Quarta-feira, Novembro 30

Duvidando do caráter do mocinho

Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa concreta sobre a personalidade de qualquer personagem da novela Belíssima. O público ridicularizou a Sol (Deborah Secco) de América com o argumento da ambição. A autora foi sensata e redimiu a personagem. Agora, há outro personagem do horário nobre que já começa a causar dúvidas a respeito de sua personalidade do público. Ele parece bom. Só parece.

André (Marcelo Antony) é um sujeito comum. Trabalhador e ambicioso com limites, André quer uma vida boa para ele e sua família, não é individualista e, utilizando nossa infalível primeira impressão, parece ser gente boa. Só que ele pode também não ser, e a cada capítulo surgem indícios cada vez mais fortes disso.

Antes de encontrar o personagem do Leopoldo Pacheco, que o acolheu em sua casa, André apareceu rapidamente dentro de um carro em frente a casa do Leopoldo, olhou a casa, e saiu com o carro. Minutos depois, acabou atropelando o Leopoldo em uma avenida. Pode ser só coincidência, mas por que ele estava lá na casa do Leopoldo antes de os dois se conhecerem e se tornarem amigos? E mais: quando viu Leopoldo, pediu um lugar para se hospedar por dizer que não conhecia ninguém em São Paulo, justamente onde seu pai e sua irmã moram!

Essa amizade com o Leopoldo (antes que eu me esqueça, é o personagem Cemil) acabou levando-o à festa onde ele conheceu a personagem poderosa da Glória Pires. Aparentemente, por engano. Mas... será mesmo? E ele simplesmente mentiu a respeito de onde estava quando sua amante (quase que eu me esqueço de dizer que ele ficou com duas mulheres ao mesmo tempo!) Valdete morreu. Note: quanto mais ele tenta parecer não ser ambicioso, mais ele consegue crescer, vide agora seu novo emprego na empresa da namorada.

É lógico que André não precisa, necessariamente, ser um mocinho de novela comum, completamente bonzinho. Todo mundo erra, e é até importante que ele tenha essa personalidade ambígua. Mas ele ocupa o posto de mocinho, o par da Glória Pires, e deve, no mínimo, ser bom. Ele nunca pode levantar suspeitas no público se ele é ou não o culpado pela morte que dá início ao mistério da novela. Os óculos do Antony nunca me pareceram boa coisa.

Ou ele é um mocinho moderno ou, definitivamente, é um golpista de classe.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:35 PM

Terça-feira, Novembro 29

O oculto dá as caras

Nesta nova temporada de estréias dos canais da TV paga (principalmente Sony e Warner), se viu muita coisa. Comédias, dramas, ação... e o oculto. Sabe aquele desconhecido que todo mundo tem vontade de conhecer? Sabe aquele plano um pouco acima do nosso terrestre, o plano espiritual? Então, os fantasminhas (nem todos camaradas), espíritos misteriosos e extraterrestres resolveram dar as caras por aqui, fazer uma gracinha e dar audiência. Na verdade, a gente cai como patinhos nessa jogada das emissoras, já que a gente gosta do oculto, do desconhecido. E mesmo quem não gosta, sente curiosidade. E curiosidade é o que dá audiência.

Foram quatro os representantes do outro plano nesta temporada. Dois deles, por sinal, se parecem muito. E pra complicar, passam um logo após o outro. Acabou os fantasminhas problemáticos de Ghost Whisperer, começou os neuróticos de Medium. Ambos da Sony, cada programa é protagonizado por uma mulher, e esta sempre acaba sendo o centro de tudo. Em Ghost Whisperer, a atriz Jennifer Love Hewitt faz Melinda, que trabalha em uma floricultura mas acaba sendo mais é escrava de espíritos que deixaram problemas aqui na Terra. Já em Medium a coisa pretende ser mais séria. Patricia Arquette interpreta Alisson (ganhou um Emmy pelo papel. Opinião do colunista: interpretação amargurada demais), mãe de duas filhas e casada com um homem de fidelidade duvidosa. Aqui, os fantasmas agem mais em família, o que torna a série um tanto quanto chata e quadrada. Apesar de ter um jeito mais comercial, Ghost Whisperer acaba ganhando de Medium pelo simples fato de que funciona melhor na proposta de ser série de fantasma, sem maiores ambições. Só que tem um problema: já que ambas tratam de um fantasma por programa, fica cansativo para o programa ter três temporadas, o que seriam mais de sessentas fantasmas! Esse é um ponto fraco para todos os dois programas.

