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Quarta-feira, Agosto 31
O REALITY SHOW QUE NINGUÉM QUIS TRAZER PARA O BRASIL
O telespectador brasileiro que se prende aos realities shows, os shows de realidade daqui, e que não conhece os realities estrangeiros, pode achar que estamos muito bem servidos de programas do gênero. Que não falta nada mais para criar. Porém, esse telespectador precisa muito urgentemente conhecer um reality show ainda não importado para cá: o The Mole.
The Mole, que já foi realizado em mais de 50 países, e que no momento está tendo sua quinta edição australiana sendo transmitida naquele país, consiste em ser um programa de gincana onde o grupo luta para ganhar um dinheiro que o vencedor irá arrematar. A grande sacada do programa é o mole, o sabotador, que fará de tudo para que ninguém do grupo ganhe nada.
No meio das provas, o sabotador irá prejudicar o grupo nas tarefas, fingindo, dissimulando ou atrasando o andamento de tarefas que a produção determina. Ao final de cada episódio, um participante é eliminado após responder a um questionário provando que tem uma idéia de quem seja o sabotador. O que errar mais questões (tipo: em qual carro o sabotador se encontrava em determinado momento da tarefa?) é eliminado.
Ao final, quando restarem apenas três participantes, um vencerá, o outro será eliminado e, é claro, será revelada a identidade do sabotador. O interessante deste reality show é que o telespectador torce mais para que fulano de tal seja o sabotador do que para que tal pessoa seja a vencedora. Ser o sabotador dá mais satisfação.
Adaptando para o Brasil, poderíamos classificar The Mole como uma mistura do mistério de O Jogo (da Globo, já extinto) com as provas de No Limite (também da emissora carioca). Mas para entender The Mole, é preciso conhecer de perto, vivenciar esta experiência.
É aí que eu convido (praticamente implorando) alguma emissora brasileira (SBT, Globo, Record, Band ou Rede TV) a adotarem a proposta do programa, proporcionando ao telespectador brasileiro uma nova opção de entretenimento, pois os nossos shows de realidade estão se resumindo ao Big Brother (fútil) e a O Aprendiz (que terminará em sua terceira edição sendo um excelente programa). O desgaste causado incomoda. E incomoda mais ainda o fato de haver como incrementar nossas programações.
Eu prefiro crer que ninguém ainda tenha tido está idéia de importar The Mole do que crer que exista má vontade em concretizar a idéia. E isto é tão difícil de crer quanto o fato de que a TV aberta brasileira esteja tão mal em criatividade.
Vamos lá! Tragam The Mole para o Brasil!
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Para acessar o site da versão atual australiana de The Mole, clique aqui.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 2:31 PM
Terça-feira, Agosto 30
O SUCESSO CADA VEZ MAIS INACREDITÁVEL SUCESSO DE CHAVES
Na minha última coluna, que você pode ler abaixo, disse que o Pânico na TV agradava (a mim e ao público) justamente por ser um programa extremamente novo, cada vez mais moderno. Hoje, porém, eu vou tratar do formato de humor mais antigo da face da terra. E que faz cada vez mais sucesso. Estou falando mais explicitamente do humor pastelão, no caso da coluna, no seriado Chaves, do SBT.
Pastelão é, como você já deve saber, aquela coisa exagerada, estranha, escancarada. Um arroto, um pum, um vômito (desculpem...), seja o que for, desperta as sensações mais adversas no ser humano, como um grande pastel.
Em Chaves, mais do que em qualquer outro programa do mundo, isso pode ser visto da forma mais alarmante: basta um personagem derrubar um balda sem querer querendo em alguém para o público cair na gargalhada. Em seus momentos mais inspirados, quando diversas palhaçadas acontecem seguidamente, você chora de tanto rir.
O seriado mexicano de grande sucesso na década de 70 (começou no finalzinho da década de 60) tem fãs no mundo inteiro (acredite!), sendo que o maior rebanho se encontra aqui no Brasil (acredite novamente!). E diferentemente de novelas e outros programas, o telespectador de Chaves tem orgulho de ser fã, não tendo a menor vergonha de contar para os outros o seu fanatismo.
O que agrada em Chaves é justamente aquilo que poderia tornar o seriado algo brega ou desprezado: seu lado trash, esquisitão, bobão, óbvio e, como não poderia deixar de ser, o seu lado e raízes mexicanas.
O fato de tanta gente gostar de Chaves trouxe novamente o humorístico para a programação do SBT. Independentemente de ser ou não reprise, o programa dá uma audiência inacreditável (de 10 a 14 pontos de média), e volta e meia torna-se o recurso mais usado de Silvio Santos na busca da audiência.
A fama de Chaves já entrou na educação das mães e pais brasileiros, que desde cedo ensinam seus filhos a gostarem do programa, que como diz em sua abertura, está trazendo uma historinha bem gostosa de se ver. Todos atentos olhando pra TV, hein?
Eu não gosto de Chaves, acho de um humor abominável, por vezes preconceituoso e mal humorado. Porém, tenho que respeitar aqueles que gostam do programa, pois sei que, independentemente dos motivos, Chaves apaixona aqueles que gostam de uma história simples e corriqueira.
E aí que eu retorno para uma questão que havia levantado há algumas poucas colunas atrás: por que o brasileiro aceita Chaves, um seriado estrangeiro, e é incapaz de aceitar outros seriados como CSI, na Record, um seriado norte americano? Será que é preciso adquirir costume, educar?
Me poupem, mas eu não posso, de modo algum, aceitar que subestimem algo bom e amem algo tão antigo e, mesmo que não envelheça, fica cada vez mais sem graça. É uma opinião pessoal? É. Mas com um pouco mais de reflexão, se tornaria uma questão de bom senso.
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Desculpem o post tardio, ok? Eu estive com o computador indisponível o dia inteiro, só tendo acesso à ele agora. E escrever a coluna foi a primeira coisa que eu fiz. Clique em abaixo e deixe ser comentário. Até amanhã!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:39 PM
Segunda-feira, Agosto 29
COLOCARAM O PÂNICO NUMA SINUCA DE BICO
Quando iniciaram no rádio, há 11 anos, a Turma do Pânico era um grupo de humoristas quase-amadores em busca de um espaço na mídia pra exercer aquilo que sabiam fazer. O humor do grupo contagiou o Brasil inteiro de modo a deixar o Pânico como líder absoluto das rádios FM nas cidades onde a Jovem Pan tivesse transmissão. O sucesso conquistado não foi momentâneo: no início, o programa era bem menor em metragem, e eles não tinham entrevistas diariamente, como é hoje.
Hoje, além de ser um sucesso, o Pânico do rádio também é um bom programa. Com um humor deliciosamente sarcástico, que se torna melhor quando ganha ares de humor negro, o programa consegue prender o ouvinte (falo por experiência própria) até o último minuto do programa, pois neste último minuto (acredite!), ainda haverão piadas que deixarão você feliz (e a audiência do programa lá em cima).
