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Segunda-feira, Janeiro 30
Obviedade do BBB6 resulta em paredão infelizmente previsível
Estou ligeiramente decepcionado com o Big Brother Brasil. Já disse aqui no blog que tinha esperanças de que o jogo rendesse quebra-cabeças interessantes e que agradesse o público. Parece que nada do que eu torcia para que acontecesse, acontecerá. Tudo porque a Globo resolveu dar o tom de novela a um programa de realidade, o que nunca é bom.
Quando eu digo tom de novela, obviamente estou me referindo ao começo das dramatizações, de fazer fulano de mocinho e beltrano de herói. Começar a fazer o público ficar com pena dos coitadinhos e com ódio dos mocinhos. Aliás, pelo que eu estou vendo nos blogs e sites da Comunidade BBB, todo mundo compartilha comigo o sentimento de desgosto.
Tudo indica que Gustavo e Mariana serão protegidos até o final do programa pelas edições e pelo polêmico diretor do BBB, Boninho. A verdade é que estes dois participantes são, na realidade, imitadores de fórmulas de sucesso em outros programas: enquanto que um imita Jean, a outra imita Grazielli, ambos da quinta edição do reality show. O resultado é terrível quando se tem acesso ao conteúdo 24 horas do programa, pela internet ou pelo pay-per-view. Só que a edição do programa acaba tornando a imitação satisfatória no resumo diário.
Com a maior sinceridade do mundo, torço para que ocorra uma reviravolta e o programa volte a ser como nos primeiros dias, onde mostrava sem máscaras ou interesses o que acontecia na casa mais espiada do Brasil. Existem outros participantes sinceros que podem criar boas histórias, é só saber mostrá-los, sem favorecer ninguém. Ou então, vai ser difícil agüentar ver o programa pela ótica que a Globo impõe atualmente.
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O paredão formado no episódio de ontem (episódio este, é importante que se diga, manipuladíssimo para favorecer Mariana) acabou jogando Daniel Saullo e Agustinho no voto popular, e o resultado já está declarado: o mulherengo Daniel, que ficou com a mocinha-sofrida Mariana, e com a cearense alto-astral Roberta, vai ser condenado a eliminação precoce.
Com a saída dele (que deverá ser algo em torno de 70%), o Big Brother Brasil vai perder muito de sua graça e história para contar. Os participantes vão ficar com medo de ousar e acabarão tendo o mesmo destino cruel do outro participante emparedado: Agustinho. O carioca da Pavuna é uma nulidade, não faz nada o dia inteiro e tem uma popularidade impressionantemente enorme.
Este é o futuro que queremos para o reality show mais querido do Brasil?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:41 PM
Premiação de atores erra em algumas coisas, mas traz resultado satisfatório

Quando a imprensa premia os atores, como é o caso do Globo de Ouro, o que se vê são pessoas que julgam escolhendo os melhores. Quando profissionais votam em outros profissionais do mesmo ramo, é gente que trabalha naquilo vendo quem fez melhor o trabalho deles, quem da categoria merece se destacar. Este é o caso do SAG Awards, a premiação do Sindicato dos Atores, que tem 120 mil membros (nem todos votantes, é claro).
No último domingo, dia 29, ocorreu a premiação do SAG, com a escolha dos melhores da televisão e do cinema. Abaixo, você vê os resultados das categorias de televisão e um pequeno comentário. Não perca a oportunidade de comentar também sobre os resultados.
Melhor Ator em uma Série Dramática: Kiefer Sutherland ganhou como o Jack Bauer de 24 Horas. Duas coisas: primeiro, ele ganhou pela quarta temporada da série, que não é tão nova assim, tanto é que a Globo a está transmitindo, e falta menos de cinco dias para ela terminar. Segundo, ele mereceu mesmo assim.
Melhor Atriz em uma Série Dramática: A premiada foi Sandra Oh, de Greys Anatomy, que também ganhou o Globo de Ouro. A diferença é que no Globo de Ouro ela ganhou como coadjuvante, aqui ganhou como a atriz principal da série, coisa que ela não é. Eu amo a Sandra Oh, mas preciso confessar que ganhar como atriz principal é errado, principalmente quando atrizes como Geena Davis (Commander in Chief) e Patricia Arquette (Medium) estão concorrendo junto com ela.
Melhor Ator em uma Série Cômica: É a última temporada de Will&Grace, e o prêmio de Melhor Ator de Comédia para Sean Hayes, da série, acaba soando uma homenagem - uma homenagem justa, diga-se. Ele talvez não seja melhor do que os dois de Boston Legal, mas o personagem dele representa muito da graça de Will&Grace, o que por si só justifica o prêmio. Quando se percebe que ele tem maneirismo e intenções impecáveis, torna-se um prêmio realmente justo, e não apenas justificado.
Melhor Atriz em uma Série Cômica: No Globo de Ouro, das cinco indicações de na categoria de Melhor Atriz de Comédia, quatro foram de Desperate Housewives. No SAG, apenas uma foi indicada, Felicity Huffman, e esta ganhou. Alguém pode dizer que ganhou porque não tinha concorrência da própria série. Outros podem dizer que ganhou para compensar o prêmio perdido como Atriz na categoria de cinema. Eu digo, apenas, que ela mereceu - mesmo não sendo minha Desperate favorita.
Melhor Elenco de uma série Dramática: Essa categoria foi a mais injusta. Quando se tem o elenco de Greys Anatomy, The West Wing e A Sete Palmos disputando, pergunta-se qual destes vai ganhar. Eis que aparece um elemento surpresa, por fora: Lost. Tudo bem que a série é bem escrita e bem dirigida, mas o elenco sempre foi fraquinho. Um ou outro ator se salva, mas é pouco para ganhar prêmio. Não apenas pouco: é injusto.
Melhor Elenco de uma série Cômica: Excluindo My Name is Earl, todas os elencos indicados de séries de comédia tinham chance. Premiou-se talvez o elenco maior, com um conjunto melhor, com peças mais importantes: Desperate Housewives. A crítica norte-americana tem falado muito mal da segunda temporada da série, mas é implicância boba, apenas por querer ser do contra. Prova disso é o resultado do Globo de Ouro e agora do SAG, além de outras premiações menores e mais específicas. Aguardem o Emmy.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:19 PM
Sábado, Janeiro 28
O que ver no restinho de janeiro e em fevereiro na tevê paga
Todo mês a televisão nos proporciona algumas estréias para renovar a programação e, consequentemente, aumentar o nosso ânimo com relação às emissoras. O blog Televisionando, tendo em vista o objetivo de querer que os nossos telespectadores acompanhem tudo ao mesmo tempo que a gente, publica um mini-calendário com as estréias da tevê paga no mês de fevereiro e um pouquinho do resto de janeiro. Não dá pra fazer isso com a tevê aberta, que muda de horários a toda hora, e nunca disponibiliza as novidades com antecedência.
Só para deixar claro: caso ocorra alguma mudança de data ou horário, o blog informará. Mas enquanto isto não ocorre, a tendência e que as datas e os horários abaixo permaneçam até a transmissão. Vamos à lista, começando por janeiro e depois pulando para fevereiro.
Dia 29
Maratona da primeira temporada de Veronica Mars, na TNT, a partir das 14h30.
SAG Awards, a premiação do Sindicato dos Atores de Hollywood, na TNT, a partir das 23h00.
Dia 31
Anúncio dos indicados ao Oscar, na E!, a partir das 11h30.
Estréia da segunda temporada de Veronica Mars, na TNT, a partir das 18h00.
Dia 06
Estréia de God, the Devil and Bob, na Fox, a partir das 23h30.
Dia 08
Estréia de Beautiful People, na Sony, a partir das 20h00.
Dia 09
Estréia de Wanted, no AXN, a partir das 21h00.
Dia 14
Estréia da nova temporada de Onde Tree Hill, na Fox, a partir das 21h00.
Dia 15
Estréia dos novos episódios de Monk, no Universal, a partir das 23h00.
Dia 16
Estréia da nova temporada de Desperate Housewives, na Sony, a partir das 20h00.
Estréia da nova temporada de Stargate Atlantis, na Fox, a partir das 21h00.
Estréia da nova temporada de Greys Anatomy, na Sony, a partir das 21h00.
Dia 19
Estréia da nova temporada de Grounded for Life, na Fox, a partir das 15h00.
Estréia da nova temporada de Reba, na Fox, a partir das 15h30.
Estréia da nova temporada de Curb Yor Enthusiasm, na HBO, a partir das 21h00.
Estréia da nova temporada de Entourage, na HBO, a partir das 21h30.
Dia 24
Estréia de Into the West, na HBO, a partir das 21h00.
