Quinta-feira, Julho 14

HEROÍNA? MOCINHA? VILÃ!

Há um mês, escrevi aqui no blog uma coluna comentando o quanto a personagem da Deborah Secco, Sol, na novela América, não convencia. Pois não é que, um mês depois, a personagem dela apenas piorou, tornando-se motivo de risada nacional.

Vamos começar a contar a história dela, lá no Rio de Janeiro. Quando sua casa estava pra ser desmontada, ela fez a maior cena pra não despejarem ela e sua mãe. Depois, armou um barraco por causa de uma boneca, sempre dizendo pra sua mãe que queria ir para a América.

Passam-se alguns anos e ela continua com a mesma obsessão ambiciosa. Eu quero ir para a América, diz a todo instante, com um sussurro insuportável. Sem escrúpulos, ela é capaz de ir até uma cidade no interior do Brasil para enganar sua tia (Dona Neuta, interpretada pela ótima Eliane Giardini), dizendo querer 10 mil reais para abrir um salão.

Enquanto isto, ela é capaz de seduzir um peão de rodeios (Tião, o tosco Murilo Benício) para depois abandona-lo e deixa-lo sofrendo.

Ela retorna para o Rio de Janeiro e usa aqueles 10 mil reais de sua tia para pagar um coiote que a leve ilegalmente para os Estados Unidos. Isso mesmo: ela enganou sua tia para enganar a lei, tentando entrar em um país em busca de se dar bem, custe o que custar.

Infelizmente, isso não dá certo. No meio do caminho, ela é deportada. Aí, ela retorna para os braços de Tião, que crê veementemente no amor da menina, ao ponto de leva-la ao altar. Prestes a casar, ela recebe um telefonema do coiote dizendo pra ela que é melhor crescer na América que ficar com um peão no interior do Brasil.

Tentada, ela abandona o peão na porta da igreja, para ir em busca de seu sonho, deixando seu pai, com problemas no coração, muito preocupado. Ela novamente dribla a lei e entra nos Estados Unidos ilegalmente.

É presa com porte ilegal de drogas e denuncia todos os coiotes. Ainda presa, ela chora, achando-se a santa. Mal sabe ela que no Brasil, existem muitas pessoas preocupadas. É só achar uma brecha na cadeia para que ela escape da prisão (novamente, de forma ilegal), para entrar dentro de uma caixa de papelão, indo parar na casa de Ed (Caco Ciocler, ótimo). Ela consegue seduzir o rapaz, não deixando-o pensar em outra coisa.

Aí, ela se lembra de uma amiga que não via há 15 anos e que estava milionária em Miami.Vai em busca da amiga e descobre que a mesma foi pra Nova York, fazer uma turnê de shows. Aí ela conhece Ju (Viviane Victorelli, uma surpresa agradável), se aluga na casa da mesma, e ainda pede emprego em uma boate onde ela dança semi-nua. O pior é que em quase todas as noites ela tem que parar o trabalho pra choramingar e pede para que Ju cuide de tudo.

Sortuda, Sol ganha em um cassino 10 mil dólares. Ela resolve se lembrar que tem um padastro que está a beira da morte, por causa do coração, e envia 5 mil dólares para o mesmo. E os outros 5 mil? Ele dá pro homem que está enfeitiçado por ela (aquele da caixa...) pra comprar um casamento.

Acontece que ela não está apaixonada por este homem. Ela apenas quer casar com o mesmo para enganar a lei e ganhar o seu... Greencard! Ela quer ganhar o seu visto na terra dos sonhos, como ela mesmo intitula os Estados Unidos.

Aí entra uma tal May (Camila Morgado, no tom certo). Namorada de Ed, ela corretamente não quer que seu namorado se case com outra. Ela resolve denunciar a moça (uma ilegal, um ato completamente certo) e a outra resolve convencer Ed de que May é a pior pessoa do mundo. Essa moça não tem piedade nem de um casal de norte-americanos intelectuais...