Há um pouco mais de dois anos, a Turma do Pânico recebeu um convite da Rede TV para integrar parte da sua programação dominical vespertina com um programa de humor. Apesar de um certo receio com relação à questão de adaptação de um formato do rádio na televisão, os humoristas aceitaram o desafio e transformaram o programa na melhor coisa do humor já vista nos últimos anos, lembrando os anos iniciais do Casseta e Planeta, que depois perdeu a graça e caiu na mesmice.
Personagens como Vesgo, Silvio, Robinho e Merchan Neves (e seus bordões) caíram no gosto popular, e tornaram o programa Pânico na TV em um sucesso de enormes proporções, muito maiores do que o líder do grupo, Emílio Surita, e a produção da Rede TV poderiam imaginar. Porém, recentemente, o programa teve uma leva queda na média de audiência, cerca de dois pontos e meio a três pontos. Acredite: esse acidente de percurso foi o suficiente para a imprensa alardear sobre o fato como se fosse uma desgraça, um terremoto.
A própria imprensa foi parte da causa da queda da audiência. Há um mês, Vesgo e Silvio tentaram fazer a atriz Carolina Dieckmann calçar as Sandálias da Humildade (apetrecho que celebridades mais metidas calçam para simbolizar a humildade). Eles não contavam com o fato de que Carolina iria processá-los por invasão de privacidade e atentado à moral do filho da atriz. Durante três horas, os humoristas prestaram depoimento à polícia. Criadores de caso como só eles, os veículos de comunicação inventaram que a dupla havia sido presa.
Tendo sua imagem ligada ao caso de polícia, o Pânico na TV perdeu a popularidade com o público. É uma pena, porém, que o público não tenha dado ouvidos ao programa, que tinha uma explicação para dar, e esta explicação era extremamente mais convincente do que a acusação de Carolina Dieckmann. Emílio, então, levantou uma questão que o Brasil, a mídia e os humoristas brasileiros nunca tiveram interesse ou vontade em debater: a credibilidade do palhaço.
Você, caro leitor, confiaria mais no aluno mais inteligente de uma sala de aula ou no aluno mais bagunceiro? Certamente, você respondeu que confiaria mais no aluno inteligente, pois ele passa a imagem de honesto, de íntegro, e mesmo que ele tenha culpa por um crime cometido, o bagunceiro sempre será apontado primeiramente como o culpado, sempre visto com muito mais desconfiança do que o aluno quietinho, que vai bem nas provas, o típico CDF.
No caso do Pânico, preferiu-se dar ouvido a uma atriz que sempre interpretou papéis de mocinhas, sempre teve sua imagem ligada ao fato de ser uma santinha, uma menina que ainda não havia crescido (preferiram nem ligar para o fato de até a grande Susana Vieira ter dito que Carolina Dieckmann merecia calçar as Sandálias da Humildade, acusando-a de não ser uma pessoa humilde). O humor trash, de humoristas simples, com baixíssimos orçamentos, que são desbocados e incômodos, foi ignorado, jogado na vala dos culpados.
O palhaço não tem credibilidade alguma no Brasil. Em um país onde os palhaços não são apenas aqueles que contam piadas, mas sim aqueles de governam e criam leis, é inevitável rir da ignorância da população. Basta Carolina falar, está dito e feito. O Pânico não pode nem ao menos tentar dar uma justificativa.
Carolina não apenas culpou o Pânico, como também fez o programa perder um pouco de sua audiência. Excetuando o fato, o programa continua o mesmo: os quadros continuam engraçados, se renovando a cada programa, em um ritmo ágil e em uma edição impecável. Não estagnaram como o Casseta e Planeta: o momento é o que importa, e os fatos sempre se encaixam na realidade que o Pânico na TV propõe.
É claro que existem os comerciais excessivos dentro e fora do programa, mas em uma televisão onde isso é mais do que comum (é crônico), isso nunca será motivo para queda de audiência.
O Pânico na TV corre sério risco de acabar. E se isso acontecer (algo que não seria justo de maneira alguma), o Brasil perderá uma grande chance que teve de se renovar, de mudar a visão de trash, de trazer uma nova (e deliciosa) opção de programação aos domingos. E não vai ser o projeto de um programa do site Kibe Loco (www.kibeloco.com.br) que vai continuar com a proposta da Turma do Pânico.
Emílio Surita adora xingar seu programa, chamando de ruim, inferior a concorrência e coisas do gênero. Mal sabe ele que o Pânico causa pânico na concorrência. Tanto no rádio quanto na televisão.
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Ontem, o programa marcou média de seis pontos (ainda fraco), com picos de onze (boa!). Seria uma reação?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:44 PM
Sexta-feira, Agosto 26
NEM UM POUCO DIVINA
Cada década tem seu modelo de beleza a ser seguido. A mulher mais bonita da história, segundo diversas pesquisas, seria Marilyn Monroe. Agora, diga a verdade: você consegue sentir admiração ou mesmo atração por Marilyn através de uma fotografia? É difícil. Hoje, o padrão de beleza instituído é outro, e você acaba por achar que a foto de uma mulher indiscutivelmente linda é antiga, brega ou, no máximo, interessante. Sim, estamos falando de uma diva.
Padrões de beleza são sempre instituídos por modelos. Modelos são sempre magérrimas, com rostos de porcelana e normalmente pernas tão, mas tão finas que acabam por parecerem inalcançáveis por um reles humano. Ana Hickmann, por exemplo, é super magra, tem um rosto maravilhoso e pernas de um metro e vinte centímetros finíssimas. Ela é um dos nossos maiores exemplos de beleza.
Agora vamos voltar no tempo. Vamos mais diretamente à década de 40. Qual modelo de beleza reinava naquela época? Posso resumir tudo em poucas características: cinturas inacreditavelmente finas, peles muito brancas, rosto de pintura e um corpo contextualmente exibível em um maiô nas praias do Rio de Janeiro.
A década de 40 é justamente onde se situa e localiza a novela Alma Gêmea no tempo. Como estamos falando da beleza da época, podemos citar algumas personagens que representariam bem o padrão citado no parágrafo acima: Dalila (Fernanda Machado), Madalena (Bruna di Túlio) e Cristina (Flávia Alessandra). Não estranhe o fato de eu não citar Cátia (Rita Guedes): ela é linda, mas não é padrão. Para a época, ela é tão exagerada de formas quanto a Juliana Paes é para nós.
Ok. Padrão é padrão e não pode ser contestado. Mas nenhuma das personagens acima é tão elogiado como uma mulher que não segue absolutamente nenhum padrão. Estou falando da Divina, a personagem da Neusa Maria Faro. Divina é horrorosa como uma jaca, feia mesmo. Horripilante. Mas, diferentemente de outras personagens, é amada de uma forma ímpar. Seu marido, Osvaldo (Fúlvio Stefanini), é realmente apaixonado por Divina.
