos, 21h00.
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Entourage vai ganhar um comentário aqui no blog após a reprise - a não ser, é claro, que a tevê por assinatura resolva atrapalhar novamente.
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Domingo, Fevereiro 19
Pequenos problemas não ofuscam brilhante show dos Stones
Uau, que show aquele dos Rolling Stones que a Globo transmitiu ao vivo, direto de Copacabana, ontem (sábado), hein?Achei um show emocionante. Uma banda tão antiga - jurássica, até - com aquele fôlego, cantando bem, com um palco bem estruturado... sim, foi uma experiência e tanto ter ficado na tevê durante aquelas duas horas.
A Globo também conseguiu criar uma boa edição de câmeras - a mesma para o Canadá, os Estados Unidos e o México - para não perder o ritmo nem o interesse do telespectador. Não houve aquele típico problema da edição do Criança Esperança, onde a câmera altera tanto que a alternativa restante é mesmo mudar de canal. Ainda assim, houveram algumas coisas que incomodaram.
Primeiramente, o Zeca Camargo. Ele não precisava falar tanto - parecia estar querendo apenas ganhar tempo na tevê. Depois, o excesso de intervalos (foram cinco, eu colocaria apenas uns dois ou três. Ora, é um show!). Por fim, o erro de acabar a transmissão quando a música mais famosa da banda (Satisfaction) ainda estava com o instrumental tocando. Perdemos a chance de ver o vocalista Mick Jagger falando obrigado com sotaque inglês.
Mas esses erros nem de longe tiraram o brilho de um show que vai ficar marcado na história do rock.
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Hoje, domingo, teremos algumas coisas novas na tevê paga: as novas temporadas de Reba e Grounded for Life, na Fox, respectivamente às 15h00 e às 15h30, e novas temporadas de Curb your Enthusiasm e Entourage, na HBO, respectivamente, às 21h00 e às 21h30. Anote aí e não perca.
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Sábado, Fevereiro 18
Algumas coisas sobre Belíssima que precisam ser ditas
Hoje, no final do episódio de Belíssima, Júlia, a personagem de Glória Pires, foi a uma casa de campo para relembrar e tentar entender o passado. O problema é que a personagem começou a ter lembranças que a deixaram desnorteada. Dois pontos positivos nas cenas das lembranças de Júlia: Glória Pires estava ótima e a personagem ganhou alguma graça, algo que andava precisando a tempo. Um ponto negativo: me incomodou demais ver personagens de apenas trinta e cinco anos antes de agora vestindo roupas do século dezoito. Uma coisa é tentar mostrar verossimilhança através da representação do antigo. Outra coisa é ser démodé.
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O personagem André, do Marcelo Antony, me deixa cada vez mais fascinado. Mesmo que a interpretação do Marcelo não esteja boa - e, definitivamente, não está -, ao menos o personagem cresce a cada dia. Todas as revistas e jornais publicam diariamente planos e cúmplices que o personagem supostamente teria. Já é dado como certo que ele tem mais um pé no lado do mal do que no lado do bem. Mas o que acontece é que, até agora, nada indica que ele realmente seja um vilão. Até agora é apenas um personagem com um caráter duvidoso. Apenas duvidoso.
Peguemos, por exemplo, uma cena de hoje. Enquanto Júlia dirigia o carro rumo à sua casa de campo (para protagonizar a cena descrita acima), ela dizia para seu tio Gigi (Pedro Paulo Rangel) que estava feliz por André provar que realmente a ama e que quer começar a vida do zero. Também afirmava que André deveria estar pensando o mesmo. Só que, no mesmo instante, a cena cortou para um André pensando na amante, a filha da sua mulher, chamando-a de danada. E volta para Júlia, com as falsas impressões.
Acontece que, no início do mesmo capítulo, Júlia apareceu conversando com André, e este afirmando que gostaria de viver os melhores momentos da vida deles tudo de novo e esquecer as desconfianças que um tem do outro. Naquele momento, André pareceu realmente estar falando a verdade, reconhecendo seus erros (que continua praticando, mas reconheceu-os) e pedindo perdão.
Esse é mais um mérito do texto de Sílvio de Abreu, nos permitir incluir um personagem dúbio como André que carrega mistérios e dúvidas em cada cena em que aparece. Sílvio, como nenhum outro autor vivo, manipula muito bem seus personagens e as emoções destes de modo a passar uma impressão que pode ser verdadeira ou não. Com André, ele mostra sempre um personagem bom e um ruim, nunca deixando claro qual é o verdadeiro.
É bem provável que ele seja do mal, mas Sílvio de Abreu tem me feito querer cada vez mais que ele seja do bem - ou que, ao menos, suas atitudes não venham dele mesmo, e sim de outro personagem que anda manipulando-o às escuras.
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No capítulo de hoje, se foi possível identificar o quanto Glória Pires e sua personagem cresce mais e mais e o quanto André se torna mais e mais interessante, foi possível perceber também a decadência de Érica (Letícia Birkheuer, a modelo-atriz) na novela.
A personagem dela entrou como sendo a representação da tese do mito da beleza que Sílvio querer pôr na trama, e acabou saindo como recurso de dramaturgia mal-aproveitado.
Cada vez que eu olho para Érica, tenho a impressão de estar vendo uma cobra no ar. Não como característica da personagem, mas como comportamento da modelo-atriz no ar, que desfila como em passarela e realmente crê que seus olhos tenham alguma importância na expressão durante a atuação. É até vergonhoso ver isso.
Mas o que mais incomoda é ver que, mesmo com uma atriz - claramente funcionando mais como rosto bonito - interpretando mal uma personagem, ela consegue crescer, ganhando mais fala e importância, enquanto muitos outros atores e atrizes melhores se resumem a criar caricaturas e falarem a mesma coisa diariamente. Letícia Birkheuer deveria sumir da novela - ou melhor, apenas fazer parte do núcleo da agência de modelos da trama, onde poderia mostrar mais seu belo corpo e rosto do que sua nula vocação para a interpretação.
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Começa a competição de verdade em American Idol
Já começou a competição pra valer de American Idol, com cantores contra cantores, até se decidir quem merece ser o novo ídolo americano. Eu adoro o programa e confesso que não perco um episódio na Sony, todas as quartas e quintas, às 19h00 (com alguns horário especiais determinados pelo canal. Confira clicando aqui).
E, como bom telespectador de American Idol, eu já tenho uma favorita (saiba quem é aqui). Se Simon Cowell falar mal dela, poderei até dar uma risada, mas ficarei extremamente chateado.
Você já tem seu favorito a ser o próximo ídolo americano?
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Sexta-feira, Fevereiro 17
De protagonista em Malhação a protagonista em novela das oito
A temporada anterior a esta em Malhação foi fraca, principalmente por causa da transição do grupo de autores. Uma das grandes dificuldades foi conseguir dar o tom exato ao trio de protagonistas. De Fernanda Vasconcelos, Joana Balaguer e Thiago Rodrigues, os atores que formavam o trio, de longe o melhor era Thiago. Parece que Manoel Carlos compartilhou da minha opinião e decidiu que ele será o protagonista de sua próxima novela das oito: Páginas da Vida, fazendo casal com Ana Paula Arósio.
Uma coisa é ir bem em Malhação, outra coisa é ser protagonista de novela das oito. Não estou dizendo que Thiago irá mal ou que ele não merece o papel. O problema é a transição de um papel de destaque razoável ao papel de maior destaque nas novelas brasileiras. Confesso que estou entusiasmado para ver como ele irá se comportar no papel.
Será se ele vai conseguir segurar a barra ou vai decepcionar servindo apenas como rostinho bonito na tevê?
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Três coisas sobre o BBB6
Carlos se tornou o líder do Bir Brother. Senti um frio na espinha só de pensar na hipótese de ver Mariana no posto. Tudo bem que eu não gosto do Carlos, mas a Mariana consegue ser ainda pior. Agora, ele terá um abacaxi nas mãos. Como provavelmente ninguém vai adivinhar que Djair está revezando com seu irmão gêmeo no programa e, assim, ninguém será imunizado, o provável a acontecer é ver Inês ou Thaís no paredão. Eis a dúvida de Carlão, que deverá se tornar uma decisão nos próximos dias.
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Falando nesse Djair, que entrou para ser a prova do anjo, já ficou claro que não deu certo. O cara não tem carisma, não fez nada de interessante a não ser quase assediar sexualmente Mariana, colocando-a no lugar que ela adora ficar: no posto de coitadinha do BBB6.