Mas nem só de fantasmas problemáticos vive a TV paga. Supernatural, uma série de suspense, gira em torno de dois irmãos que rodam os Estados Unidos em busca da resposta para um mistério que ronda a morte da sua mãe. Em cada cidade que eles param, há um novo problema que eles ajudam a resolver. Tudo quase sempre acaba feliz nos episódios, e por se prender demais na história do momento, acabam se esquecendo da história da mãe, o que levanta dúvidas sobre se eles realmente estão preocupados com isto. Nem isso impede que a série funcione e seja até um sucesso razoável, mas nada além de passatempo.

Só que a mais interessante das séries do oculto parece mesmo ser Invasion (foto), que passa no mais que ingrato horário das 22h00 do domingo na Warner. Merecia horário melhor. O interessante da série é que se trata de extraterrestres sem muito medo de errar. Em uma cidade de interior, fatos estranhos acontecem, levando os moradores a fazer investigação por conta própria. E o que eles acabam descobrindo, acredite, gera um suspense sem igual, quase parecido com o da série que Invasion parece querer imitar: Lost. Ainda falta um pouco mais acerto no roteiro para chegar lá, mas em se tratando de produção, Invasion surpreende.

O oculto deu as caras com a difícil tarefa de roubar telespectadores de Lost nos EUA e tentar substituir a produção enquanto a segunda temporada não vem. Nenhum deles consegue. Mas a festa lá em cima deve estar grande pelo reconhecimento de quem já foi, ainda não conseguiu ir com paz ou que saiu do seu lugar pra fazer uma visita surpresa por aqui.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:10 PM

Segunda-feira, Novembro 28

Netinho e os limites do humor

O blog Querido Leitor, da jornalista e redatora do programa Pânico na TV Rosana Hermann, teve um aumento gigantesco de acessos de um dia para o outro. De vinte mil acessos diários, o blog teve meio milhão de acessos registrados. A atração: fotos do apresentador Netinho de Paula agredindo Rodrigo Scarpa, mais conhecido como Repórter Vesgo. Como era de se esperar o programa fez uso da imagem durante toda a sua duração, obviamente na tentativa de conquistar ainda mais audiência.

O que se viu, na realidade, foi a brincadeira que Vesgo fez para que Netinho se irritasse e acabasse agredindo o humorista. No exato instante em que a agressão ocorreu, a imagem congelou e um texto sobre a paz foi lido pelo apresentador do programa, Emílio Surita. Era evidente que o programa não iria querer fazer uso da imagem na agressão, o que ocasionaria sensacionalismo (algo que não pode ser dito a respeito do programa, que encerrou com a palavra paz em uma tela com fundo branco) e muitas críticas. Mas isso não invalida o fato de que o programa inteirinho rodou ao redor do fato, buscando, de certa forma, audiência. E deixando no ar a questão que deve ser debatida: o humor é perigoso?

A resposta mais óbvia seria dizer que sim, se usado de má forma, acaba sendo interpretado como agressão moral e se tornando perigoso. Mas a verdade é que, de todos os entrevistados do programa, poucos de irritaram. A piada que Vesgo fez era muito simples: ele perguntou a Netinho se ele iria abrir seu novo canal para todo mundo. E o apresentador entendeu mal. E teve todo o direito de agredir, mais por uma questão de honra de sua imagem pública do que por defesa de moral. Só que ele mesmo não se deu conta de que isso só irá prejudicar sua própria imagem.