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Repetindo: para o caso de alguma mudança ou inclusão na lista, o blog informará. E não custa dizer que estaremos publicando resenhas da maioria das estréias. Fique de olho na tevê e no blog.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:15 PM
Sexta-feira, Janeiro 27
In Memorian: Hope & Faith
Tem gente que gosta do Supla, tem gente que gosta de água tônica, e tem gente que gosta de Hope & Faith. Eu adoro Hope & Faith. A série é da ABC, nos EUA, mas quem passa por aqui é Sony. Quer dizer, passava. Agora, não passa mais. Tirou do ar. O que custava deixar um horário das 19h00 até as 19h30 para uma das minhas sitcoms favoritas? Não vai adiantar mais nada esperar até sexta-feira para ver o programa.
A série tinha um texto ágil, que fazia rir de verdade, e uma dupla de atrizes ótimas: Faith Ford e Kelly Ripa. Agora mais nada disso vai passar na tevê. O jeito vai ser apelar para aquilo que eu sempre odiei: baixar pela internet. Só faço isso em último caso. Como o programa não vai mais passar por aqui, este é um último caso.
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Também é um último caso com outra série bacana: Out of Practice. Mas sobre isso eu já abordei na resenha da estréia de Scrubs, que você lê em alguns posts abaixo.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:21 AM
Quinta-feira, Janeiro 26
Avassaladoras é Sex and the City com problemas
Avassaladoras, a empreitada da Record no ramo dos seriados, nada mais é do que uma cópia do sucesso norte-americano Sex and the City. Existem semelhanças entre as atrizes, as personagens, as histórias. Mas isso não é errado: se o objetivo é fazer algo semelhante a algo estrangeiro, que se faça. Mas faça bem. No capítulo de estréia - que a Fox brasileira transmitiu nesta quarta-feira, às 21h00 e à 01h00, e que quem não tem tevê paga vai ver na Record, na sexta-feira, às 22h15 -, o que se viu foi um resultado final satisfatório, mas com alguns problemas-chave que quase acabam com a produção.
Trata-se basicamente do filme homônimo, com Giovana Antonelli e Reynaldo Gianechinni, enquadrado em formato de seriado. As personagens são as mesmas do filme, as histórias também iguais. São mulheres de trinta anos em busca do homem correto para sua vida, mas que quase sempre acabam entrando em uma enrascada. O elenco é bom: tem a Débora Lamm (que você deve conhecer como uma repórter da novela Celebridade, e que funciona perfeitamente no papel de recém-divorciada), a Virgínia Cavendish (que faz uma personagem tão, mas tão chata que acaba soando bem), a Gisele Itié (que incluiu um Ramos no nome, sabe-se lá porque, mas que está interpretando a si mesma), o Eduardo Galvão (que está a um centímetro de cair na caricatura como um gay, mas que convence), o Márcio Garcia (em um personagem que para o Márcio cai como luva: é só escovar os dentes e declamar as falas que já funciona) e a Vanessa Loés. É aí onde começam os problemas de Avassaladoras.
A personagem da Vanessa Loés é a principal da série. Qualquer outro personagem podia ser mal interpretado, mas a Laura, da Vanessa, precisava ser bem feita. Só que é tão mal construída, tão over, tão fake, tão exagerada, que quase nos faz desistir de ver o programa. Houve uma cena na estréia, em que ela almoçava com duas amigas, e as duas iam embora. Aí ela vê um homem bonitão entrando e vai se insinuar. Ele estava no balcão, a questão de poucos metros de onde Laura estava. No caminho do balcão, ela solta o cabelo, balança o cabelo, anda como uma pseudo-modelo,em câmera lenta, ou seja, se torna sedutora. Acontece que a personagem dela não é sedutora. Estraga a intenção da personagem logo no primeiro capítulo. Há um exagero de gritos na personagem que também incomoda. Aliás, é justamente nos gritos em que outro problema de Avassaladoras reside.
Ok, não é nos gritos. É um exagero, mas não um problemão insolúvel. O problema é o som da série. É algo extremamente técnico, eu sei. Algo que alguém pode dizer ser apenas implicância de crítico, mas o que eu posso fazer se eu estou vendo um programa e praticamente não consigo escutar o que acontece? A poucos instantes de cada vinheta que nos leva ao intervalo comercial, começa a tocar uma música. Essa música vai num crescente grande até aparecer o logo da série e entrar o comercial. Nestes dez, quinze segundos que antecedem o comercial, há diálogos - mas ninguém consegue os ouvir. A música é muito alta para o momento, basta colocá-la assim que a vinheta entrar. Outro exemplo foi a narração de Márcio Garcia ao início, que explicava um pouco de cada personagem enquanto estas apareciam na tela. Só que a voz do Márcio estava mesclada com a música-tema da série, e esta música ocultava o texto que ele estava lendo. O mesmo se repete com a narração no final do episódio.
Há também outro problema sério relacionado com som: durante muitos momentos, as personagens faziam ações visuais, e uma música era inserida para ditar o ritmo da cena, ágil. Mas a música era um blues misturado com jazz muito leve, deixando a cena bem fraquinha sem o objetivo atingido. Quando a Vanessa Loés leva um homem para sua casa (sim, aquele para quem ela se insinua, conforme eu detalhei), os dois ficam se beijando, e era o momento para mostrar o ardor da personagem. Só que música só entra no finalzinho, bem baixinha (aqui, que podia ser alta, pela ausência de falas, ela não é!), sem o efeito desejado. E há eco em muitos diálogos dos personagens, o que é um problema freqüente em quase todas as produções nacionais, mas não custa nada ressaltar. Problemas com som normalmente são considerados probleminhas técnicos, mas aqui quase leva Avassaladoras ao desastre.
No mais, quase tudo funciona bem (os planos do Rio de Janeiros foram poucos, mas, aproveitando o trocadilho, avassaladores). Ainda falta algum diferencial, principalmente do texto, pouco criativo (dizer que um homem é casado porque abaixa a tampa do vaso sanitário quando sai do banheiro é o cúmulo!) e mais meloso do que devia. Só que isto se aperfeiçoa com o tempo (principalmente em uma emissora como a Record - a Fox transmite também, sim, mas só ajuda com dinheiro -, que está começando) adquirindo experiência e vendo muito Sex and the City e - por que não? - Desperate Housewives.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:03 PM
American Idol 5 inicia suas audições com diversão de sobra
Dizer que American Idol 5 começou nesta última quarta-feira, com as audições feitas em Chicago pelos juízes, é um grande erro. O programa só começa quando o elenco está formado e pronto para que a disputa para ser o próximo ídolo americano da música comece. Em um provável DVD do programa, as audições seriam os extras. Mas isso não quer dizer que é impossível se divertir com essa parte do programa. É claro que dá. Para muitos telespectadores, ver as audições é melhor do que ver os programas em que ocorrem eliminações. Eu discordo. Mas é possível que muitas pessoas venham a concordar com essa opinião.
Nas audições, por vermos pessoas que não serão aprovadas, Simon Cowell, o jurado malvado, solta suas melhores pérolas, todas recheadas de ironia e sarcasmo. É nas audições também que morremos de rir com os péssimos cantores, com brigas entre os calouros que estão no aguardo do momento de sua exibição, e é até mesmo o melhor momento em que muitos participantes cantam, já que muitos não evoluem, ou melhor, involuem.
Mesmo tendo sido um programa enorme, com duas desnecessárias horas, histórias de vida de participantes chatos e desinteressantes e um tanto de enrolação, foi divertido. A edição foi boa, os jurados estavam bem e, fechando os olhos enquanto alguns poucos calouros cantavam, dava para curtir um pouco de música boa de verdade. E deu, como não poderia deixar de ser, para rir com Simon Cowell.
Aliás, eu garanto que mesmo o maior odiador de Simon Cowell da história terá que concordar comigo quando, nos minutos finais, Paula Abdul e Randy Jackson aceitaram em conjunto um rapaz que cantava mal e parecia ter engolido uma britadeira, de tanto que pulava, Simon esteve certo quando questionou a sanidade mental dos outros dois jurados. Ele pode ser o mais inconveniente, chato e mal-humorado ser humano da face da Terra, mas tem seus momentos de razão.
A diversão continua completa e é impossível dizer que a fórmula está desgastada. Pelo contrário: com a explosão de audiência que American Idol deu em sua estréia nos Estados Unidos, há pouco mais de uma semana, só nos resta concordar que a fórmula está cada vez mais sendo aperfeiçoada. E é por isso que os produtores não estão loucos em prometerem mais cinco edições do programa.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:51 AM
Quarta-feira, Janeiro 25
Zach Braff é a única coisa boa em Scrubs
Está se tornando basicamente de praxe a presença de Zach Braff, de Scrubs nas indicações dos prêmios Emmy e Globo de Ouro. Nos últimos dois ou três anos, o ator tem sido indicado para ambos os prêmios na categoria de Melhor Ator de Série de Comédia, e excluindo uma mísera indicação da série na categoria Melhor Série de Comédia no último Emmy, Zach Braff é a única coisa de Scrubs que é indicado a algo. E é, também, a única coisa que merece ser indicada a algo.