Aliás, eu não duvido nada que o diretor Boninho, fã confesso de Mariana, tenha colocado o rapaz no programa com a ordem de enaltecer esse lado de coitada nela.
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Por fim, apenas uma pergunta: como a Globo deixa no ar uma coisa como esse Big Boss, uma besteira sem tamanho, que serve apenas para fazer o público gastar dinheiro com ligações?
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Como é bom ter um hospital e donas-de-casa de volta!
A quinta-feira marcou o retorno de duas séries de sucesso, ambas da Sony: Desperate Housewives, Sony, quintas-feiras, 20h00, e Greys Anatomy, Sony, quintas-feiras, 21h00. Vamos a um rápido comentário de cada um dos primeiros episódios de ambas as temporadas.
Desperate Housewives
A nova temporada começou com um episódio de prender a atenção do início ao fim. Logicamente, Bree (Marcia Cross, a melhor das quatro protagonistas) roubou a cena em um conflito com sua sogra, resultando em uma das melhores cenas da história da série (quando Bree vê seu marido, no caixão, com uma gravata que não combinava com o resto da rouba, ela começa a andar na igreja até achar uma gravata de outra pessoa e pedi-la. Aí, então, ela volta ao caixão, tira a gravata que não combinava e coloca a nova, que combina. Fica satisfeita e sai da igreja). Procure ver essa cena.
Mas não é apenas Bree que protagonizou bons momentos. As atrizes Eva Longoria (com a cena na clínica do teste de paternidade) e Felicity Huffman (propondo idéias em seu trabalho enquanto trocava a fralda do seu bebê) também arrasaram. Teri Hatcher, como sempre, ficou devendo - só que ela é mocinha, e ninguém pode culpá-la pelo azar de ter pego justo este papel.
O texto continua bom, com um toque de sarcasmo ainda maior do que na primeira temporada. É bom saber que as mulheres de Wisteria Lane voltaram para nossa vida.
Greys Anatomy
Essa é outra série que todo mundo estava aguardando o retorno - e que, assim como Desperate Housewives, provou que valeu a pena esperar. O grau dos problemas médicos continua muito interessante, mas o melhor de tudo é o dilema de duas personagens: Meredith, após a descoberta de que seu namorado era casado, e a personagem da Sandra Oh, que está grávida e não sabe como contar isso a seu namorado, que acaba terminando com ela o relacionamento já no primeiro episódio da segunda temporada.
Vai ser muito divertido também ver como os médicos de Seattle seguiram sua vida.
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Quinta-feira, Fevereiro 16
Para nossa felicidade, a espera acabou
A espera acabou, já podemos abrir os vinhos. A segunda temporada de Desperate Housewives (foto abaixo), uma das minhas séries favoritas, estréia nesta quinta-feira, às 20h00, na Sony. Antes, porém, vai começar a nova fase de American Idol. E depois, imperdível como Idol e Desperate, a nova temporada de Greys Anatomy, outra série ótima. Eu acho que a Sony passou direitinho o recado: a quinta-feira é deles.
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Acompanhei o segundo episódio de Beautiful People e pude perceber que alguém que comentou aqui no blog estava certo: a protagonista da série não está na faculdade, e sim no colegial, na high school. Dito isto, preciso fazer duas conclusões:
1) Beautiful People cresceu do piloto para este segundo episódio, com mais facilidade de ganhar ritmo e com as atrizes principais ainda mais entrosadas. A primeira temporada é pequena, mas vai ser interessante acompanha-la.
2) Antes de alguém comentar aqui no blog, entendam que o espaço dos comentários e exclusivo para se trocar idéias, sobre o conteúdo do post ou não. O fato é que alguns leitores chegam aqui com o intuito de apenas me criticar e impor o negativismo sobre toda e qualquer palavra escrita neste blog. Se alguém tiver alguma reclamação pessoal sobre mim, peço que escreva para televisionando@globo.com . E se você ainda não leu a única regra desse blog, dê uma conferida aqui na coluna do profile, logo ao lado.
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Quarta-feira, Fevereiro 15
One Tree Hill começa nova temporada com lentidão visível
Classificar um seriado como adolescente não significa nem que seja formado apenas por adolescentes nem que apenas adolescentes irão gostar de assisti-lo. No caso de One Tree Hill - cuja estréia da nova temporada estreou na Fox, nesta terça-feira, às 21h00 -, isso não serve: é um seriado formado praticamente apenas por adolescentes e praticamente apenas os adolescentes gostarão de assisti-lo. É claro que podem haver exceções, mas estas são raras.
A nova temporada estreou lenta, com dificuldade de entrar em um ritmo de meio de temporada, onde todas as histórias correm bem. E se você argumentar que não tem ritmo de meio de temporada porque é o início da temporada, eu rebato que a maioria dos bons seriados no ar começam e terminam num mesmo ritmo ideal. Foi um episódio para lembrar o que aconteceu no intervalo das temporadas e para iniciar a passos de tartaruga os rumos que deverão tomar conta dos próximos cinco episódios, no máximo. Depois, tudo muda. E é por isso que muitos fãs reclamaram deste primeiro episódio, mas continuam entusiasmados.
One Tree Hill talvez seja a série adolescente com a melhor linguagem adolescente no ar atualmente. É aquela que eu indicaria sem medo algum para telespectadores na faixa de 13 a uns 22 anos - e talvez até para os que são um pouquinho mais velhos. O elenco é todo formado por rostos bonitos, simpáticos e fotogênicos, que acaba sendo a melhor coisa da série, e também a que mais influencia na enorme identificação entre público e One Tree Hill.
Ninguém no elenco erra, já que acabam, mesmo que inconscientemente, interpretando a si mesmos. Os personagens são muito bem caracterizados para que isso ocorra, e não duvido nada que os autores tenham conversado bastante com os atores para formar as personalidades a imagem e semelhança de cada um deles. E, portanto, os personagens acabam sendo bem melhores que a história, que só funciona no miolo da temporada - pelo menos foi assim com a primeira e a segunda temporada, e eu não creio que isto venha a mudar.
Não é nem questão de repetição - que ocorre, mas é vício de dramaturgia, o que é até compreensível. É mais o fato de que todas as cenas são curtas e as tramas muito mal interligadas para dar um desenrolar satisfatório. Cada episódio tem muito tempo com explicações e diálogos muito falsos, nada que desanime, mas não passa despercebido para o telespectador.
Só que esta temporada teve um início melhor que a anterior, e tudo leva a crer que será um sucesso, independentemente de erros de texto e roteiro.
One Tree Hill, Fox, terças-feiras, 21h00.
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Nesta quarta-feira, tem The OC e Beautiful People, o primeiro na Warner e o segundo na Sony, ambos às 20h00. Vale acompanhar para comparar com One Tree Hill e ver qual funciona melhor como proposta adolescente - eu acho que é One Tree Hill, mas tenho certeza que muita gente aposta em The OC. Proponho isto a você: compare as três séries e veja qual é melhor para adolescente.
Beautiful People só teve o piloto, mas já está na luta. Vale a pena também, então, ver o resto do desenvolvimento desta série. Acho que vou emendar com a última audição desta temporada de American Idol.
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Terça-feira, Fevereiro 14
Conversando sobre um pouco de quase tudo na tevê
A Globo negociou com a criadora do Big Brother, a empresa Endemol, e decidiu que teremos o reality show aqui no Brasil, na mesma emissora - e provavelmente com o mesmo diretor, Boninho, que é um mal para a atração -, até pelo menos o ano de 2010, com uma edição por ano. Resumindo: teremos no mínimo mais quatro edições. E se continuar dando alguma audiência, pode ir além.
Torcida geral é para que Boninho seja demitido ou baixe em si o espírito da humildade que o faça reconhecer o quão manipulador ele é e mude de rumo na direção, ou quiçá ele mesmo peça demissão. O fato é que, sem Boninho ou com Boninho, teremos muito BBB pela frente. Bom pra quem gosta. Já quem não gosta...
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Falando em Big Brother, hoje a noite tem paredão. Quem saíra: Léa ou Rafael? É praticamente certo que na quarta-feira a motogirl paulista Léa não esteja mais dentro da casa do BBB. Gosto de ambos os participantes, são autênticos e sem papas na língua. Assim como no último paredão, entre Roberta - que saiu - e Rafael, independentemente de quem sair, essa pessoa fará falta. Quem eu gostaria que continuasse no programa? Léa. Pena que ela deva sair, como já disse, com uns 66% dos votos.