Humor é algo sutil e nunca pode ser levado a sério. Nunca leve a sério o Pânico. Se eles disserem que a Cicarelli tem seis dedos em um pé não é porque é verdade. E nem é porque é mentira. É apenas brincadeira. Quando Vesgo diz algo a Netinho, ele não está ofendendo-o, está apenas brincando. É verdade que essa brincadeira pode ser extrapolada em alguns momentos, mas nunca vai deixar de ser brincadeira. Não brincadeira de mau gosto, mas sim brincadeira para fazer ir.

No dia seguinte após a agressão, Netinho foi ao programa da apresentadora Sonia Abrão para dizer que Vesgo fazia de tudo para o telespectador rir. De tudo mesmo. E que isso era errado. Agora me responde:está errado quem faz rir ou quem bate por não querer que os outros façam humor? O que é censura nos dois casos?

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A coluna volta a ser diária a partir de hoje, de segunda a sexta.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:08 PM

Quarta-feira, Novembro 23

Atenção! Comunicado especial!

Olá.

Foi incrível poder ter me transferido temporariamente para o site TV Magazine. O editor Maurício Araújo é uma pessoa fantástica, incrivelmente competente e acolhedora. Acolheu a coluna justamente no momento em que mais precisávamos de apoio, já que o nosso provedor, Blogger, foi ingrato ao nos surpreender com uma queda instantânea de serviço. Totalizando 24 resenhas, nosso trabalho no site foi incrível.

Só que, felizmente, o Blogger acabou por retornar ao normal. Agora, em perfeitas condições, finalmente estamos aptos a reerguer nossa coluna diária. De segunda a sexta-feira, a coluna que você já acompanhava por aqui e que por alguns momentos acabou indo parar em outro endereço, retornará. A partir do dia 28 de novembro, segunda-feira, você pode ter certeza que tudo voltará ao normal.

Novamente você poderá ter de volta a sua coluna diária com um gostinho de quentinha para poder compartilhar ou discordar das nossas opiniões sem ter medo. E é claro que eu precisava de uma novidade para esquentar ainda mais esse retorno: um e-mail. Agora, comunique-se conosco através do endereço televisionando@globo.com sobre o que você quiser. O colunista vai ler.

Sem maiores delongas, me despeço e agradeço a paciência. E faço o convite para que esse seu acesso se repita na segunda-feira.

Atenciosamente,

Gustavo Cruz e Silva

Televisionando: Renovando por você.

Você que ficou este tempo todo sem ler a coluna e quer saber o que eu achei sobre algumas estréias e muito mais, basta clicar aqui e conferir nossa última coluna no TV Magazine. E aproveite para ver o resto escolhendo o texto no menu localizado bem abaixo do final do texto.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:54 PM

Terça-feira, Novembro 22

Coluna

Se tudo correr certo, a coluna volta a ser diária a partir da semana que vem!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:08 PM

Domingo, Novembro 20

Mais categorias do Faustão

Música do ano

Vamos fugir
Festa no apê
VOCÊ SEMPRE SERÁ

Esportista do ano

Daiane dos Santos
ROBERT SCHEIDT
Robinho

Ator Coadjuvante

Bruno Gagliasso
MATHEUS NATCHERGAELE
Murilo Rosa

Atriz Coadjuvante

Camila Morgado
DANIELA ESCOBAR
Fernanda Souza
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 8:41 PM

Eliana

Hoje é aniversário da Eliana e eu estava vendo a comemoração no programa dela, o "Tudo é Possível". Que coisa mais chata! Ela ainda chorava, mas eu não conseguia entender o porquê! Será que é porque não deram para ela tudo o que ela merecia? A melhor parte do programa foi quando mostraram a primeira vez em que ela apareceu na TV. Era no antigo "Qual é a música?" do Silvio Santos. Ela riu do visual. Eu também. O antigo é o que vale. Parabéns Eliana!