O amor cegou Osvaldo. Além de não ver a beleza exterior de Divina, ele a ama de tal modo que foi capaz de suportar até mesmo a ingratidão e o mal humor de sua sogra: dona Ofélia (Nicete Bruno). Ofélia reclama de Osvaldo de minuto em minuto e os dois brigam como cão e gato. O autor de Alma Gêmea, Walcyr Carrasco, criou até um bordão adorável para a briga entre Ofélia e Osvaldo: Não fale assim com a mamãe, diz Divina a todo instante.
É possível ver na relação dos dois algo que talvez não haja na relação de mais ninguém nesta novela: a admiração pelo que a mulher representa para todos, pela imagem de boa pessoa e mãe. A beleza interior substitui a exterior. Osvaldo diz que Divina é linda. Ela não o é. Ao contrário, a feiúra dela não o incomoda. E ele criou, digamos, anticorpos para evitar perceber o que a mulher é: ele não quer ter o feitiço quebrado.
Aí chegamos às melhores cenas da novela, aqueles em que Osvaldo e Divina namoram (para não dizer se amassam) na cama e sempre acabam quebrando a mesma. É como se o amor dos dois superasse a beleza, fosse destruidor, mais forte que tudo. De toda a singeleza amorosa de Alma Gêmea, essa talvez seja a de maior acerto do Walcyr Carrasco, a em que o amor supera qualquer convenção social.
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Nos últimos capítulos, Osvaldo parece ter sentido uma rasteira atração física (é importante frisar) pela prima de Generosa (Lady Francisco). Como um homem comum, sente atração por mulheres. O olhar e o coração dele, porém, será sempre voltado para Divina. O amor faz isso com as pessoas.
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A Rede Record está realizando um concurso para roteiristas. Se você tem interesse por essa área, clique aqui.
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Consegui ficar uma semana no ar! Semana que vem vai ser outra luta árdua, mas extremamente recompensadora, para ficar no ar. Te espero com novos acessos e (pelo amor de Deus) comentários que ajudem o blog a ficar cada dia melhor para você. Até!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:11 PM
Quinta-feira, Agosto 25
A CONQUISTA DE ADRIANE GALISTEU
Desde o início do programa Charme, Adriane Galisteu não se mostrava contente: assistindo ao programa, era possível ver o desânimo da apresentadora, que parecia, de fato, não gostar do que apresentada. A justificativa que a loira usava era que o Charme era uma adaptação de um programa idêntico argentino, e que ela não tinha nenhum comando na atração. Segundo ela, quem mandava era Silvio Santos e as cabeças mais poderosas da produção do programa.
Eu conheço a versão argentina e confesso que é muito parecida com Charme, principalmente no que diz respeito ao conteúdo. Na Argentina, a apresentadora também entra desfilando, tem convidados com quem conversa, tem aquele quadro Verdade ou Mentira? e, como não poderia deixar de ser, tem o inesquecível game com a interação do telespectador, quando ela faz a pergunta chave: quantos feijões tem dentro desta panela de pressão? E outras perguntas do tipo. Lá, o telespectador também tem que atender ao telefone falando como vai?
Mas não chega a incomodar, se levarmos em conta que boa parte da programação do SBT é baseada em outros programas, principalmente de redes de televisão norte-americanas. E desde que se pague pelos direitos autorais, não há o menor problema em realizar versões brasileiras de atrações estrangeiras, como é o caso que estamos comentando: o do programa Charme.
Porém, nesta semana, Adriane Galisteu realizou sua maior conquista. Explico: após voltar de Miami com membros de sua família, o apresentador e dono do SBT, Silvio Santos, estava disposto a agradar Adriane Galisteu. Os dois ultimamente estavam tendo desentendimentos graves (a influência disso pode ser o temperamento de Silvio, de querer mandar e de não gostar de desrespeitos para com sua pessoa). Silvio queria fazer as pazes.
Eis que ele percebe que o Charme semanalmente (segunda a sexta), no horário das 15h e 30min não estava funcionando. A proposta de Galisteu, portanto, foi aceita. Agora, Galisteu vai deixar de comandar o Charme como comanda hoje a partir da semana que vem, para realizá-lo às quartas feiras no período noturno, muito provavelmente antes do programa Fora do Ar. Ela, porém, poderá fazer outras coisas no SBT. Tudo dependerá de Silvio Santos.
Esta, porém, é metade da conquista de Galisteu. A outra metade porém, é o maior desejo de Galisteu: moldar o Charme através do seu gosto. Os games deverão diminuir de quantidade ou simplesmente deixarão de existir. O cenário muito provavelmente mudará. As entrevistas aumentaram. Haverão outros quadros à lá Galisteu.
A decisão de Silvio Santos me pareceu correta. Ao deixar a apresentadora opinar sobre seu programa, deixando-o diferenciado, ele parece querer liberar em Galisteu um outro espírito que ela ainda não revelou. Ela vai deixar de ser apenas uma apresentadora. Vai começar a ser uma animadora. Vai dar ao Charme um outro charme: o charme de Galisteu.
Silvio pode até querer mandar em seus contratados, mas existe uma coisa que ele nunca vai conseguir evitar: ele sempre vai se render ao charme de Galisteu. A apresentadora, bonitona, carismática e inteligente, tem um outro lado ainda não conhecido por nós no SBT. Agora vamos, felizmente, começar a desfrutar do que há de melhor em Adriane. Afinal, o jogador argentino Maradona pode até ser bom. Mas o nosso Pelé é o melhor do mundo.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:13 PM
Quarta-feira, Agosto 24
A "REENCARNAÇÃO DE CHIQUITITAS", FLORIBELLA, DÁ LUCRO PARA A BANDEIRANTES
Pense rápido: você assiste ou conhece alguém que assiste a Floribella (Band, 20h10min)? Tirando algumas poucas exceções, a maior parte das respostas será não. Então como explicar o sucesso que esta novelinha teen está fazendo, não apenas com audiência, mas também com vendas de produtos licenciados?
Antes de mais nada, entenda a trama: Flor (Juliana Silveira) é uma garota pobre que acaba por ir trabalhar na casa de Fred (Roger Gobeth) por acaso e acaba por se interessar por ele. É uma coisa meio cinderela, pois a noiva de Fred e a mãe da mesma são pessoas da péssima índole, lembrando o conto de fadas.
A tentativa da Band de trazer um sucesso argentino da RGB (a Floribella daqui é chamada de Floricienta por lá) para tentar repeti-lo por aqui não me parece convincente. A verdade é que depois do SBT ter produzido Chiquititas, criou-se a sensação de que todos os canais podiam fazer novela pra crianças. E pela primeira vez após Chiquititas, algo dá certo.