Desconfiados de que tudo não passa de uma farsa, os agentes da imigração começam a fazer pressão em cima de Sol e de Ed, forçando os dois a morarem juntos. Como qualquer pessoa normal, May fica com ciúmes. Mas na cabeça de Glória Perez, a autora, ela deve ser uma vilã.

Ah, tem mais: mesmo nos Estados Unidos, com uma condição de vida boa, ela ainda quer controlar a vida de Tião, no Brasil. O mesmo, fazendo o certo ao se casar com Simone (a estonteante Gabriela Duarte), não cai na armadilha. É melhor eu ficar com a sobrinha de meu maior inimigo que luta por mim ou com uma mulher que trabalha quase como prostituta nos Estados Unidos e que me largou na porta da Igreja? Ao menos esse personagem Sol não vai conseguir controlar...

Definitivamente, Sol mais parece uma vilã das boas do que a heroína que ela pretende ser. Nada contra a Deborah Secco, que deu a volta por cima na sua atuação inicialmente fraca. O problema é com Glória Perez, que parece não ver o limite do certo e do errado.

Utilizando de um trocadilho que a própria novela usa: Sol, de fato, queima.

***

Vou viajar hoje e não vou poder postar por duas semanas. Mas pode deixar que, quando retornar, o blog vai estar com um novo fôlego, pronto para uma nova jornada. Um abraço!

***

Se possível, tentarei me dirigir a algum Cyber Café para postar notinhas. Não é nada garantido.

***

Quem disse que blogueiro não merece férias, hein?

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:56 AM

Quarta-feira, Julho 13

COMO ESTÃO OS REALITIES SHOW NO BRASIL?

Reality show normalmente é conhecido como algo fútil e desnecessário, como um degrau para a fama e para o sucesso de pessoas fracassadas em suas vidas. O Big Brother Brasil é o maior exemplo de reality show de fato inútil: pessoas confinadas em uma casa não fazem absolutamente nada para ganhar um milhão de reais.

Porém, notem que os todos os reality shows inúteis da televisão brasileira estão na Globo. Desde o , que promete ao vencedor uma fama que nunca vem, até o Big Brother: nada acrescenta ao telespectador.

A Record, por sua vez, não se especializou no9 ramo de reality shows por enquanto. Sua maior aposta foi com O Aprendiz, um reality show que ao menos ensina algumas dicas do mundo empresarial ao telespectador. Houve uma aposta com Sem Saída, que era um game show que a Record teimou em classificar como reality show.

A Bandeirantes apresenta um reality show muito inteligente: Joga 10, que mostra a vida de garotos que buscam ser o camisa 10 de um time de futebol no futuro. Aprendemos com Dunga, Bebeto e Zagallo dando dicas aos garotos.

Porém, nenhum reality show pode ser considerado mais interessante que O Grande Perdedor, do SBT. O programa mostra a luta de pessoas obesas em emagrecer. Vê-las lutando contra a balança, através de dieta (que a nutricionista do programa nos ensina) e através de exercícios físicos (precisa ensinar?).

O mais bacana é que o programa incentiva o telespectador a ter uma vida mais saudável, o que é sempre necessário. O Grande Perdedor já deu frutos: um livro do programa está sendo vendido nas bancas e já faz sucesso.

Em outubro, o SBT vai estrear Casamento à moda antiga, que vai mostrar pessoas solteiras em busca de um novo amor. Ou seja: vai ser um reality show bem meloso, mas que ao menos vai ajudar alguém.

Na história do SBT, houve um reality show espetacular (mas que poucos viam), chamado O Conquistador do Fim do Mundo, que envolvia participantes de vários países da América e que testava os limites físicos e mentais dos participantes.

Ou seja, podemos até reclamar que Silvio Santos é um pouco antiquado. Que quer fazer da sua emissora a mesma coisa que a NBC ou a ABC dos Estados Unidos. Mas ele sempre tem o bom gosto que falta para a Globo e para outras emissoras.

