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Sexta-feira, Setembro 30
Estréia de nova temporada de Will and Grace mostra que série não envelheceu
Will and Grace é uma série maravilhosa, com atores fantásticos e um texto que cada vez me surpreende ainda mais. Eu sou fã assumido da série, acompanho sempre que posso. Parece até uma recompensa, mas ontem, na estréia da oitava temporada da série (que pode ser a última), a Sony transmitiu ao vivo, juntamente com os EUA o episódio de abertura. Melhor ainda: o episódio foi ao vivo, com erros e platéia.
O episódio era um teatro gravado. Tinha apenas dois cenários (a sala e o hall do andar onde o casal do título mora) e eu convidado especial, Alec Baldwin. Como sempre, o elenco esteve fantástico, com uma inspirada Debra Messing no papel da Grace. Com o público ali, presente, tudo pareceu ter ficado ainda mais divertido, mais legal.
É claro que a série tem um potencial. Sempre misturando comédia com sátira ao homossexualismo em caricatura, Will and Grace provou neste inicio de possível última temporada ter sobrevivido ao tempo, coisa que séries como Everybody Loves Raymond não conseguiram. E quando falo que sobreviveu ao tempo, digo que conseguiu continuar agradando aos fãs pelos mesmos motivos que cativaram a todos no início, sem perder nem um pouco a qualidade ou a comicidade.
Ainda assim, com tudo maravilhoso, eu sou obrigado a fazer uma ressalva. Nem é uma crítica, é uma constatação. Ontem, vimos os erros de gravação, como atores que não se continham (em momentos como Jack sem sobrancelha, nem eu me contive), e percebemos que não há problema em ver alguns errinhos divertidos. Ao ver um ator rindo por engano, percebemos que eles também estão se divertindo, e que não são apenas as risadas automáticas e gravadas que acharam graça. O improviso foi o ponto chave que agradava no extinto Sai de Baixo, e que poderia fazer sucesso igual em Will and Grace.
Em oito anos de seriado, eu nunca pensei que havia outra forma de me fazer rir sem ser aquela apresentada. Mesmo constatando (ainda que contra a minha vontade) que a série tinha uma pequena limitação em comédia, eu nunca imaginei que esta pudesse ser desfeita. E uma descoberta surpreendente não pode ficar em branco. É a última temporada de Will and Grace. Agora, vale tudo.
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Perdeu ontem? Dia quatro de outubro tem a reprise.
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Bom final de semana!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:35 PM
Quinta-feira, Setembro 29
A fofoca pode fazer falta
Eu sempre me considerei a última pessoa do mundo a gostar de fofocas, mesmo lendo e assistindo a assuntos do tipo. Não que eu achasse chato, eu apenas considerava o simples fato de contar ou ouvir uma fofoca algo errado, e levava essa minha opinião a sério. Isto durou até um pouco menos de um ano, quando li em uma revista muito conhecida (prefiro não revelar) que um estudo em uma universidade dos Estados Unidos tinha constatado que fofocar fazia bem para a saúde. Fiquei chocado.
Ainda que não de forma compulsiva, comecei a comprar algumas revistas de fofocas (ou dar uma bisbilhotada assim que as encontrasse em algum lugar) e, como não poderia deixar de ser, iniciei uma busca por fofocas na televisão. Foi aí que eu descobri que, mesmo sendo semanais (e, portanto, não terem chance de renovação diária), as revistam podiam informar mais que em um programa de televisão, o que é absurdo.
Na televisão, percebi que programas como o Sonia e Você, da Record, se limitava a contar notícias de novelas e ler revistas (muito raramente, o programa tinha algumas reportagens em festas). O TV Fama contava fofocas antigas. Mulheres, na Gazeta, com a hilária Mamma, apenas ficava na entrada das bancas, sem nem abrir revistas. E a Ofrásia (A Casa é Sua, da Rede TV) gritando era uma tortura.
Encontrei em Leão Lobo a melhor forma de ouvir fofocas. O apresentador é engraçado, tira sarros, conta fofocas novas, tem opinião forte e reportagens realmente boas (aqui abro um parênteses para dizer que não vejo problemas em ver Leão Lobo fazendo tipo, como um personagem. Por ser assumidamente gay e fofoqueiro, só resta a ele ser caricato). O De Olho nas Estrelas me pareceu a melhor opção.
Assim sendo, percebi que, quando o apresentador saiu de seu vespertino horário habitual (16:00) para dar espaço ao chato Pra Valer, e apresentar seu mesmo programa de manhã (8:30), o horário da tarde na Band ficou carente. Não carente de Leão Lobo, mas sim de fofocas. Nesse horário, a Band mostra a variedade fútil com o programa da Claudete Troiano e aventuras amorosas com a Márcia Goldschimitt. Em nenhum dos dois programas há fofoca. Por serem femininos, deveriam ter uma fofoquinha.
Leão Lobo ficou muito carente na manhã. Fofoca deve haver neste horário, mas não com um programa, e sim com um quadro. Horário de fofoca é de tarde, me desculpem os inovadores. Aí sim com um programa. A Band errou feio ao fazer essa mudança com Leão Lobo (que não deveria ter mudado de horário), pois deixou aquela faixas das 15:00 às 18:30 com o anseio por algo que, à primeira vista, pode não ser perceptível. Mas é a fofoca que faz falta. Uma boa fofoca pode fazem bem pro público e pra audiência do canal.
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Não perca, hoje, na Sony, a estréia da última temporada de Will and Grace. Será com transmissão simultânea com os Estados Unidos. E o melhor: será ao vivo. Ou seja, se os atores errarem na hora, não há edição que corrija. É hoje, às 21:30.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:19 PM
Quarta-feira, Setembro 28
Morre Ronald Golias
É difícil. É muito difícil. Ronald Golias morreu. Sim, ele morreu. Um deus da comédia, um mestre na arte do improviso, um grande ator (e por algumas vezes, brilhante autor). Não me lembro de já ter criticado Ronald Golias, pois este não merece tal feito. Mestres não merecem serem criticados por futilidades. Nosso Charles Chaplin se foi. Meu ídolo morreu. Vou ter eternas saudades. Hoje, portanto, vou postar apenas uma reportagem do site Uol Televisão sobre ele. Uma pequena nota. Um dia de luto atrasado, pois ontem não pude postar. Vale é a intenção.
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Caracterizado como Júlio César, Ronald Golias entra em cena cambaleando, trespassado por uma enorme espada, cuja ponta lhe sai mais de um palmo pelas costas. Ao vê-lo, Cleópatra, aliás, Hebe Camargo, quase engasga e tenta profissionalmente conter o riso, enquanto o público, que está lá para isso mesmo, se solta alegremente. Mas Golias, imperturbável, como se não fizesse mais que a obrigação ao provocar tamanho alarido, percorre o palco com uma cômica expressão de dor, entre uma Hebe sem fôlego e uma platéia em êxtase, as gargalhadas abafando os gemidos do imperador romano.
A cena, viva recordação televisiva de minha infância, foi parte de um "Show do Dia 7", programa mensal de variedades que a Record produzia no final dos anos 60. Suponho que a lembrança é compartilhada por muitos leitores, pois nesta época a TV Record tinha audiência como a TV Globo de hoje, e Golias tinha prestígio e popularidade talvez só igualados, nas décadas seguintes, por Chico Anysio e Jô Soares.