Zach Braff sempre fez o papel de residente de um hospital, e nesta quinta edição, que a NBC inaugurou no dia 3 deste mês nos Estados Unidos e que a Sony trouxe nesta última terça-feira, 24, no Brasil, seu personagem JD se torna um médico que atende pacientes. A interpretação de Zach é correta, porque tem o tempo certo da comédia e passa um pouco dos dois sentimentos reais que habitam no personagem: a timidez e amizade fiel com os amigos. O personagem nem é tão interessante assim, pelo contrário, nas mãos de outro ator, poderia não funcionar, mas com Zach Braff, acaba sendo a única coisa em Scrubs que funciona bem.
A série tirou do ar na Sony a comédia Out of Practice, que muita gente odeia, mas que muita gente adora, e eu me encaixo bem nesta última categoria. Out of Practice era ao menos criativa e engraçada. Scrubs substitui Out of Practice e tende a deixar um espaço vazio no ar. É basicamente uma série comum, sobre a rotina hospitalar de residentes. E tenta se extrair muitas piadas deste tema batido, que acaba sendo sem graça e chata. Também é difícil entrar no ritmo de Scrubs quando começa o episódio, problema compartilhado com muitas série, como Arrested Development, mas a diferença é que Scrubs engrena no acompanhamento da trama, e em Arrested Development, a gente entra no clima e ri das situações.
O primeiro episódio desta nova temporada de Scrubs teve apenas uma piada boa: a em que um inimigo do personagem principal tira uma foto sua e a reproduz em tamanho real, depois elogia o corpo de uma paciente, se abaixa, e quando a paciente olha pra traz, vê a foto do protagonista sorrindo e entende que foi ele quem a elogiou. Excetuando-se essa, pode-se dizer que muitas piadas tiveram um prolongamento muito grande, e não funcionaram (quem viu o episódio deve saber do que se trata: um residente que nunca foi mostrado, apenas em câmera subjetiva). É um número muito grande de piadas visuais, e isso é sempre um problema. Para se criar boas piadas, talvez utilizar o personagem Dr. Cox (John C. Mcginley), médico durão e satírico, fosse ideal.
Mas parece que a série não quer tentar nada novo, quer se acomodar e relaxar. Como Zach Braff disse em entrevista, a nova temporada chega com o intuito de cultivar os fãs atuais, e não conquistar novos. Se Zach Braff continuar sendo a única coisa boa e útil em Scrubs, até isto pode se tornar difícil.
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Scrubs é transmitido no canal pago Sony, nas terças-feiras, às 20h30 e 00h30.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:53 AM
Terça-feira, Janeiro 24
Dan e Carlos : quem sai no BBB6?
Muita gente ainda não conseguiu gostar desta sexta edição do Big Brother Brasil como das outras, e entendo o porquê. Até agora, esta foi uma edição imparcial, que mostrou tudo o que acontece e as complexidades das alianças. Em momento algum nos ofereceu um vilão para odiarmos ou um mocinho para amarmos - ou o contrário. Pela primeira vez está sendo feito o que desde a primeira edição: o direito sobre quem torcer ou querer eliminar é todo do público. E é difícil crer que isto ocorre com o Boninho dirigindo.
Hoje tem um paredão, e deve ter baixa audiência novamente. Um paredão previsível, diga-se por sinal. De um lado Carlos, que salvou seu amigo de um paredão e se arriscou, tudo em nome de um casal que até agora não convenceu ninguém. Do outro está Dan, que insinuou o início de uma paquera com Juliana, mas esta logo saiu. Não teve nenhum ato heróico, a não a grosseria de afirmar que vingaria um por os votos contra ele na formação do paredão, que acha vir das mesmas pessoas que queriam limar a Juliana da casa do BBB.
Dan vai sair, e com uma porcentagem grande, que eu acredito ser de 74%. Enquetes dão a entender um valor ainda maior, mas pelo que eu conheço de Big Brother, o valor será este. Não queria que Dan saísse, de maneira alguma. Carlos parece aquela pessoa que joga para o público, que vê o lado de fora. Se torna amigo e protetor de um casal sem credibilidade crendo que estes estão arrasando em popularidade. Dan pode até ter cometido erros, como fazer Juliana acabar seu namoro para ficar com ele, e nunca ficar com ela. Mas são coisas internas, o que é perdoável.
E a noite de eliminação no BBB hoje, na Globo, depois de Belíssima, vai ter outro atrativo: ver como é que o apresentador Pedro Bial vai atacar os participantes, condenando as falsas personalidades de muita gente. Até o fim desta edição eu fico fã do Bial.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 7:06 PM
Segunda-feira, Janeiro 23
Nova temporada de Floribella corre o risco de não crescer com seu público
Com o fim da primeira temporada de Floribella, muitos veículos de comunicação afirmaram que o saldo era positivo. De certa forma, era. Houve grandes vendas com produtos licenciados e a audiência foi crescendo, ainda que devagar, com o desenrolar dos capítulos. Mas eu afirmei, na época, que poderia ser um problema para a segunda temporada a morte do mocinho. A estréia da segunda temporada nesta última segunda-feira prova que não é bem assim.
Roger Gober fez o mocinho Frederico na última temporada - e com competência. Ele tinha carisma e charme, o mínimo para conquistar a maioria dos telespectadores. Entra agora Mário Frias, que tem menos carisma que Roger, mas muito mais charme. Se antes o mocinho funcionava com o público masculino, agora pode ser que o jogo mude. Além do mais, há um certo toque de presunção e metideza no personagem, o que é sempre arriscado com um mocinho. Além disso, o novo mocinho será uma espécie de reencarnação do antigo, com direito a uma cena que funcionaria muito bem na global Alma Gêmea: ele entra no quarto, passa pelo espelho e o que vê é a imagem de outra pessoa, que diz que explicará o que está acontecendo. Essa foi uma saída inteligente.
E mesmo que Mário Frias não venha a convencer no papel, não se pode subestimar a presença de Juliana Silveira como protagonista. Ela é simplesmente uma graça, uma atriz de qualidade e com o carisma suficiente para compensar a falta disso em Mário Frias. Todo o elenco de Floribella continua bem, com a Suzy Rêgo novamente ótima e a Maria Carolina Ribeiro continuando sua performance de malvadona de pouca idade que rouba toda a atenção quando aparece. Veteranas como Vic Amor (a governanta alemã) e Cristina Pereira (diretora de orfanato) também ajudam. São esses pequenos nomes que livram o público do constrangimento grande que é grande parte do elenco infantil, com direito a crianças que olham para a câmera toda hora.
Mas não é o elenco infantil o grande problema deste início de temporada. O que assombra Floribella é, infelizmente, a forma com que o contexto em si retrocedeu para um público ainda mais infantil. Aquelas senhoras de mais idade e mesmo donas-de-casa que acompanhavam a novelinha porque esta era engraçadinha vão continuar ligadas na tevê. Mas o público infantil e pré-adolescente poderão, se mudanças não ocorrerem em breve, parar de assistir. O que acontece não é o foco da trama, que continua para o mesmo público alvo. O problema pode ser visto no excesso de gírias infantis, ainda maior que na primeira temporada. Inventaram de colocar agora umas vinhetas com os personagens fazendo gracinhas, o que atrapalha. Mesmo a abertura se tornou bem pior e mais infantilizada. Além do mais, os personagens infantis são unidimensionais, diferentemente dos adolescentes e adultos, que tendem a ser mais verossímeis e tridimensionais.
Esse público pré-adolescente e infantil está cada vez mais ávido por coisas não direcionadas a eles, querem os produtos mais amadurecidos. Floribella, que veio com o objetivo de ser nova Chiquititas, funcionou na primeira temporada. E tem que retomar o mesmo objetivo de ser um conto-de-fadas moderno e largar a mão de ser apenas uma gracinha de programa. Se isso não acontecer a mesma decadência que começou a assombrar Chiquititas a partir de um determinado instante - pelo mesmo motivo de não se perceber que o público cresce com o programa -, pode se repetir com Floribella.
Tirar uma opção como essas de nossos quase-adolescentes e crianças não é legal.