Espero que com a permanência de Rafael, os participantes protegidos de Boninho, os que tem as máscaras nunca desmascaradas nos resumos diários do programa (quem tem, como eu, o BBB 24 horas, famoso pay-per-view, sabe muito bem que esses não valem nada), fiquem com medo e desçam do salto alto.
Ah, antes que eu me esqueça: entra hoje no reality show um gêmeo que posteriomente será trocado por outro gêmeo (esas figuras da foto). Estes irão conviver com os participantes como se fossem um participante normal. O primeiro participante a adivinhar que houve essa troca de um gêmeo pelo outro, será imunizado.
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A novela Cidadão Brasileiro, primeira novela do horário nobre na Record após a retomada do núcleo dramatúrgico, não começará às 21h00, concorrendo inicialmente com Belíssima e posteriormente com a próxima novela de Manoel Carlos, Páginas da Vida, como era o planejado.
Se não houver mais nenhuma mudança, Cidadão Brasileiro, de autoria de Lauro César Muniz, e com Lauro César Muniz, Paloma Duarte, Gabriel Braga Nunes, Karina Bacchi, Lucélia Santos, Carla Regina no elenco, vai estrear em março, no horário das 20h30.
A proposta é colocar Cidadão Brasileiro após Prova de Amor, deixando o Jornal da Record para depois da novela. Pode até ser bom para a novela que entra, mas será péssimo para o telejornal. Anotem o que eu estou falando.
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Ainda na Record: o programa dominical da Eliana, Tudo é Possível, está agradando a todos lá na emissora. No último domingo, por exemplo, a emissora ficou durante quase toda a exibição do programa no segundo lugar na audiência, atrás apenas da Globo.
Isto é muito bom não apenas para a Record, mas também para a Eliana, que terá seu contrato vencido em setembro, e cuja renovação já é dada como certa.
Sem maldade alguma, apenas uma constatação: quanto mais eu vejo esse Tudo é Possível (e olha que eu não vejo muito), mais eu tenho a impressão de que está passando uma reprise. Os quadros envolvem pessoas muito parecidas e cujas reações não variam. No programa, pouca coisa se salva. Eliana é uma delas. Só que, obviamente, se está dando audiência, nada será mudado.
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Páginas da Vida, que estreará após Belíssima, terá em seu elenco Marjorie Estiano, que fez Natasha em Malhação - este último trabalho na carreira dela a lançou como uma cantora de sucesso, com suas músicas no topo de muitas paradas musicais.
A grande questão é aquela que eu mais temo, justamente por Marjorie ser uma boa atriz: ela conseguirá nos fazer esquecer da Natasha? Talvez. Mas é uma coisa é certa: ela terá que mudar o visual para isso.
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Rapidinho, só para comentar uma coisa da tevê paga: o episódio de Veronica Mars desta terça-feira, na TNT, foi bom, como todos da série são. Só que eu tive uma leve impressão de que os atores estavam cansados e o texto estava demorando a engrenar. Pode ter sido só uma impressão, mas que eu a tive, ah, isso eu tive.
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Amanhã, provavelmente, voltarei com um comentário da estréia da nova temporada de One Tree Hill, na Fox, hoje, às 21h00.
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Ver para Crer desperdiça Celso Portiolli e César Filho
O Celso Portiolli talvez nunca tenha recebido no SBT o melhor tratamento possível. Ele nunca apresentou um programa de sucesso ou em que pudesse mostrar ter talento para apresentador. Há algum tempo, o SBT contratou também o César Filho, que também não teve chance para mostrar a que veio. Sendo assim, o chefe Silvio Santos resolveu colocar os dois em um mesmo programa, Ver para Crer, onde eles aparecem praticamente apenas no início do programa, em algo que dura trinta segundos. Excetuando-se isto, eles apenas narram o mote do programa: os vídeos com cenas inusitadas de trapalhadas durante roubos, quedas de cavalos, explosões, enfim, uma cópia do programa Guiness, o mundo dos recordes, da Record, Vídeos Incríveis, da Band, e Vídeo Adrenalina, da Rede TV.
Sinceramente, eu não acreditava que fosse possível errar em um programa deste tipo. Bastava colocar lá as imagens espetaculares e pronto: a audiência ia depender da divulgação, mas o trabalho já estava feito de forma correta. Só que o SBT resolve colocar o Celso Portiolli e o César Filho para apresentar, organizando um cenário de telejornal, com entrada dos dois, como se houvesse necessidade disto. Se os dois estão sem o que fazer na emissora, que eles apenas narrassem, mas fazê-los de ridículos foi o cúmulo do absurdo. Outra coisa que incomoda na apresentação de Celso e César é que os dois são bons apresentadores e apresentam de forma parecidíssima, e já que aparecem tão pouco, pra que colocar dois para disputarem a atenção. Que se colocasse apenas um, e este mostraria a que veio sozinho, não com concorrência.
Outra besteira é não adaptar o vídeo: a tradução do áudio original acaba vindo com lorotas do tipo "nosso repórter Michael...", que eram da emissora de onde provêm todos aqueles quadros, e não do SBT. O último erro grave é até mesmo perdoável, já que todos os programas do gênero repetem: colocar todas as atrações resumidas no início. Deixa eu explicar: quando começa o programa, os apresentadores dizem o que vai ocorrer, com frases do tipo "rapaz tem a perna engolida por tubarão", "imagens impressionantes de furacões levando carros e bois", etc. Ora, se você ver algo realmente interessante a ponto de ir contar para alguém o que viu no dia seguinte, você vai dizer apenas o que essas frases de apresentação contam. Portanto, todo o conteúdo do programa acaba sendo apenas enrolação em cima de algo que podia ser mais objetivo.
Ver para Crer pode não ser um fracasso em audiência, mas com certeza, por culpa da concorrência, não vai ter o número ideal de pessoas assistindo que César Filho e Celso Portiolli mereciam.
Ver para Crer, SBT, segunda a sexta-feira, 22h00.
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Após o Ver para Crer, começa um filme no SBT. A emissora está transmitindo diariamente filmes a partir das 22h30. Ora, a gente sabe que filme dá audiência, muita audiência. Mas não seria possível valorizar um pouco mais a produção própria, criando programas novos? Seria o ideal e criaria novos empregos. A vaga de apresentadores, porém, já estaria preenchida por Celso Portiolli e César Filho, cada um com seu programa. Eles merecem um programa próprio, basta apresentar uma boa proposta para o Silvio Santos aprovar.
Ou então vamos ter que esperar o patrão ir a Miami e voltar com "idéias fresquinhas" (leia-se: fazer versão brasileira de programas americanos). A trajetória do SBT foi feita disto.
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Descobrindo uma nova boa série médica
O A&E é um canal da minha tevê paga que eu sei que é recheado de coisas ótimas que eu conheço e coisas ótimas que eu preciso descobrir. O problema é que sempre tem outras coisas para eu ver, e quase nunca sobra tempo para eu explorar o canal. A revista da minha tevê por assinatura é uma grande aliada para eu descobrir este canal, já que me mostrou programas ótimos no passado, e acaba de me apresentar, nesta segunda-feira, uma série muito boa: Strong Medicine. É por isso que essa revista me acompanha sempre que eu vou pra sala de tevê.
A forma mais fácil - e correta - de classificá-la é apenas dizer que se trata de mais uma série médica. Assim classificada, sua visão de Strong Medicine acaba sendo a de doutores e seus problemas, com pacientes doentes chegando em um hospital a toda hora. E é isso mesmo: Strong Medicine nada mais é do que uma mistura de Greys Anatomy (a doutora Meredith Grey (Ellen Pompeo), protagonista da série, teve participação especial bastante ativa neste episódio) e ER. E se lhe vier a cabeça alguma outra série ambientada em um hospital cujos protagonistas são médicos, inclua na lista.
O bom de Strong Medicine é que, mesmo seguindo estilos de outras séries médicas, existem personagens interessantes o suficiente para não cair na mesmice. Ainda que as situações sejam em grande parte clichê (onde você imaginar que algo pode dar errado com determinado personagem, mesmo que ele tenha sido apenas citado, dá errado), a sustentação dessas situações (os personagens) acaba compensando uma assistida ao seriado. A médica principal (interpretada por Rosa Blasi), por exemplo, tem diversas dimensões: se por um lado é uma heroína que burla a polícia para prestar assistência médica a um bebê, também grita com colegas de trabalho que apenas lhe perguntam se ela está com fome. O trabalho de Blasi tem outro ponto forte: a personagem tem um olhar que cativa e que convence, valendo muito mais que muitas palavras. A competência de Blasi a manteve como protagonista por sete temporadas.