Mas mesmo o hoje festejado Jô era, naquele tempo, coadjuvante de Golias. Ambos pertenciam ao elenco da célebre "A Família Trapo", sitcom que a Record exibia aos sábados à noite, mostrando a vida de uma família bagunçada liderada por Pepino (Otelo Zeloni) e sua mulher, Helena (Renata Fronzi). Golias era Carlo Bronco Dinossauro, o irmão trambiqueiro de Helena, e Jô fazia Gordon, um mordomo confiado e insolente a quem Bronco chamava com desdém de "lacaio".
No início do "Show do Tom" desta terça-feira (27), Tom Cavalcante lamentou a morte de Golias e reverenciou o comediante, revelando que Bronco inspirou seu clássico personagem Ribamar, o atrapalhado porteiro de "Sai de Baixo", programa também formatado a partir da comédia da Record. Na última parte do programa, Tom presenteou o telespectador com a exibição de quase meia hora do célebre episódio de "A Família Trapo", que teve a participação de Pelé.
Para quem não viu Golias no auge, o esquete foi uma excelente "amostra grátis" de seu trabalho. O trecho do programa mostrou como sua comicidade estava menos no conteúdo do texto e mais na forma: em suas expressões e caretas, no espalhafato de seus gestos e em sua dicção peculiar, compondo o que o comediante Marcelo Madureira define muito propriamente em um artigo para a "Folha de S. Paulo" desta quarta-feira (28) como "... um humor bem paulistano, meio italianado, meio acaipirado."
Mas era mais do que isso. Golias era mestre no improviso e a "A Família Trapo", gravada ao vivo e em uma única tomada, lhe fornecia vasto campo de trabalho. A cena de Hebe Camargo aqui descrita não era exceção: era normal, para quem trabalhava com ele, sair de prumo e rir junto com a platéia --Jô, Zeloni e Pelé o fizeram na esquete exibida ontem. E como ficar sério ao ver o irredutível Bronco ensinando Pelé a bater pênalti, ou marchando e cantando um retumbante hino fascista ("Giovinezza, giovinezza...") para irritar o cunhado italiano?
Também é de Golias o famoso personagem Pacífico, vindo de outro sucesso dos anos 60, a "Praça da Alegria", igualmente exibido pela TV Record. Eu não disse que a Record era "tudo"! Com o boné virado de lado e o bordão "ô Cride, fala pra mãe...", depois cantado pelos Titãs em "Televisão", Pacífico atravessou décadas e podia ser visto há pouco tempo no SBT, em "A Praça é Nossa", contracenando com Carlos Alberto de Nóbrega. Roteirista de "A Família Trapo" e dono de uma risada inconfundível, que também se podia ouvir na reprise de ontem, Nóbrega apareceu nos telejornais chorando a perda do velho amigo.
Confesso que, na maior parte do tempo, desminto sem hesitar a letra de "Televisão". "Quase nada do que a antena capta, meu coração captura. Mas vê se me entende pelo menos uma vez, criatura": Ronald Golias era especial. E por isso hoje é um dia muito triste.
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Até amanhã. Sem Golias, infelizmente.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:43 PM
Segunda-feira, Setembro 26
Pra Valer é uma mistura de tudo do gênero de variedades
Entrar no horário diurno da Band pode ser terrível para qualquer apresentador. A emissora paulista, nos últimos tempos, tem se livrado de apresentadores com o passar do tempo. Antes, no Melhor da Tarde, Astrid Fontenelle, Aparecida Liberato e Leão Lobo faziam o programa. Hoje, nenhum deles tem programa no horário da tarde (e de todos eles, apenas Leão Lobo continua na emissora). Colocaram a Leonor Correa, que também saiu. E agora, sobrou quem? Márcia Goldschimidt e a nova contratada da emissora, Claudete Troiano.
Claudete entrou no lugar de Ana Maria Braga,na Record, quando esta foi para a Globo. O programa era Note e Anote. Lá, ficou anos. Ela não iniciou na Record. Já esteve na Gazeta e na própria Band. Agora retorna para o lugar onde começou. O programa se chama Pra Valer. E é longo. Longuíssimo.
Na verdade, é praticamente uma cópia do Note e Anote. Também é muito parecido com o Hoje em Dia, que a Record pôs para substituir o antigo programa da Claudete. É parecido demais também com o Melhor da Tarde da Leonor Correa. É, pra generalizar, parecido com tudo o que já foi criado pra mulher na tv. E a própria Claudete disse que não ia inovar, que pra mulher não tinha como inovar. A gente entende até certo ponto.
Porém, se ela não quisesse inovar, se ela fosse realmente copiar, que copiasse direito. Existe um quadro chamado Monte o Monstro, onde a telespectadora escolhe a roupa pro boneco. Na Record, havia um idêntico. O quadro de entrevistas tem uma disposição de móveis e de cadeiras iguais à de sua emissora antiga. A mesma coisa ocorre nos quadros de culinária. E as viagens são muito mal comandadas pela apresentadora (ela nos mostra um lugar em Punta Del Este que dá de cara com o mar em todas as direções, diz que é muito engraçada a explicação para o fenômeno, mas a explicação ela não dá!). Até a Joana Prado faz entrevistas iguais.
Há, porém, um problema muito maior que as atrações. O Pra Valer é o programa com a maior quantidade de merchandising que eu já vi na vida. De minuto em minuto, entra uma intervenção (por diversas vezes repetida) longa. Os quadros também são muito curtinhos, e os intervalos muito grandes, o que demonstra desproporcionalidade. É uma coisa sem igual. Eu diria que é um programa de variedades cheio de comerciais. Revendo meus conceitos, eu diria que é um programa de comerciais com um pouco de atrações. Nenhum telespectador quer ver algo igual.
Na estréia, dizem, um programa deve dar tudo de si. Se o Pra Valer deu tudo que tinha para oferecer na estréia, eu sinto dizer que o programa vai ser um fracasso. Vai cair na mesmice. E vai ser eternamente chato. Se não deu, temos que esperar para ver qual vai ser a proposta do programa.
Comerciais e acústicos musicais podem dar dinheiro para a emissora. Mas sem a audiência, qual marca vai querer investir em um programa? Qual cantor vai querer ter seu nome associado à decadência? Uma mudança deve ocorrer pra valer.
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Agora, eu tenho uma coluna semanal no site Tv Magazine. Te espero por lá.
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Entre em contato comigo: televisionando@globo.com
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Quando você acessa o Televisionando, você apenas vê a coluna do dia. É uma nova forma de informar com o atual. Para ver colunas antigas, procure a seção de arquivos na coluna ao lado.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:51 PM
Sexta-feira, Setembro 23
Bondade excessiva de Martha Stewart fracassa em programa
Os americanos amam Martha Stewart. Para nossos vizinhos do norte, ela é uma mulher corajosa, justa e inteligente. Nem mesmo a prisão de Martha por perjúrio arranhou a imagem dela. Isto, então, fez com que Donald Trump, o eterno chefe de três edições de The Apprentice (com mais uma para estrear hoje) a escolhesse para fazer um outro programa. Entenda: ele não vai deixar de apresentar o programa dele, e o dela, ainda assim, vai ter a mesma fórmula. Para não deixar dúvida, o programa se chama The Apprentice: Martha Stewart. Além dos atributos de carisma de Martha, outra coisa chamou a atenção de Donald Trump: como ele, ela é poderosa.