***

Besteiras como O Jogo, No Limite e Hipertensão (todos da Globo), nem contam.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 4:22 PM

Terça-feira, Julho 12

ESTRÉIA DE FAMA 4 FOI UM SHOW DESNECESSÁRIO

Angélica parece aquela pessoa sempre a vontade onde quer que esteja: ela pode estar apresentando um fútil game no Vídeo Show ou em uma mesa de parto, mas ela vai parecer parte do lugar. Quando ela entra em contradição consigo mesma, fica visível.

Foi o caso da estréia do Fama 4 (Globo, sábado, 16:30h). O programa estreou com aquele inconveniente clima de festival. O júri era composto por DJ, atores (Eri Johnson, Marcelo Novaes) e outras figuras sem a menos propriedade para compor um júri de festival de música, mas que estão lá pra se promover, pra marcar presença.

Em American Idol (primo rico americano de Fama), o interessante é ver o júri. Aquelas figuras com naipe para poder escolher o melhor candidato cativam mais que os próprios competidores. Quem nunca se pegou rindo de uma conclusão de Simon Cowell?

É aí que entra Angélica, no meio de isso tudo, sem saber contar as novidades da nova edição, sem saber o que faz ali, fora do seu lugar. É constrangedor ver ali uma figura que claramente não está gostando de estar ali. Uma figura que tanto gostamos. Toni Garrido, que esteve nas duas primeiras edições se deu conta de que aquilo não era sua praia e saiu.

A Rede Globo parece insistir desesperadamente em uma fórmula ultrapassada e mal explorada, que acaba se tornando chata, um caça níquel de ligações para votações cada vez mais duvidosas, com os participantes fingindo chorar para permanecer no programa.

Pra que insistir com isso? Pra que querer escolher um vencedor que um mês depois desaparece, para ter seus novos 15 minutos de fama em uma entrevista no Programa do Jô, que mais parecem um prego no caixão, para eles caírem no esquecimento? Angélica não merecia isso. Tampouco o brasileiro.

***

Sobre a estréia de Kevin Hill (Warner, sexta, 20h), basta dizer que foi óbvia o bastante e mal estruturada no quesito roteiro. É uma história de garanhão que tem que cuidar de bebê e sua vida muda completamente. Ou seja, como se vê, previsível. Mas rende alguns risos, apesar de tudo. Ah, é claro: o ator principal colabora, pois é bastante carismático.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 7:45 PM

Segunda-feira, Julho 11

UMA REVELAÇÃO LAMENTÁVEL

Pense rápido: qual é a melhor coisa do Programa Raul Gil (Record, sábado, 13h)? Nove entre dez pessoas responderiam o quadro Pra Quem Você Tira o Chapéu. Isso ocorre porque este é, de fato, a melhor coisa do programa. Ver o convidado dizendo do que gosta e do que não gosta, com os itens escritos em chapéus, é sempre interessante.

E se, de uma hora pra outra, você não pudesse crer mais neste quadro. Ver que ele é uma grande armação. O que seria do Programa Raul Gil? Definitivamente, seria um programa sem credibilidade.

Pois bem, no último sábado, enquanto o quadro do chapéu ocorria, tudo parecia comum. O convidado era o comentarista esportivo Milton Neves, sempre polêmico, o que aumenta o interesse do telespectador pelo programa. Ele estava respondendo todas as perguntas normalmente até que Raul Gil resolveu mostrar um flash-back onde o narrador Silvio Luiz, no mesmo quadro do chapéu, diz que não tinha como tirar o chapéu para o Milton Neves porque não o conhecia!

Irritado, Milton Neves soltou uma bomba. Justamente a revelação que eu queria lhes contar: o convidado é quem escolhe os itens de dentro do chapéu! Isso mesmo: aquele quadro de mais de vinte anos era feito de acordo com o gosto do convidado. Neves falou isto para justificar o fato de que Silvio Luiz não tinha como desconhecer a existência dele, pois foi ele próprio quem colocou o nome dentro do chapéu.