Infelizmente, parece que eu dei azar em descobrir a série. Na mesma matéria da revista que me recomendou Strong Medicine - droga, eu devia ter lido tudo! -, também dizia, logo ao final, que ela havia sido cancelada após sete temporadas, terminando como a série de maior duração do canal de tevê paga dos Estados Unidos Lifetime (como já disse, é o A&E quem transmite aqui no Brasil).
Mas para quem achava que tudo parecia perdido, não custa nada dar uma dose de otimismo e dizer que o A&E ainda não está transmitindo a sétima temporada de Strong Medicine, faltando um bom caminho até chegar lá.
Strong Medicine, A&E, segunda a sexta-feira, 23h00.
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Segunda-feira, Fevereiro 13
A Viagem estréia com ritmo ágil
Acabei de ver o primeiro episódio de A Viagem, no Vale a Pena Ver de Novo, e gostei muito. A novela da Ivani Ribeiro, grande autora de telenovelas da História da dramaturgia no Brasil, é ágil, tem pegada com o público e elenco indiscutivelmente bom (Guilherme Fontes está muito bem, Miguel Falabella está ótimo e Christiane Torloni arrasa. Andréa Beltrão e Maurício Mattar são únicos que ainda estão no quase lá. Vamos ver o desenrolar da trama para ver como eles se saem). Ainda que a proposta seja, como eu comentei no post anterior, a de pegar carona no sucesso de Alma Gêmea e emplacar outra trama espírita, pode acabar pegando muito mal pra Globo, porque se alguém acompanhar as duas ao mesmo tempo vai perceber a diferença de qualidade - A Viagem ganha disparada.
Outra coisa muito engraçada com a novela é o excesso de câmeras subjetivas, algo que em todas as novelas dirigidas pelo ótimo Wolf Maya é possível perceber. É um estilo do diretor, que tem muitas manias, mas também tem o bom senso para não torná-las vícios.
A Viagem vai acabar, creio eu, tendo uma média de audiência em torno de uns 25 pontos de audiência, que não é nem péssimo nem ótimo, mas sim o razoável. E, mais uma vez, vai ficar claro que público e qualidade nem sempre andam juntos. A não ser que o público nos surpreende e valorize de verdade o que vale a pena ver de novo.
Essa valorização, é preciso deixar claro, poderá acontecer. Só que a novela tem que ser apresentada na íntegra, e não cheia de crateras de cortes na edição para deixá-la menor. Até o mais leigo percebeu que houve cortes.
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Deixo a disposição aqui dois links sobre a novela para vocês visitarem e se informarem do que se trata, caso não tenham acompanhado a novela anteriormente ou mesmo visto a estréia nesta segunda-feira.
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Só para deixar claro, quando comento a estréia da reprise e chamo a própria reprise de estréia é simplesmente porque eu não vi A Viagem quando esta passou em 1994 ou na reprise no mesmo Vale a Pena Ver de Novo em 1997. Para mim, é uma novela com embalagem velha que chega como novidade.
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Domingo, Fevereiro 12
Força de um Desejo acaba e prova que o bom nem sempre faz sucesso
Acabou na última sexta-feira a novela Força de um Desejo, na faixa de reprises Vale a Pena ver de novo.
O complicado de comentar as novelas reprisadas no Vale a Pena é que não há uma média de audiência considerada boa ou ruim para se dizer que a novela faz sucesso ou não. Também não dá para usar o parâmetro popular de sucesso, aquele em que a gente sempre ouve alguém falando da novela. Nunca (sem brincadeiras: nunca!) vi alguém comentando ou sentindo entusiasmo com relação a alguma novela do Vale a Pena ver de novo.
Resta analisar a novela em si, e Força de um Desejo (que eu não havia acompanhado muito bem na primeira transmissão) me fez acompanhar muitos capítulos em sua reprise agora, principalmente por causa do elenco, e depois para tentar desvendar o tal mistério que rondava a novela. Mesmo com a resposta na internet, a um clique, resisti - e me surpreendi.
Mas, vendo matérias da época em que a novela foi transmitida, a gente percebe que nem lá a audiência era grande coisa. E, como eu me recordo, logo no início de Força de um Desejo, alguma novela mexicana do SBT (se eu não me engano, A Madrasta) estava indo bem e não deu o embalo para a obra do autor Gilberto Braga (o meu favorito).
Quem acompanhou percebeu que a novela acertava no tripé primordial (elenco, direção e texto), resultando em algo bom. Ou seja, mais uma prova de que audiência e qualidade nem sempre andam juntas.
Nesta segunda-feira, a Globo começa a transmitir na mesma faixa do Vale a Pena ver de novo a novela A Viagem, de Ivani Ribeiro, transmitida inicialmente em 1994 e reprisada em 1997, na mesma faixa em que retorna ao horário. A proposta, como a própria Globo já deixou claro, é pegar carona no sucesso espiritual que Alma Gêmea está fazendo (A Viagem também girava em torno do espiritismo). Só que pra valer a pena ver de novo é preciso mais que isso.
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Extras acaba bem e deixa saudades
Sabe-se lá porque as séries inglesas da BBC, em geral, são todas curtas. Talvez porque o custo de produção seja alto. Mas a verdade é que chega a ser maldade, já que são todas boas, e mereciam muitos outros capítulos. Extras, que eu já elogiei aqui no blog quando estreou, acabou no Brasil neste último domingo (a HBO transmitia) e - adivinhe quantos episódios tinha? - tinha míseros seis episódios. Essa primeira temporada (sim, graças a Deus vai ter mais) foi fantástica, com o Ricky Gervais (que é incrível), melhor do que nunca, tanto atuando quando escrevendo, e também com as participações mais que especiais (Kate Winslet, Bem Stiller, Patrick Stewart, Samuel L. Jackson...). O ruim é que a segunda temporada nem começou na Inglaterra, e vai ser dureza agüentar até lá.
Enquanto isso, a HBO coloca nos domingos, para substituir Extras, as novas temporadas de Curb Your Enthusiasm (ás 21h00) e Entourage (ás 21h30) - esta última com muito mais divulgação do que a primeira, em praticamente todos os canais de tevê paga no Brasil. São séries da HBO americana e com muito mais episódios do que Extras. Resta saber da qualidade delas no retorno.
Isso, porém, só no próximo domingo.
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Sexta-feira, Fevereiro 10
Wanted, do AXN, estréia já cancelada
Ainda é muito cedo para dizer que Wanted, série que o AXN estreou às 21h00 desta última quinta-feira, merecia ter sido cancelada. Mas pelo que se viu no episódio piloto, a impressão que se tem é de que o cancelamento procedeu pelo simples fato de já haver muitas (muitas, mas muitas mesmo) séries parecidas com ela.
Pra entender a história, basta dizer que é outra série de investigação, só que nem é tanto de descobrir o criminoso, e sim de prendê-lo, já sabendo quem ele é. Assim como The Inside, cujo cancelamento eu comentei posts abaixo, é uma mistura de CSI, Without a Trace e Cold Case.
Acontece que eu ainda acho que Wanted merecia uma outra chance. Porque mesmo tendo clichês como a mulher que entra para a equipe de investigação e é mal-recebida, há um visual incrivelmente bem acabado, com uma fotografia impecável, e cenas muito boas e surpreendentes (a primeira, da prisão de um padre, foi simplesmente incrível. Deixe-me explicá-la: dois investigadores conversam dentro de um carro e um diz que só fará sexo depois do casamento com uma virgem. Eles vêem um padre fora do carro e vão conversar com ele a respeito disso. Assim que ele vai responder se acha certo ou não a idéia do investigador, ele recebe um soco e revela-se que ele portava uma arma e era o criminoso procurado). Além de também ter um elenco bom (Gary Cole está perfeito como o chefe da equipe).
Mas não adianta reclamar do cancelamento, porque ele já foi feito (a TNT americana é conhecida por ser rígida quanto a permanência de certas séries no ar). Resta-nos acompanhar o que ainda resta da temporada pelo AXN.
Wanted, AXN, quintas-feiras, 21h00.
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Em Belíssima é assim: reclamou, corrigiu!
O capítulo de ontem, em Belíssima, me deu a certeza absoluta - se é que eu ainda não tinha - de que novela é uma obra aberta.
Há pouco tempo, um jornal escreveu uma reportagem criticando a novela dizendo que tudo nela era perfeito. O exemplo principal era o ônibus em que Nikos, personagem de Tony Ramos, andava, era completamente diferente dos ônibus da cidade de São Paulo: limpos e vazios. Esse jornal argumentava que a novela estava favorecendo o governo de José Serra, provável candidato à presidência.