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:09 PM

Coluna

Clique aqui e vá até a coluna "Cidade dos Homens é jóia rara da Globo", na coluna Televisionando, no TV Magazine.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:06 PM

Ranking da baixaria

Saiu o novo ranking da baixaria na televisão brasileira. Surpreendentemente, o "Pânico" ficou em primeiro lugar. Será que foi merecido? Acho que não. O programa é bacana, bem brincalhão e com uma fórmula difícil de se gastar. O que acontece é que as pessoas vêem e acham que é humilhação o que aparece ali. Ao que tudo indica, muita gente ainda é incapaz de perceber a diferença entre brincadeira e maldade.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:02 PM

Sábado, Novembro 19

Coragem, Paloma!

Cléo Pires não aceitou o papel de protagonista da novela "Cidadão Brasileiro", que irá inaugurar um novo horário de novelas na Record. Quem aceitou foi Paloma Duarte, a filha da Regina, que teve seu último trabalho em "Começar de Novo". É um projeto ambicioso essa novela de Lauro César Muniz. Coragem, Paloma!

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:52 PM

Seria uma chance?

Eu adoro o Caco Barcellos. Para mim, ele é um dos melhores jornalistas que existe. Agora, ao que tudo indica, ele pode sair da toca. A Globo resolveu dar uma chance para ele gravar um piloto de um suposto programa jornalístico que entraria na grade da emissora em 2006. O programa ainda não tem nome. Oficialmente, a Globo diz que não vai mudar nada do seu jornalismo para 2006. Espero que o oficial não seja a verdade.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:47 PM

Coluna

Clique aqui e vá até a coluna "Record copia Globo e se dá mal", na coluna Televisionando, do site TV Magazine.


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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:45 PM

Quinta-feira, Novembro 3

Você é linda

Na abertura de "Belíssima", que estréia segunda, a música "Você é Linda" estará marcando presença. Na voz do Caetano Veloso, o que é sempre bom. Uma das minhas músicas prediletas já começa a me agradar por estar em uma novela com gente boa. Bom pra nós.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:06 PM

Terça-feira, Novembro 1

Meus votos no Faustão

Começou a premiação de tv que o Faustão faz todo ano. Se interessar, abaixo estão os meus votos em negrito.

Melhor Banda Musical

CPM 22
JOTA QUEST
O RAPPA

Melhor Ator Mirim

MUSSUNZINHO
DAVID LUCAS
RENAN RIBEIRO

Melhor Atriz Mirim

BRUNA MARQUEZINE
CAROLINA OLIVEIRA
ISABELLE DRUMMOND

Melhor Comediante

CLÁUDIA RODRIGUES
PEDRO CARDOSO
RODRIGO FAGUNDES

Melhor Grupo ou Banda Musical

ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO
REVELAÇÃO
BRUNO E MARRONE

Melhor Ator

CACO CIOCLER
EDUARDO MOSCOVIS
MURILO BENÍCIO

Melhor Atriz

CHRISTIANE TORLONI
DEBORAH SECCO
PREISCILA FANTIN



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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:51 PM

Prova de amor

Você já leu a coluna no site TV Magazine. Mas eu vou te contar: a Patrícia França está, de fato, dando um show de bola com a policial Diana, em "Prova de Amor", que está sempre envolvida em cenas de ação, e a passividade de França só ajuda tudo a funcionar ainda melhor. Só que a personagem precisa de um objetivo para convencer o público.

Conquistar, assim como aconteceu em "A Escrava Isuara", já conquistou desde o início.

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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:48 PM

Coluna TELEVISIONANDO



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Que bom receber sua visita! Meu nome é Gustavo e eu estou sempre de olho na televisão. Estou sempre Televisionando!
  

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