O poder dela está centrado na empresa Martha Stewart Living Omnimedia, onde ela é a dona e toda-poderosa. É por um emprego nesta empresa que dezesseis candidatos participarão do programa. O mais evidente é que Martha Stewart aqui é mais cultuada do que Donald Trump: ela não é tão poderosa quanto ele, mas seu carisma e fama a transformaram em uma imagem a ser cultuada.
The Apprentice: Martha Stewart, apesar da fama de Martha, não teve uma boa audiência: a concorrente ABC (o programa é da NBC), que transmitia Lost no mesmo instante, conseguiu quase o dobro da audiência de Martha (14,6 milhões contra 7,7 milhões), bem menos do que The Apprentice: Donald Trump sempre conseguiu em todas as suas edições. A emissora não está contente com a audiência, como comunicou o assessor de imprensa da NBC à imprensa.
O fracasso pode ser explicado de diversas maneiras. Uma das mais óbvias e claras é que a concorrência nada mais era do que Lost, vencedor do Emmy. A série é bárbara, e havia expectativa sobre o seu retorno (está na segunda temporada). É um motivo que poderia explicar tudo. Mas também se pode focar nos defeitos da série.
O mais evidente deles é a própria Martha Stewart, que não se mostrou tão dura como Donald Trump. Não houve nem um você está demitido, ela apenas disse que o candidato demitido não batia com o perfil de quem ela buscava. Não foi só, é claro. Martha também disse... tchau! Isto mesmo: apenas um tchau. Quem viu o episódio (como eu), percebeu que ela estava meio desinteressada. Sem interesse e rigidez, fica difícil agradar.
Mas outra coisa ainda mais grave foi que o programa é feminino excessivamente. Tudo é muito delicadinho, muito fofinho, muito coisa de mulher. E a audiência do programa não se centra apenas nas mulheres. Parece que houve uma divisão: Trump é para homens e Martha é para as mulheres. Isto nunca vai dar audiência. Ah, eu já ia me esquecendo dos concorrentes. São fracos. Muito fracos. Ao invés de parecerem aspirantes ao emprego na empresa de Martha, muitos deles parecem fãs da mesma. Vai ficar difícil assim.
A prisão (ela comanda o programa de sua casa, onde cumpre a pena como prisão domiciliar) parece ter amolecido o coração de Martha Stewart. Isto pode até ser bom para ela e para as pessoas que a cercam, mas está longe de ser uma virtude para o programa e sua respectiva audiência. Quem dirá para a diversão dos telespectadores norte americanos.
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Para visitar o site do programa, clique aqui.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:03 PM
Quinta-feira, Setembro 22
Nova temporada de Grande Perdedor americano tem um fôlego ainda maior
A primeira temporada do reality show The Biggest Loser foi um sucesso nos Estados Unidos. Quando importada aqui no Brasil, onde ganhou a tradução de O Grande Perdedor e se estabeleceu no SBT, teve uma audiência boa para a emissora paulista. Agora, o programa está de volta nos Estados Unidos, em sua segunda edição.
O formato ainda é o mesmo: participantes obesos e em luta contra a obesidade são confinados onde passarão a realizar tarefas e exercícios físicos para perderem peso. A cada semana, um é eliminado. Ao final, aquele que tiver perdido a maior porcentagem de gordura e de peso, ganha o programa e uma alta quantia em dinheiro. Mesmo com a mesma idéia, o programa ganhou um novo fôlego.
O novo fôlego se deve principalmente ao fato de que os participantes agora estão ainda mais dispostos a perderem peso e, junto com esta vontade, estão histórias de vida emocionantes. É uma turbinada. Soma-se a isso o fato de que, agora, os participantes estão com os ânimos mais acirrados (nos dois episódios já transmitidos houveram mais de uma briga por episódio, inclusive envolvendo os treinadores Jillian e Bob), e tem-se um programa ainda melhor.
É claro que a dinâmica da perda de peso ainda não evoluiu, e as provas ainda são por demais semelhantes. Mas isso é uma questão complicada para se evoluir. Você não pode querer que um monte de gordos emagreçam com diversão e surpresas para telespectadores durante o programa inteiro. É complicado. Mas a emissora NBC está empenhada em melhorar o programa, e o fato de a audiência continuar a mesma que a da primeira edição só tende a ajudar o processo de evolução do programa nas cabeças da emissora.
The Biggest Loser 2 veio com novo fôlego, mais ânimo e participantes mais carismáticos. Será se o SBT (ou alguma outra emissora) vai se animar e trazer uma nova temporada do programa para o Brasil? Se vier, que evolua como nos Estados Unidos. Afinal, emagrecer é saudável em qualquer parte do mundo.
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Para vocês que tem interesse em saber um pouco mais sobre The Biggest Loser 2, posso indicar o site do programa. Para os interessados, basta clicar aqui e ir direto a uma página oficial da NBC, no diretório do reality show. É em inglês, importante frisar.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:24 PM
Quarta-feira, Setembro 21
Imitação, admiração ou o quê?
O programa do Gilberto Barros não dá a menos audiência e está lá na Band, todo dia, como se o mundo inteiro estivesse feliz. Eu não assisto aos programas dele (Boa Noite Brasil e Sabadaço), mas quando eu tenho a paciência de acompanhar um mísero pedaço do programa, eu acabo percebendo (mesmo que contra a minha vontade) uma coisa terrível: Gilberto Barros tenta ser Silvio Santos a qualquer custo.
Tudo bem que o Silvio Santos está mais em forma do que o Gilberto. Também está certo que o Silvio é infinitamente mais rico, mais legal e etc do que o Gilberto. Mas o apresentador da Band não está nem aí. Ele copia atrações dos programas de Silvio deliberadamente: programas como Qual é a Música ganham uma versão pirateada no quadro Vitrolão, e games como aqueles do antigo Topa Tudo por Dinheiro e Tentação também ganham a versão paraguaia do Gilberto Barros.
Não teria problema nenhum Gilberto fazer isso, pois até o Tom Cavalcante faz paródias dos programas do Silvio (e foi processado por isso). Mas, durante o seu programa, Gilberto Barros é Silvio Santos. Desde os tiques (a língua que pula da boca, o estalo, a inclinação pra frente, a risada inconfundível, etc) até mesmo ao modo como ele se confunde na hora de falar. Gilberto Barros também tem o indescritível m no fim das palavras, tipo "não é verdademmmmm".
Humoristas imitam Silvio incorporando o mesmo. Gilberto imita Silvio sendo... Gilberto. Ou seja, a diferença está aí. Ele crê que é Silvio Santos (ou que pode ser) e faz de tudo para sê-lo. Plágio? Imitação? Admiração excessiva? O quê? Eu realmente não sei. Talvez Gilberto tenha crescido vendo e vivenciando os programas e o próprio Silvio, a ponto de tornar-se discípulo do mesmo. Mas Silvio é único, ímpar. Gilberto Barros (ainda) não é. Antes de ser Silvio, é preciso ter características maiores do que o jeito de agir dele. Que tal tentar pensar como o dono do SBT?