Ontem, a direção da novela aproveitou a oportunidade e colocou Nikos e Tadeu em pé (na outra cena, Nikos estava sentado sozinho em um banco duplo), num ônibus mal cuidado e com pessoas mal vestidas. A cena não soou tão bem quanto aquela do ônibus dos sonhos, mas pelo menos foi mais real.
Será se aquele jornal (não vou citar nomes aqui) vai dar uma nota 10 pela reconstituição do sistema de transporte na cidade de São Paulo, para Belíssima?
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Quinta-feira, Fevereiro 9
Drama familiar é a melhor definição para Beautiful People
A ABC é um dos maiores canais de televisão dos Estados Unidos. Talvez seja o mais poderoso. Prova disso é que, na tevê paga, ele tem algumas ramificações para colocar programas que na ABC matriz não foi possível encaixar. Uma dessas ramificações é o canal ABC Family, com uma programação familiar, sem censura. E é da ABC Family a atração que canal de tevê paga brasileiro Sony estreou: Beautiful People. O programa que estreou no dia 08 e vai ocupar as quartas-feiras do canal, das 20h00 às 21h00.
A história é de uma mãe recém-separada que se muda de uma pequena cidade do estado do Novo México para a capital Nova York. Junto com ela, vão duas filhas: uma quer ser modelo, e a outra está na faculdade. A protagonista da série é a que está no colégio, já que todas as tramas giram ao seu redor, apesar de muitas delas sobreviverem sem a protagonista. Aliás, é justamente da faculdade da protagonista que vem o significado do título da série: beautiful people seriam um grupo de pessoas bonitas e que podem (leia-se: tem poder aquisitivo grande). Por incrível que pareça, a protagonista não faz parte desse grupo, e é justamente por isso que o título pode, sim, ser considerado inadequado.
Beautiful People tem esse toque familiar, e é justamente isto que a afasta de ser uma série adolescente. O ambiente da escola, os sonhos dos adolescentes, triângulos amorosos, vida de modelo... tudo isso faz parte de uma série adolescente, só que inclua um papo adulto aqui e acolá, com destaque para a importância de alguns determinados personagens adultos, e se torna uma série familiar (recomendada para maiores de 14, com justificativa de cenas sensuais demais - ou seja, não tão familiar assim).
Tudo funciona bem, desde o elenco (a mãe e suas duas filhas, respectivamente as atrizes Daphne Zuniga, Sarah Foret e Torrey DeVitto, são muito competentes) até mesmo o roteiro, com personagens (quase todos os da faculdade - aliás, falando em faculdade, os personagens desse núcleo usam uma gíria chamada bichice, que eu nunca tinha ouvido falar. Isso é novo e eu não sabia?) e situações clichês, mas que funciona mesmo assim, fluindo bem em muitos momentos, quase prendendo a atenção. A série é um fenômeno na tevê para dos Estados Unidos, mas não deve ser popular por aqui, já que há concorrência brava, e a indefinição de público atrapalha bastante na trajetória.
Mas, com um pouco de paciência, assistir a Beautiful People pode surpreender telespectadores que ocupam os extremos do que seria o esquema "família".
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Beautiful People, Sony, quartas-feiras, 20h00.
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Grammy: mais um erro do SBT
A exibição do Grammy Awards, juntamente com algumas transmissões do Oscar e do Globo de Ouro, prova aquilo que nós todos já sabemos: o terreno em que o SBT pisa não é o mesmo em que vive o seu público. Quem assiste ao canal de Silvio Santos não tem um poder aquisitivo tão alto e não desfruta dos últimos produtos culturais da indústria artística, muito menos da americana. Então, se quem vê não pode comprar o CD indicado ou ver o filme favorito ao Globo de Ouro, por que transmitir essas premiações?
Existem duas opções: a primeira delas pode ser a tentativa de se conquistar anunciantes de produtos, digamos, mais nobres. Atraindo um público que consome outros produtos, o SBT pode estar tentando mudar sua imagem, tanto com os programas, como com os anunciantes. Mas essa é uma hipótese um tanto complicada, já que se fosse essa a idéia, esses programas não iam passar apenas umas poucas vezes por ano.
Como segunda - e a mais provável - hipótese, está o fato de que o canal pode ter comprado algum pacote de séries ou filmes e ganhou os direitos de exibição dessas premiações junto. E na falta de ter o que passar (ou para dar algum trabalho a mais a Adriane Galisteu), o SBT acaba enchendo lingüiça, pura e simplesmente.
Mas, mesmo assim, é um erro de público. Em um canal onde 90% de sua programação é encheção de lingüiça (com muitas obtendo êxito na audiência), é improvável crer que não haja algo que dê mais audiência do que premiações norte-americanas. Em se tratando de SBT, tudo é possível. O Grammy é produto para quem vê o Sony, que também transmitiu a premiação.
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The Rebel Billionaire é veículo de promoção para seu apresentador
Não é apenas impressão: The Rebel Billionaire é, sim, uma quase-cópia de O Aprendiz, com Donald Trump. A diferença é que é um programa cujas provas são radicais. Se em O Aprendiz os candidatos criavam uma campanha de marketing para um sabão em pó, aqui eles terão que sair da cesta de um balão a 3300 metros da superfície terrestre e, através de uma escada, chegar até o topo do balão e tomar café com o apresentador do programa - quer dizer, o bilionário rebelde.
Richard Branson não é tão parecido assim com Donald Trump. Trump, se comparado com Branson, é careta. O bilionário rebelde posa de garotão e adorador de aventuras radicais, e sente necessidade de provar que não é um candidato a Donald Trump logo no início do primeiro episódio do programa, que o FX transmitiu nesta última quarta-feira, às 23h00: dando a entender que é ele quem está chegando, uma limusine se aproxima dos participantes reunidos, todos em silêncio. O que sai do carro? Um imitador de Donald Trump, muito parecido mesmo. Aí, posando de humilde, Branson se aproxima em um táxi. Fico imaginando o dilema de Branson sobre como ser diferente de Donald Trump. Conclusão óbvia: preciso ser melhor do que ele.
Comparando The Rebel Billionaire com O Aprendiz (a dos Estados Unidos com Trump, e a nossa com Roberto Justus), ficam duas sensações óbvias: Billionaire é mais legal, prende mais a atenção e tem bem mais emoção do que O Aprendiz, mesmo falhando com a tensão final, na hora da eliminação. E a outra sensação é incômoda: diferentemente de Trump, Branson está oferecendo todo o seu império (as empresas Virgin) para o vencedor, e não apenas um emprego. Então, com ainda mais responsabilidade, o que tem de interessante saber quem se controla mais atravessando um balão ao outro por uma prancha que os liga? As provas deveriam ter alguma finalidade empresarial, do mundo dos negócios. Fica a impressão de que ele quis ficar famoso mundialmente com o programa (não conseguiu, já que foi um fracasso - por isso a demora do FX em transmiti-lo) a qualquer custo, e ofereceu sua empresa como pagamento, pouco se importando com o futuro da mesma, e sim da audiência.
E se essa impressão estiver correta, esse foi o preço mais caro que alguém já pagou para ficar famoso. Só que, mesmo pagando em dia, ele não obteve êxito.
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The Rebel Billionaire, FX, quartas-feiras, 23h00.
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Quarta-feira, Fevereiro 8
Roberta deixa saudades no BBB
Sim, eu estou muito, mas muito triste com a saída da Roberta, ontem, no Big Brother Brasil. Imagino que você discorde de mim, já que ela foi embora com 76% dos votos contra si, e você deve estar nessa porcentagem. Mas para conhecer a Roberta do jeito que eu conheci e me apaixonei por ela, só vendo 24 horas por dia. Nos resumos diários, a produção simplesmente ocultou tudo de bom que ela fez (incluindo as melhores cenas do romance com Saullo, que nem música-tema teve) para elevar outros participantes a um patamar de proteção que quase nos faz desistir de ver o reality show.
O que me resta a fazer agora é torcer para que em sua vida, Roberta seja uma pessoa muito feliz e tenha muito sucesso, o que ela merece mais que todos naquela casa do Big Brother Brasil. Se você não viu o programa sem ser pelos resumos diários, deve ter perdido o show que essa moça dá quando dança. Torça para que no rumo da vida dela, você possa conferir.