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Uma grande besteira que essa temporada nova de Floribella tem é a inclusão do orfanato (ou colégio interno) malvado. A Cristina Pereira como diretora está bem, mas tende a ficar ainda mais caricata do que já é. A proposta de ser nova Chiquititas não deveria incluir copiar Chiquititas. E não me venham dizer que isto tinha na versão argentina, porque não tinha.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:42 PM
A diferença entre profissionalismo e amadorismo
Eu teria mesmo que ser um tolo para fazer a Globo gastar milhões, contratar um elenco daquele peso e uma profissional do nível da Denise Saraceni, sem saber o que eu estava fazendo
Silvio de Abreu, em resposta à pergunta feita por um jornalista sobre se ele já sabia a resolução de todos os mistérios de Belíssima.
Reunion foi um tanto enfadonha em tentar fornecer um final para a audiência. Como [o criador Jon Harmon Feldman] estava planejado os próximos 14, 15, 16 anos era um caminho incrivelmente complexo. Tínhamos diversas opções, e ele não conseguiu tomar uma decisão definitiva sobre quem seria o assassino, e não havia como acelerar o tempo. Ele não sabe quem é o assassino e nem irá se preocupar mais com isso
Peter Ligouri, presidente de entretenimento da Fox americana, sobre a indecisão do criador da série Reunion a respeito de quem seria o assassino de Samantha.
Conclusão: a gente sempre fala mal das nossas novelas, mas faça uma comparação entre Belíssima e Reunion para ver qual criador leva sua cria mais a sério.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:00 PM
The West Wing vai acabar, mas não há muito o que temer
Semana passada, o Warner Channel passou aquele que eu considero o melhor episódio da atual temporada de The West Wing. Já vi fãs dizendo que foi o pior, mas eu continuo achando que foi o melhor. Chamado O Debate, o episódio tinha Vinick e Santos em um debate presidencial, daqueles de tevê, mas era dinâmico, o mediador era perspicaz e os candidatos estavam em ótimas discussões. Tinha basicamente o melhor desta temporada da série: foi a melhor interpretação de Alan Alda, ambos estavam espontâneos e o texto estava muito profundo. Talvez o fato de ter sido transmitido ao vivo nos Estados Unidos (assim como Will&Grace) tenha ajudado.
E é bom que o resto da temporada da série continue seguindo este ótimo padrão, porque para a angústia dos fãs da série e de quem gosta de boa tevê, devo informar que a NBC, que transmite o programa nos EUA, informou que esta temporada é a última de The West Wing. O argumento é infalível: audiência.
Só que a esta altura do programa, com tantas temporadas de The West Wing, uma série praticamente jurássica, considerar audiência é algo errado. Aqueles que ainda assistem ao programa (eu sempre estarei entre esses) formam uma audiência cativa, que vai permanecer por um bom tempo se a qualidade da série continuar bom como está. E a NBC é a emissora dos Estados Unidos que melhor maneja truques para levantar a audiência. No fundo, pode ser um lamento de um telespectador apaixonado pela série, mas que também teve um pedaço dessa paixão indo embora quando John Spencer, o Leo McGarry, morreu, no fim de 2005, por um ataque cardíaco.
The West Wing implantou na história da tevê americana uma nova forma de se escrever televisão. Em uma série política, os diálogos seguiram um novo ritmo de acompanhamento da história. Podem conferir, e esse episódio O Debate talvez seja o melhor para isso, que os personagens têm falado muito de futuro. E o que eles falam em um capítulo já está influenciando os próximos que se sucederam, ou mesmo próximas temporadas. Em questão de direção e elenco, não houve grandes novidades, é verdade, já que os cenários foram óbvios e o elenco era composto basicamente de figurões da tevê, com poucas revelações.
Para quem já está preparando o lenço para lamentar a notícia, resta a idéia de que mais cedo ou mais tarde alguma outra série vai ter de ocupar esse espaço de série política que The West Wing vai deixar. Há quem aposta em Commander-in-Chief (da ABC nos EUA, e pela Sony por aqui. Já escrevi coluna comentando o quanto a série é boa), a série da Geena Davis e a primeira presidente da história dos Estados Unidos para isso. Mas há uma grande diferença entre West Wing e Commander: enquanto a primeira é uma série sobre a política, a segunda é uma série sobre os políticos. O desenrolar das temporadas pode reverter este quadro, só que a verdade atual é esta.
Portanto, não há muito o que temer: The West Wing vai embora, e assim como é gostoso acompanhar as brigas políticas por lá, vai ser gostoso ver a briga das emissoras para tentar impor na programação uma série que tenha potência para substituir esse monstro da tevê. Seu espírito sempre vai permanecer.
The West Wing: No Warner Channel. Sextas, às 22:00 e 02:00.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:42 AM
Sábado, Janeiro 21
POST EXTRA: Sabina, a graça das oito
Uma novidade do blog para 2006 serão os posts extras, que complementarão as já conhecidas colunas de segunda a sexta-feira. Estes posts não terão periodicidade determinada e poderão ser postados a qualquer dia e hora, inclusive dos fins-de-semana. Abaixo, o primeiro deles. Desfrutem.
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Não escondo de ninguém meu carinho especial pela atriz mirim Carolina Oliveira, que me encantou com sua participação em Hoje é Dia de Maria. Não fosse pela existência de uma segunda jornada da minissérie, ela estaria hoje, conforme Denise Saraceni disse em entrevista, no lugar de Marina Ruy Barbosa, no papel da Sabina de Belíssima. Seria uma ótima oportunidade para ela mostrar seu talento para um público ainda maior. Mas ela não pôde. E quem ficou em seu lugar aproveitou muito bem a oportunidade.
Conheço Marina Ruy Barbosa de Começar de Novo, malfadada novela das sete antecessora de A Lua me Disse. O papel lá era Aninha, papel até certo modo ingrato, mas que Marina soube aproveitar bem. Nada comparado ao papel atual, Sabina, filha de Vitória (Cláudia Abreu). A personagem não é a inocência infantil em pessoa: ela aprendeu um truque de mágica e o utilizou para ganhar dinheiro de turistas quando morava na Grécia, e posteriormente de colegas de escola, quando se mudou para o Brasil. Esperteza infantil, é claro.
Mas a personagem também protagoniza cenas fortes, sensíveis e difíceis. A provável melhor cena da personagem aconteceu nesta última sexta-feira, quando Glória Pires a consolava após a morte de Bia Falcão (no post abaixo, mais detalhes). Na cena, Glória Pires e ela filosofavam sobre a morte, sobre o futuro e o passado. Apenas Marina chorava, e chorou muito bem. Também fez direito as reações, os anseios e as intenções de cada fala. Era muito texto pra gravar e impor a emoção para uma criança no ritmo de uma novela, e surpreendemente, Marina fez muito bem.
Acredito que Carolina Oliveira fizesse muito bem a personagem, também. Mas a sorte minha foi a de ter conhecido melhor um outro talento mirim, uma outra promessa e uma outra simpatia de pessoa. Mesmo tendo iniciado em Começar de Novo, muito do talento de Marina só veio à tona agora, e é por isso que ela é uma super revelação.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:00 AM
Sexta-feira, Janeiro 20
A vilã que reinará eternamente em nossos corações
Autores como Gilberto Braga, Silvio de Abreu e Aguinaldo Silva costumam marcar suas tramas com vilãs realmente malvadas, boas, apaixonantes. Minha última experiência com Gilberto Braga foi a perversa Laura (Cláudia Abreu), em Celebridade. Depois tive a Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino, um presente grego de Aguinaldo Silva. Silvio de Abreu criou, porém, uma vilã que, se ficasse até o fim de Belíssima, poderia tirar meu coração de Laura e Nazaré. Só que isso não vai acontecer. Bia Falcão morreu no episódio desta quinta-feira, desviando da estrada com o carro, descendo ladeira abaixo, e com o carro explodindo.
Fernanda Montenegro simplesmente agiu como uma diva no papel de Bia Falcão. Interpretou muito bem. Deu um tom de esperteza e sátira a personagem. Bia jamais sairia por aí furando olho de passarinho, como Fernanda muito bem disse. Ela gosta de destruir casais, famílias, relações, sucessos. A cena que melhor nos explica como Bia Falcão age foi aquela em que ela revelava ao personagem do Lima Duarte que um rapaz de creu a vida inteira ser seu filho, simplesmente não era. Lima começou a pedir explicações enfurecidas a personagem de Irene Ravache. Bia olhou toda a situação com um sorriso, viu o estrago feio e saiu da sala. Saiu, mas não sem antes desejar a Irene Ravache e Lima Duarte que tivessem um bom dia.
Existem vilãs na História da dramaturgia que poderiam muito bem servir de exemplo para dizer o quão grande Bia Falcão é. Mas dizer que a personagem tem uma pitada de Odete Roitman, de Vale Tudo, ou da Perpétua de Tieta, serviria apenas para diminuir a grandiosidade da vilã. Portanto, Bia Falcão é única. Só se pode comparar Bia Falcão com Bia Falcão.