Floribella não tem uma produção perfeita, é verdade. São diversos os problemas com o som, com o foco da imagem da câmera e até mesmo com a edição. Mas criança percebe isso? Não. E o criança percebe me parece ser justamente o fator chave: o elenco. Juliana Silveira, a protagonista, é extremamente carismática e tem uma voz linda, fator determinante para o funcionamento da trama, pois ela canta. Além disso, ela e Roger Gobeth tem grande química, o que é bacana.
Além disso tudo, tem o elenco de apoio, que se não alcança o resultado esperado, ao menos não atrapalha. O núcleo infantil é um dos acertos. As crianças não são ruins e parecem falar para crianças. E a Suzy Rego funciona brilhantemente como vilã, assim como a Maria Carolina Ribeiro, a filha da personagem de Suzy, que é linda e tem talento.
Porém, apesar disso, eu não esperava, sinceramente, que a novela fosse capaz de vender tanto. O CD da novela vendeu cinqüenta mil cópias em apenas uma semana, o que é impressionante se levarmos em conta que ninguém ali e cantor profissional e a venda de CDs não corresponde com a audiência da novela (5 pontos em SP). Vamos descontar disso o também impressionante número de vendas de sandálias, camisas, cadernos, canetas e outros adereços. Até mesmo os ringtones de celular foram os mais baixados do site Yahoo (ok, a musiquinha é carismática).
Nesse momento eu retorno à pergunta inicial. E a resposta continua a mesma. Você não conhece ninguém e nem assiste a Floribella (existem exceções, é verdade), mas isso não impede que a Bandeirante crie um sucesso incrível dentro das proporções da emissora e isso dentro de um horário complicadíssimo: enquanto está no ar o Jornal Nacional, e quando os pais monopolizam o controle.
Floribella vale por ser um sucesso digno e conquistado. Não assisto com freqüência (vi o início e ultimamente tenho acompanhado uns pedaços de capítulos), mas tenho certeza que, para o seu público, é um programão. É importante desde criança saber aceitar a tudo de todos os canais, e não se servir apenas de novelas de uma única emissora.
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A autora é a Patrícia Moredhson, filha de Ana Maria Moredhson. Ele promete não copiar o final da versão argentina, onde Fred morria e voltava reencarnado para Flor. Aqui ele vive. Com Flor? Só saberemos na segunda temporada, que estreará em breve. Um pouco de originalidade, como se vê, não faz mal a ninguém.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:48 PM
Terça-feira, Agosto 23
ESTRÉIA DE CSI NA RECORD É A CHANCE DO BRASILEIRO COMEÇAR A GOSTAR DE SERIADOS IMPORTADOS
Seriado no Brasil nunca foi uma coisa fácil. Fora da Globo, então, eles dificilmente funcionam. Se o seriado é importado, a coisa fica ainda mais preta. A verdade é que brasileiro não gosta de seriado estrangeiro, tem o chamado pé atrás, a desconfiança de que tudo é brega, ultrapassado ou parte da cultura exclusiva do país de origem, devendo servir apenas na procedência. Se os brasileiros parassem por algum instante para conferir seriados bacanas, talvez o resultado fosse interessante.
Hoje, há uma oportunidade para isso. A Record vai começar a transmitir o CSI novamente. A proposta é que o seriado fique até a estréia do novo Aprendiz, que deverá ocorrer em março ou abril do ano que vem. A grande questão é: será se vai funcionar, diferentemente de outras vezes?
É difícil, pois a estréia de CSI, hoje, na Record, após a novela América da Globo, não foi cercada de grandes investimentos em divulgação. E sem divulgação é difícil que funcione. O telespectador mais perspicaz poderá zapear na TV aberta e parar na Record. Das duas uma: ou vai se interessar pela série, ou simplesmente vai achar que é um filme (que dá muita audiência aqui no Brasil) e ficar por lá até descobrir que se trata da série e quem sabe se interessar a retornar outras vezes.
O que me deixa chateado, porém, é que o seriado passará terça e quinta feira. Dois dias na semana poderá acabando por causar impaciência no telespectador. E, é verdade, é muito. Nem mesmo eu, que gosto de CSI, sei se agüentarei. Esse é um problema que pode ser corrigido. Mas a Record tem outra coisa pra botar em uma quinta feira, caso o seriado fique apenas na terça? Sinceramente, creio que não.
E é com muita dor no coração que o blog divulga sua desconfiança: para nós, CSI não permanece muito tempo no ar. O seriado de investigação na cena do crime (significado da sigla do título) por policiais especializados tem grandes chances de fracassar.
Mas não custa torcer para que funcione. O que é bom merece ser descoberto por todos os públicos, inclusive o da TV aberta brasileira.
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Convenhamos: Gilberto Barros (Boa Noite Brasil), Luciana Gimenez (Superpop), filme do SBT (Cine Espetacular) e Casseta e Planeta e A Diarista não são muito melhores, né?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:44 PM
Segunda-feira, Agosto 22
TRASH. MESMO COM A PADRÃO
Voltamos. Mas é por tempo indeterminado, podendo sair a qualquer momento.
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Hoje quem vê a Rede TV e chama aquele canal de trash, parece entender erroneamente o que é a palavra trash. Trash não é apenas o ruim, o pior do pior. É isso. É lixo. Mas é isso levado a sério, não com investimentos, mas com entendimento. Na nossa TV, vence a competição de trash o SBT de um tempo atrás. Hoje, a emissora modernizou, passaram uma camada de verniz no que ainda restava de trash. E o trash daquela época não era um mero trash: era legal ver.
Foi com esse sentimento de nostalgia na cabeça (sabe-se lá o porquê) que me surpreendi com a primeira semana de exibição desse jornal do SBT, o SBT Brasil, com a Ana Paula Padrão. O jornal não era um trash ruim, era um trash de classe. Sem perder a chance do trocadilho, era um trash com padrão.
Tudo começa com um plano bem aberto de um cenário gigantesco. Parece chique, modernoso (palavra nova, prometo parar com mania), mas quem conhece TV sabe que é tudo frágil, tudo papelão. Entra a Ana Paula Padrão, dando uma grande caminhada, cada dia com uma roupa mais esquisita, cada vez mais lembrando o glorioso desenho Os Jetsons. Antes de sentar na bancada, ela aparece na frente de um pequeno telão onde podemos ler o dia da semana e o dia no mês. Ela faz uma conclusão sobre uma determinada matéria (exemplo: algo de inesperado aconteceu com fulano, que resgatou uma dinherama e foi preso em flagrante. Parece coisa de cinema! Essas e outras notícias você vai conferir hoje, etc.).
Quando ela apresenta as outras notícias que ainda iremos conferir, um símbolo estilo Matrix aparece no meio de cada chamada (Fulano achou mil reais em banheiro de hospital, símbolo, depoimento de fulano não revela muito, símbolo, etc), o que me faz rir. Quando finalmente ela senta na bancada, o pescoço dela chega a nos confundir, de tanto que ela o vira, pra lá e pra cá. Antes do intervalo, ao anunciar o que vem a seguir, o mais engraçado: ela vira o pescoço, a câmera lá de longe, foca o perfil do cenário e enquanto Ana fala, a câmera sobre até chegar a um telão bem em cima da bancada, com as imagens que veremos a seguir.