Agora, no programa, talvez haja umas duas semanas de marasmo geral, até alguns participantes implodirem e, enfim, colocar algum sal no jogo. Ficar o resto desta edição do reality show vendo gente se fazendo de bonzinho e pobrinho, fazendo jogo de cena e lavando pratos pode ser o cúmulo pra muita gente. E o programa tende a perder (um pouco de) audiência.
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A mancada do People and Arts
O People and Arts, canal de tevê paga no Brasil, cometeu uma gafe monstro na última terça-feira. Ao exibir o último episódio da terceira edição da série O Aprendiz americana, com Donald Trump, o canal deixou passar em branco o último bloco da atração, onde o contratado era revelado. Foram catorze episódios esperando pela contratação e, na hora, nada.
Tudo bem que na reprise do episódio, a vencedora foi mostrada, com tudo completo. Mas na exibição principal, nada. Espera-se que o People and Arts se desculpe com o público e que não repita nunca mais esse erro, nem com finais de reality shows, nem com nada.
Para ver a notícia completa no site TV Magazine (onde eu sou colaborador), clique aqui.
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Fim de linha para The Inside
Tudo bem que não era lá um CSI, nem um Without a Trce, mas a série The Inside, que teve seu último episódio (que nem exibido nos Estados Unidos foi, vale ressaltar) exibido pela Fox, na última terça-feira ao menos prendia a atenção. A proposta era de ser uma nova série de investigação (do FBI), com a diferença de ser focada na protagonista exclusivamente, que investiga os serial killers (todos os casos foram dessa espécie de criminosos). O problema era justamente este: a protagonista Rebecca era fraquinha de mais, sem nada que fizesse com que gostássemos dela. Todos os outros personagens tinham algo de interessante, menos ela.
Não posso afirmar que o fato da série ter sido cancelada logo em seu sétimo episódio tenha sido culta da protagonista. É lógico que foi a audiência, mas algo fez a audiência não gostar da série. Seria a protagonista? A concorrência? O que?
De certo mesmo é que fomos sortudos por termos conseguido o acesso aos outros episódios restantes que não foram ao ar nos EUA. Principalmente os dois últimos foram muito bons, caprichados visualmente e com um roteiro de prender ainda mais o fôlego do que o comum da série. Perdemos The Inside, mas, sem dúvida alguma, CSI (no Brasil, pelo canal Sony), Without a Trace (por aqui, pela Warner), Cold Case (também pela Warner) e até mesmo a novata Close to Home (estreou em novembro e já mostrou ter qualidades, ocupando lugar cativo na Warner) não nos deixaram sequer pensar em sentir saudades.
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Só uma nota, já que estamos falando de séries. Li no Terra (leia clicando aqui) que a ABC estaria pensando em cancelar Commander in Chief. Eu não acredito no que li (não é boato, veja só quem deu as declarações, todos chefões da emissora). No episódio que o Sony passou na segunda-feira (e que eu vi na reprise de terça-feira), pode-se constatar qualidade e ritmo. Além do mais, não há porque cancelar uma série que é indicada e premiada (principalmente Geena Davis, que faz a presidente) em diversas premiações importantes. Seria tolice para a própria emissora.
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Quarta-feira recheada de coisas novas na tevê paga: tem o Grammy, o prêmio máximo da música (Sony, 23h00), Rebel Billionaire (FX, 22h00), nova temporada de CSI: Miami (AXN, 21h00), nova temporada de Las Vegas (AXN, 20h00) e Beautiful People (Sony, 20h00). Agende-se e tente conferir tudinho. Não custa lembrar que, em função do Grammy, American Idol, Beautiful People e Charmed (com um episódio de nome ridículo, Desperate Housewitchs) não terão suas reprises da madrugada na Sony.
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Terça-feira, Fevereiro 7
As últimas do antro da perdição
A Luciana Gimenez levou ontem em seu programa Superpop (Rede TV, segunda a sexta-feira, 22h), o advogado daquela senhora que supostamente teria colocado a filha bebê dentro de um saco de lixo e jogado na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. Seria até uma discussão interessante, porque o advogado parecia ser uma pessoa interessante. O problema dessas discussões no Superpop se repetiu: convidado bom, pessoas para entrevistá-lo péssimas.
A começar pela própria Luciana Gimenez, passando pelos convidados, que incluíam uma apresentadora do A Casa é Sua, programa de variedades das tardes da emissora, Tatiana, ex-BBB e mais dois cuja profissão para ser justamente estar nesses programas entrevistando convidados. Ao invés de discutir toda a questão criminal, analisar as provas do caso, conversar sobre justiça, o programa se resumiu basicamente em uma gritaria dos convidados dizendo coisas como "e se fosse a mãe da sua filha, você não acha que ela deveria ficar presa para sempre?", "a justiça no Brasil é muito ruim, tá cheio de delinqüentes na rua!", "tem coisas que apenas sendo mãe a gente compreende" - e, é claro, Luciana Gimenez tentando acalmar a situação, mas deixando a sensação de queria mesmo muito barraco.
Enquanto os entrevistadores faziam perguntas recheadas de moralismo, o advogado da possível criminosa apenas rebatia citando leis e artigos do código penal. Não sei como ele conseguiu ficar lá durante o programa inteiro. Os convidados estavam mais interessados em fazer discursos para ganhar aplausos dos telespectadores, o advogado tinha que responder que a justiça brasileira é diferente da americana, e que aqui nós não temos prisão perpétua. É dose!
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Ainda pior do que as discussões do programa (acredite, há coisa pior!), é a simulação do que provavelmente aconteceu no caso da bebê jogada na lagoa. Tudo em preto-e-branco, com a imagem embaçada e - é claro - a narração. Na base da suposição, o narrador com sua voz constrangedoramente aveludada, diz coisas como "é hora de resolver o mistério", "a polícia corre atrás da mãe do lindo bebê, enquanto esta, desesperadamente...". Não é à toa que ele todo ano está indicado como o Mala do Ano, no prêmio da coluna do jornalista Ricardo Feltrin.
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God, the Devil and Bob não devia ter saído do papel
No episódio piloto do desenho God, the Devil and Bob, que a Fox estreou nesta segunda-feira, às 23h30, começa explicando a história da série. Deus (aquele na foto do post) aparece falando pra câmera que está decepcionado com a humanidade e que quer uma prova final de que ele não deve acabar conosco (tudo isso manuseando o Globo terrestre como se fosse uma bola de basquete). Aí, aparece o Diabo e Deus conta para ele seu plano. Eles formulam uma aposta, e o Diabo, duvidando da aposta, diz: "Vê se não me engana que nem no Dilúvio, hein?".
O ridículo da série não termina aí. Na seqüência, quando os dois vão a um bar tomar uma cerveja, Deus fala que vai dar uma chance ao Diabo e que ele deve escolher o humano que provará a ele se a humanidade merece continuar vivendo. O Diabo olha para o lado e aponta para o primeiro cara que vê, Bob. Deus diz que vai ser difícil a humanidade continuar vivendo, ao ver Bob tomar um chopp. Depois, Deus vai ao encontro de Bob e explica para ele a aposta com o Diabo. Logicamente, Bob não acredita, e Deus precisa fazer um fenômeno para provar a Bob que se trata Dele mesmo. Bob acredita. Deus então pergunta a ele se ele topa participar do desafio de salvar a humanidade. Bob diz: "Ok, eu vou tentar salvar a humanidade".
Não se trata de brincadeira alguma: God, the Devil and Bob realmente existe. Da faixa Não Pertube, dos desenhos adultos da Fox, este é de longe o pior. O grande problema é a necessidade de ser satírico demais, que faz a animação perder o foco e não decidir entre um objetivo a conquistar. Além do mais, a história é muito mal desdobrada, com pressa e pouca exploração cômica. Não há graça em ver Deus perguntando ao Diabo ¿como vai o Inferno¿, e este respondendo que "está um inferno". Muito menos no Diabo conversando com seu ajudante maléfico dizendo que "temos um trabalho a fazer", com o ajudante rebatendo: "malvadeza?", e o Diabo: "Não, tricô". O ajudante responde: "Tricô?". E o Diabo encerra: "Não, malvadeza. Estúpido!".
A proposta deve ter sido dada por algum executivo de criar um desenho com uma proposta parecida com a do filme Todo Poderoso, com Jim Carrey. É bem provável que tenha sido isto. Mas uma fala engraçada de Carrey no filme rende uma risada muito mais entusiasmada do que todas as de um episódio do desenho.