Pra piorar, ontem Gilberto chamou duas mulheres do seu auditório pra brincar em um game ("vem pra cá! vem pra cá!"). Quando as duas chegaram ao lado de Gilberto, ele perguntou se elas estavam em dia com as mensalidades do carnê. Aí é demais.
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Gilberto também tem um maestro. Quando ele fala o nome da atração que virá a seguir e chama pelo maestro, o mesmo toca uma vinhetinha. Prestem a atenção: a vinheta é idêntica a uma do Qual é a Música.
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Na foto da coluna, veja que ele imitou até o jurássico Show de Calouros ((ou Gente que Brilha). A imitação se chama Quanto eu Pago o Show.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:50 PM
Terça-feira, Setembro 20
Fim do Fora do Ar foi precoce. Mas era inevitável
A Hebe está irritada. Ontem, no programa com seu nome, a apresentadora mostrou que não gostou nem um pouco do fim do Fora do Ar, o programa de opinião noturno das quartas-feiras no SBT. Acabou mesmo. O quarteto formado por Cacá Rosset, Adriane Galisteu, Jorge Kajuru e a própria Hebe vai deixar de opinar no programa. Acabou antes do tempo.
O programa não ia ser eterno, evidente. Eu, sinceramente, esperava que ele durasse até o ano que vem, ao menos até o fim da confusão política, pois em tempos de crise, formadores de opinião são muito valorizados e requisitados. Os apresentadores do Fora do Ar não eram necessariamente intelectuais. Mas eram carismáticos e tinham credibilidade em suas áreas o bastante para conseguir deixar o programa mais um tempo no ar.
Daria certo se o Fora do Ar fosse na Record (sem as constantes exibições de Nossa Senhora, é claro) e mesmo na Band (com uma dose maior de polêmica e mesmo sensacionalismo). Mas não. Foi ser um programa do SBT, que nunca esteve nem aí para jornalismo (só se importando com ele nos últimos tempos), tampouco para opinião.
Se fosse programa de variedades ou de futilidades, funcionaria maravilhosamente bem. Os apresentadores são voltados até para isso. Mas ultrapassando o limite entre o fútil e o útil, o Fora do Ar acabou sendo mal visto. Levar a realidade muito a sério no SBT sempre foi um problema.
O estopim para o extinção do Fora do Ar foi uma declaração de Jorge Kajuru. Sempre polêmico, o apresentador foi demitido pela língua grande em uma emissora e se demitiu por não falar tudo o que queria em outra emissora. No SBT, comemorou a prisão de Paulo Maluf e ninguém gostou. Deu no que deu.
Enfim, acabou. Eu nem gostava nem odiava o programa. O que mais me incomodava é que aquele clima de descontração artificial era por demais presente, e os apresentadores pareciam crer que estavam passando a impressão certa e se esforçavam para tal. Mas descontração é esquecer de tudo e mostrar a verdadeira face e opinião de cada um. É por isso que Big Brother faz sucesso, mesmo que o vitorioso sempre tenha sido (exceto a quarta edição) quem fizesse mais tipo.
Quando alguém realmente se solta, o SBT acaba com o programa. Kajuru se soltou com seis pontos de audiência. A emissora paulista do Anhanguera deve estar achando que ele mudou o mundo.
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E a irritação da Hebe. A última a saber do fim do programa se irritou por isso ou por caridade aos seus colegas de trabalho? Dêem a sua opinião nos comentários, ok?
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Vai entrar no lugar do Fora do Ar a série Milagres: Entre o Céu e o Inferno. É a falta de opções.
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O SBT diz que acabou com o programa porque o contrato de Cacá Rosset acabaria dia 30. Desculpas fáceis demais.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:55 PM
Segunda-feira, Setembro 19
Emmy continua sendo injusto e careta
Que raiva. Estou com muita raiva do resultado final do Emmy deste ano. Pode ser uma visão egoísta e pessoal, mas (quase) nada saiu certo. Eu tenho uma teoria: as coisas evoluem e o Emmy teima em ser careta. É claro que eles não querem passar essa imagem na festa, mas no resultado, isto fica evidente.
O maior acerto do ano foi ter dado o prêmio maior da festa para Lost. A série, que é um primor, merecia o prêmio. Não apenas por ser a melhor série, mas uma das melhores coisas já feitas nos últimos anos. Uma das melhores, mas não a melhor.
A melhor coisa dos últimos cinco anos na televisão norte-americana é Desperate Housewives. Pode ser que apenas eu pense assim. Mas é a verdade. Talvez a minha raiva tenha vindo do fato de que Desperate não tenha ganho o prêmio de Melhor Série de Comédia. Ter perdido para Everybody Loves Raymond foi uma ponta de faca.
Raymond já foi uma boa série. Hoje, quando você vê um dos últimos episódios da série, é impossível não cansar. Na sua nona e última temporada, Everybody Loves Raymond acabou sendo favorecida por estar acabando. Fica a sensação de que em 2003, quando a série também ganhou, foi muito mais merecido. Olhar para o passado (e premia-lo) é dolorido.
E Desperate? Uma série incrivelmente bem atuada e escrita como esta não merecia apenas o que ganhou. O prêmio de Melhor Participação Feminina em Série Cômica é medíocre, mesmo quando merecido. O outro prêmio tem um certo naipe e importância: Melhor Atriz em Série Cômica, para Felicity Huffman. Ela não era a melhor do trio (para mim, Márcia Cross), mas merecia algum reconhecimento. Foi pouco. Fica pra depois.
Sabe de uma coisa? Eu odeio o Emmy. Não por este ano, mas por seu histórico de injustiças (que houveram muitas outras neste ano, além das citadas). É muito fácil se estabelecer como o maior prêmio da tv e ganhar o título de dono da verdade. O Emmy se sai melhor como vitrine de roupas do que como premiação justa. Halle Berry e as divas de Desperate que o digam.
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A Vida e Morte de Peter Sellers ganhou nove prêmios. Eu me abaixo para os eleitores neste caso: justiça inegável.
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A leitora Suede Fernandes perguntou se Gilmore Girls foi indicado a algo. Infelizmente, não. Injustiças a parte, vamos virar a página e esquecer de tudo.
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Para ver a lista de vencedores do Emmy, clique aqui.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:14 PM
Sexta-feira, Setembro 16
Previsões para o Emmy Awards
O Emmy Awards é uma premiação que valoriza os profissionais em televisão, nos Estados Unidos. Neste domingo, os envelopes serão abertos e a Sony transmitirá a premiação. O blog Televisionando disponibiliza abaixo nossas previsões de quem será o vencedor. Nossas previsões estarão em negrito.