Bia Falcão também tem outro diferencial de quase todas as outras vilãs da dramaturgia: ela é capaz de amar. Não um amor safado, como a Laura sentia pelo Marcos em Celebridade, mas um amor que influencia em suas emoções. Bia amava doentiamente sua filha falecida, fundadora da fábrica de lingeries na qual ela era vice-presidente. Amava a ponto de querer que os outros a respeitassem e que seus próximos fossem iguais a ela. Bia também amou Murat, o personagem do Lima Duarte. Um amor do passado, que resultou em um filho desaparecido e que a fez destruir a família de Murat.
Aliás, saindo de Belíssima, Bia também deixará algumas questões no ar. Teria ela algum envolvimento com a morte de seu neto na Grécia? Quem será seu filho ou filha abandonado? Aposto que na primeira questão ela não tem culpa nenhuma. Já na segunda, é uma filha, que deve estar esperando por Bia no céu - ou melhor, inferno: Valdete (Leona Cavalli), que foi assassinada nas primeiras semanas da novela e cujo mistério em torno de sua morte persiste.
Morrendo ou desaparecendo, Bia Falcão reinará eternamente em nossos corações, com suas reclamações sobre gerundismo e seu humor negro. Afinal, uma grande vilã nunca se vai totalmente.
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Há um boato correndo nos jornais, revistas e sites que dão por conta de uma possível não-morte de Bia Falcão. Ela teria supostamente forjado sua própria morte. Eu não acredito nesta hipótese. As situações que antecederam sua morte foram obra do acaso, e não de sua autoria. Se bem que, em se tratando de Bia Falcão, devemos considerar essa alternativa.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:02 AM
Quinta-feira, Janeiro 19
As belas também sofrem
Gisele Bundchen lutou muito para conseguir chegar ao lugar que está hoje. A gaúcha que hoje estampa as mais famosas revistas do mundo e empresta seu corpo e voz para gravar comerciais a marcas que podem pagar bem, hoje é a Top Model número um do mundo. Perto dela, no ranking das grandes Top Models, se encontra Tyra Banks, americana, negra, poderosa, linda, Top Model. Além de desfilar, fotografar e gravar, Tyra também apresenta um reality show. Americas Next Top Model, cuja transmissão da quarta temporada acabou ontem no Brasil, é produto da emissora americana UPN, pequena, mas que ampliou seu público por programas como este.
Basicamente, a idéia do programa é formar uma nova Top Model. Catorze garotas entram competindo e a cada episódio uma é limada do programa. Para decidir a eliminação, realizam-se provas como sessões de fotos e momentos de atuação. Nos Estados Unidos, o programa encontra-se na sua quinta edição, e já é capaz de nos dizer que seu sucesso é em grande parte devido aos jurados, assim como em American Idol. Os jurados são maliciosos, satíricos e malucos, comentam tudo sem papas na língua, mas no final, eles sempre tomam a decisão correta. Em Americas Next Top Model, há um fotógrafo, um editor de revista, um maquiados, um convidado por semana, uma ex-Top Model e Tyra Banks, a única sensata do grupo. Sensata entre as aspas, é importante dizer: a super modelo bateu boca com uma participante eliminada nesta quarta edição por achar que esta não levara a competição a série. Esse momento deixou Tyra descabelada e entrou pro hall dos melhores momentos dos reality shows.
É um programa bem sucedido, sem dúvida, tanto em sua forma como em seu conteúdo. Também é bem realizado, apesar de no fim nenhuma vencedora se tornar, de fato, uma nova Top Model. Naima, a vencedora da edição que a Sony transmitiu nos últimos meses, não tinha em nada uma cara de Top Model - aliás, não tinha cara de nada - e por isso não deu certo. Os jurados do programa têm, quase todos, a fixação pelo novo, pelo diferente, e a gente bem sabe que isto quase nunca é o melhor.
O SBT pretende trazer este ano para o Brasil uma nova versão de American Idol e de uma porrada de outros reality shows. Corre nos bastidores o rumor de que o reality das Top Models pode estar entre eles. Gisele Bundchen, obviamente, não vai poder apresentar. Se conseguirem descolar uma Ana Hickmann já está mais que bom. O importante é continuar investindo neste novo setor de programas da televisão: os reality shows. E ser o mais realista possível, afinal, as belas também sofrem.
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Como Americas Next Top Model acabou nesta quarta, semana que vem, algum programa terá que substituí-lo. Adivinhem qual a Sony escolheu? American Idol! Como vai haver apenas a diferença de uma semana entre o Brasil e os EUA, não vai fazer sentido querer saber o resultado antes. E parece que a coisa anda boa por lá: a temporada começou no Top 10 do ranking de audiência dos Estados Unidos, marcando a maior audiência da História da Fox deles.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:07 AM
Quarta-feira, Janeiro 18
Globo de Ouro 2006: a transmissão e comentários dos resultados
O Globo de Ouro 2006 revelou seus vencedores nas categorias de tevê e cinema na última segunda-feira, em cerimônia que teve transmissão da Sony e do SBT. No SBT, Rubens Ewald Filho e Analice Nicolau comandaram a apresentação de tudo. O primeiro, famoso crítico de cinema, mostrou também saber alguma coisa de tevê, e quase todos os seus comentários acabaram sendo úteis. Já Analice Nicolau me encantou no início, com esperteza e inteligência. No final, revelou uma pequena arrogância desnecessária e falta de conhecimento de muita coisa. Começou bem, e terminou mal. Não foi só Analice que seguiu essa regra: o ritmo da cerimônia em si (nos EUA, apresentado pela NBC) também. E quanto ao resultado das categorias de tevê, que você em um balanço logo abaixo, foi quase todo satisfatório. Vamos ao balanço.
Melhor Série Drama: Muita gente tinha acusado o Globo de Ouro 2005 de ter sido extremamente injusto ao premiar Nip/Tuck a melhor série dramática do ano. Muita gente queria ver Lost como vencedor. E foi o que aconteceu no Globo de Ouro 2006. A série dos perdidos em uma ilha venceu com justiça, provando que J.J. Abrams é um dos caras do momento, assim como sua série.
Melhor Atriz em Série Drama: Existem papéis que podem fazer qualquer atriz cair no comum. Quando ocorre de Geena Davis fazer a primeira presidente norte americana, muita gente imaginava uma interpretação óbvia. Ela, porém, nos oferece uma presidente que tem mais coragem do que compaixão, em Commander in Chief. Interpretação mais que acertada em uma ótima série. O Globo de Ouro, como não poderia deixar de ser, a premiou. Muita gente não gostou, mas que fique claro: foi merecidíssimo.
Melhor Ator em Série Drama: Em alguns momentos, é quase impossível um ator ir mal em um papel. Se ele está em um filme ou em uma série boa, bem escrita, e com um personagem bem construído, ele só precisa ter um mínimo de talento. Foi o que aconteceu com Hugh Laurie. Seu personagem, dr. House, da série homônima, é incrível. Tem tiradas ótimas em uma série boa. Hugh Laurie adicionou seu talento (ele é um bom ator, sim, que fique bem claro). Muita gente acha que o mérito é de Hugh, mas eu continuo achando que é do texto, que dá ao personagem sarcasmo e arrogância de sobra. Talvez tenha sido um prêmio dado pelo fato do excesso de reclamações de críticos pela sua não-premiação em 2005.
Melhor Série Comédia: Não é mistério para ninguém que eu adoro Desperate Housewives. Acho que Marc Cherry acertou em cheio ao criar essa série, com personagens muito bons e uma trama extremamente forte e bem amarrada. Além disso, há na série algo que há muito tempo não se via com êxito: humor negro e ironia. O sucesso parece estar ainda maior na segunda temporada, que chega aqui no Brasil em fevereiro. O justo prêmio de melhor série cômica é só mais um motivo para nós, telespectadores, ficarmos de olho na tevê.
Melhor Atriz de Série Comédia: Todo mundo encheu a bola dessa Weeds, série muito comentada e pouco vista. A série é bem fraquinha, tem um texto vazio e só sobrevive pela Elizabeth Perkins, que está ótima. Sendo assim, fiquei muito chateado pela indicação e pela premiação de Mary-Louise Parker como a protagonista de Weeds. Ela está apagada no papel, e tinha como concorrência quatro atrizes de Desperate Housewives. O velho motivo da divisão de votos volta a assombrar, dessa vez causando uma injustiça.
Melhor Ator de Série Comédia: The Office tem a pretensão de ser uma nova Seinfeld. É quase impossível que isso possa acontecer. Não porque falte qualidade para isso, mas sim porque a proposta é outra: que fique claro, ambas são ótimas. E, em The Office, há ainda Steve Carell, ótimo e competente ator, ainda melhor no papel principal da série. Ele não tem a pretensão de ser um novo Jerry Seinfeld, e vai bem mesmo assim. Indiscutível a justiça do prêmio de melhor ator de série cômica para ele.