Ora: qual a credibilidade de um programa que tem em se mais inteligente e divertido quadro uma situação de armação? Qual a graça de ver um convidado falando sobre temas que ele próprio escolhe? É como uma entrevista, onde o entrevistador é o próprio entrevistado. Assim, não existe saia justa, que é a grande graça de uma entrevista, desde que o mundo e mundo.

A sorte de Raul Gil foi que, no momento em que este trecho do programa foi ao ar, seu programa registrava uma baixa audiência (a estréia de Fama estava em seu ápice). Assim, a farsa não foi propagada.

Sinceramente, eu preferia não saber que a televisão no Brasil tinha tanta armação por fora de si. É lamentável saber que por mais de trinta anos Raul Gil enganou a uma nação inteira.

Ao invés de honrar ser telespectador, preferiu oferecer comodidade ao entrevistado. É o cúmulo do desrespeito.

***

Amanhã, curtas notas sobre as estréias de Fama e Kevin Hill.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 3:31 PM

Sexta-feira, Julho 8

O SUCESSO DE UMA ROTINA HOSPITALAR

Existem algumas séries que nascem viradas para o sucesso. O maior caso delas ultimamente foi Desperate Housewives, um seriado bom, que agradou crítica e público em uma emissora que andava com as pernas bambas (ABC).

Greys Anatomy pode ser um caso parecido. Se souber conquistar ser público de jeito, vai virar um outro grande sucesso. O tema o público já gosta: hospital.

O seriado conta a história de um grupos de cirurgiões residentes em diversas situações, desde o excesso de segurança, até a ganância e a falta de preparo. Conflitos e emoções mil.

Não é um seriado de equipe médica qualquer: aqui há tensão e há um leve toque cômico. O texto é muito bem trabalhado nessa dosagem. Não se perde no caminho. No fundo, é uma série de cunho mais dramático que cômico. Mas cada chance de se explorar comédia é aproveitada.

A questão é: por que a câmera treme em cena de cirurgia? Quem estabeleceu isto? É norma? Os cortes são excessivamente rápidos, e a tremedeira da câmera confundem a compreensão da ação.

No mais, tudo é muito bacana. A trilha é muito inteligente, não se prendendo a músicas de vinheta, ganhando gênero próprio. Se lançada em CD, vai vender.

O melhor de tudo, porém, é o elenco: Patrick Dempsey é um ator seguro, Katherine Heigl tem carisma e Sandra Oh tem seu talento específico. O resto do elenco é bastante homogêneo. A química do elenco pode dar uma vitória a série.

A história costumeira agradou aos americanos e vai agradar aos brasileiros, provavelmente. A pergunta é outra: até quando vai agradar? Isso é uma questão a ser discutida mais para a frente.

Por enquanto, é se divertir com uma maravilhosa história simples de uma rotina hospitaleira. Tão simples que fascina justamente por isso.

***

Não perca a estréia de Kevin Hill, hoje, às 20h na Warner.

***

Domingo, também tem estréia na Warner: The Swan (22h) e The L Word(23h).

***

Um bom final de semana! Não esqueça de responder a nossa enquete abaixo, ok?

***


Qual canal trouxe as melhores séries para você neste ano?

Sony

Waner Channel

Fox













***

Envie um e-mail em branco para tavinhofpolis@globo.com e participe do grupo de discussão Yahoo Televisionando.

***

Temos uma comunidade no Orkut! Procure por Televisionando em comundidades.

***

Amanhã não tem coluna, só pra lembrar...

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:04 AM

Quinta-feira, Julho 7

UM RESTAURANTE, UM SALÃO, O FIM DO MUNDO E O FIM PRECOCE

A coluna de hoje não vai ser uma coluna. Vai ser um acumulado de comentários sobre as séries que estrearam ontem e... bem, você vai ler.

***

The Restaurant (Sony, Quarta, 19h).

É um reality show sobre um rapaz que quer construir um restaurante em Nova York e busca o lugar certo, a melhor equipe. Ele tem verba pra trabalhar. Algumas coisas dão errado. Dá pra sentir?