MELHOR COMÉDIA
Arrested Development
Desperate Housewives
Everybody Loves Raymond
Scrubs
Will and Grace
MELHOR DRAMA
24 Horas
A Sete Palmos
Deadwood
Lost
The West Wing
MELHOR MINISSÉRIE
Elvis
Empire Falls
The 4400
The Lost Prince
MELHOR REALITY SHOW DE COMPETIÇÃO
The Amazing Race
American Idol
The Apprentice
Project Runway
Survivor
MELHOR ATOR EM COMÉDIA
Jason Bateman, Arrested Development
Ray Romano, Everybody Loves Raymond
Tony Shalhoub, Monk
Zach Braff, Scrubs
Eric McCormack, Will & Grace
MELHOR ATOR EM DRAMA
James Spader, Justiça sem Limites
Ian McShane, Deadwood
Hugh Laurie, House
Hank Azaria, Huff
Kiefer Sutherland, 24 Horas
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
Marcia Cross, Desperate Housewives
Teri Hatcher, Desperate Housewives
Felicity Huffman, Desperate Housewives
Jane Kaczmarek, Malcolm in the Middle
Patricia Heaton, Everybody Loves Raymond
MELHOR ATRIZ EM DRAMA
Jennifer Garner, Alias
Mariska Hargitay, Law & Order: SVU
Patricia Arquette, Medium
Glenn Close, The Shield
Frances Conroy, A Sete Palmos
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM COMÉDIA
Jeffrey Tambor, Arrested Development
Jeremy Piven, Entourage
Peter Boyle, Everybody Loves Raymond
Brad Garrett, Everybody Loves Raymond
Sean Hayes, Will & Grace
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM DRAMA
William Shatner, Justiça sem Limites
Oliver Platt, Huff
Naveen Andrews, Lost
Terry O´Quinn, Lost
Alan Alda, The West Wing
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA
Jessica Walter, Arrested Development
Doris Roberts, Everybody Loves Raymond
Holland Taylor, Two and a Half Man
Conchata Ferrell, Two and a Half Man
Megan Mullally, Will & Grace
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM DRAMA
Sandra Oh, Greys Anatomy
Blythe Danner, Huff
Tyne Daly, A Juíza
CCH Pounder, The Shield
Stockard Channing, The West Wing
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:50 PM
Quinta-feira, Setembro 15
Jornal Nacional é o caminho da canonização de um jornalismo duvidoso
Em qualquer lugar do mundo, seja no trabalho, na escola ou em família, sempre haverá alguma pessoa que tentará ser sempre a santa (ou santo), que nunca teria feito nada de errado, segundo o que ela diz. A maior prova disso, em âmbito nacional, é o telejornal noturno da Rede Globo, Jornal Nacional.
Conhecido como uma das maiores audiências da televisão brasileira, como um programa indispensável e extremamente bem feito, o JN é o ponto principal de um jornalismo de uma emissora que sempre teve problemas de credibilidade nesta área. Sempre foi um jornal acusado de ser manipulador, tendencioso e omisso em diversas vezes. Poderia ser ataque da concorrência, mas não é. O JN não é um primor em honestidade.
Eu mesmo, quando acompanho o Jornal Nacional (o que é pouco freqüente), preciso ver a mesma notícia que lá é transmitida, em outro veículo de comunicação que não seja das Organizações Globo. Só quando vejo por duas formas uma mesma notícia é que tiro as minhas conclusões. Infelizmente, os problemas do JN com a ética jornalística não se resumem apenas a este telejornal: todos da Rede Globo, incluindo o jornal O Globo, o Globo Online e a Globo News seguem uma mesma linha. Acredita e confia quem quer.
Agora, não é engraçado que a organização de maior espaço na mídia jornalística brasileira seja constantemente acusada de não dizer a verdade? De contar fatos não comprovados ou inverídicos? Por exemplo: ontem, Roberto Jefferson acusou a Globo de ter recebido um empréstimo gigantesco do BNDES (se não me engano). No mesmo dia, durante o JN, o âncora Willian Bonner (de competência indiscutível), leu um comunicado da alta cúpula dizendo que Jefferson não dizia a verdade, que estava mentindo, e que a Globo seria incapaz de fazer algo do tipo.
O exemplo é apenas um dos diversos casos. Praticamente semanalmente, o Jornal Nacional rebate algum ataque, e eles nunca fizeram nada. Este telejornal em especial poderia ser enxergado como o caminho da canonização do jornalismo da Globo. Ali, tudo é negado, tudo tem uma desculpa. Quem vai querer contestar e ir contra a verdade ditada pela Globo, um poder que já tirou e colocou presidentes no poder, que já fez barbaridades (veja o caso do jornalista que se vestiu de policial apenas para conseguir uma imagem do Paulo Maluf na cadeia)?
Jornalismo é uma coisa muito séria. O telespectador não pode se prender a um veículo e torná-lo base e única fonte de informações para sua vida. Ainda mais se esse veículo queira ser canonizado em um ambiente onde ele próprio não consegue decidir se está no lado dos jedis ou do lado negro da força. O jornalismo da Globo está mais pra Darth Vader que pra Mestre Yoda.
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Uma sugestão de leitura: leia Jornal Nacional, A notícia faz história e em seguida leia Plim Plim, de Paulo Henrique Amorim. Depois de tirar suas próprias conclusões, me conte.
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Importante deixar claro que a equipe de jornalistas da Globo não está sendo contestada pelo blog. São competentes jornalistas e correspondentes ao redor do mundo diversos. Mas não é isso que decide a notícia (e a forma) como ela é levada (e comentada) ao ar.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:53 PM
Quarta-feira, Setembro 14
Cleo Pires arrasa em América
Eu sou fã da Gloria Pires. Considero a atriz a melhor de sua geração. Além disso, é impossível negar que ela é linda, ou melhor, belíssima. Tem todo um corpo escultural, um mulherão. Mas o que determina seu sucesso é que ela não é apenas bonita. É talentosíssima. Beleza e talento juntos são imbatíveis. Ainda assim, admirando Gloria Pires como eu admiro, seria incapaz de prever que ela conseguiria gerar uma filha como a Cleo Pires, a Lurdinha de América.
Antes de mais nada, é preciso compreender que a beleza, querendo ou não, influenciou o sucesso de Cleo. Se ela fosse feia, não funcionaria. Mas ela é linda. Mais até do que a mãe. Aquela beleza de ninfeta, simples, como quem não quer nada, conquistou o Brasil. Ainda mais na pela da Lurdinha, a personagem mais ousada de América.
Mas Cleo também é talentosa. Além do corpão, ela tem uma entonação de voz sensacional e flexível para qualquer tipo de personagem. O modo como ela se entregou a Lurdinha foi tamanho que, distanciar a Cleo Pires da personagem Lurdinha está ficando impossível. Ela incorporou a personagem de uma forma como poucas atrizes no Brasil conseguem (a mãe é uma dessas poucas).
Tanto em América quanto no filme Benjamim, onde estreou como atriz na mídia nacional, Cleo Pires conseguiu ser mais que uma simples atriz-revelação do ano. Ela acabou se tornando uma estrela, uma diva, cobiçada por todos. E isto se deve a oportunidade de ser filha de Gloria Pires. A questão é: ela chamaria tanto a atenção como está chamando se não fosse a filha de Gloria? Certamente não.