Dos treze episódios produzidos nos Estados Unidos para God, the Devil and Bob, apenas quatro foram ao ar. O motivo do cancelamento não foi a baixa audiência, e sim a revolta de cristãos com a forma com que Deus estava sendo mostrado. Mas fica a sensação de que a culpa toda é da qualidade do desenho, que não merecia ter saído do papel. E, quando apresentado a um executivo da Fox brasileira para ser transmitido, deveria ter recebido como resposta um "não pertube".
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God, the Devil and Bob, Fox, segunda-feira, 23h30, na faixa Não Pertube.
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Segunda-feira, Fevereiro 6
O formato morto da mesa-redonda
Todo mundo sabe que brasileiro tem uma afeição especial por futebol há um bom tempo. Jogos de futebol, independente da competição, dão audiência. O problema é quando algumas emissoras resolvem colocar programas enormes na sua programação noturna de domingo falando só sobre futebol, de forma lenta e redundante, isso não funciona.
São três os canais que colocam esses programas no ar: a Rede TV (com o Bola na Rede, a Band (com o Show do Esporte Interativo) e a Record (com o seu Terceiro Tempo). Todos esses programas ocupam um tempo enorme nas noites de domingo dos canais e nunca dão uma audiência boa. Todos eles navegam na base da audiência de um dígito e não fazem nada para se renovar.
A verdade é que o formato de mesa-redonda, onde se reúne comentaristas e convidados para discutir futebol, é muito antigo e batido. As opiniões dos programas são as mesmas e o diferencial que deveria existir - os convidados -, não há (o Terceiro Tempo raramente leva alguém bom de verdade, como o Eurico Miranda, presidente do Vasco, conhecido pela polêmica. Mas aí o apresentador, Milton Neves, trata logo de estragar tudo). Hoje em dia, opinião sobre futebol se prende muito ao momento em que o evento esportivo está acontecendo, com os comentários dos jogos em tempo real.
Fora do jogo, o telespectador quer apenas ver os resultados dos jogos e os gols marcados, sem enrolação extra. É por isso que o Fantástico monopoliza boa parte da audiência do domingo: os gols são mostrados rápidos e sem grandes delongas. Pode não ser um programa perfeito - e definitivamente não é -, mas pelo menos é direto. É um programa que ocupa uma faixa grande da programação da Globo, mas diferentemente da Record, da Band e da Rede TV, anda, anda e anda, mas chega em algum lugar.
E o principal: tem uma audiência de dois dígitos.
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Vai demorar, mas algum dia os canais da tevê aberta vão perceber que mesa-redonda é formato para tevê fechada, como os canais SporTV e Espn. E vão se dar conta de que o que importa realmente são os gols.
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Fox estréia animação polêmica
Estréia hoje na Fox o desenho animado God, the Devil and Bob. Nos Estados Unidos, o programa foi cancelado logo no quarto episódio, não deixando com que todos os treze produzidos fossem ao ar. Aqui no Brasil, a Fox promete passar todos os treze episódios.
No desenho, Deus anda decepcionado com a raça humana e pretende destruí-la. Ele faz uma aposta com o Diabo e coloca o futuro da humanidade nas mãos de Bob, um simples mortal.
O programa vai ao ar a partir das 23h30, na faixa Não Pertube do canal.
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O comentário da estréia do programa você terá aqui no blog, provavelmente na terça-feira.
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Roberta merece ficar
Estou muito chateado com o paredão formado no último domingo no Big Brother Brasil 6. Estão emparedados meus dois jogadores favoritos: Roberta e Rafael. Ele é um cara engraçado e muito inteligente. Ela é linda, autêntica e alto-astral. Eu acho que para o programa, Roberta vai fazer mais falta. Pode ser que ocorra ainda alguma reviravolta que sacuda e melhore este programa manipulado e chato, e essa reviravolta certamente inclui o nome de Roberta.
Ela não merece sofrer com as manipulações que o diretor do programa, Boninho, e sua equipe, realizam dia-a-dia, ocultando seu lado bom e manipulando conversas para dar impressões erradas. Ela é maior que tudo isso. Quem vê o programa 24 horas por dia sabe que ela é maravilhosa, externa e internamente. Eu fico imaginando o quão bom será ver a cara da maior favorecida desta edição do programa, Mariana, ao ver que sua tentativa de se fazer de vítima não resultou na saída de alguém. Seria ótimo também ver a cara do Boninho, que comprou o jogo de Mariana, ver que sua tática de manipulação nos resumetes diários não resultou em nada.
É claro que você vota em quem você quiser, e se não quiser votar, também não vota. Mas eu garanto a você que votando em Roberta, seu voto estará muito bem aplicado.
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Pra tirar o Rafael e deixar a Roberta na casa, ligue para 03031088401, mande mensagens de texto do celular para 88401 e vote pelo site oficial do programa.
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Sábado, Fevereiro 4
Lost na Globo
Neste domingo, a Globo vai começar a transmitir a primeira temporada da série Lost em sua programação. A série vai sempre depois do Jornal da Globo. Como no domingo não há Jornal da Globo, a série começará logo após o Big Brother Brasil, às 23h40.
A história você já deve conhecer, mas não custa relembrar: um grupo de pessoas se vê perdido em uma ilha após a queda do avião onde estavam. Fatos misteriosos começam a acontecer e fica a dúvida a respeito do porque deles estarem lá. A série já ganhou Globos de Ouro, Emmys, SAG e outros prêmios menores. É um dos maiores sucessos dos EUA. E é imperdível.
Fica, portanto, a dica:
Lost
Rede Globo
Domingo, 05/02
23h40
Particularmente, acho um erro começar no domingo, o dia em que até Deus deu uma pausa. Mas ainda assim vale a pena conferir.
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Sexta-feira, Fevereiro 3
"Encurtar Bang Bang? Imagina..."
O UOL, em reportagem na sua seção de Televisão (leia clicando aqui), diz que a Globo negou veementemente a informação de que a novela das sete atual, Bang Bang, um dos grandes fracassos da emissora, não será encurtada. Ora, será encurtada sim. Todos estão dando essa notícia. Vocês já repararam como a Globo morre de vergonha de admitir fracassos? Quando Jayme Monjardim saiu de América, ele publicou uma nota afirmando que a novela estava com uma média de audiência ótima, sendo que estava com a pior dos últimos dez anos. Ele saiu e audiência aumentou, mas até hoje ninguém confirma que naquela época a novela estava um fracasso, nem mesmo a autora Glória Perez.
Quanto a Bang Bang, em breve vou comentar o fracasso desta novela e os motivos que levaram isso a acontecer. Uma coisa é certa: a novela é ruim. E o fracasso é mais do que merecido, era inevitável.
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Só o elenco cresce na nova fase de JK
Na estréia da minissérie JK, comentei aqui no blog que a série poderia ficar restrita aos admiradores do ex-presidente. Isso não se sucedeu. Um bom tempo após a estréia do programa, já há uma audiência cativa. Aliás, nessa passagem de tempo que transferiu o Juscelino do Wagner Moura para o Juscelino do José Wilker, a audiência deve aumentar ainda mais. Mas, em se tratando de qualidade, apenas o elenco cresceu.
O casal principal, antes formado por Wagner Moura e Débora Falabella, tinha uma química na primeira fase que prendia e convencia o telespectador. Agora, Wagner virou José Wilker, e Débora, Marília Pêra. Nessa nova combinação de atores, há menos química, mas muito mais talento. Ambos funcionam e convencem ainda mais como Juscelino e Sarah Kubitschek. O resto do elenco também está melhor, com Caco Ciocler, Débora Evelyn, Guilhermina Guinle, Débora Bloch (especialmente ótima), Antônio Calloni e alguns outros atores mais jovens. O grande problema é que se trocou um elenco mais simpático por um mais experiente, e talvez por isso, não tão simpático assim. Isso poderia influenciar na audiência se a história não estivesse agradando, mas não é o que ocorre.
Continuo achando a série recheada de clichês de todo tipo, com um ritmo desnecessariamente rápido demais, com cenas de uma única fala, e com um certo desconforto pelo excesso de falas explicativas, que parecem decoradas. Quando alguém diz que fulano não merecia ter morrido, e que a culpa é de beltrano, um discurso vem abaixo, com frases feitas e constrangedoras para público e para o próprio elenco de JK.
Essa tendência de se estar dando uma aula de história na televisão já é de outras minisséries passadas. Essas minisséries verídicas sempre começavam com a audiência lá em cima, mas não suportavam mais da metade da metragem com o sucesso. Mad Maria terminou muito mal, caindo no esquecimento, com o próprio autor, Benedito Ruy Barbosa, reclamando. E eis que aparece o que pode distanciar JK do fracasso: a história do ex-presidente Juscelino tem um frescor diferenciado e atraente. O lado político atiça mais o brasileiro, e em ano de eleições, sempre estamos com um pé atrás com a política. JK ajuda e prende pela direção em que leva a imaginação do telespectador. Falta emoção à minissérie, mas não assunto.