Tem um visual tipo O Aprendiz, com uma abertura muito parecida e vinhetas idem. O apresentador não parece tão a vontade no comando. Mas ele tem o manejo pra prender o telespectador.

Mesmo quando não está tudo errado, o apresentador Rocc faz o espectador crer que algo vai acontecer, que tudo é importante. Mas é fútil.

Dá pra se divertir, talvez porque o próprio programa não se leve a sério, o que descontrai. É bem mundo real. Mas com investimentos grandes, que facilitam as coisas. Confira.

***

Blow Out (Sony, Quarta, 20h).

É a mesma coisa que The Restaurant. Muda que aqui é a abertura de um salão de beleza. Tem um visual praiano, clean, bem modernoso (meus termos...).

A diferença é que aqui o apresentador é muito mais carismático. Sua base como um cabeleireiro famoso ajuda a crermos nele. Chama-se Jonathan Antin.

O erro foi estrear junto com The Restaurant. O fato de um ser muito parecido com o outro pode acabar prejudicando. Mas Blow Out me parece mais propício ao sucesso.

Há uma coisa apenas que pode prejudicar: o apresentador de The Restaurant não é conhecido. Este é. As coisas aqui ficam muito mais fáceis. Mas, felizmente, não menos interessante. Também vale a pena.

***

Revelations (Sony, Quarta, 21h)

Em uma época onde livros como Anjos e Demônios e O Código da Vinci estão na lista dois mais vendidos, essa onda de revelações tinha que atingir a televisão.

A sacada foi perceber que era tudo momentâneo. Então, ao invés de se criar uma série, criou-se uma microsérie. Micro mesmo: seis capítulos.

A história de Revelations é (bem basicamente) de uma menina em coma, na cama, que começa a fazer profecias sobre o apocalipse. Aí entra um padre e uma freira pra ajudar a desvendar. O pai da menina chega até o local e a faz ressucitar, após uma parada cardíaca.

Mesmo que você não tenha o visto o primeiro capítulo (e eu o recomendo a fazer isso), já sentiu a história. Essa sensação de dejá vu é presente. Os planos são os mesmos, tudo com sombra, vento, chuva, trovões, sussurros. Tudo aquilo que você pode imaginar.

Até o Bill Pullman, que andava mal tanto no cinema quanto na televisão, acerta. O tom de angústia funciona.

Com seis capítulos, funciona. Acrescente aí mais capítulos (o que não vai acontecer), e a série corre o risco de cair no lugar comum.

Você vai ver, sentir, até gostar. Mas em pouco tempo, nem vai se lembrar. Passa.

***

Eyes (Warner Channel, Quarta, 22h).

Extremamente tediante e desgostosa foi a experiência de conferir a série Eyes. É muito chata. Parece uma cópia de James Bond um tanto mais alegre.

O elenco é horrível e não convence. O texto é medíocre, com falas horríveis (nem tive vontade de reproduzi-las). Ou seja, é bem fraca mesmo.

O futuro da série foi tão curto quanto este comentário: durou seis capítulos nos EUA, até alguém perceber o quão ruim ela era e mandou tirar do ar. O telespectador não merece isso.

***

Você não pode perder hoje, na Sony, as 21h, a estréia de Greys Anatomy, que conta a rotina de um hospital. Amanhã você vai conferir o comentário aqui no blog, provavelmente.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 1:12 PM

Quarta-feira, Julho 6

CHEGARAM AS NOVAS SÉRIES E TEMPORADAS

Se semana passada e retrasada foram para encerrar as temporadas, consequentemente, esta semana e na semana que se suceder trarão aos telespectadores novas séries, principalmente dos canais Sony e Warner Channel.

A Warner Channel vai trazer Eyes (quartas, 22h), Kevin Hill (sexta, 20h), The Swan (domingo, 22h) e The L Word (domingo, 23h). É um pacote em que a Warner aposta todas as suas fichas.