Mas e daí. Ela é e ponto final. Quem ganha com isso somos nós, telespectadores, que a tempos precisávamos de uma coisa nova para elogiar e admirar. Muitas vão passar. Mas Cleo Pires veio para ficar, assim como sua mãe. Se dizem que filha de peixe, peixinho é, eu digo que filha de Glória Pires é peixinha. Com pedigree.
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Cleo deverá agradecer eternamente a Gloria Perez pela oportunidade proporcionada de interpretar uma personagem com um crescimento tão absurdo. A autora pode até ter se esquecido de outros núcleos da novela, mas soube privilegiar o que merecia destaque. E essa fogosa relação entre Glauco e Lurdinha era uma delas.
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A partir de agora, você vai ver apenas a coluna do dia quando acessar o Televisionando. Para ver as últimas colunas publicadas, basta clicar na data desejada em Um Pouco de Arquivos, na coluna da esquerda. Se não gostarem da novidade, comentem. Um abraço!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:29 PM
Terça-feira, Setembro 13
Silvio Santos mudou sua relação com o jornalismo no SBT
Em um passado não muito distante, este colunista que vos fala adorava imitar o Silvio Santos. A verdade é que todo mundo se diverte com o Silvio e seus trejeitos de outro mundo. Mas nem eu nem qualquer outro humorista que imite Silvio Santos em seu trabalho seria capaz de imitar o lado mais bizarro (este sim, realmente de outro mundo) do dono do SBT: a louca mania de, a todo instante, inverter a programação de sua rede de televisão. Silvio é, muito provavelmente, o dono de emissora que mais interfere na programação da mesma no Brasil. Quiçá, neste (ou em outro) mundo.
A vítima da vez, conforme foi anunciado ontem, foi o telejornal SBT Brasil. Aquele que já havia sido a menina de ouro de Silvio Santos parece que não deixou o patrão tão feliz como se esperava. Agora, o telejornal de Ana Paula Padrão vai começar meia hora mais tarde (pulou de 19h15 para 19h45). Porém, Silvio esticou as mangas para outras mudanças no núcleo jornalístico da casa.
O jornal matutino do SBT, que hoje começa às 6h00, irá começar uma hora mais tarde, às 7h00. Silvio Santos também quer (e confirma que este é um projeto concreto) um telejornal no horário do almoço (para competir com o global Jornal Hoje). Já o Jornal do SBT (madrugada), do excelente Hermano Henning, vai ganhar uma roupagem mais moderna, pois, como a coluna virtual do jornalista Ricardo Feltrin informou, este estaria dando mais audiência que o SBT Brasil, que também sofreu as mudanças já citadas.
A questão é que, diferentemente das semanais mudanças de horário que Silvio realiza na programação dominical do SBT (com as séries importadas, como Smalville e The O.C., e humorísticos como Meu Cunhado e Dedé), esta mudança no núcleo de jornalismo da casa é altamente benéfica. O apresentador parece ter compreendido que televisão sem jornalismo não rende (o que ele mais quer) e que, no fundo, é algo bom até mesmo para seus telespectadores. Para o bem da televisão, aquele discurso de "vamos dar ao povo o que ele quer, seja lá o que for", que sempre foi adotado pelo SBT, parece ter sido abandonado pela emissora da Anhanguera.
O próximo passo, porém, é ainda mais largo: dar credibilidade a um jornalismo que sempre foi considerado inexistente, tanto pelo público quanto pelo próprio Silvio Santos (mesmo que ele sempre tenha existido). Neste caso, entra o mesmo dilema do SBT Brasil: modernidade e carisma de apresentadora podem ser o rosto do jornalismo, mas o corpo é decidido pelo tempo e pelo público. Mudar de horários é só um caminho.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 5:47 PM
Segunda-feira, Setembro 12
Hoje em Dia não condiz com a Record da atualidade
Ana Hickmann tem um metro e vinte de pernas, é linda, modelo e está na tv. Fórmula de sucesso? Só se for pessoal, porque profissionalmente ela é um desastre. Os dois programas que ela teve a (in)felicidade de participar funcionam perfeitamente sem ela. E, por coincidência, são programas parecidíssimos.
Antes, Ana estava naquele Tudo a Ver, que não prende ninguém na tv, mas pela sua proposta corriqueira, acaba se tornando, no mínimo, um programa simpático. Agora, este Hoje em Dia, que a Record colocou pra substituir o clássico Note e Anote da Claudete Troiano, é um atentado. O programa é morto, sem um astral legal. Eu até teria uma explicação: a voz de ganso gripado da Ana Hickmann. Porém, Ana Hickmann serve de vitrine em um programa dominado por Britto Jr. Ela não tem culpa alguma do programa ser chato do jeito que é.
Parece que a produção não sacou o principal: quem vê tv no turno matutino está mais interessado em receitas e fofoca. Pode ser um atentado aos bons costumes e à qualidade televisiva? Pode. Mas é o que há e o que o público quer.
É claro que existem programas, como o Bem Família, matutino da Band, que tem um pouco mais de ousadia e aborda temas que ficariam presos a programas noturnos. Mas, excluindo exceções, ou a emissora se vira para crianças com desenhos, ou para donas de casa com fofocas e receitas de culinária. Games pra adivinhar qual roupa o Barrichelo estaria vestindo atrás do painel para ganhar prêmios é perda de tempo. E, infelizmente, Ana Hickmann se prende a isto. A fazer figuração. Sobra para o competente, mas antipático, Britto Jr fazer o papel de anfitrião.
Desse modo, sobra para o quieto Eduardo Guedes, da culinária, ser o ponto chave do programa. Basta ver que todos os telespectadores que ligam para o programa dizem ser fãs de Edu, mesmo com ele aparecendo tão pouco. Aliás, o quadro mais interessante do programa é comandado por ele, onde ele faz a receita, e uma telespectadora faz junto, em sua casa. Se a Record souber explorar melhor Edu, pode haver aí uma saída.
Sem isso, o programa cai na mesmice. E se a Record tem algum objetivo maior no âmbito da televisão nacional, é melhor rever seus conceitos e programas. A começar por este Hoje em Dia.
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Alguém me explica o porquê de a Ana Hickmann ter repelido Rodolfo Gamberini e Marcelo Rezende do programa, sendo que ela não é dona do mesmo e quase não faz nada?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:51 PM
Quinta-feira, Setembro 8
VILÕES DE ALMA GÊMEA SÃO OS DISCÍPULOS MAIS CHATOS DO LOBO MAU
Três porquinhos alegres constroem suas casas. A primeira casa, de palha, o lobo mau assopra e derruba. A segunda, de madeira, o lobo mau também assopra e também derruba. Já a terceira, de cimento, o lobo mau tenta, mas não consegue. Ele, então, tenta entrar na casa, pela lareira, e acaba morrendo pegando fogo.
É mais ou menos com essa sensação que eu fico ao assistir a novela Alma Gêmea, da Globo. É impossível negar que os vilões desta novela agem como na historinha do lobo mau, sempre assoprando e sempre derrubando.
Dividindo a novela em início, meio e fim, nos localizamos no meio. Olhando para trás, para o início, é possível ver que vilões como Guto, Cristina e Débora agem e sempre conseguem o objetivo. O mesmo pode ser percebido agora, no meio. E conhecendo um pouco de Walcyr Carrasco ou de novela, já se percebe que o último assopro dos vilões vai acabar batendo em uma casa de cimento, não derrubando-a, e eles acabarão mal. Mas falta muito para o último assopro.