E eu não podia esquecer, é claro, da melhor coisa do SBT Brasil: a vinheta. O símbolo do SBT vem seguido da palavra Brasil em um formato esquisito. Depois de formado o símbolo, entra quase que em espiral o nome da Ana Paula Padrão, como se fosse grife. Ao fundo, um laranja avermelhado coloridão. Inesquecível. Falta, ainda, o melhor de tudo: a música. Provavelmente a coisa mais animada pra um telejornal já vista. Parece a abertura de um desenho animado, com os ruídos, coisas de um SBT que você conhece.
Não estou aqui querendo questionar a qualidade do SBT Brasil: os comentaristas são renomados (ainda que pouco a vontade a frente das câmeras), os repórteres são carismáticos, bem vestidos e competentes. A imagem é boa. Tem correspondentes inúmeros ao redor do mundo (só perde pra Globo) e a melhor apresentadora de telejornais e uma das melhores jornalistas do Brasil: a Padrão. Tudo funciona muito bem, é bem orquestrado, e a Padrão vale o jornal inteiro. Mas é inegável que fica a sensação de bagunça, de última hora, até mesmo de humildade. Trash é sensação, não avacalhação.
O SBT Brasil me conquistou ao ponto de me ganhar como telespectador diário e assíduo. Mas é impossível negar que o trash me agrada. Tudo no SBT é trash, até aquilo que deveria ser o mais sério: o jornalismo. Mesmo quando tenta ser sério, o SBT é trash.
As próximas investidas do SBT em jornalismo (que deverão ocorrer, segundo Padrão) poderá firmar a emissora como jornalística (ainda não é, apesar de já ter credibilidade). Espero que finalmente perca a sensação de trash e passe definitivamente para a seriedade. Mesmo me agradando, o trash no jornalismo não pode existir. A notícia pode até ser popular e fofinha (como o SBT a transforma), mas tem que ser séria, real e palpável. Tem que ter o padrão que o SBT buscou e parece já ter encontrado o caminho com a Ana Paula Padrão. Está na hora de se desfazer do passado.
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Até amanhã. Se der, é claro.
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Pra finalizar o assunto, Porcel ganhou O Aprendiz 2 com justiça. Parabéns! Diferentemente de Tatiana, ele foi competente, carismático e não precisou passar impressão alguma: ele, por si só, já era melhor. Ano que vem tem mais Aprendiz, com prêmio maior e emprego melhor. Promete!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 6:45 PM
Domingo, Agosto 14
URGENTE
Pois é, pessoal... Infelizmente, a minha conexão com o blog foi interrompida por motivos de força maior a partir da última segunda feira, dia 8. Eu não sei quanto voltarei. Mas, enfim, para aqueles que gostam de acessar o blog, fica dado o recado de que estarei indisponível por mais uma semana. Até.
Gustavo Cruz e Silva.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:02 PM
Segunda-feira, Agosto 8
ALÉM DE NÃO MUDAR, ELIANA TAMBÉM NÃO INOVA
Durante as duas horas de estréia do novo programa da Rede Record, o Tudo é Possível, apresentado por Eliana, mostrou que se trata de absolutamente tudo em um curto espaço de tempo. O programa começa exibindo um reality show (Saindo com a Sogra), passa para um talk show (Íntimo e Pessoal), vai para um game show (Prova de Amor) e, como se não bastasse, ainda há espaço para um show de calouros, Avós do Brasil.
Qual é mesmo o título do programa? Tudo é Possível, não? É. Como se vê, Eliana e sua produção levaram o título ao pé da letra. Neste programa, tudo é possível mesmo. Aquele Saindo com a Sogra ganha status de atração principal, com Eliana duvidando que do outro lado tem alguém a assistindo. É preciso ela explicar durante o programa por diversas vezes o funcionamento da atração. Quanto mais ela explica, mais confuso fica.
Ela passa o programa inteiro contando a mesma história, enquanto as outras atrações estão no ar, a atração do rapaz que escolhe a pretendente pelas sogras continua sendo explicada. Incomoda. Ela parece crer que o telespectador vai ficar preso a TV apenas pra saber qual sogra vai se dar bem. Mas é muita bobeira. Desgasta a atração, como se aquilo fosse o principal e o resto, inclusive Eliana, estivessem ali fazendo figuração.
Nada funciona. Quem quer saber se Latino proibiria sua filha de fazer uma tatuagem com o nome do namorado? Eliana interrompe a resposta de Latino diversas vezes, como a Luciana Gimenez faz no ridículo Superpop. Ela pede pra Latino não mentir. Mas e se mentir, que diferença vai fazer? Qual a importância disto? O que mais incomoda é ver que Latino dá em cima da Eliana, olhando suas penas e seu decote, dizendo que ela era a mulher ideal, parabenizando o marido dela pela escolha. Impossível não rir. E a dancinha de Eliana e Latino? Ensina a sua decidinha pra mim e pro público, diz Eliana. É pra chorar.
Depois disso tudo, como se não bastasse, entra o primo pobre da Banheira do Gugu, aquele Prova de Amor (sentiram a criatividade do nome?), onde a mulher tem que acertar as respostas do marido sobre o relacionamento dos dois. Se errar, uma mulher semi-nua, intitulada de A Outra, se insinua e faz carinhos no companheiro. A insinuação dela pra câmera lembra baixaria. E as imagens dos homens babando por ela são deprimente. Talvez não tanto quanto o momento em que Eliana diz que as mulheres tinham que ter a revanche. Ela chama o Ricardão, o papel masculino do A Outra, que desce a escada, desabotoa a camisa e... sobe a escada. Que utilidade!
Acaba o quadro e entra umas crianças, vestidas como Barbie e Ken, sentam em cadeiras, se achando a ultima empada da bandeja. Eliana se dá melhor com as crianças, mostrando que esse é seu público. Ela explica: uma vovó vai entrar, dar seu show e as crianças vão julgar. O nome do quadro: Avós do Brasil. Entra uma velhinha que luta caratê, Eliana parece achar que ela não entende nada e o público não entende o que ela diz. A apresentadora faz a mesma pergunta três vezes, ainda dubla a resposta. A vovó faz seu show e ela pergunta quanto vale o show. Ela explica pra cada criança, pausadamente, quanto vale cada cotação. Acabou o quadro e... a vovó vai pra casa, não volta mais, não recebe o dinheiro. Não faz nada.