Já a Sony traz, com estréias hoje, The Restaurant (19h), Blow Out (20h) e Revelations (21h). Amanhã é a vez de Grey's Anatomy (21h). São poucas as novidades na semana. Pra frente tem mais.

O maior objetivo é tirar da cabeça dos telespectadores a idéia de que as legendas dos seriados são ruins, o que de um certo modo é verdade. Muitas foram as reclamações para as legendar de seriados como Desperate Housewives, Lost e House.

Os canais também vão ter que provar que, apesar dos grandes investimentos, os seriados americanos por aqui transmitidos não são apenas rasos e cheios de intervalos comerciais, como está na cabeça do telespectador.

Vai ser preciso muito trabalho, já que o telespectador está interessado em bons seriados. Mas, principalmente, em uma boa transmissão.

***

Com a estréia de alguns seriados hoje, amanhã certamente você vai poder conferir os respectivos comentários aqui no blog.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:37 PM

Terça-feira, Julho 5

AMÉRICA VIVE SEU MELHOR MOMENTO

Assistindo ontem ao capítulo da novela América, pode-se notar que a novela está vivendo o seu melhor momento. Talvez não o maior momento de inspiração da sua autora, Glória Perez, mas a história em si é que colabora com os acertos.

A responsabilidade do acerto da novela me parece relacionado a uma trama muito boa que envolve os personagem Tony (Floriano Peixoto), Haydée (Christiane Torloni), Raíssa (Mariana Ximenes), Glauco (Edson Celulari), Nina (Cissa Guimarães) e Lurdinha (Cleo Pires). É um conjunto muito bom.

Essa história de mãe e filha que disputam o mesmo homem teve um grande acerto: a cautela de Glória Perez. Primeiro, ela fez Haydée descobrir que Tony era o homem de Raíssa. Depois, Tony descobriu que Haydée é a mãe da menina. Ontem, ao final do capítulo, Glauco descobriu que Tony é o amante de Haydée. Falta Raíssa descobrir. É aí que talvez a novela alcance sua maior audiência.

A hora que Lurdinha e Glauco se envolverem, talvez a novela cresça de uma forma mais bacana ainda. Cleo Pires promete. O Oi, Tio virou uma espécie de mania nacional.

Tudo isso só vem provar o quanto a trama Sol/Tião/Simone/Ed é desinteressante, tola e fútil. Como a autora pode querer desenvolver um romance por distância (EUA/Brasil), entre Sol e Tião, se cada um cita o nome do outro apenas uma vez por capítulo? Sol e Ed combinam mais que Sol e Tião. Mesmo pode se dizer de Simone e Tião. Murilo Benício e Gabriela Duarte tem química.

A novela América teve um bom primeiro capítulo (elogiado pelo blog), mas só decaiu, com umas idéias desorganizadas e desordenadas (que idéia é essa de fazer Lúcia Veríssimo e Deborah Secco competirem por Murilo Benício?). Agora a novela atingiu seu pico por um núcleo urbano, provando que o brasileiro gosta disso.

Glória Perez tem a faca e o queijo na mão. Se ela souber usar corretamente sua munição, América pode se firmar como uma novela que caiu no gosto do brasileiro, algo que a um mês atrás era impossível de se imaginar.



|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 11:46 AM

Segunda-feira, Julho 4

NOVA EDIÇÃO DE O APRENDIZ É UM ACERTO AINDA MAIOR

Já se passaram três semanas desde a estréia do programa O Aprendiz 2, na Rede Record, e já se pode dizer que o programa desta vez está melhor que na primeira edição. Uma produção caprichada, uma trilha sonora bacana e participantes dispostos (ainda que um tanto incompetente). Falta algo? Ah, é claro: Roberto Justus.

Na primeira edição, me lembro ter reclamado por mais de uma vez da postura robótica do apresentador, que não parecia a vontade no seu papel no programa. Dava a impressão que as decisões tomadas por ele na sala de reuniões eram combinadas, tamanha era a falta de naturalidade.