É um ciclo vicioso: Débora arma um plano, conta para Cristina, que aplica-o com Serena. Quando Rafael descobre o acontecido, ele acaba o relacionamento com Serena, voltando com ela capítulos depois. Não teria problema nenhum se isso acontecesse com novidades. Mas isto acontece de tal modo que, quando Débora ou Cristina tem alguma idéia, o telespectador já sabe como isto vai terminar. E como vai recomeçar.
Infelizmente, Walcyr Carrasco parece ter perdido o senso de criatividade, deixando seus vilões óbvios e chatos. Não que eles não sejam malvados: são, sim, mas de uma forma já repetida, redundante. A mocinha e o mocinho da novela, Rafael e Serena, já não primam pela química e não causam carisma no público. Já os vilões estão cada vez mais malvados, mas cada vez mais insuportáveis.
Nazaré, de Senhora do Destino, fez sucesso por ser muito má e por nem sempre se dar bem. Quando sua maldade surtia algum efeito, o público entrava em euforia. Agora, tente me dar uma explicação: como o púbico de Alma Gêmea vai sentir euforia por vilões que sempre se dão bem? Está ficando cansativo assistir à novela sabendo que nenhuma novidade nos aguarda. E mesmo que ela venha, fica no meio do caminho, pois sempre acabará se tornando óbvia. É um erro que Walcyr sempre cometeu, mas que está sendo mais notado apenas por agora.
Essa repetição acaba ofuscando injustamente outras tramas que mereciam maior destaque, como a idéia de aceitação de reencarnação por muitos personagens que não crêem na idéia e o dilema de Osvaldo (Fúlvio Stefanini), que não sabe se continua com a mulher ou se separa para viver com a amante. São temas muito mais interessantes (e que apresentam um pouco mais de novidade ou um frescor) do que a trama principal da novela.
A novela já foi esticada de janeiro para março de 2006. Depois de muitas novelas de sucesso, Walcyr Carrasco acabará enfrentando seu primeiro desafio ligado a renovação. Mesmo que a novela esteja sendo um sucesso, ela não se manterá desse jeito por muito tempo com essa audiência estrondosa. A renovação deverá partir do próprio Walcyr. E com agilidade.
Se isso não acontecer, o público de casa pode não agüentar o último e desastroso assopro dos vilões. E mudar de canal. Os discípulos de lobo mau só estão agradando ao próprio lobo mau, que quer ver a maldade dando certo, custe o que custar. Mas é só o lobo que está gostando.
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Esta coluna surgiu da sensação de raiva que sinto cada ver que leio na internet uma notícia como "Cristina separa Rafael de Serena". E isto acontece com uma freqüencia assustadora.
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Amanhã estarei ausente da coluna, portanto não postarei. Até segunda, um abraço e, desde já, um bom final de semana.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:58 PM
Quarta-feira, Setembro 7
CINCO PROGRAMA QUE O BRASIL DEVERIA EXPULSAR
Hoje o Brasil comemora seu Dia da Independência. O blog Televisionando, como sempre ligado no que acontece no mundo da televisão, vai citar cinco programas que merecem ser expulsos da televisão. Quatro são brasileiros e um é estrangeiro. Vamos à lista, então! Faça suas apostas e depois confira.
1. Tarde Quente: o programa de João Kleber, na Rede TV, é mais conhecido por ser aquele programa das pegadinhas. Por ser um programa ruim e desnecessário, deveria ser expulso da televisão brasileira.
2. Eu Vi na Tv: também de João Kleber. Repleto de testes de fidelidade, onde há muita baixaria e linguagem chula. A comissão de Ética na TV deveria proibir o programa de ser transmitido.
3. Jogo da Vida: nada contra quem gosta do programa, mas convenhamos, a Band não podia escolher pior pessoa do que a Márcia Goldschmitt pra apresentar uma hora de programa diariamente. É um programa de índio.
4. Superpop: repleto de discussões que não levam nada a lugar algum, o programa da Rede TV (de novo!) apresentado por Luciana Gimenez não merecia estar na grade de programação de uma emissora que diz estar crescendo. O Superpop é involução.
5. Joey: a série norte-americana aqui é transmitida na Warner e conta a história do Joey, aquele personagem machão do Friends. Seria uma boa idéia se o roteiro não fosse ruim e tudo tivesse um duplo sentido, voltado para o sexo. Ah, é claro: a maioria das pessoas que vêem tem menos de 18 anos.
Essa é a lista de programas que, torço eu, saiam da programação da nossa TV. Vamos nós também proclamar nossa independência.
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Um curto comentário: ontem, às 21h, estreou na Fox Point Pleasant, seriado que conta a história de misteriosos eventos em uma vila, começando por uma chuva de meteoritos. O roteiro frágil e o elenco péssimo desanimam. Como se não bastasse, os efeitos de Chapolin completam a falta de bom gosto da série. Esqueça rápido.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:03 PM
Terça-feira, Setembro 6
GLÓRIA PEREZ FINALMENTE ACERTA COM A MOCINHA SOL, EM AMÉRICA
Eu me lembro de ter escrito aqui na coluna há algum tempo, um texto comentando o duvidoso comportamento da protagonista de América, Sol, interpretada por Deborah Secco. Disse que o modo como Sol agia era antiético e imoral, o que está simplesmente fora de cogitação para uma protagonista. Hoje me surpreendo ao ver que Glória Perez conseguiu dar um jeito na protagonista.
Ela ainda não é uma mocinha que nos faz chorar só por estar com uma gripe, tampouco é uma personagem que vai a luta, que não desiste, a mais corajosa. Nada disso: finalmente, depois de toda a trajetória besta de Sol, eu finalmente consigo enxergar a protagonista como ela realmente é: uma menina grande, sem maldade no coração, e que quer crescer nos Estados Unidos e ser feliz. Pela primeira vez desde que a novela América estreou, eu consigo ver a Sol que Glória Perez queria que o público enxergasse.
E eu não sei vocês, mas eu estou muito envolvido com o romance entre a Sol e o Ed (Caco Ciocler). Enquanto que ao lado de Tião, Sol era apenas uma mulher destinada à vida do interior e à obviedade, com Ed eu já vejo Sol muito mais feliz, muito mais satisfeita pessoalmente. Sol e Ed se parecem muito, se completam. E, por incrível que pareça, é um dos pouquíssimos casais de América que luta para ficar junto e que consegue fazer com que torçamos por eles.
A química entre Caco e Deborah é invejável. Primeiro, por serem urbanos, eles conquistam por serem opostos em um único ambiente: enquanto Ed é o intelectual preocupado com o lançamento de seu trabalho na universidade, Sol é a típica carioca bairrista, que tem um mãe, mas não tem um pai. Tem um padrasto por quem buscou dinheiro para pagar uma cirurgia do coração. Além da química entre a personalidade dos personagens e entre os atores, entra um fator chave para o funcionamento do casal: a vilã.