Aí retorna a bobagem das sogras. Nessa altura do campeonato, ninguém mais lembra o nome do rapaz, das sogras e das pretendentes. Ciente de que ninguém viu o quadro, Eliana apresenta os melhores momentos (o melhor do pior), dubla tudo, fala por cima das imagens. Aí ela pede pro rapaz ir eliminando as pretendentes. A cada pretendente que ele elimina, a mesma desce a escada, se insinuando pra câmera. Semi-nuas. Essa exposição ao ridículo é evidente. Quando ele finalmente escolhe a pretendente, eles se cumprimentam, o público pede pra beijar, eles dizem que ainda não se conhecem e vão embora. A gente nunca vai saber de eles ficaram juntos ou não. Acaba o programa, com a sensação ruim.
Quando Eliana se despediu de seu público infanto-juvenil, em outubro do ano passado, parecia claro que ela ia ser posta pra geladeira, enquanto aguardava a estréia do seu programa novo, pra outra faxa etária. A explicação é simples: Eliana não funciona com qualquer público. Sua relação com as crianças foi prolongada demais pra mudar de uma hora pra outra. Esse programa pode até dar pra umas vovós, mas nunca pra família. Quem vai curtir (?) esse programa dela são alguns adolescentes que não podem usufruir das mesmas atrações na MTV (a Cicarelli apresenta coisas parecidíssimas por lá), GNT e Multishow, canais da TV paga. E esses adolescentes são aqueles que cresceram vendo Eliana. Ou seja, ela não mudou de público. Não adianta dizer que a Xuxa está ridícula falando com crianças. É melhor ela continuar com crianças do que fazer o papel que Eliana faz aqui. Colabora com o fracasso de seu programa a sua má condição por parte da direção.
É chato demais ver que uma apresentadora que, confesso, admiro foi escalada pra apresentar um programa ruim e ridículo em uma faixa insignificante no dia de menor audiência na TV. Ela continua na geladeira, só que está apresentando um programa. Não serve pra nada, não traz audiência, não tem função pra emissora. Além do mais, eu não creio que esse programa permaneça no ar até o ano que vem. Essa sensação de ser um programa brega, fora de moda, de ser reprise atrapalha demais. E aquele cenário que não diz nada diz tudo o que o programa representa.
Haverão outras atrações (assim como as que já foram apresentadas, são cópias de outros lugares), mas nada que levante a audiência. O programa simplesmente não tem solução. Assim que acaba o programa, começa outro de mesmo estilo, o Jogo da Vida, da Márcia Goldsmith, que ninguém suporta. Semelhanças entre o Tudo é Possível e o Superpop também são notáveis. O programa é um misto de atrações dos outros programas.
Tudo pode até ser possível (e eu acredito que seja), mas não que dizer que seja bom ou dê audiência. Não adiante querer ser a Oprah Winfrey se não houver argumento.
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O site do programa está aqui.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:46 PM
Sexta-feira, Agosto 5
ATÉ A GLOBO TEM SEU MOMENTO MERCHANDISING
O horário pós-almoço é lotado de merchandisings dos mais diversos tipos, desde aparelhos de ginástica passiva a kit de bijuterias para montar e ganhar dinheiro. O telespectador, que cansa de tanto ver esses comerciais, procura um canal para ficar e onde, preferencialmente, não tenham tantos comerciais. Como você já deve ter imaginado, o local escolhido é a Globo.
Porém, após o Jornal Hoje, entra no ar outro comercial, porém não explicito, ao contrário, disfarçado de programa de variedades. Estou falando do Vídeo Show, apresentado pelo carismático André Marques. É difícil explicar porque considero o programa algo comercial, mas vou tentar.
Em primeiro lugar, o programa promove astros e estrelas globais através de suas reportagens e também através daquele quadro apresentado pela Angélica, Vídeo Game. Com essa promoção, os artistas tem seu passe aumentado, e eles participam do programa com essa intenção. Lembre-se: o dinheiro move o mundo.
Por outro lado, talvez a maior parte dos comerciais do Vídeo Show não sejam para as estrelas da Globo, e sim para o próprio canal. Veja bem: o programa inteiro é feito de reportagens ou referencias às novelas ou programas globais, e isso sempre atrai audiência. Se aparece alguma reportagem sobre o pessoal da pensão de Alma Gêmea, o programa direciona o público para a novela, dando audiência a mesma e a seus patrocinadores. Compreendeu?
Sim, eu sei que é difícil compreender. Mas basta ver como um ciclo, um banco de favores. Um passa a audiência pro outro. Quem assiste ao Vídeo Show acompanha um programa de variedades que raramente sai do ciclo de programas da Globo. Tudo ali é sobre as mesmas coisas, com o único objetivo de fazer com que o telespectador se interesse pelos programas, fixando-o no canal carioca.
Ou seja: se você acha que só a Globo não tinha programas inteiros de merchandising, se enganou. Também tem. Mas é tudo disfarçado, afinal, nada pode fugir do Padrão Globo de Qualidade. Nada pode perder a pose.
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Adorei o beijo entre a Sol e o Ed, em América. Achei que a Glória Perez ia avacalhar, fazendo um beijo horrível só pro público voltar a gostar do casal Sol e Tião. Ficou evidente que o casal da novela é Sol e Ed. Ao menos esse casal tem alguém para prejudicá-los: a May. A vilã tem que ter motivo para agir.
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A demissão do Guilherme ontem, em O Aprendiz 2, justa. O rapaz falava demais, era demagogo, ainda que um pouco criativo. Entre os três da sala de reuniões (ele, Melina e Porcel), ficou evidente que ele era o pior. Terça feira é, ao que tudo indica, a semi final. Vamos ver no que dá.
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Até segunda feira! Bom final de semana!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:46 PM
Quinta-feira, Agosto 4
O (GRANDE E INJUSTIFICÁVEL) SUCESSO DA TNT
Mesmo que eu saiba, eu sempre me espanto quando leio ou apenas me lembro que o canal de TV paga TNT é o primeiro colocado de audiência no ramo, ao lado do Cartoon Network. O Cartoon estar na frente até é justificável, já que passa desenhos famosos, e como diversas pesquisas mostram, as crianças assistem muito a TV paga.
Já a TNT estar em primeiro lugar me assusta. Veja bem: este é um canal baseado apenas em filmes. Quase transmite apenas filmes. Ultimamente, a TNT investiu em dois novos ramos: um reality show (o bacana Projeto 48) e uma série (Veronica Mars, inteligente). Veja bem: a TNT não está se instalando nos dois ramos, apenas experimentando.
Voltemos aos filmes. Para ser a primeira colocada da TV paga, os filmes devem ser muito aguardados, certo? Seria o certo. Se levarmos em conta que a TNT estreou Gladiador na sua programação através do Mega Film (o filme do mês do canal) DOIS meses após a Globo, que demorou MUITO para transmití-lo. Assusta. Atualmente, o filme do mês é um filme que já passou na TV aberta: 007, Um Novo Dia Para Morrer.