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Como pôde dar tão pouca importância a morte de Getúlio Vargas como no capítulo desta quinta-feira? Tudo tão frio que parecia ser esperado o fato. Nem o velório em que Juscelino compareceu foi mostrado. Repito: falta emoção.
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Quarta-feira, Fevereiro 1
Tudo a Ver e o sensacionalismo
O Tudo a Ver, projeto de jornalzinho simpático de fim-de-tarde da Record, deveria ser algo familiar. É essa a proposta. No contexto, até que é familiar. Mas em acontecimentos como o de hoje, a gente desconfia se não há um fundo sensacionalista em baixo de toda a embalagem do programa.
No programa de hoje, uma das notícias era a respeito de um rapaz nos Estados Unidos que foi baleado por um policial quando esteve estava obedecendo a ordem dada pelo mesmo, de levantar do chão. Ao levantar, o policial desconfia dos movimentos do rapaz e atira no mesmo três vezes, a menos de um metro de distância. Tudo isso mostrado em imagens claras, o policial, o rapaz, os tiros. Aí a imagem retorna para a apresentadora Patrícia Maldonado (foto), que informa o seguinte: o policial foi preso pelo engano e o rapaz está em estado grave.
Não tenho dúvidas que, se o rapaz tivesse morrido, a imagem não seria mostrada. Mas foi. E ele pode morrer a qualquer instante. É violência, é sensacionalismo, é algo desnecessário, o tipo de notícia que podia ser inteiramente contada pela apresentadora. Mas a necessidade em mostrar as "imagens chocantes", segundo a apresentadora, existe com o intuito de render audiência. E com isso, o programa perde muito de sua credibilidade, dia a dia.
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Ainda sobre o Tudo a Ver, fiquei chateado com o mal aproveitamento do apresentador Luciano Faccioli. Ele divide a bancada com a Patrícia Maldonado e deveria ter participação igual no programa. Só que ela aparece mais que o dobro do que ele, ficando blocos inteiros apresentando o programa, com o Faccioli só fazendo figuração.
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Dá para parar de falar "honey"?!
A nova temporada de Malhação ainda não caiu nas graças dos adolescentes, nem das donas-de-casa. Ainda falta alguma história mais interessante para prender a atenção do telespectador, e tudo indica que mais para frente, alguns desdobramentos da trama vão nos levar a algo melhor do que o que está no ar. Há, porém, um problema que já da mostras de ser muito grave.
Em sua última temporada, Malhação entrou com a proposta de não ter vilões. Problemas com a audiência levaram os autores a darem um lado pior a personagem Jaqueline e criarem um novo personagem, Urubu. Depois desta mudança, a temporada funcionou, e os autores aprenderam que Malhação precisa, sim, de vilões.
Eis que a escolha para a vilania desta temporada se resume principalmente na inimiga da mocinha: Priscila. Interpretada por Monique Alfradique (que fez a personagem Branca, na última novela das sete, A Lua me Disse), ela segue a linha de típica vilã de Malhação, com duas características óbvias: a futilidade de patricinha e a inveja. Ou seja, é uma personagem extremamente clichê.
E, quando tudo parecia ruim de mais para ser verdade na personagem, aparece ainda algo para piorar: Monique Alfradique deve ter se espelhado na interpretação da Camila Morgado na última novela das oito, América, como a americana May. Uma personagem parece a outra, só muda a idade.
Ah, é claro: o pior de tudo mesmo é a insistência ridícula em colocar o bordão "honey" nas falas de Priscila. "E agora, honey, você já sabe que...", "Adivinha quem, honey?", "Faça tudo direitinho, honey!", essa é a ladainha constante da personagem.. O telespectador fica com vontade de dizer: "Honey é o caramba! Em América, você era americana, em Malhação você é b-r-a-s-i-l-e-i-r-a!".
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Fernanda Montenegro e Glória Pires fazem falta
Fernanda Montenegro está fora para sempre. Glória Pires está temporariamente, volta em uma semana ou pouco mais. Nesse período em que ambas deixaram Belíssima, ficou a questão no ar: Fernanda Montenegro e Glória Pires fazem falta? A resposta é sim. A novela perde a protagonista bem interpretada e a vilã irresistível. Continua sendo uma boa novela, mas fica carente. E mesmo com o retorno de Glória Pires, Fernanda não vai voltar, e vamos ficar sem uma das melhores coisas da novela até agora: a presença das duas juntas em uma mesma cena.
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Sucesso de Veronica Mars é resultado da segurança adquirida com o tempo
Até o último domingo, eu conhecia a série Veronica Mars apenas pelos comentários de outras pessoas. Só que a TNT, emissora que exibe a série no Brasil, resolveu fazer uma maratona de seis episódios selecionados com o melhor do programa, e eu acabei sendo surpreendido por uma série muito boa. Vi os seis episódios e fiquei a segunda-feira inteirinha esperando para terça-feira chegar, e junto com ela o primeiro episódio da segunda temporada. A TNT tem muito que agradecer por ter recebido esse programa em sua programação, pois além de bom, faz um sucesso tremendo (nos fóruns de Veronica Mars, ouvi dizer que em São Paulo e no Rio de Janeiro, o canal colocou outdoors imensos nas em pontos conhecidos da cidade).
E esta segunda temporada chega com ainda mais chance de criar novos fãs para o programa. Comparando o primeiro episódio da primeira temporada com este primeiro da segunda, percebem-se algumas coisas primordiais. A principal, e a mais evidente, é a segurança adquirida no espaço de tempo. Os elogios da crítica e os fãs calorosos deram ao texto, ao elenco e à direção a real impressão de que o programa estava bem e que as preocupações com o que deveria ser mudado eram praticamente nulas.
Os outros fatores giram em torno justamente destes. Se alguma interpretação cresceu, se algum personagem cresceu, se as cenas estão com uma direção superior, se os mistérios nos deixam cada vez mais intrigados e ligados na televisão, a segurança que o sucesso de Veronica Mars fez foi o grande responsável por essa melhora considerável no produto em si. Que fique bem claro: existem alguns defeitos na série, sim. As cenas de flashbacks ainda soam inverossímeis e amadoras, alguns poucos atores continuam precisando se soltar, algumas falas ainda são desnecessárias e um problema complicado e extremamente técnico: a existência de cenários que forçam a câmera a se posicionar de forma desagradável, deixando um ou outro plano mal resolvido. Culpa do cenário, não do câmera-man.
Veronica Mars conta uma história recheada de mistérios envolvendo uma garota (Veronica) que tem amigos e parentes que a cercam cheios de mistérios, deixando dúvidas na sua cabeça, o que a faz buscar respostas, investigando tudo. Não aquelas dúvidas que a gente vê em Malhação (dúvidas de adolescentes "aborrescentes"), mas dúvidas sobre sua vida e existência de impacto emocional e social na cidade onde ela vive: Neptune. Veronica Mars, a personagem, é extremamente bem construída e trabalhada para ser inserida em um contexto que realmente suporte alguém como ela e a maioria dos que a cercam. O pai dela perguntando se ela não pode ser igual a outras garotas, falando ao telefone e pintando a unha, prova que ela é incomum até mesmo na ótica da família. Nesta segunda temporada, existem novos mistérios, alguns com sua escola e alguns com seus amigos. Todos prontos para deixarem todos nós, telespectadores, entretidos.
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Fica aqui um protesto: Veronica Mars, uma série tão boa e competente, merece algum horário melhor na programação da TNT. Terça-feira, às 18h00, é um horário muito ruim. Já pensaram em um trabalhador de São Paulo, que sai do trabalho e enfrenta um congestionamento mostro até chegar em casa, se vai ter alguma oportunidade de conferir a série? TNT, por favor, em nome deste humilde blog, ofereça à série um horário mais digno e nobre.
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O que é o blog? |
Um blog que oferece análise e novidades sobre o universo da televisão aberta e paga através de uma ótica crítica e abrangente. |
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Quando ele é atualizado? |
Em 2005, o blog era atualizado uma vez por dia, de segunda a sexta. Agora, as atualizações podem acontecer mais de uma vez por dia, incluindo durante os finais de semana. Essa é a primeira novidade de 2006. Aguardem as próximas. |
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