Melhor Atriz Coadjuvante: Estava especialmente ansioso pelo Globo de Ouro 2006 só para ver Sandra Oh ganhando o prêmio de melhor atriz coadjuvante por Greys Anatomy. Aconteceu logo no comecinho, fazendo com que eu ficasse a cerimônia inteira feliz. A reação dela, se surpresa, sem saber o que fazer, me comoveu. Acho que, no fundo, todo mundo estava torcendo para que ela fosse reconhecida. Não deu outra.
Melhor Ator Coadjuvante: Vou ser sincero: não vi Empire Falls, minissérie vencedora da categoria de melhor minissérie do Globo de Ouro 2006. Paul Newman também lucrou com a minissérie: faturou o prêmio de melhor ator coadjuvante. Não posso julgar pelo papel, mas já vi gente falando bem. E, julgando pela bagagem de Paul Newman tanto no cinema quanto na tevê, é difícil que ele tenha ido mal.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:07 AM
Terça-feira, Janeiro 17
Plantão Globo de Ouro 8
Todo mundo já estava esperando a vitória de Lost como a melhor série dramática. E eu só posso dizer que o prêmio foi merecido. Roma, Prison Break, Commander-in-chief e Grey's Anatomy também mereciam o prêmio, mas eu creio que ano que vem algum deles deva vencer, já pela sua segunda temporada. Lost já havia perdido no ano passado para Nip/Tuck, e contando o sucesso entre público e crítica, assim como a própria qualidade da série, só nos resta dizer que era a hora H para premiar. Uma série recheada de segredos como essa é sempre o risco, e a gente nunca tem certeza da próxima temporada, se será boa como essa (ao menos pelo que eu já vi e pelo que os críticos americanos andam dizendo). J.J. Abrams também "é o cara do momento" (como disse Rubens Ewald Filho). Ou seja, era meio óbvio, mesmo.
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Amanhã (hoje, quer dizer), uma coluna completa sobre o Globo de Ouro e sua transmissão.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:13 AM
Plantão Globo de Ouro 7
Sabe aquele show que você ama? Bem, o meu é Desperate Housewives. Sou simplesmente fascinado por tudo ali: o texto, a direção, o elenco... Se nenhuma das donas-de-casa desesperadas do título ganharam, pelo menos o programa em si ganhou. A melhor série de comédia do Globo de Ouro 2006 é Desperate Housewives. Fiquei com um sorriso tolo no canto do rosto.
Aguardem a chegada da segunda temporada no Brasil. Só vi um episódio, e garanto que está incrivelmente boa.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:47 AM
Plantão Globo de Ouro 6
Quatro donas de casa desesperadas disputam como uma dona de casa que vende maconha. A que vende maconha ganhou, na atriz de série de comédia. Quem vende maconha é Mary Louise Parker (foto), em Weeds. Diferentemente de todo mundo, eu acho a interpretação dela bem fraquinha, até relaxada. Uma injustiça enorme deixar as minhas queridas desesperadas de mão abanando. E a série, Weeds, também é ruim - só falta ganhar como série de comédia. O Ewald deu uma explicação para a vitória dela, disse que ela foi esnobada de um filme, Proof. Por que a gente nunca sabe desses motivos antes? Se soubessemos, dava pra se contentar com a injustiça antes. Como aconteceu, foi um baque enorme.
PS: Um momento para suspirar pela aparição de Reese Witherspoon no palco. Como quase todas, estava linda. Eu AMO a Reese.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:16 AM
Segunda-feira, Janeiro 16
Plantão Globo de Ouro 5
Empire Falls ganhou por melhor minissérie de tevê. Olha, com sinceridade, não vi. Mas o Rubens Ewald Filho viu. E a opinião dele é esta: a série é chata e ganhou pelo elenco. Nem toda opinião de terceiros vale, mas é do Ewald, aí a gente considera. E como ator de série de comédia, ganhou o Steve Carell (foto), por The Office. Ele é ótimo. A série, apesar da pretensão de ser novo Seinfeld, também. Estou feliz.
PS: Eu estava fazendo cara feia para a apresentação da Analice Nicolau. Não é que ela está mandando bem? Estou quase fã da moça.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:58 PM
Plantão Globo de Ouro 4
Entra Nicolette Sheridan e mais alguém. Nicolette maravilhosa, linda, é bom dizer. E premia a Geena Davis, de forma merecida. Merecidíssima. Minha favorita. Discurso lindo, o da Geena. Depois a vez do Melhor Ator de Série de Drama. Meu favorito era Wentworth Miller. Não é ele quem ganha. É Hugh Laurie. Hugh ganha pela arrogância de seu personagem em House. É bom ator, sem dúvida. Mas é difícil ir mal em um série bem escrita e em um personagem bem criado. O prêmio vai para Hugh, mas quem merece mais é o texto da série. Aquele bando, que iria reclamar de injustiça caso Hugh Laurie não ganhasse, deve estar feliz.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:44 PM
Plantão Globo de Ouro 3
Primeira pausa para uhus. O motivo: Sandra Oh. Ela ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em série e minissérie por Grey's Anatomy (ela tremendo, de nervosa, quase caindo, não sabendo onde ir... me emocionei com ela)! Minha torcida deu certo! E Paul Newman desbancou o meu favorito Donald Sutherland, por Empire Falls (foto). Não vi nada dessa minissérie, mas adoro Paul, um grande ator, tanto do cinema quanto da tevê.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:28 PM
Plantão Globo de Ouro 2
Vou me meter na área em que não deveria comentar: cinema. Estou MUITO feliz com a vitória de Rachel Weisz, num filme de um diretor brasileiro. Pode parecer pouco, mas já vale. E George Clonney... ah, sou o maior fã dele! Começou muito bem uma festa que promete.
PS: Que foto horrível. Foi a primeira que eu vi. Desculpas mil.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:18 PM
Plantão Globo de Ouro 1
Estou aqui vendo pela E! o tapete vermelho do Globo de Ouro 2006, quem está bonita(o) ou feia(o) e aquela coisa toda. Adoro isto. Impressionante como os apresentadores do canal tem uma desenvoltura tão boa, tão presente. Aquilo contagia a gente. Eles falam e entrevistam muito bem. A Geena Davis, minha favorita como Melhor Atriz de Série Dramática, estava estonteante. E a Sandra Oh, minha favorita como Melhor Atriz Coadjuvante, de Grey's Anatomy, também foi um show a parte. Segue no post uma foto da bela.
Agora, de volta para a frente da tevê.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 10:50 PM
Globo de Ouro!
Hoje a noite, o blog estará cobrindo ao vivo o Globo de Ouro, com os famosos e os resultados surpreendentes - ou não. Não deixe de nos visitar e conferir tudo!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 7:46 PM
Malhação versão 2005 acaba bem, apesar do desastroso trio principal
De volta com o esquema de sempre: colunas de segunda a sexta. Espero que vocês gostem do retorno do blog!
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Sempre há aquela eterna dúvida: Malhação é uma novela ou uma série? Novela tem lá seus 200 capítulos e acaba, sem continuidade. Série pode ter temporadas, dependendo do sucesso, mas entre essas temporadas há um intervalo. Malhação não pode ser uma novela pelo fato de ter a tal continuidade. Prefiro crer que é uma série, mesmo sem a tal continuidade. Uma série brasileira. E suas temporadas são, então, os anos. Na última sexta-feira, a temporada 2005 acabou.
Marcada pelo afastamento do seu roteirista principal do cargo, dando lugar a uma dupla de autoras, que não colou, e cedeu a vaga a uma única autora. Isto acabou ocasionando um início muito fraco e com grande dificuldade de fluxo, mas que do segundo semestre pra cá, deu certo. A grande dificuldade foi convencer com o triângulo principal, que era muito ruim. A solução foi trazer um vilão (Urubu, de Marco Antonio Gimenez) para dar sal à história central. No resto, os outros personagens funcionaram muito bem. Alguns casais se formaram e um núcleo chamado de República pareceu ser mais do que apenas um alívio cômico, era a graça de tudo.
O grande problema de Malhação é sempre o seu elenco. Formadora de atores de sucesso atualmente, a série teve um elenco vergonhoso por agora. A protagonista, Fernanda Vasconcelos, tinha um tom de graça abaixo do necessário, tornando sua personagem não chata, mas apenas esquecível. Thiago Rodrigues, o mocinho Bernardo, convencia na coragem do personagem, mas faltava o principal: crer em seu amor pela protagonista. O que dizer de Joana Balaguer, a pseudo-vilã Jaque? É o grande exemplo de modelo que vira atriz cuja única preparação e uma oficina na Globo. Só que Joana tinha a voz chata e nunca convencia com sua expressão (no último episódio da temporada 2005, sua personagem, que resolveria o destino dos mocinhos, tinha que ficar com pena da mocinha desconfiar do mocinho, enquanto escutava uma conversa. Na hora, só se percebia ela escutando uma conversa, sem reação alguma).