Porém, os filmes da TNT tem um diferencial. Notemos que a TNT passa seus filmes inteirinhos, sem cortes e com intervalos demorados (o tempo de ir ao banheiro ou pegar algo para comer e mais um pouco). A dublagem do canal (muito mais da metade de seus filmes são transmitidos com dublagem) é própria (o canal tem seus próprios dubladores), o que pode incomodar se assistirmos dois filmes seguidos, mas os dubladores são muito bons e a adaptação própria é uma iniciativa bacana. Compensa.
Além do mais, os filmes da TNT tem horários que quem assiste muito ao canal se acostuma (Mega Film, Cinema á La Carte, TNT Platinum, TNT Nitro, etc, tudo com seu horário). Quer um filme de ação eletrizante? Existe um horário específico. O telespectador não se preocupa em ver o horário que determinado filme vai começar.
Ainda assim, as regalias do canal não são exclusivas e não são o bastante pra torná-lo a maior audiência da TV paga. O telespectador paga por exclusividade. O canal deve isso. Vai ser difícil perder a liderança pelo costume que o telespectador de fato adquiriu pelo canal, e sua fama traz credibilidade. Mas se o canal respeita seus telespectadores, talvez devesse gastar um pouco mais pra trazer exclusividade aos mesmos. Já que não pode trazer antes dos canais premium (Telecine e HBO), o canal prata poderia trazer, ao menos, antes dos canais abertos. É o mínimo.
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A Glória Perez que me desculpe, mas o final de América ontem foi a coisa mais ridícula que já aconteceu na novela. Ver a Deborah Secco vestida de Estátua da Liberdade (parecendo o bonequinho do seu querido globinho americano do início da novela, com o Empire State e a Estátua da Liberdade), trabalhando como estátua viva (que só mexe com dinheiro) escutando o Murilo Benício e a Gabriela Duarte se beijarem e trocarem declarações sem poder se mexer foi o pior clichê da novela. Hoje tem o beijo da Deborah Secco com o Caco Ciocler. Vamos ver no que vai dar. Até amanhã!
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:20 PM
Quarta-feira, Agosto 3
O ALÍVIO CÔMICO DA MODA
Novela é sempre algo considerado dramático, mesmo que a proposta seja outra. Dramalhão é a palavra mais usada para descrevê-las. Nem sempre é assim. A novela A Lua Me Disse, ainda que não seja uma boa novela, não propõe ser um dramalhão como a novela América propõe. Mesmo não sendo, a fama do passado faz o telespectador crer que novela é um dramalhão.
Para livrar suas obras de caírem no imaginário popular como um aumentativo de drama, o que sempre espanta telespectadores, os autores tiveram que inserir comédia por obrigação em suas novelas (o que nem sempre é fácil). Para isto, dividi-se a novela em núcleos. Há sempre um núcleo de personagens cômicos, que podem se envolver em drama, mas nunca podem perder sua essência cômica. O núcleo cômico nunca pode ser o núcleo principal de uma novela, é importante frisar. Em Rainha da Sucata, Silvio de Abreu criou um casal de protagonistas voltado para a comédia, o que o público não gostou e forçou o autor a mudar o ritmo de sua novela.
Os autores atuais, cientes da regra (se tornou uma regra) do alívio cômico, apostaram em um mesma forma de inserir comédia em suas tramas: uma pensão. E até certo ponto, é possível compreender a decisão. Uma pensão é um lugar (eu sei que você sabe!) onde pessoas diferentes moram, nunca por obrigação de terem algum tipo de laço familiar e até mesmo relacionamento. Sendo assim, os autores resolveram unir diversas pessoas cômicas em um mesmo lugar, que acaba se tornando um ponto de encontro.
Na novela das seis, Alma Gêmea, a pensão da Divina (Neusa Maria Faro) é uma concentração de comédia muito bem sacada. Existem os parentes da dona, entre elas o próprio marido, a mãe, os filhos e pensionistas e amigos de Divina. A hora em que todos se reúnem para jantar é um momento de total descontração e onde é possível dar muitas risadas. De todas as pensões no ar, talvez esta seja a melhor.
Já em A Lua Me Disse, novela das sete do autor Miguel Falabella, a pensão é de Dona Roma, um travesti vivido por Miguel Magno, que parece a mãezona de todos daquele Beco da Baiúca. Ali não existem muitos personagens inteligentes, e sim pessoas comuns, que às vezes funcionam com comédia. Não é um lugar onde muitos moram, mas sim onde muitos passam. As melhores cenas são as de Dona Roma, a melhor coisa da pensão e uma das melhores coisas de toda a novela.
Por fim, temos a pensão da Dona Consuelo (Claudia Jimenez), uma mexicana que mora em Miami, na novela América. A pensão é muito feita com cenários e iluminação, mas ultimamente, mal tem aparecido com algo novo. Apenas com casos corriqueiros para dizer que aquele lugar existe e que ali estão personagens. É uma pena constatar que grande atores da comédia brasileira de televisão, como a própria Claudia, Roberto Bomfim, Rosi Campos e Guilherme Karam foram para neste lugar. Poderiam estar sendo melhores aproveitados.
Nesta novela das oito, América, nos personagens da pensão não passam de caricaturas muito mal rabiscadas por uma autora desnorteada (como em poucas vezes em sua carreira como escritora de dramaturgia). E este é um dos maiores riscos que correm as novelas que apostam em pensões para serem o núcleo cômico, o alívio cômico de uma novela: ser apenas um lugar lotado de pessoas sem a menor graça e caricatas. Habitantes de pensão não podem ser tão superficiais (como um pires). Tem de haver alma.
Não adianta morar em pensão e ser engraçado. Tem que convencer o telespectador de que sua existência não passa de um papel cômico na novela. O sorriso barato pode sair um problema insolúvel.
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Às vezes parece brincadeira: ontem, assistindo a Malhação (algo que raramente faço), constatei que até a novelinha adolescente tem uma pensão de uma certa Dona Filó, interpretada por Bete Mendes. Me pareceu algo passageiro, e não fixo na novelinha. Dá vontade de rir da criatividade.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:56 PM
Terça-feira, Agosto 2
PAU PRA TODA OBRA
A Globo pode até ser considerada a maior emissora do Brasil em função de sua grande audiência. É, de fato, a melhor emissora em função do tripé que mantém a TV: jornalismo, dramaturgia e esportes. Ainda é a melhor emissora brasileira nestes três quesitos. Mas é inegável um fato: por mais que a Globo tenha a maior audiência, ela carece de bons apresentadores. Os maiores apresentadores do Brasil não estão lá.
Antes de chegar onde quero, vou ressaltar, como exemplo, que Raul Gil e Silvio Santos, dois dos maiores apresentadores da história da nossa televisão estão, respectivamente, na Record e no SBT. Eles rendem grande audiência em função do que são, e não em função de seus programas.
Mas a grande apresentadora da nossa TV é que faz a diferença. Hebe Camargo, apresentadora do Hebe, consegue unir o útil ao agradável: audiência e talento. Mesmo que você não goste da apresentadora, você sempre vai assistir seu programa quando algo que lá estiver lhe interessar.