Agora, o apresentador se mostra muito mais solto e capaz de nos surpreender. Conseguimos crer no que o apresentador diz e levar a sério seus ataques de bronca. Até a dica que ele dá sobre o mundo empresarial surte melhor: a forma como ele fala inspira credibilidade.

Pode até ser que não tenha sido ele o causador do aumento de audiência do programa, que aumentou de oito de média do primeiro Aprendiz para dez neste. A audiência comporta de acordo com o empenho da equipe.

Todos os técnicos parecem dispostos a fazer um trabalho melhor. O câmera capta melhor os olhares e atos dos participantes, a trilha sonora (ainda que parecida com a da primeira edição) agora consegue influenciar na leitura do programa e a edição parece obter um resultado final melhor, colocando pontas do lado emocional dos participantes, o que era nulo na primeira edição. Pode ser efeito da mudança de produtora.

O problema maior parece estar do lado dos participantes, que não tem o menor carisma e competência. O time feminino parece um poço de burrice. Mas, por incrível que pareça, quanto maior a incompetência dos participantes, maior o show de Roberto (Trump) Justus.

E um show de Roberto já vale qualquer esforço dos produtores de O Aprendiz 2.

|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:38 AM

Sexta-feira, Julho 1

FIM DE DESPERATE (PODE) SER O COMEÇO

Acabou nesta quinta-feira a temporada do excelente seriado Desperate Housewives. É muito provável que a série venha a ter uma continuação, até porque merece isso.

Maior mérito do seriado foi conseguir fazer sucesso com o tipo de humor mais difícil de se trabalhar: o humor negro. Os excelentes diálogos contribuíram para que o tema entrasse na casa de milhões de pessoas sem causar constrangimento.

O elenco também era ótimo: Teri Hatcher esteve ótima como Susan, Eva Longoria convenceu como Gabrielle, Fellicity Huffman agradou como Lynette. Mas a grande atriz de Desperate foi Márcia Cross, a Bree. Que atriz! Ela soube dar o tom frágil em personagem completamente fútil. O elenco masculino também marcou presença bacana.

O texto do seriado também era muito bacana. O autor Marc Cherry acertou em cheio, escolhendo temas atuais em um seriado pra lá de atual. O suspense também foi inteligente. A resolução do mistério, ontem, surpreendeu.

O grande problema foi o fato de a Sony Entertainment Television ter decepcionado seus telespectadores, atrasando alguns capítulos, e com legendas erradas. Mas o atraso foi para chegar junto com outros seriados nesta temporada de finais de séries. Evidente.

A continuação do seriado é apenas uma questão de renovação de contrato com os atores e as atrizes e, é claro, com o autor. O sucesso de uma possível próxima temporada está na mão dele.

***

Acabou ontem Gilmore Girls, em um episódio bacana e humilde. Continuou no universo das personagens. O final parecia apenas uma conseqüência. Até a próxima temporada, esperamos...

***

Sábado e domingo não serão publicadas colunas. É a minha folga... : )

***

Domingo entra o novo template!


|
Publicado por GUSTAVO CRUZ E SILVA às 12:15 PM

Um pouco de mim


Me chamo Gustavo Cruz e Silva, moro em Florianópolis, cidade que amo. Gosto muito de tudo. Desde futebol até televisão. Ah, sim! Televisão. Eu amo televisão. Espero que você compartilhe comigo o meu gosto. Um abraço!
  

Um pouco do blog


Televisionando surgiu de uma idéia antiga minha, de ter um blog para falar do que penso da televisão de um modo geral, seja ela TV aberta ou TV paga. Desenvolvi minha idéia e este espaço é a realização concreta de um sonho. Espero que você volte aqui sempre para ver as últimas novidades da TV e, é claro, uma opinião forte sobre a mesma.
 

Um pouco de links


» Reality Center
» Cinzas de Batalha
» Ofuxico
» Controle Remoto
» Babado
» Uol Televisão
» Te Contei!
 

Um pouco de arquivos


 

Um pouco mais

 






online

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com