Ainda existem os adolescentes que estão começando e que variam entre o cômico excessivo e a nulidade dramática. Também marcam presença os excluídos das novelas, sempre a voz da experiência no meio da falta desta: neste ano, Nuno Leal Maia, Paulo Betti e Cristiana Oliveira até que não fizeram feito. A revelação, porém, ficou por conta de Marco Antonio Gimenez, um ator versátil e verossímil, que se aprofundar o uso da voz e do corpo um pouco mais, fica um ator interessante.
Mas o que mais vai ficar na cabeça de quem vê Malhação é a despedida do personagem em que mais temporadas esteve: Cabeção. Interpretado por Sérgio Hondjakoff (que é um ator fraco e unidimensional, mas que simplesmente funcionou como Cabeção. Nunca mais vai funcionar em papel algum, mas já está ao menos no rodapé da história da Globo), o personagem era a parte da comédia da série, e durante muitas vezes era engraçado de ver suas estripulias.
Malhação perdeu Cabeção. Será que vai ser fácil arranjar um personagem que fica por tanto tempo, sendo querido de todos e engraçado para colocar em seu lugar?
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Está na hora de Malhação sofrer uma mudança radical. Tem que mudar o slogan, a abertura, a música de abertura, incluir alguma coisa realmente nova. Não sei, há algo ali que não funciona na proposta de ser juvenil.
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De 2005, uma das grandes coisas boas foi Marjorie Estiano. Primeiramente atriz, depois cantora de sucesso. Ela atua e canta bem. Tem tudo para fazer muito sucesso.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:46 AM
Quinta-feira, Janeiro 12
Retorno do blog
Segunda-feira que vem, dia 16, o blog Televisionando vai retornar a publicar colunas diárias de segunda a sexta-feira, como de costume. Fique de olho que este vai ser um retorno pra lá de especial!
Até lá!
Atenciosamente,
O Editor.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:38 PM
Quarta-feira, Janeiro 11
Big Brother Brasil estréia com elenco aparentemente acertado
Um elenco perfeito no Big Brother Brasil seria composto por participantes que tivessem três características: espontaneidade, honestidade e ambição. A espontaneidade seria necessária para que nada soasse falso, e que todas as ações dos participantes, de fato, fossem deles, e não de um personagem criado por eles. A honestidade seria indispensável para que a confiança do público existisse e o sucesso do programa permanecesse. A ambição também deveria existir, ainda que de forma moderada, apenas para que o foco do programa fosse realmente à vitória (e não fazer amigos, como alguns dizem. Sei...), afinal, é para isso que eles estão lá.
Só que para se conseguir isso, seria preciso que toda a seleção fosse baseada nas melhores personalidades, e não em quem daria um bom mocinho ou vilão, tampouco em pré-selecionados, que muitas vezes nem fazem o vídeo de inscrição para concorrer, e só o fazem após terem a certeza que as veias escuras da produção os selecionaram, e assim mesmo só para estar no primeiro episódio como um candidato normal, com vídeo e tudo. Pois bem, nesta terça-feira, o Big Brother Brasil estreou sua sexta edição com pessoas que parecem ter as três características indispensáveis, aqueles escolhidos para serem mocinhos e vilões e, aparentemente, os pré-selecionados.
Apesar disto, dá para dizer que a seleção não foi tão ruim assim: todos parecem ter uma face a mais para revelar, e isto é ótimo para o programa. A internet já anda revelando fotos de uma certa Thaís, que diz ser católica fervorosa e uma pessoa íntegra, mas aparece em boates duvidosas de forma seminua e em posições pra lá de sensuais. Quanto mais vilões forem formados por merecimentos (desde que a vilania destes não seja nada relacionado aos jogos de estratégia, que são recursos dos participantes), e mocinhos bonzinhos de verdade aparecerem, ótimo.
Há, ainda, um fantasma que assombra o programa: Boninho. O diretor do BBB tem um passado de manipulação do reality show incrível. Suas edições sempre tendem a favorecer uns e induzir o voto dos telespectadores a estes. Ele está no comando, e isto é um perigo. A torcida geral é que a edição do programa seja limpa e verdadeira, sem nenhuma especulação maldosa, sem indução óbvia.
No mais, o primeiro episódio foi bastante interessante, com os vídeos dos participantes e suas respectivas vidas no mundo real, além de vídeos dos que não foram para a casa (o Multishow apresentou um compacto dos melhores, chamado Nem Big Nem Brother, uma maldade. Mas divertidíssimo). Ainda sem possibilidade de mostrar algo tendencioso, pode-se dizer que a edição foi ágil, acertada e divertida. Com o tempo a gente pode ir escolhendo os nossos favoritos e quem vai merecer ser odiado e eliminado.
E que o Big Brother Brasil seja feito apenas de brothers.
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Eu já tenho alguns favoritos, mas ainda não vou revelar. Preciso ver se estes mudar minha idéia, ou se outros me surpreendam e me façam torcer por eles. A festa que começou no fim do programa de ontem pode ser um grande caminho.
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Estreou ontem na Sony a última temporada de That 70s Show. O programa tradicional de meia hora já é chato e intragável. Imagina só como é um especial de uma hora.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:59 PM
Terça-feira, Janeiro 10
Alguma coisa sobre o Globo de Ouro
Ainda não tinha contado a vocês, leitores, sobre isso, mas lá vai: estou pensando seriamente em fazer a cobertura ao vivo do Globo de Ouro aqui no blog, na próxima segunda-feira. Não é certo, ainda. Mas há 90% de chances de isto acontecer. Confirmo no dia, 16/01. Independentemente disto, eu precisava me preparar para acompanhar a premiação com a mínima opinião concreta sobre tudo, porque mesmo não fazendo a cobertura em tempo real, eu iria fazer uma coluna, e precisava estar certo do que estava falando, já que este é um blog sério.
Vi, então, um episódio de séries indicadas por outras temporadas que não a primeira e de séries estreantes, enquanto estas não chegam ao Brasil (baixando pela internet, é lógico!). As que já estão por aqui, estou acompanhando ainda (ontem, por sinal, Commander in Chief e Medium estavam ótimos). Das novas séries ainda inéditas no Brasil, gostei muito de My Name is Earl (foto. Jason Lee está ótimo!). E também adorei as novas temporadas de Lost e Desperate Housewives.
Os comentários serão postados aqui quando elas chegarem no país. Mas já adianto que vale muito a pena esperar.
Agora eu quero saber de vocês: eu devo ou não fazer a cobertura ao vivo? Tem alguém interessado?
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Estou indignado: a Sony vai tirar do ar Scrubs e Hope and Faith! Alguém sabe alguma maneira de protestar?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:38 PM
Segunda-feira, Janeiro 9
Extras, da HBO, acerta ao fazer crítica ao universo da fama
Abordar a busca desesperada pela fama na dramaturgia pode sempre ser um risco, já que tanto em novelas quanto em seriados, o roteiro acabará sempre deixando os personagens da abordagem estereotipado e fútil, levando-o sempre para a comédia rasgada, em situações que beiram o ridículo. E muitas vezes o personagem acaba sendo um desmerecedor de tudo o que deseja, o que nem sempre é verdade, já que quase sempre um artista merece o que quer, mas nunca o consegue. Darlene, da antiga novela Celebridade, é um grande exemplo desse deslize, onde a personagem está ali apenas como um alívio cômico e isso impede que o resultado final, de crítica aos quinze minutos de fama, seja satisfatório. Eis que aparece no ar uma nova série, Extras (HBO, domingos, 20h30), que mostra um bom ator que quer um papel melhor, mas que sempre por ironia do destino, ele nunca consegue.
Neste caso, nem seria uma busca pela fama. Seria apenas uma busca por um papel melhor, um destaque maior, um salário mais justo. O personagem principal, Andy, é bem construído, é trágico e é engraçado. Todos os que estão do seu lado em praticamente todas as situações são gente do ramo artístico, batalhadores, uns com mais sorte do que Andy, outros com menos. Em um cenário assim, íntimo do objetivo da série e dos personagens, seria basicamente impossível que tudo não fluísse bem. Tudo funciona corretamente como a comédia que Extras é (ainda que com quase tudo fazendo parte do humor peculiar inglês, e muitas vezes no arriscado humor negro), e sua crítica ao mundo da fama e seus eternos quinze minutos, que Andy Warhol (coincidentemente ou não, o nome do protagonista da história) popularizou.