Eu sou grande admirador da apresentadora, confesso. E explico o porquê: ela consegue unir diversas figurar no seu famoso sofá para conversar sobre diversos temas. Ela compreende tudo e nunca deixa com que as atenções se voltem para ela. Hebe sabe que estão assistindo-a por causa dos convidados. Mesmo aqueles que são admiradores dela, ninguém assiste seu programa por causa apenas dela.
Ontem, por exemplo, confesso que fiquei surpreendido com a capacidade da apresentadora em saber realizar uma entrevista com a senadora Heloísa Helena. Sabemos que ela é agressiva por natureza e, apesar de Hebe não ter conseguido tirar essa imagem da senadora (não era a intenção), Hebe ao menos conseguiu torná-la uma outra figura aos nossos olhos. Foi a melhor entrevista da Heloísa Helena que já vi.
Os entrevistadores não podem nunca querer ser mais que seu entrevistado, como Jô Soares sempre faz. A entrevista de Heloísa Helena no Jô foi deprimente, pois ele queria ser o centro de tudo, interrompendo diversas vezes o raciocínio da senadora. O mesmo pôde ser constatado na entrevista de Roberto Jefferson.
Se a Hebe estivesse na Globo, talvez não fosse tão bem aproveitada. Quem vai pra Globo perde a autonomia (vide Jô). É bom que ela fique no SBT. Pelo menos estaremos com ela, o que é sempre agradável.
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:24 PM
Segunda-feira, Agosto 1
ATACADO DE ARTISTAS
De volta à ativa. As férias foram ótimas. Deu pra notar muitas coisas da nossa TV. Vamos em frente, preciso ganhar o ritmo novamente.
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Qualquer artista, por mais velho, famoso ou carismático que seja, precisa estar na mídia para poder continuar a receber aquilo que o classifica como artista: dinheiro. Nenhum artista é artista porque gosta de ser artista. Todos eles buscam através da fama seu modo de ganhar dinheiro. É claro que existem artistas como Hebe Camargo, que é artista porque tem o dom de comandar um programa. Mas pegue uma atriz como a Karina Bachi. Você colocaria sua mão no fogo por ela, afirmando que ela é famosa (ou artista), apenas por gostar da profissão? Ela busca alguma coisa. Ela busca dinheiro.
Para promover os artistas (até mesmo a Hebe Camargo precisa de promoção), existem os assessores de imprensa, que recebem os convites para novos trabalhos (atuar em novelas, apresentar programas, etc) ou para fazer mechandising. Para os artistas valerem bastante (a história do passe alto), eles precisam aparecer. E por fazerem tudo para aparecer, são artistas. Artistas são as pessoas que fazem tudo. Artistas da mídia, normalmente, topam tudo por dinheiro.
A Globo, maior concentradora de artistas de mídia da televisão aberta brasileira, sobrevive por merchandising. O programa do Luciano Huck, por exemplo, recebe altos índices de investimento em merchandising por causa do seu apresentador. Já o Superpop, da Luciana Gimenez, recebe baixíssimos merchandisings em função (principalmente) de sua apresentadora.
O maior produto da casa, a novela América, precisa para merchandising não apenas para sua sobrevivência, mas também para a sobrevivência de outros programas da casa. A quantidade de dinheiro que é investido no Zorra Total não deixa com que o programa sobreviva sozinho. O dinheiro de América é o que nutre muitos programas da Rede Globo.
Ultimamente, a novela das oito tem rendido grandes índices de audiência, o que dá, no mínimo, segurança para que a novela (e outros programas) fluam tranquilamente. Diante disso, não é de se estranhar que o deficiente visual (ou cego), Gabriel, ou Gabrielzinho do Irajá, como é vendido e conhecido, esteja sendo superexposto pela emissora?Ontem, no Domingão do Faustão, ele, que aparece constantemente na novela América, ficou mais de uma hora falando. Na semana anterior, ele também havia comparecido no mesmo programa. Somando-se isto a suas participações em outros programas da Globo, como Mais Você e Vídeo Show, é simplesmente possível afirmar que o garoto está sendo vendido e vendendo.
Como Faustão afirmou ontem, ele vai lançar um CD, pela Som Livre (das Organizações Globo), com a ajuda de... Marcos Frota (global da novela América). Deu pra compreender o porquê dele estar sendo vendido? Mas e como ele está vendendo? É aí que entra a Globo na história.
Eu nem sei se ele tem algum assessor de imprensa. Creio que não (a mãe deve cuidar de tudo). Mas ele nem precisaria, pois a Globo está cumprindo esse papel. O garoto, que está aparecendo em diversos lugares, está vendendo a novela América (mais especificamente o núcleo dos cegos, com Jatobá, vivido por Marcos Frota, e Flor, interpretada por Bruna Marquezine). Não que o garoto não deva aparecer na mídia, mas é que ele é um cego comum, que pratica atividades físicas como qualquer outro cego mais, digamos, corajoso. Mas ele não aparece por isso, e sim por causa de seu suposto talento para o samba.
Ora, convenhamos, o garoto não tem a menor afinação vocal, e não demonstra saber tocar nenhum instrumento musical. Gabrielzinho do Irajá apenas proclama suas músicas sem o menor ritmo. Eu não creio que ele tenha tudo que Arlindo Cruz, mestre do samba, tenha dito que o garoto tenha. Ele aparece em América apenas por ser um artista. E é triste ver que ele esteja sendo favorecido, e ganhando elogios que ele logicamente não mereça. Gabriel, que parece ter lutado juntamente com sua família para ganhar respeito e para não ser tratado com diferença por nós, não precisa ser favorecido sem merecimento. Mesmo que para ser favorecido, ele não pode ser tratado como cego. É uma forma de preconceito. Excesso de paparicação em deficientes visuais é preconceito.
O garoto, porém, caiu no banco de favores: venda a novela que vendemos o seu CD. A Globo sabe como ninguém vender seu produto. E mesmo quem não esteja entre os contratados da emissora carioca pode acabar se tornando uma embalagem global. Não deve haver melhor lugar no mundo para se fazer estágio do curso de Publicidade e Propaganda do que a Globo.
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Alguém sabe me dizer por que Gabrielzinho do Irajá, mesmo cego, usa óculos?
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Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 7:47 PM
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Um pouco de mim |
Me chamo Gustavo Cruz e Silva, moro em Florianópolis, cidade que amo. Gosto muito de tudo. Desde futebol até televisão. Ah, sim! Televisão. Eu amo televisão. Espero que você compartilhe comigo o meu gosto. Um abraço! |
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Um pouco do blog |
Televisionando surgiu de uma idéia antiga minha, de ter um blog para falar do que penso da televisão de um modo geral, seja ela TV aberta ou TV paga. Desenvolvi minha idéia e este espaço é a realização concreta de um sonho. Espero que você volte aqui sempre para ver as últimas novidades da TV e, é claro, uma opinião forte sobre a mesma. |
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