May (Camila Morgado) finalmente se acertou no papel, começou a praticar as maldades mais sérias, engana o seu ex e atual da rival. Sol, por outro lado, sabe que May não é flor que se cheire e, apesar de não fazer mal algum à vilã, se previne. Agora, na prisão, Sol não tem como se previnir. Resta deixar tudo para a justiça. E torcer para que a vilã não atrapalhe mais nada. Nos próximos capítulos, Sol irá descobrir que está grávida. Já pensaram na reação que May terá? Com certeza vai ser mais um show da grande atriz que é Camila Morgado e que está arrasando em América.
Eu não creio que, sinceramente, Glória Perez se esforce para que o público comece a gostar do casal principal da novela: Sol e Tião. No site da novela, o público prefere Sol e Ed com setenta e sete por cento. A autora já está colocando umas bobeiras do tipo: Sol e Tião se desencontraram muitas vezes em outras vidas e precisam ficar juntos nessa, etc. Deixa os dois se desencontrarem mais uma vez. Que se encontrem em uma outra novela. O casal desta novela é, finalmente, Sol e Ed. E merece ficar junto.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:22 PM
Sexta-feira, Setembro 2
SÁBADO DE QUALIDADE NO NATIONAL GEOGRAPHIC
Existem alguns poucos canais a cabo que me fazem ter a certeza de que, independentemente de qual for o programa, ele será, no mínimo, bom. No máximo, perfeito. E acredite, a opção que mais se repete no caso que comentarei aqui é a última. Estou falando no National Geographic.
Sempre fui fascinado pelo canal, pela sua excelente e criativa programação, bem intencionada e real. Cada programa vai direto ao ponto, sem esquecer que o principal não é informar, e sim divertir. E o canal prima justamente por isto: por saber divertir sem deixar de informar. É o canal que melhor mescla esta idéia.
Amanhã (sábado, 03), porém, o canal vai atingir um ímpar nível de preocupação com sua programação, a começar pela brilhante série Animais do Brasil, que estreará no National Geographic com um programa sobre o Lobo Guará, um animal em extinção. Quatro cientistas, porém, estarão dispostos a salvá-los. Não perca.
A série continuará nos sábados seguintes com o muriqui, a onça pintada e peixe boi. Você vai gostar tanto de ver os animais sendo abordados de uma maneira levemente didática. E as propostas de salvação desses animais da extinção no Animais do Brasil vão surpreender você.
Pra completar o sábado, um programão às 22:00. O National Geographic vai exibir o filme Ônibus 174, do diretor José Padilha. O filme, premiadíssimo e elogiadíssimo, é simplesmente magnífico, uma obra prima do nosso cinema nos últimos anos e, com certeza, o melhor documentário da última década. O filme conta detalhadamente a história do seqüestro na linha de ônibus 174. Se você ainda não viu, tem uma chance de conferir agora.
Ainda que os canais Discovery e Animal Planet tentem ultrapassar o National Geographic, este último é imbatível. Devia ser obrigatório nas nossas escolas.
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Perdão pela coluna tardia. Só pude escrevê-la agora.
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Um bom final de semana e até segunda feira! Não deixem de comentar!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 9:04 PM
Quinta-feira, Setembro 1
EM SUA VERSÃO NOTURNA, CHARME E GALISTEU EVOLUEM
O novo Charme, agora noturno (SBT, Quartas, 22:30) começa se mostrando mais maduro e para pessoas mais maduras: a censura de 14 anos ao início do programa prova isso. Se antes, o apenas fofinho programa era para censura livre, aqui se vê que o conteúdo será mais sério, e a discussão sobre fantasias sexuais perto do final do programa mostra isso.
Porém, não é apenas o conteúdo do programa que amadureceu: sua apresentadora, Adriane Galisteu, está muito mais a vontade no comando do Charme, mais honesta, mais real, mais humana. E com muito mais charme. A maquiagem e o figurino da apresentadora estavam impecáveis, realçando a beleza de Adriane, incontestável. O comando dela durante o programa inteiro provou que ela é a pessoa certa no lugar certa, e mesmo sendo modelo, ela parece gente como a gente.
Ela parece ter evoluído ainda mais naquilo que parecia ser o seu mais problema em frente às câmeras: ela aprendeu a conversar e a entrevistar. Antes, ela não sabia falar com gente, cortando todo mundo e atropelando (e confundindo) os raciocínios dos entrevistados. A reveladora entrevista com Daniela Cicarelli foi incrivelmente solta e real, um papo gravado. Em nenhum momento, Galisteu interrompeu Daniela, deixando-a falar e tirando da modelo revelações.
Até um pequeno alô com Hebe Camargo foi bacana. E nem levo em conta a também legal entrevista com um psiquiatra, Ivete Sangalo, Latino e Preta Gil sobre fantasias sexuais. Ela fez daquele que poderia ser um tema constrangedor, um tema até engraçado, e não deixou nada muito sério, o que poderia acontecer com o psiquiatra. A forma como ela encerrou a discussão, fazendo uma conclusão interessante e sem cortar ninguém, foi inteligentíssimo.
E aquele fator que eu havia comentado há colunas atrás, sobre a força de Galisteu no SBT, foi realçado no programa. Ela mostrou que moldou o programa do seu jeito, excluindo os games e transformando tudo em uma grande festa, um programa moderno, mas para todos os públicos. O cenário ficou melhor, a vinheta também. Ela e Nilton Travesso, o diretor, formam uma grande dupla.
E a prova do quanto Galisteu tirou o jeito Silvio de ser foi o seu auditório que, se não diminuiu, ao menos não interrompe tanto, não é tão agitado, é mais contido, mais chique. E ser chique não depende de condição social, e sim de elegância. Isso Galisteu e seu público tem.
Além de ter melhorado seu programa (você vai querer assisti-lo todas as quartas-feiras, garanto), ela aumentou de audiência: o programa marcou dez pontos de média na audiência, com picos de catorze, se firmando como o segundo colocado. A concorrência é o futebol da Globo e Record, o irritante Boa Noite Brasil na Band, e o fora de moda Superpop, da Rede TV. Se você não quiser ver futebol, Charme é a melhor opção.
Charme deixou de ser um programa argentino para ser um programa brasileiro. E, acredite, saiu ganhando de goleada. O processo de melhora que Silvio Santos quer fazer no seu canal está dando resultado. E quem ganha não é apenas Silvio e suas estrelas. Somos nós. E nem precisa estar em dia com as mensalidades do Baú da Felicidade para isso.
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O SBT inaugurou um concurso em seu site para ser o produtor de um quadro do Charme. Se lhe interessar, clique aqui.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:48 PM
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Um pouco de mim |
Me chamo Gustavo Cruz e Silva, moro em Florianópolis, cidade que amo. Gosto muito de tudo. Desde futebol até televisão. Ah, sim! Televisão. Eu amo televisão. Espero que você compartilhe comigo o meu gosto. Um abraço! |
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Um pouco do blog |
Televisionando surgiu de uma idéia antiga minha, de ter um blog para falar do que penso da televisão de um modo geral, seja ela TV aberta ou TV paga. Desenvolvi minha idéia e este espaço é a realização concreta de um sonho. Espero que você volte aqui sempre para ver as últimas novidades da TV e, é claro, uma opinião forte sobre a mesma. |
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