É praticamente impossível resistir a Extras. Com um elenco ótimo, desde os principais Andy (Ricky Gervais, também o diretor e roteirista da série) e sua amiga Maggie (Ashley Jensen), que funcionam por não serem a piada, e sem apenas a constituírem, até as participações especiais de cada episódio (no primeiro episódio que a HBO transmitiu ontem, foi a vez de Ben Stiller, interpretando um diretor de cinema. Ben estava ótimo), que são um charme a mais.
Produto da BBC inglesa (o telespectador percebe que é da Inglaterra logo no primeiro instante, pelo sotaque e pela imagem), Extras prova que a televisão inglesa ainda é uma das melhores do mundo inteiro e também ressalta o fato de que autores que participam da execução (Ricky Gervais é ator, diretor e autor) sempre dão ao resultado final um toque ainda mais especial. É Extras é justamente isto: especial, imperdível, exemplar. E deve durar mais do que simples quinze minutos de fama. Esta é a lição da série: para durar mais que quinze minutos, apresente qualidade como diferencial.
Você pode ser o próximo, mas precisa lutar para ser mais do que isso.
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Perdeu a estréia? Confira, então, os horários alternativos: quinta-feira, 23h15 e sexta-feira, 02h15. Sempre na HBO.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:42 PM
Sexta-feira, Janeiro 6
Começou a temporada de BBB
Há quem goste e há quem odeie, mas o fato é que na terça-feira começa o Big Brother Brasil e já há confusão. Os participantes (quase todos) foram anunciados e estão lá no site do programa. Um deles, Leandro (que nem no site está mais sendo anunciado), foi eliminado ontem mesmo, no dia da divulgação. O motivo? Ele simplesmente omitiu na hora das entrevistas o fato de conhecer gente de dentro da Globo. E, quando se descobriu, o ditado que diz que "toda mentira tem perna curta" foi levado a sério. Resta saber se alguém substituirá Leandro e, é claro, quem serão os sorteados do telefone.
UPDATE: Se chama Carlos o substituto do eliminado Leandro. Ele é advogado e paulista.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:17 PM
Quarta-feira, Janeiro 4
JK corre risco de se tornar série restrita aos admiradores do ex-presidente
De todos os presidentes do Brasil, o que eu mais gosto é o Juscelino. No colégio, sempre gostei de conhecer a sua vida. Também sempre tive apreço em conversar com meu pai a respeito da época da política de JK, se ele era ou não um bom político e como era Brasília no início. Meu pai já morou em Brasília, e talvez por isso tenha tamanha admiração pelo Juscelino, assim como eu. E foi compartilhando essa mesma admiração pelo político e pela pessoa que foi Juscelino Kubitschek que, tanto eu quanto meu pai, sentamos na sala de tevê e acompanhamos a estréia da minissérie JK, nesta última terça-feira. E, independente do que acontecia na tela, ver o brilho nos olhos do meu pai em alguns momentos foi algo indescritível.
Gostaria de poder dizer que adorei a estréia da minissérie, que o elenco estava impecável e que o texto era soberbo. Não foi bem assim. JK teve um início abaixo da média, apesar de alguns fatores que me agradaram bastante.
O que de melhor houve na estréia foi a direção do Dennis Carvalho, um dos meus diretores favoritos, que conseguiu um tom correto entre o que é histórico e o que é romanceado. Todos os cenários e figurinos foram corretamente escolhidos, assim como quase toda a harmonia técnica, com exceção apenas da fotografia, que assustava em momentos de transição de cenas e por vezes cansava o olhar pela repetição. Mesmo gostando de Dennis, preciso dizer que nem ele se deu conta que nem tudo que é histórico precisa ser dourado.
Dennis também teve competência em extrair do elenco o melhor de quem estava disposto a dar. Tanto é que o Wagner Moura esteve ótimo, assim como o Luis Melo e a Julia Lemmertz. Cássia Kiss continua sendo submetida ao papel de mulher traída nessas minisséries de início de ano (em 2005, ela era traída pelo Antônio Fagundes, em Mad Maria), mas ainda é capaz de um bom desempenho. Já Fábio Assunção parecia um tanto quanto frio no personagem, o que resultou em uma participação esquecível. O elenco mirim também pecou pela falta de emoção e presença de cena (com tantas crianças boas novas na área, não dava para escolher melhor?).
A maioria dos problemas desta estréia de JK, evidentemente, estiveram no texto do Alcides Nogueira e da Maria Adelaide Amaral. Conhecidos justamente por serem os intelectuais do meio da dramaturgia, essa é a grande oportunidade deles mostrarem que são mais que isso. Será preciso esforço. Não se pode admitir um texto que utiliza com excesso a narração para domar uma história, tampouco cenas de uma fala só (em uma cena, Júlia Lemmertz e o garoto que interpretou o Juscelino criança passearam em um pátio de um colégio e ela dizia "está bem, eu pago o seminário", e a cena terminava nisto). Também são imperdoáveis alguns clichês que os mexicanos usam com grande freqüência, e que simplesmente não colam com minissérie de época aqui do Brasil, como o morto que abre o olho no funeral para uma única pessoa e a tuberculose sendo representada com a tosse que expele sangue em um lenço.
Além do mais, esse episódio de estréia me pareceu irregular, começando lento e com uma chata correria desnecessária, apenas para dar tempo de contar algumas coisas que poderia ficar de fora, como danças e doenças. Isto prejudicou o desenvolvimento de alguns personagens, mas a esperança e que nos capítulos que se seguirem, isto se reverta. Que o uso dos lugares históricos seja melhor do que na antiga novela da Record Essas Mulheres, por exemplo. E que não seja preciso excesso de pornografia apenas para mostrar a liberdade do horário. Algumas coisas são irreversíveis, como a abertura pobre visualmente.
É torcer para que quanto a correria inicial passe e a série cresça com a potência do cometa Halley (a melhor seqüência da estréia). Ou então JK vai ser uma série apenas para historiadores ou quem gosta de Juscelino Kubitschek.
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Uma coisa que ninguém pode negar: o José Wilker é a cara do Juscelino.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:12 AM
Terça-feira, Janeiro 3
Post extra: o fim da primeira parte da temporada de Prison Break!
Eu precisava escrever um negócio aqui rapidinho, até porque o que eu acabei de ver na tevê agora pouco merecia um pequeno comentário. Mas antes, reitero os meus votos de um ótimo ano novo. Espero que a passagem de ano tenha sido tão boa quanto foi para este que vos escreve.
Só que eu estou aqui mesmo é para dizer que adorei o fim da primeira metade da temporada inicial de Prison Break, que passou hoje na Fox. Não sei quando vai voltar, mas espero que seja breve. O fato é que foi um ótimo final, terminou com suspense e tudo e já me fez perder um pouco o medo inicial: existem sim formas de dar história para uma possível (e quase certa) segunda temporada da série. Fora ou novamente dentro da prisão, haverá assunto de qualquer maneira.
Cada vez mais gosto de Wentworth Miller e continuo querendo que ele ganhe o Globo de Ouro deste ano pela sua interpretação. Pode parecer um absurdo, mas veja só: a concorrência é Kiefer Sutherland pela quarta temporada de 24 (a pior interpretação dele de todas as temporadas), Matthew Fox pela segunda temporada de Lost (eu só vi episódios da primeira temporada, já que me recuso a baixar episódios, e eu gosto do Matthew. Só que não é um papel de grande oportunidades), o Patrick Dempsey por Greys Anatomy (não gosto dele. Adoro a série e o resto de elenco, menos eles) e o Hugh Laurie por House.
Hugh é o grande adversário de Wentworth (se o voto for por justiça, é lógico), até porque está em um papel bom e atuando bem. A diferença é que Hugh está numa série onde todos os holofotes estão apontados para ele. Wentworth consegue roubar a cena em boa parte dos momentos de tensão de Prison Break, e de forma desproposital. Ele convence sem estar a mil por hora, como a série. E passa confiança.
Mas é difícil ele ganhar, principalmente porque os eleitores do Globo de Ouro são flexíveis apenas na hora das indicações. O prêmio deve ficar entre Hugh Laurie e Matthew Fox, o que não é injusto. Se o público já achar que ele deve ganhar, é um grande avanço.
Ah, e se você perdeu o incrível episódio desta segunda, não esqueça que nas 19:00 deste sábado na Fox, ele vai passar de novo. Depois, por coisas novas, a gente vai ter que esperar bastante, tendo em vista que o resto da temporada não começou nem na Fox americana ainda.
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Colunas atrás, quando falei sobre o Globo de Ouro, fiz previsões. Me expressei mal: quis apenas dizer quem merecia o prêmio (por isso, o fato de eu indicar o Wentworth), o que seria o justo. Mais pra frente, é provável que eu coloque quem deverá ganhar, com ou sem justiça.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:49 AM
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